Poemas Góticos
Se apenas uma sombra tapar a visão, ative o alarme e desperte, que provavelmente está em sono profundo, talvez o espírito esteja esperando a hora que os olhos se abram...
O que não parece realidade, poderá ser a realidade mais absoluta, pura, que com congruência esperou e espera o momento certo para manifestar...
Se for preciso voltaremos mais uma vez, ou quantas vezes forem necessárias para alcançar o saber...
Quem de nós irá para o mundo melhor?!
Quem de nós segue o melhor rumo?!
É obscuro a todos, ao sábio e ao tolo!
Se estou dormindo em uma cama dura, com estrado de madeira velha, é por uma razão que vai além do entendimento profano, aquele que aprender que a família e a honra vem em primeiro lugar, deixará um verdadeiro legado que nem todo o ouro do mundo conseguiria comprar, a vida além de um constructo diário é um grande segredo, se tivéssemos certeza do que é a morte, talvez saberíamos melhor como viver a vida...
.Relatos de um morto
Uma sombra me tocou,
meu coração se congelou,
o que um dia possuía,
nada mais me restou.
A frieza em meu sangue,
foi algo a assustar,
meus olhos esperançosos,
foram-se a fechar.
A silhueta da minha alma,
entrou em decomposição,
a luz que eu possuía,
se tornou escuridão.
►Em uma Sombra Aconchegante
Minha nossa, como tudo mudou
Falei tanto sobre o amor,
E hoje o vivo sem a dor.
.
Escrever nunca foi tão prazeroso
Montar versos nunca foi tão reconfortante
Meu peito palpita, todo carinhoso
Hoje me sinto mais apaixonado do que antes
Tenho sonhos belos, sonhos sedosos,
Onde estou no jardim, aquele, logo ali no parque
Abraçado, despreocupado, em paz de verdade
Com a morena do lado, pássaros por toda parte
Piando notas enquanto eu, em violão, as toco para ela,
Princesa, a Bela, tão aconchegada à sombra das folhas velhas.
.
Com minhas pernas secas eu a carrego em desfile
Deixo minhas mãos sentirem seu vestido
Ela me abraça, como se eu fosse arder em brasa, meu coração ferve
"Mantenha a calma", mas, que amor bobo, rejuvenescido, que me salva
De noites mal dormidas, de pesadelos que me ferem
Em pausa, aprecio o vento leve sobre aqueles cachinhos cor de nozes no inverno
Digo, e repito, que não sejamos breves, e sim, eternos.
.
Passarei a visitar com mais frequência esse florido jardim
Tenho certeza que ele só deseja fazer bem a mim
Já que hoje estou feliz, sim, feliz
Não me sinto mais sozinho, almejando um conto romântico
Hoje o vivo, sem temor ou hesitação, um mundo fantasioso e contemporâneo.
Liquidez Atemporal
Luz que não produz sombra, susto em meio ao suspiro e olhar para trás, assim nasce a suspeita que sempre persegue a roubada consciência culpada de um ladrão, que vê em cada sombra um policial. Assim, como foi dito, o caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra, sendo assim, sombra é o que nós pensamos dela, mas a árvore é a coisa real.
Se Gessinger disse, está dito: quem ocupa o trono tem culpa,quem oculta o crime também,quem duvida da vida tem culpa e quem evita a dúvida também tem !
Guarda me como a menina do olho, esconde-me a sombra das tuas asas.
Pomba Minha que anda pelas Fenda das Penhas, no Oculto das ladeiras, mostra-me a tua Face, faze-me ouvir a tua Voz, porque a tua Voz e Doce, e a tua Face Aprazível.
O Meu Amado fala e me diz:
Levanta-te, Amiga minha, formosa minha, e Vem.
O Meu Amado e Meu e Eu sou Dele.
Minha Sombra
Ela sempre faz isso comigo
Se vai como se nunca tivesse vindo
Ignora-me como se nunca tivesse existido
Mas sempre está lá,
Principalmente quando brilho.
Você é para mim como a sombra no caos
E já imagino-me jazindo no teu seio, afagando teu rosto
E mordendo teu lábio.
Tenho a certeza do quão é linda: o teu corpo, o coração
Tão belo quanto os dois juntos.
Eu não sei se você acredita em fantasmas.
Se já se assustou com algum espectro ou sombra em algum lugar.
Porém, muito mais fantasmagórico e assustador do que isso,
São os fantasmas do passado que não foram devidamente exorcizados
Em relação a política nacional e a História do Brasil.
SONETO A MINHA MÃE
Estar sozinho é como estar no deserto
Sem água, sem sombra.
Estar com a mãe é como estar em pasto
Hidratado e cheia a pança.
Mãe acalenta pela presença
Palavras de amor sem pressa
Com paciência aconselha
Demonstrando amor à beça.
Estar com a mãe no deserto
O calor não maltrata
O frio não machuca
O fastio dura um período
Embora sinta um vazio
A mãe abraça com afeto.
Caverna
Na caverna perdido estou
E não sei nem quem sou
Eu a sombra presos na parede
E de luz minha alma sente sede
Minha mente para mim mente
E sou picado pela serpente
A sombra me diz para fugir
Porém, não sei aonde ir
Vem um Vento que me dá direção
Escuto a palavra no meu coração
A Voz não sei de quem pode ser
Mas finalmente a luz posso ver
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Soneto da Existência Dicotômica
No rastro da vida, um dilema se esconde,
Por ouro e por sombra, em dúvida me perco.
Nas curvas do ser, o destino que arremesso,
Vale a pena o viver, ou é fardo que responde?
Verdades se ocultam em fé não contida,
Na pressa da vida, a eterna busca insana,
Cada curva, um desafio, na estrada que emana,
Onde a mente batalha, na jornada sofrida.
Mas na sinfonia da vida, um regente persiste,
Talento e decência, em harmonia tão rara,
Na dualidade do ser, a escolha declara,
Na ética e na luta, o caráter insiste.
E ao final, na busca incessante do ser,
Nos versos da vida, a essência revela:
Na força do sonho, a alma anseia e apela,
Por um mundo que, em dualidades, devemos percorrer.
Tenho estado presa em minha sombra
Mas nela não posso confiar
Me sinto num pesadelo sem fim
Onde nem posso sonhar
Na sombra da casa, o beijo da espera,
O desejo profundo, uma chama sincera.
Família é abrigo, mas dor é corrente,
Um lar que é espinho, ferida latente.
Mentiras ao redor, tempestade no ar,
A joia da prole, um brilho a brilhar.
Em meio à desilusão, a união se ofusca,
O amor é a busca, mas a dor nos busca.
Em cada lágrima, um eco de grito,
Lutamos pela verdade, buscando alvissare.
A dor que consome, a alma a castigar,
Nos dias frios, a insônia a reinar.
A solidão é amiga, no coração um espaço,
No labirinto interno, buscamos um laço.
E mesmo em meio ao sofrimento profundo,
Tentamos encontrar leveza neste mundo.
É só sombra , o nosso é nosso
Mesmo que conquistado com dor
O prazer é o outro
De usufruir o que é suado
Trecho do poema: Não é só devaneio
Poema : Ser empata
Em dias nublados, a alma hesita.
O espelho reflete uma sombra cansada.
Estou em um ambiente, onde a luz se esconde.
O peso das emoções, uma carga pesada.
Sensações frias dominam meu ser.
Como uma pedra, imersa em profunda solidão.
As dores vêm, como ondas no mar.
Sussurros de um passado, clamando perdão.
No seio familiar, o tumulto é real.
Batalhas diárias, invisíveis aos olhos.
Armadura forte, que oculta a fragilidade.
Sorriso no rosto, mas dentro, um nó.
Nessa dança de emoções, busco a paz.
As vozes caladas gritam aos ventos.
Ser empata é um dom e uma dor.
Um mundo de sentimentos, em cada momento.
Quando estamos debaixo da sombra do Altíssimo, ficamos protegidos e descansamos, porém, quando está fora da sombra do Altíssimo ou fora das asas D'Ele, ficamos desprotegidos e sem refrigério, resumindo, totalmente a mercê dos gaviões, que são os demônios querendo nos destruir.
(DVS)
Tenho medo do abandono,
da sombra fria que se avizinha,
do vazio que preenche as lacunas
onde antes habitava o afeto.
Tenho medo do silêncio que ecoa,
nas paredes do peito, tão só,
onde outrora as vozes dançavam,
agora apenas o eco de um nó.
Tenho medo de ser esquecido,
como um livro fechado na estante,
as páginas amarelas de histórias,
que ninguém mais se lembra ou sente.
Mas também tenho a esperança,
de que no fundo desse temor,
encontro forças para aceitar,
que o abandono não apaga o amor.
E assim, entre o medo e a coragem,
vou costurando as feridas do ser,
pois mesmo que o medo me assombre,
aprendo a viver, a crescer.
Há um medo que se esconde no seu peito,
Como uma sombra que não se revela,
É o temor de expor o que é perfeito,
E ver o seu coração perder a aquarela.
Cada palavra não dita é um fardo,
Cada gesto contido, uma prisão,
E o silêncio, que pesa, é um bardo,
Cantando versos de indecisão.
O seu coração quer falar, mas se cala,
Temente ao frio da rejeição,
E na alma, a dúvida se instala,
Será que vale a confissão?
Mostrar os sentimentos é despir-se,
É caminhar na corda sem rede,
Mas o medo insiste em reprimir-se,
Enraizando-se como uma parede.
E assim, o amor fica trancado,
Em um peito que não quer arriscar,
Mas a vida, que passa ao lado,
Não espera quem teme amar.
No fim, resta apenas a saudade
Do que poderia ter sido,
Pois o medo, em sua crueldade,
Rouba o que era prometido.
Mas quem ousa quebrar as correntes,
Mesmo com o risco do não,
Descobre que os corações valentes
Encontram força na superação.
Não posso ficar onde o medo reina,
Onde o coração se esconde na sombra,
Um amor que se nega, que se acanha,
É como uma chama que já não assombra.
Um homem sem coragem, sem brio,
É como um rio que não corre ao mar,
Preso em suas margens de vazio,
Tem medo de se entregar.
A vida é feita de voos altos,
De saltos no abismo da emoção,
Mas ele prefere os passos falhos,
Esquivando-se da paixão.
Eu busco mais do que palavras,
Quero ação, quero verdade,
Um amor que se desafia nas brasas,
Que não teme a intensidade.
Se não há coragem para o amar,
Se o medo o prende como corrente,
Eu não posso, não vou ficar
Em um lugar onde a alma mente.
Prefiro partir em busca de um coração
Que não hesite em pulsar forte,
Que se lance, sem condição,
E encontre no risco, a sua sorte.
Pois o amor é para os que se arriscam,
Que se entregam sem olhar atrás,
E eu, que anseio por esses sentimentos,
Não ficarei onde o medo jaz.
