Poemas Góticos
PARA CANTAR NO ESPELHO
Um dia você não vai estar aqui,
Não vai chorar, nem vai sorrir
Nem vai sentir tudo o que sente.
Um dia você não mais se ocupará
Com coisas bobas, nem com as inquietações da sua mente.
Um dia você não mais acordará
Para trabalhar ou estudar,
Tomar café ou conversar...
Porque um dia você não mais existirá
E será só uma lembrança
Isso... se alguém lembrar!
Um dia você vai desaparecer!
Serás só uma lembrança até deixares de ser!
Um dia, suas ideias e seus feitos,
Seus amores, seus defeitos
Serão todos esquecidos!
Um dia o mundo vai seguir em frente
Sem você estar presente como se nunca existido!
Já dizia o velho Salomão:
- Tudo aqui é passageiro;
Faça o que vier-te à mão!
Porque um dia você não mais existirá
E será só uma lembrança
Isso, se alguém lembrar!
Um dia você vai desaparecer!
Serás só uma lembrança até deixares de ser!
E, se acaso, em outra vida for viver
Podes disso ter certeza:
Que já não mais serás Você!
Cinzas
Viver? Morrer?
Isso nunca foi culpa sua.
Mas, quanto a amar Pedro?
Isso, sim! Isso você poderia ter evitado.
Mas por que permaneceram?
Sinto falta de Pedro.
Sinto sua falta.
Sinto falta de nossos encontros,
E sinto muita mais falta de nossas despedidas.
Até mais!
Até mais...
Nada mais.
Repulsa
É isso! Pretendo cuspir bem no meio da testa da Senhora Persona
E, não seja cínico! Eu não haverei de cumprimentá-la com aceno respeitoso de cabeça, nem mesmo pronunciarei um "olá" pálido, com evidente desgosto.
Para quê? Não é mesmo? Sempre será melhor fingir que não a vi, sair, voltar noutra hora, se me for possível.
Imagine você: e se ela perceber algum indício de simpatia em meus gestos? E se me estender a mão?
E se chegar ainda mais perto e me perguntar como está minha saúde? Minha vida?
E, muito pior: e se me abraçar?
Oh! Não! Não!
Eu conheci uma mulher que morreu de repulsa.
Sim! Morreu de RE PUL SA.
RE PUL SA
Morrer de repulsa...
Ouça os murmurinhos:
- Do que ela morreu?
- Parece que de repulsa.
É bonito morrer de repulsa.
É! É isso! Eu quero morrer de repulsa.
Quero encontrar Inês mais vezes, apertar sua mão durante um breve contato visual.
Tanto quanto eu possa suportar.
É, quem sabe um BRE VE CON TA TO VI SU AL
Que Lindo!
Que lindo morrer de repulsa.
Que lindo, meu Deus!
Ela estava lá
Inébria, sombria
Frígida como uma mulher em puerpério
Seus cabelos acobertos
Em capuz de feutro negro
Davam o tom em branco e preto
Clima de cemitério
Enquanto eu escrevia
Me sussurrava aos ouvidos
Palavras, estalidos
Inspirações de cortesia
Era sim, a própria morte
Do meu lado a gargalhar
Afagava-me os cabelos
Entre vida e pesadelo
Inspirando meu desabafar
Ali estava ela, ao menos mais uma vez
É que ando morrendo demais
Um poeta morre vez ou outra
E aquele era só mais um dia
Entre escritas e agonia
Entre letras mortas e vazias
O meu óbito de número trinta e três
Enquanto elas correm para lá e para cá. Eu existo.
Enquanto elas louvam divindades mesquinhas, ídolos e falsos lordes, Eu existo.
Enquanto elas lutam em guerras triviais, vivem e morrem por bandidos e reis mortais, Eu existo.
Todos os sacerdotes de falsos deuses se ajoelham a mim.
Todos os reis de impérios, grandes ou pequenos, se ajoelham a mim.
A vida se ajoelha a mim.
A morte se ajoelha a mim.
Para que eu não morra em vão!
Faço preces ao universo
para que ouça meu coração,
trazendo a mim o que mereço
e mantendo o que me faz bem.
Guiando minha mente aos seus planos,
livrando-me do sofrimento das ausências.
Que meus desejos não tenham mortes súbitas,
como as que anseio aos meus medos.
Rogo!
Ouça as ritmadas sinfonias que ardem em mim,
para que assim eu não me perca em devaneios.
Se seu poder maior me proteger,
não temerei viver.
Não me impedirei de sofrer,
pois irei crer
que você não permitirá
que eu morra em vão.
A gente só entende o valor de uma foto quando não tem mais a chance de tirar outra. Só percebe o peso de uma conversa que não aconteceu quando o tempo se encarrega de fechar portas que nunca mais se abrem.
Quantas vezes ignoramos sentimentos por medo? Quantas vezes deixamos de ser quem queremos, só para não dar o braço a torcer? E então, o que sobra? Histórias que nunca foram vividas, amores que ficaram no “e se...”, amizades que eram apenas ilusões bem montadas.
É fácil olhar para trás e perceber onde deveríamos ter sido mais corajosos, mais atentos, mais vivos. Difícil é mudar isso enquanto ainda há tempo. Porque, no fim, todos vão olhar para alguma coisa e pensar: “Eu poderia ter aproveitado mais…”.
E quando esse momento chegar, não se engane. Muitos não vão atravessar a rua para te ver, mas vão andar quilômetros para te enterrar. No fim das contas, o adeus sempre vem a questão é se, até lá, você realmente viveu.
Quando tenho que ir?
Eu não quero, não partir.
Quero viver a vida...
Viver o que não vivi
pois, a muito tempo já percebi que morri.
Quero banhar-me ao mar no verão.
Sentir minhas pernas trêmulas no chão.
De ganhar um beijo roubado...
Pernoitar ouvindo o som na balada
Curtir a revoada da madrugada.
Ver felicitamente o raiar do dia
Ouvir a melodia de um bom dia...
Voltar para casa sem me lamentar
Fazer com que aqui se torne um lar doce lar.
Escrever já não é mais suficiente, a vontade toma conta quando os fatos se comprovam.
Vejo imagens na minha cabeça onde rasgo meu pescoço. Eu preciso ser dilacerada como um porco. Rasgada.
Alguém precisa me partir ao meio, pois sou covarde.
16/05/2021
Tempo ao Tempo.
Bem escrito.
Se o fim é inevitável , se é que existe fim, ele deve ser bem escrito...e assim foi.
Sua missão
Do princípio planejado ao fim premeditado,
Cristo o Deus-homem cumpriu o que a tempos era aguardado.
Sua aparição entre os homens não foi em vão,
Pois esvaziou-se para cumprir Sua missão.
Como esquece-lo, deixando de tornar notória a Sua vinda?
Que mesmo morrendo na cruz não significou o fim da Sua lida,
Apenas demostrou Sua soberania divina, vencendo a morte com a vida.
Pequenos somos a frente de tal ação caridosa,
Tornou Sua graça em nossas vidas, frondosa.
MELHORES ANOS VIVIDOS
Cobre-lhe de lápides todas as dores
Que traz em si no obscuro
Sal do rosto em verbo
Palavras no areal já eternizadas
Beija a saudade, coração gelado
Que se deita na terra, noite perpétua
Na estrada sem fim dum recomeço
Auto flagelo em vão pensamento
Que incendeia a amargura do dia
Para nunca esquecer que sofreu
Nesta terra de calvário
Dos seus melhores anos vividos.
A ilusão é uma praga que se espalha pelo mundo e não perdoa ninguém. O seu ápice é a tragédia ou a desilusão da existência. Esta última instância, concomitantemente com o desengano, é a própria morte em vida. Ambos são parceiros eternos e quem os vivencia não vislumbra mais a felicidade, pois esta ideia deixa de ser plausível.
Adriribeiro/@adri.poesias
Voltarei...
Esboço, palidamente embora,
meu olhar sobre o dia de amanhã.
Medos, receios... temores
Segredos jamais revelados.
Guerra
Falta de paz pra todo lado.
Vamos embora?
Chega de extermínios.
Estou cansada de destroços.
Quero que pare toda e qualquer destruição
É na significação integral da palavra
um crime.
Em condições subumanas segue a humanidade...
Em total falta de empatia
em extinção estaremos um dia.
Quando meu corpo virar pó,
depois do adeus e despedidas
estou tão certa que voltarei...
Do reino dos mortos regressarei – com uma única intenção:
desatar os nós... colocar as coisas no lugar.
Fazer deste mundo um bom lugar pra morar.
Vazio,
Como um corpo sem o fôlego da vida,
Como um dia sem esperança,
Como a inquietude de uma alma sem paz,
Como um prato sem comida,
Há vazio que não se pode encher,
Triste é o vazio,
" "
Dia da independência!
Como comemorar se os brasis estão dormindo pelas calçadas, mergulhados em suas agrúrias, e drogados, e intolerantes
fundamentados no fundamentalismo.
Falamos de Humanos!
Que se de fato! ...não precisaria de títulos e honrarias.
Precisamos da independência dos excludentes.
Precisamos da independência dos arraigados nos velhos preconceitos.
Precisamos Amar, com independência de entendimento e que somos TODOS unos.
Salvê, Salvê os seres Humanos independente dos seus conceitos!
14 de setembro
E se passaram doze anos…
Seria o destino se encarregando?
Ou a vida ensinando?
Simplesmente provando…
Deveria eu acreditar que exista outro alguém,
Que vai me amar?
Que vai querer estar?
Que vai querer ficar?
Que vai querer ser meu par?
Não existe culpado para a morte.
Existe àquele que fica e tem sorte…
Ou por que é forte
Ou por que deve ir em busca do norte?
Só ouvia que era para não desistir…
Para resistir…
Para não deprimir…
Para me permitir…
Ah e eu vivi…
Sorri e não morri…
Tenho meus traumas.
Mantenho a calma.
Tenho a fé que invade a alma!
Se acredito que existe o amor?
Acredito com fulgor…
Sem temor…
Com humor…
Que seja avassalador…
E não devastador!
Já provei do amor além da vida!
Hoje rezo para que ele prossiga…
No paraíso da partida…
Pois aqui estou decidida!
Amadurecida!
Construída e…
Resolvida…
A criar um novo Setembro!
Título - Limite
Pessoas tão vazias nesse mundo, todos fingindo algo que não são somente para aceitação daqueles a sua volta. Que coisa tão feia e vazia, por que a sinceridade morreu a tanto tempo? Por que aqueles sorrisos que todos tinham sumiu assim do nada? Que mundo quebrado, devemos somente reiniciar para ver se tudo isso pode se consertar... Caso não, no final já chegou no limite.
NoLife$
