Poemas Góticos
FALA-ME COM TEU SILÊNCIO
Um sorriso basta!
Do que não sei ao certo
Gosto de ti até quanto te calas
E em teus lábios colho palavras
Que alimentam minha vida
E molda minhas esperanças.
Delicadamente observo nos olhos do futuro
Sonhos...
Alguns deles destruídos,
Alguns mais redirecionados
E alguns outros misteriosos
Que degustei ao longo da existência.
Despi-me das perguntas
Pois já não havia respostas óbvias
E eu faria qualquer sacrifício
Para que teus sorrisos fossem eternos
E não apenas de momento.
Lancei ao mar o grito que bradei
Querendo dar-te liberdade
E calei os sentimentos que afagam minha alma
Grande amor que foi essa mentira!
Nesta grande mentira mergulhei minhas verdades.
NO BALANÇAR DAS ONDAS
Não é a sina que me cala
Mas o silêncio que me aprisiona
Os cantos em traçadas pelo destino
É do seu lado que me refaço
Que renasço...
Sigo sorrindo a espera de um novo sonho
Sarando dores e desamores
Como num abraço dos oceanos
E eu perdida como uma onda
Dispersando a beira mar
E no soprar dos ventos
Deus trouxe você para mim
E percebi que a minha história
Não havia chegado ao fim
UMA FACE DE MIM
Mergulhei no meu silencio dentro da noite
Buscam-te em céus vazios e solitários,
Transformadas de magia à agonias,
Num desassossego de luas irreais.
Abri minhas pupilas dilatas de saudades
Como misteriosas janelas fantasiosas,
Ouvi a minha própria voz sonâmbula
Gritava em som inaudível
E ainda assim,
Teu silêncio preso a mim...
Buscava teu olhar com sua inteireza
Para gerar em mim fortaleza.
Mas, não estavas aqui
És pedaço do céu que me faltava!
Contudo vagueio em tuas estrelas
Esperando-te novamente chegar.
Sentia-te na pele, meu dilema
Quando começamos a nos distanciar
Como imagem de um menino perdido
Que em minh’alma chega a queimar.
Trilhando neste destino absurdo!!!
Eu e meu romantismo vagabundo!
Que sozinha ainda consigo ver
Os mais belos crepúsculos do mundo!
Estou d'novo aqui no meu canto, sofrendo em silêncio,
sofrendo por ti mesmo eu sabendo que nunca lhes disse nada e
você completamente não fazendo ideia da minha insignificante existência.
No silêncio da noite as lágrimas rolam, sem medo, sem preocupação, sem pena.
As lágrimas rolam e inunda o travesseiro também chamado de casa.
As lágrimas rolam e levam consigo inseguranças, dores e temores.
As lágrimas rolam e molham o sertão da minha alma.
As lágrimas já não rolam mais, pois o sono me carrega em teus braços e de alguma forma as coisas ficam bem.
Será que é isso ?
O silêncio...
Será este o meu destino ?
A solidão ?
Mesmo depois de passar por tudo isso sozinho
Eu vou continuar assim ?
As pessoas me assustam
Ou será que eu as assusto ?
Viver sozinho, estar sozinho, até que não é tão ruim...
Pelo menos posso pensar sem me preocupar com os outros ao meu redor
Os outros não se preocupam muito comigo, será que eles sabem que eu existo ?
Será que eu vivo ? Ou apenas existo ?
Existir é um fato, o fato de eu exitir não existe, é como algo que está ali mas não pode ser visto
Só aqueles com a chave secreta pode desbloquear este objeto, que pode ou não gostar de você
Eu só mudo por aqueles que mudam por mim, ou por aqueles que me entendem
Eu não vou mudar só por que a sociedade quer que eu mude, eu sou eu, não vou ter uma personalidade que não tenho apenas por que os outros querem
Mas eu sei que tenho uma personalidade original, que eu posso chamar de minha personalidade, só preciso buscar ela, eu sei que ela está em algum lugar dessa mente bagunçada e desse coração confuso, mas ela está aqui !
A solidão não é nada mais do que a falta da própria personalidade, busque esse "eu mesmo" dentro de você, ele está lá
Basta procurar, não é algo simples, mas procure, pense "Porquê eu sou assim ?" pense no porquê de tudo e assim você encontrará a resposta, a resposta para todas as suas perguntas é uma só
E ela está dentro de você...
Sou silêncio e dúvidas
Incertezas e erros
Sou medo e traumas.
Isso me faz vivo e pulsante.
Pulso pelo que ainda estar por vir.
O meu passado, conheço bem.
O meu presente, estou vivendo.
O meu futuro...
Ahhhhh, eu me recuso a prever...
A FORÇA DO SILÊNCIO
Meu silêncio fala coisas inimaginável...
Sua voz que é loquaz, me conduz com
Forças aos caminhos da razão.
Novamente o altíssimo fez silêncio
O roncar da terra horroriza
Sacrifícios em vãos são despertados
Os hereges provocadores da ojeriza
Passarão novamente a ceifar gargantas dos fieis
A lamúria conteve, se propagou
E apoderou das pessoas de espirito sereno
Que a tempestade lá fora sesse um dia
É o sol para de queimar, a agua pare de jorrar
Os indecentes de espíritos acordem
E despertem de sua eterna jactância
Excepcionalidade podem vim a ocorrer céticos
Não é o poder ou força que tem
E sim o pai chama seus filhos
E deseja que advenha
Autonomamente de educação letrada, ou condições financeiras
Será feito pela cruz e pela espada.
Medo
Prefiro me esconder atrás do silêncio,
do que ser vista, com os mesmos
erros tolos.
Escolhi me esquivar da dor com doces palavras,
ausentar minha presença de todo o mundo.
Me afastar de vocês, com minhas atitudes infames,
culpar meu estresse de todo esse tormento rotineiro,
desculpe se ouvir que tudo dará certo,
já não faz mais sentido,
nada é certo,
nesse mundo caótico,
estamos algemados ao próprio descaso.
Quando não há nada no coração
Nem silêncio,
Nem perdão,
Uma voz muda deixa a votação
É que sem opção
A democracia acaba
Justo na eleição
Dizem que sou insensível
sofro em silêncio
amo apenas com olhares
falo entre as lágrimas..
com sorrisos..
..
Talvez eu tenha muito para lhe dizer, talvez não.
Talvez meu silêncio diga tudo, talvez não,
Talvez ele diga somente uma parte, de tudo que tenho para dizer.- MCA
Sem ti é estranho
Sentir este silêncio
O ar deixou de circular
O relógio parou
O tempo passou ao desespero
As sombras
Vieram fazer-me companhia
Oiço os gritos
Sinto falta dos gemidos
Procuro-te nesta casa vazia
E nada encontro
Quero encontrar qualquer memoria
Que traga-te perto de mim
Apenas encontrei este silêncio
Em formas de sombras!
Este inferno que amordaça-nos
Do silêncio da lareira.
Onde arde o carvão que grita o infinito
Cego de dor
De angústia
Vicio feito em egoísmo.
Ironia sem fumo.
Sem raízes
Vedado
Condenado
Enganado
Em gestos de palavras
Da própria dor, onde rasgam os lábios
Pedra sôfrega sem nome.
Terra impura sem flor.
Sacia a fome entre os muros.
Do sofrimento e felicidade!
Digo-te que: Mesmo que o silêncio tire de
mim a coragem de me revelar diante a ti,
saiba que haverá sempre jeito de dize-lo.
Nossos Sons
Silêncio, silêncio.
Deixa tudo assim,
quietinho, mudo,
que eu não mudo.
Shiuuu, Shiuuu.
Tem muita gente
querendo ouvir
o que eu ouvi.
Fala não, fala nada não.
Que há de permanecer
guardado nos nossos corações
marcado como calmas canções.
O Silêncio da Cidade
Quando essa chuva parar...
vou aí te visitar
vou aí dizer que te amo com
a barra da calça molhada
vou aí te avisar que esperei deitado o tempo acalmar, que
não estive em outras residências
vou aí te servir de cobertor contra o frio
vou aí levar seus doces prediletos
vou aí conversar sobre o clima
vou aí te fazer dançar
vou aí ouvir tuas lágrimas
vou aí planejar o amanhã (porque agora acredito no futuro)
vou aí saber como ficou tua solidão sem mim
vou aí para provar que a minha solidão não ficou bem sem ti
vou aí para esperar a próxima chuva
vou aí por gostar de estar aí
vou aí brincar com teu olhar água de rio
vou aí costurar algumas notícias em teu ouvido
vou aí na terceira intenção do desejo
vou aí porque me chama por aqui
vou aí até matar tua sede
vou aí até aliviar minha fome
vou aí sabendo do perigo
vou aí escrever mais uma carta em tua parede
vou aí para crer na tua fé
vou aí ouvir os sapos almejando mais chuva
vou aí sentir o gelo da tua mão
vou aí guardar o sol do teu abraço
vou aí provar de novo um dos teus beijos
vou aí pedindo tempestade
quando essa chuva parar, vou aí te visitar
como quem quer tudo do mundo!
porque o silêncio da cidade após uma chuva
é o que me faz querer te ter por perto.
