Poemas eu To aqui para te Ajudar
São 3 da madrugada
Estou aqui, na insônia
Pensando nela
É como se fosse um gatilho
Tudo me lembra ela
Minha vontade era
e ainda é
sair correndo agora
ao encontro dela
Com quem ela está agora?
Quem ela quer?
Estou aqui, na insônia
Pensando nela
A vontade ainda não passou
O pensamento só multiplicou
O que fazer quando a gente pensa tanto numa pessoa
mesmo ela estando
ali
do nosso lado?
Me disseram que o pensamento atrai
Te espero , xará
Porta retrato
Aqui jaz o amor
Que deu sentido a vida
E que fez de tudo
Pra você enxergar o mundo
Com a calma e o calor do sol
A maior das estrelas
Brilhava naqueles olhos
Ele tentou, tentou ...
Nadou no profundo do mar
Águas turvas, ondas monstruosas
Mas ele continuou a nadar
Ah, o amor é audacioso
Ele nunca tem um plano B
Ele segue enquanto a banda
Continua tocando
Plantou a flor mais linda
Que nem o poeta é capaz
de descreve-lá tão bem
Ah, como cuidou
Cuidou sim, com muita delicadeza
Porque só o amor;
Possuí a fórmula mais bonita;
de todos os outros sentimentos
Mas sem sintonia;
Ele perdeu o ritmo de dançar
Sem sol para aquece-ló;
Foi ficando frio
E acabou morrendo no mar.....
Autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 12/06/2020 às 11:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Saudade
Dói sem tanto,
Te dizer
Que,
Meu mundo grita,
Por não estar aqui
Ou ali.
Me dá
Me dá
O que você me tomou,
Eu consegui,
O que você me tirou.
Se faz tanto tempo,
Mas eu me lembro
Até da rouquidão da tua voz,
Porém
Ainda me lembro o que se restou de nós.
O mundo dá voltas e você faz meu mundo bambo girar
Daquele jeito,
Que só eu sei,
Que só tu sabe,
Que só nós,
Sabemos.
O "NOS" NÃO EXISTE MAIS
Teu cheiro colou aqui
O cheiro que nunca me deixa em paz
Sempre está aqui
É sempre me faz lembrar de ti
-
o "nos" não existe mais
Cheguei a olhar pra trás
Mas agora vou seguir um novo rumo e encontrar a paz
-
Te dei amor
Mas recebi decepção
Vc não me valorizou
Quando estendi a mão
Mas sempre te amarei internamente no fundo do meu coração
Me leva junto com você
Me leva
Não me deixa aqui sozinho
Quero ir junto com você
Me leva
Me mostra o caminho
Só você me satisfaz
Não me deixa na solidão
Cada verso que você faz
Me enchem de emoção
São poemas e nada mais
Vem de dentro do coração
Não tem como te esquecer
A saudade me faz lembrar
Dos momentos entre eu e você
Dos tempos bons que me fez passar
Bate forte meu coração
Quando falam no seu nome
Eu enfrento a solidão
Na memória só tem você
Quando você se foi
fiquei sem chão
Você não quis me levar
Não quis me apoiar
Me deixou sozinho
Não quis meu carinho
Nem me escutar
Fiquei tão perdido.
Apareceu aqui na Pousada Casa do Sandrinho Hospedagem Conservatória
É a primeira vez...
Que assim eu vejo...
Um Alma-de-gato...
Alma-de-caboclo...
Tão bonito...
Aqui apareceu...
Tal qual Alma-perdida...
Meia-pataca...
Uma Maria-caraíba...
De Pato-pataca...
Com Rabo-de-palha...
Cheio de Picumã...
Queria Oraca...
Prestei atenção...
No Rabo-de-escrivão...
Fazendo Piá-ribolanga...
Fazendo Crocoió...
Com meu Chincoã...
Será que era de algum clã?
Pecuã...
Uirapagé...
Feliz da vida...
Comendo inseto...
Em meu pé...
Fiquei quietinho...
Bem espertinho...
Tirando foto do Atinguaçu...
Que de galho em galho pulava..
Um Titicuã...
Procurando Atibaçu...
Não encontrou o Coã...
Não cantou o Tincoã...
Só me restou o Atingaú...
No pedaço de pau...
Solitário afinal...
Sandro Paschoal Nogueira
Na roda da cura medito em reverência!
Experimente a vida, viva a intensamente, pois você está aqui neste plano para ser feliz!
Então, alegre seus dias, respeita as diferenças, perdoe, pratique a leveza de ser aquilo que seu coração pede! Ouça seu coração, dê espaço para o silêncio, caminhe devagar apreciando a paisagem e deixe a pressa de alcançar um futuro distante e que talvez nem chegue. Decida por você, faça por você e não espere permissão para ser feliz!
Não corra atrás da felicidade, pois ela não está fora, ela está dentro da natureza de Ser.
Tenho vontade de sussurrar baixinho em cada ouvido, em cada gesto: Pare, dance, brinque, coma aquilo que tiver vontade sem culpa, faça alguém feliz, namore, viaje, compre apenas o que te eleva e que te alegra. Viva com consciência, fluidez, leveza e responsabilidade, pois tudo o que temos é o HOJE!
Não espere algo ruim acontecer para começar a viver!
A vida não te trará fortunas, apenas lembranças com sabedoria.
Então, deposite em seu “banco” e Enriqueça sua vida de memórias de dias felizes, de muito amor e Gratidão!
Lembre-se a gratidão transforma tudo que se tem em suficiente!
Sou Giovana Barbosa e eu falei!!!
Porque a música, nada mais é que poesia, para meditar; aqui deixo este recitar:
A música…
É um lindo rimar, tido em acordes;
quando bem afinados nela estão;
fluindo da tal, para que recordes;
seus lindos versos, havidos em som!
Num som, que em todos nós vai despertar;
o tão bom sabor da boa união;
por todos podermos nela provar;
toda a beleza que há, nessa junção!
Por ser para nós língua universal;
tem nela o bom saber de nos unir;
como se unem os versos, num poema…
Deixando em todos nós, um gosto tal;
que nos desperta em todos, um fluir;
que a nós, em ela junta; num só tema!
Com carinho;
Aqui não é o Céu, não costure na alma a ilusão de desejos, coisas, sensações voláteis. Mas também não precisa ser o inferno.
Faça o melhor, conheça a vontade do Redentor. ELE pediu pouco.
Tem coragem de colocar -se na situação do seu semelhante? Doeu?
Não? Volte e reinicie o processo.
Caso contrário você será barrado na porta.
►Entardecer
Querida pombinha, abra sua janela
Estou aqui fora, na primavera
Veja, as flores estão voando, abra sua janela
Quero contemplar o seu sorriso, abra ela
Querida pombinha, que saudade que me deixou
Por onde você esteve por toda a minha vida?
Levou a minha tristeza embora
Para dar lugar a sua alegria.
Querida tulipa, desculpe pelas rosas
Tentarei conquistar seu coração de outro jeito
Mas tenho receio de me apaixonar mais, ora
Você me enfeitiçou, tulipa, com certeza sonharei contigo
Em navios titânicos me afundarei, em seu bel-prazer.
Ah, mal sabe o quanto desejo sentir seu aroma
Seu perfume, que minha mente tanto ama
Pudera eu ser capaz de explicar, o quanto eu quero
Como quero abraçá-la, beijá-la, torturá-la
Com vários mimos, chamegos, em arrepios
Sua pele vibrando e você sussurrando
Chamando pelo meu nome, enquanto digo que te amo
Enquanto assistimos, lá de longe, o sol se pondo.
Passo na rua e olho para ver se te vejo.
Andavas sempre a distribuir um pedacinho de conversa. Aqui e ali... Eras uma faladora nata.
Conquistavas com o teu olhar meigo e palavras alegres todos os que te ouviam.
Sempre sorridente e de coração aberto partilhava vivências com as tuas companheiras....
Agora a rua ficou mais triste, as tuas amigas mais prostradas... Perdeu o brilho do teu olhar.... A estrada perdeu as pegadas que carinhosamente ias deixando.
O vazio e a saudade vão apertando, deixando uma mágoa inexplicável...
A idade não perdoa, mas a vida não tem idade..
As tuas lindas flores já sentem a tua falta.... Tenho de lhes dizer que agora cuidas delas do outro lado... Mas cuidarás sempre....
Porque continuas a fazer o que te fazia feliz....
Até um dia....
Ufa!!!
Pindorama, meu índio pescador;
Depois semeia sonhos de açúcar,
O português que aqui aportou
E o índio feito bicho se assustou!
Pajé não é mais curandeiro,
Agora o seu nome é Jesus,
A terra Ilha de Vera Cruz,
Não importa quem foi o primeiro!
Importa agora a Terra Nova,
Terras de Papagaios, renova:
- É minha Terra de Vera Cruz!
Bem melhor: Terra de Santa Cruz,
Ou, Terra de Santa Cruz do Brasil!
Não! Terra do Brasil; então: Brasil!
Ufa!!!
Ao Brasil
De uma árvore recebes o nome
Que como quase tudo aqui some
Povos língua e cultura
Por uma nação futura
Pretos brancos e pardos
Cada um com seus fardos
Um presente sem origem
Com o passado em fuligem
O teu futuro é um desejo
Sempre em busca de um ensejo
És sempre o futuro de um passado
Rasgando esse mundo raçado
Ó Brasil que não se atém
E dos outros tem desdém
É um espelho que te falta
Que te porias em pose alta
No Pão-de-Açúcar tuas curvas
E na calçada peles turvas
Opacidade de todas as cores
Ocultada por tantos amores
Amores que frutos produziram
E que as diferenças reduziram
Não és senão mestiço
Nem tão bom és por isso.
Raças que sim resistem
Raças que não existem
Raças que se intitulam
Raças que se misturam
Brasil o país da mistura
Que só pode ser pura
Deixa a mulata entrar
Pro samba aqui passar
Deixa o boi entoar
E o pajé mostrar o cocar
E aquele não é alemão
Só apelido de antemão
Índios, brancos e pretos
E estrangeiros fora dos guetos
Brasil terra do todo
Que logo saias do lodo
Não precisas de salvador
Tens o grande redentor
Tudo o que és tu Brasil
É o mundo que aqui se uniu
Brasil, mostra tua cara
Que ao mundo será odara
Tomara meu Deus, tomara!
SONETO SOLITÁRIO
Ó tu, que pelo fado, onde te encontrar?
pode se achegar, estou aqui sozinho
por aqui vais deparar com meu carinho
e no não ter amado, serás tu o meu amar?
O cerrado da solidão me fez um ninho
seus tortos galhos, cenário pra eu chorar
tuas folhas secas papel para eu poetar:
o silêncio, as agruras, a dor e o desalinho
Segredados a lua em tristes noites de luar
largando o meu árido peito num pelourinho
ali só, nu, macambúzio até o último sangrar
E se você chegar, já tenho a taça de vinho
pra brindarmos, e a ti vou então declamar
meus versos que pra te fiz no meu caminho
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
11/06/2016, 06'22"
Cerrado goiano
Não desperdice nenhum segundo de sua existência, pois nossa vida, por aqui, não passa de um lapso no tempo, frente à eternidade que se aproxima.
Viva intensamente, nunca deixe para perdoar quando isto ainda é possível.
Não prorrogue mais aqueles projetos de sua vida, que um dia traçaste para tí com tanta inspiração.
Visite mais seus pais e avós, quando
seu Criador ainda permite.
Volte às suas origens, de vez em quando, reveja seus amigos e relembre daquela época que sua felicidade se fazia de maneira fácil e espontânea, e seus sonhos crepitavam em sua imaginação.
(Teorilang)
"Aqui amor!"
Aqui…
… nestas pequenas linhas.
Aqui…
… nessas pequenas frases.
Aqui amor!
Aqui é possível…
… descrever a sua grandeza.
Aqui é possível…
… descrever a sua beleza.
Aqui amor!
Aqui…
… nessa pequena poesia.
Aqui é possível…
… dizer tudo aquilo que eu sinto por você.
Aqui…
… nesse pequeno grande instante.
Aqui amor!
Aqui eu digo…
… o quanto eu quero estar você.
Aqui amor!
Somente aqui!
Admilson
19/10/2019
DIFRAÇÃO
Esse costume de ir deixando
Parte de quem somos
Um pouco aqui
E um pouco ali
Á cada lugares que pisamos
E ao final das contas
Permanecemos inteiros
Mas fragmentados pela estrada
Onde cada frase dita
Pode ser parte da minha difração
Quem me dera
Ter-te aqui comigo
Tu eras uma fera
E aprendi a viver contigo
Já passaram tantos anos
E eu sozinho neste sonho
Tanta renda nos panos
E eu chorando que nem um medronho
Agora penso em ti
Mesmo que não estejas entre mim
Minha querida eu sei que estás aqui
E a minha vida é assim
SONETO NO CREPÚSCULO
Morre o dia. Aqui no cerrado goiano
Dizemos-nos adeus silenciosamente
À meia luz do entardecer confidente
O sol no horizonte desfalece profano
Em um purpureado lôbrego poente
O céu é degustado pelo breu ufano
Num longo abraço de um cotidiano
Do sol e a terra num valsar ardente
Da vidraça, o crepúsculo soberano
Invade o quarto numa luz pendente
Vindo do luar voluptuoso e fontano
E, como uma orquestração silente
A noite se prostra num olhar arcano
Embalando o dia misteriosamente...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2016, novembro
Cerrado goiano
