Poemas Góticos

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A senhora na janela

O dia já passou, não há mais o que fazer
A senhora se debruça na janela
Cabelos brancos e a pele enrrugada denunciam sua idade
Roupas desgastadas denunciam sua simplicidade
Olha o horizonte, como se pudesse ver algo a mais
Muito mais do que apenas o sol se esvaindo
Olha as crianças brincando, perde-se em seu pensamento
Assim como o sol, nasceu, foi jovem como as crianças
Assim que o sol se põe, sua vida vai junto, mas antes, abre um belo sorriso....

Inserida por professormariocelio

Decocção de areia
Não sei o que sou, só sei quem sou
Pulo em um mar, navego
Seco o mar esta e dentro dele uma planta morta tem
Para o fundo da areia a planta vai
Aquece e se torna uma rocha
Que com o tempo se desgasta e vira pó
Em meio aos pós há um brilho
Se desfaz feito fogo ateado na folha
E o pó com um vento se desfaz como cinzas da folha
O mar seco com areia se torna rochoso
Tudo o que tinha de vivo morreu
No céu não tem nem azul nem nuvens
No céu que reflete o mar vejo meu reflexo
Em um piscar de olhos desapareceu, junto com o sol que se esfria e cai
Suas cinzas desaparecem nas rochas que já foram água
Já sei o que sou, não sei quem sou.

Inserida por DavidGismenes

Foi assim que eu escrevi
Sem pensar no amor
Fluí mas não sobrevivi
Ao amor que estava ali,
Fluí... fluí... Morri.

Inserida por QM5hdMxMZD

VIDA

A viola e o caipira,
Uma viola caipira.
A guitarra e o roqueiro,
Faísca de isqueiro.
A sorte e a morte,
Uma faca que corte.
Há honra, ira
E o corpo que irá.

Inserida por RubensAlan

As pessoas não morrem,
elas apenas voltam a ser pó de estrelas.
E as estrelas riem.

Inserida por AugustoBranco1

No dia que parti
Não estava bem certo se era para nunca mais voltar.
Eu levei comigo os teus sorrisos
Teus abraços
E todo amor que nesse tempo pode me dar.

No dia que parti, queria muito dizer adeus.
Senti um desejo enorme de te avisar
Mas, ao mesmo tempo, eu não queria
Por nenhum instante te ver chorar.

Não sei o que carrego na bagagem.
Lá eu vou abrir e recordar.
Porém, no último momento eu senti medo
Do brilho dos teus olhos não poder olhar.

Agradeço a Deus por todos os dias
Que ao teu lado eu pude estar
E todos os passos que me ensinaste
Com você os quero deixar.

Quando te lembrares de mim
Não entristeça porque parti
Me veja como um ser amadurecido
Que a sua missão precisou concluir.

No momento que parti
Lembranças passaram em minha mente
Eu não queria te fazer sofrer.
Ainda assim, sei que me amarás incondicionalmente.

Continue trilhando a tua jornada
E não tenhas pressa por me reencontrar.
Saiba que para onde eu parti
Eternamente posso te esperar!

Inserida por marachan

Hoje acordei com uma pergunta.
O que é mais importante na minha vida? A resposta foi no primeiro momento um pouco... “perturbadora”, mas, depois fez sentido. O que é mais importante na minha vida?
Resposta: A Morte.
Fala serio! Isso não faz sentido...O sabor do alimento reside no fato de sentirmos fome, a água é gostosa quando sentimos sede, já quando estamos satisfeitos a água e algumas comidas não são “tão gostosos”. A vida é especial porque só temos uma, os relacionamentos são importantes pela sua brevidade. Minha única esposa é especial, minhas “únicas” filhas são especiais pelo fator de não existir, existiu ou existirá outra Átani ou Aiça.
O que você está da fazendo com a ÚNICA E BREVE vida que Deus lhe presenteou?
A brevidade da vida, mostrar que não faz sentido brigar por coisas pequenas (mesmo que essas coisas pequenas custo muito dinheiro), onde está o sentido em brigar ou perder o dia por 100 reais? Se você pode ganhar vários 100 reais, mas, não pode recuperar a preciosidade do momento, do dia?
A existência da Morte nos lembrar que não podemos investir o nosso recurso mais precioso (O TEMPO, ou seja, nossa única vida) com coisas insignificantes como: brigando, ter razão, reclamando ou/e sendo infeliz...
Hoje é um dia que não se repetirá.. um dia que não poderá ser congelado ou recuperado...
Hoje é um bom dia para ser FELIZ

Inserida por adimael

O QUE VOCÊ TEM BUSCADO?

Lucas 23:40-42, Narra-nos acerca de dois Ladrões que estavam crucificados com Jesus, eram eles Gestas e Dimas (Segundo o texto apócrifo Evangelho de Nicodemos 9:4 e a Declaração de José de Arimatéia)
Enquanto Gestas o ladrão que estava à esquerda de Jesus se preocupava com as coisas terrenas, Ordenando a Jesus que descesse da cruz e o tirasse de lá também, Dimas o que estava à direita só tinha uma unica preocupação, as coisas celestiais, tudo o que ele pedia era "lembra-te de mim quando entrares no teu reino."
talvez eu esteja descontextualizando mas o interessante é que de uma forma ou de outra no final todos desceram da cruz e comparo isso ao desejo do Ladrão que estava a esquerda
O importante não é alcançar o seu objetivo, mas sim, como alcançar...
Decida buscar Primeiro o Reino e o demais será acrescentado...

Inserida por Amorimjose

Eu vi ele
Vindo em minha direção
logo me apaixonei
E ele pareceu sentir o mesmo
Mas eu tinha medo de amar
Acabei magoando
Acabei afastando
Acabei nem me arriscando
E hoje, só resta a saudade
Ele se fora
Naquele leito de hospital
Tão sombrio
Tão triste
Eu ainda penso se a culpa foi minha
E se eu tivesse arriscado?
Aquele infermo poderia não ter o domado.

Inserida por AnnaGabrielle1

Tudo e todos: matérias da mesma substância...
Essa constatação deveria servir para nos lembrar
que no fundo, contrariando nossas ilusões, todos
sem exceção, cumpriremos o inexorável ciclo da
existência : nascimento, vida e morte...

Inserida por CikaParolin

SOU UM LOBO

Sou como um lobo solitário
Que precisa de amor
Nas noites de lua cheia
Que grita de saudade
Como se não houvesse
Noite nem dia
Ouve-se o vento,a gemer de paixão
O orvalho da noite
Que refresca o teu corpo quente
Nesta noite de luar e só tu para amar
Do outro lado da montanha
Os uivos são o choro do Lobo solitário

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Cuidado
Com o que leva
Para casa veja bem
Se não é um lobo
Na pele de um cordeiro
Que trás para a sua casa?

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Prefiro caminhar
Pelas sombras escuras da serra
Entre as labaredas de cinzas
Com os lobos, do que caminhar
Por vales, lameiros, campos
Ao lado de falsos cordeiros.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

NÃO

Não morri ontem, hoje
Mas posso morrer amanhã
Morri com as palavras
De trapos velhos, rotos
Dos que se desfizeram de mim
Sem respirar, sendo sufocada
Morri vestida de negro
Como leitor ou escritor
Que já viveu, morreu muitas vezes
Naquele dia em que eu morri
O meu corpo queria estar
Envolto no teu corpo
Suado, quente, amarrotado
Morri de amor, de desejo
Mas também pequei, rezei
Só morri quando te perdi.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Conheci um homem muito rico
Que no dia do seu enterro
Vestia um terno fino
Seu esquife de madeira trabalhada
E de flores pela beirada

Conheci um homem muito pobre
Que no dia do seu enterro
Uns trapos lhe cobriam
Seu caixão estava mais para um caixote
E nas beiradas muita gente
Chorando sua morte

Depois de alguns dias
Não se via diferença
Da terra que os cobria
Diferença talvez
Só além do que meus olhos viam
Caixão ou caixote
Pro verme não se conta
Nem a sorte

Inserida por clisomarlima

Viver ou não viver
Querer ou não querer
Já não sei o que fazer
Eu quero morrer!

Ai vida esta
Que me detesta,
vou te dar o prazer
De me veres morrer.

Vida a minha
Que me encaminha
Mal encaminhada,
Aii se eu pudesse cair envenenada...

Nunca mais ninguém me via
Só minha alma pedecia
Ia para a cova
Punha-me à prova.

Apenas te pergunto,
Eu mereço isto?
Agora vou virar defunto
Eu já não resisto!

Inserida por mariana_fernandes_1

O tempo não apaga
Uma alma que respira
Mas sim a emoção
Que chora no céu
Toda a eternidade.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

SIGO

Sigo a areia que corre
Com pressa na ampulheta
Dos passos dados ao vento
Entre a brisa que bate na face
De suspirados silêncios
No tempo em que vive esquecido
E que me olha com a verocidade
É na espuma da areia que a alma
Chora em silêncio na água
Do calor sentido no teu corpo
Sigo as rochas entre a praia
Deste meu desejado silêncio
Feito pela espuma do meu mar
Memórias de ti, simplesmente em mim.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

DE QUE ME SERVEM

De que me servem as camélias
Se me faltas como o ar
Que tento respirar
E não me deixa sonhar
A vida é uma cruz de espinhos
Feridas abertas que sangram
Espinhos que se cravam na alma
Nesta dura vida sofro só, a sós
Sinto-me um fantasma
Nestas lágrimas soltas de sal
Temperadas de saudade
Na cruz que carrego todas
As noites neste meu desfadado
De triste quimera miragem solta
De espinhos cravados em mim
De que me servem as camélias sem amor.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠Dos 16 aos 35 anos, a vida é uma festa ininterrupta. É a época em que buscamos experimentar tudo intensamente: desejamos conhecer todas as pessoas, vivenciar múltiplos amores, mergulhar em paixões avassaladoras, embarcar em aventuras sem fim, explorar o mundo em viagens memoráveis e descobrir quem somos de verdade. É uma fase de sangue nos olhos, risadas que ecoam eternamente, coragem ilimitada e uma energia vital que parece não ter limites.
No entanto, após os 35 anos, começamos a amadurecer de maneira profunda. A vida nos ensina a não dispersar energia em excesso e a valorizar cada momento com mais sabedoria. A convivência com a saudade se torna mais frequente, e entendemos o significado doloroso de perder alguém querido. O luto passa a fazer parte da nossa realidade, e mesmo vivendo momentos maravilhosos, somos confrontados com a fragilidade humana de maneira mais evidente. A vida se revela como um tecido fino e delicado, que a qualquer momento pode se rasgar, nos lembrando da impermanência de tudo.
Essa jornada nos transforma, nos molda em seres mais resilientes e compassivos. Apreciar cada fase da vida, desde a exuberância da juventude até a serenidade da maturidade, é um privilégio que nos ensina a valorizar cada experiência e cada pessoa que cruza nosso caminho.

Inserida por leonardo_lyra