Poemas de Separação
EU TE AMEI
De repente
A paz pediu socorro
O amor agora odeia
A felicidade se tornou triste
O entusiasmo ficou quieto
O sorriso se fechou
Por que?
O destino me deu
E agora tomou
Por que?
Todo esse sentimento surgiu
Esse amor reluziu
Essa paixão em mim ficou
E agora?
O que farei sem você
Não responderei esses porquês
Não terei mais paz
Como fazer?
Pra tentar te esquecer
E não querer ver
Esses olhos fitando os meus
Será?
Se esse coração será o mesmo
Sem esse amor que é o seu maior desejo
Sem essa paixão que é sua vida
Não serei o amor da sua vida
Mas poderia ser
Você representou um todo
Que de mim fez parte
Essas perguntas não responderei
Mas o que sei,
Que com todas as forças, me dediquei
E que verdadeiramente eu te amei.
Que a vida nos separe
Mas que tenhamos a certeza de amar
E nunca percamos a vontade de viver
-A.L
Olhar de longe
Olhas a quem?
Aquela que fui
ou
Aquela que sou?
Olhas _ através dos tempos _
perdoando-me antes ou agora?
Terás mais zelo hoje
que tiveste outrora?
Ou
continuas sendo aquele que foste
por aí a fora?
O que era noite,
virou dia.
Nos instantes de um amor perdido,
emergiu a sede de um amor sentido
Não lembremos
as dores de sermos um
em divisão,
mas a alegria de estarmos vivos
numa ou noutra estação.
Angustiado coração
Ainda sinto o cheiro
O toque, o beijo
Embriagado de paixão
Latente desejo
Melodia de arpejo
Dependente compulsão
Lascivo e imoderado
Anseia o ser amado
Sestrosa condição
Noite fria
Cama vazia
Enfim sós, melancolia.
Mulheres frequentemente permanecem insatisfeitas em seus casamentos, mesmo que não separem, devido a diversas razões.
Entre elas: a preocupação com o bem-estar dos filhos, temendo que uma separação possa causar-lhes sofrimento; a crença de que, com o tempo, todos os casamentos inevitavelmente se tornam insatisfatórios; o estigma social associado à mulher que opta por viver sozinha, sendo frequentemente rotulada como fracassada; o receio de estar em uma fase avançada da vida, o que pode gerar a percepção de ser tarde demais para recomeçar; a convicção de que é improvável encontrar um parceiro que a ame novamente; a falta de coragem para dar o passo da separação; o temor de ficar sem um companheiro, em conformidade com a cultura que valoriza a ideia de que é preferível ser infeliz acompanhada do que solitária.
“Resolvi, quero renascer!
Sei que ainda vou errar muito,
Só não sei, se conseguirei amar de novo.
Pouco ou muito, mas vou viver”
" Foi uma batalha fracassada, essa de tentar te esquecer.
Onde sempre estive presa por vontade,
onde a dor sempre foi muito, muito menor do que o Amor ".
Hoje ao lembrar de quantas noites em claro
fiquei a esperar e mesmo ao seu lado
me sentia sozinho, somente a esperar
um movimento ou bocejar,
um carinho ou um afagar
mas vencido pelo cansaço
acabava dormindo a esperar.
A esperar não mais fiquei
e na bebida me entreguei
pois o sono vinha rápido
e a amargura da solidão
já não me impediam de descansar.
Mas a saída mais fácil nunca é a melhor
e a nós magoar, continuávamos a ficar
um esperando o outro mudar,
sem aceitar que o problema nunca foi do outro
mas de nós mesmos, querendo nos enganar
O ego não nos deixou admitir e assumir
nossos próprios erros e defeitos
e ao outro é mais fácil culpar
e até menosprezar e humilhar.
Como se o tempo não nos fosse mostrar
que de nada adianta trocar ou se entocar
pois os nossos erros somente nós
podemos aceitar e mudar.
Fugir, se esconder, se embebedar ou se drogar
só fazem adiar e a piorar sem reconhecer
Que a nós mesmos é que temos de mudar.
Agora eu sei, mas parece ser tarde de mais.
Daniel-DTA
Ultimamente ninguém liga pro que eu tô sentindo
Me diz o que faria se ninguém quisesse te entender
Quero ver, mas seu orgulho não deixa eu voltar, não
De todas as dores que afligem o coração de uma mãe, a mais amarga delas é quando o filho cresce, sai debaixo das suas asas e da sua proteção, voa para longe para construir o próprio ninho e sai do seu campo de visão.
Vazio
A pedra para tampar o buraco é muito pesada!
Quase não tenho força para arrastá-la sozinha.
Mas, consigo!
Demorarei um tempo entre a dificuldade de arrastá-la e o querer fechar o buraco.
Aberto, ele doi! Mas, parece que respira!
E confesso que há uma certa esperança em sentir sua mão, cuidando dele e quem sabe, jogando a pedra para bem longe.
Mas sim! Me comprometo todos os dias, em trazê-la um pouco mais perto.
Até o dia, que finalmente não serás mais dor, memória, cheiro, toque, palavra, presença ou saudade...
E o vazio estará preenchido definitivamente pala pedra fria, que tomará o lugar do calor que você foi um dia!
Uma breve reflexão da música Chão de Giz, de Zé Ramalho.
Essa música é um prelúdio de uma paixão sem reciprocidade — sente-se a dor dele ao declamar a música (poesia) para seu amor, que é casada.
Ele, por ser jovem, amante, e ela, casada — mais velha e em uma sociedade onde as mulheres não possuíam direitos de separação —, deveria aceitar o casamento ruim.
Zé Ramalho escreveu essa dor em poesia, para deixar claro que ia embora, para nunca mais voltar para os braços da mulher.
O peso da nossa distância foi como uma ferida incurável, foi como uma doença autoimune.
O afastamento nos fez seguir os trilhos que jamais percorreríamos sozinhos.
Nossas memórias ficaram cravadas em alguma parte obscura do nosso subconsciente, presa a
uma ideia de felicidade irreal que nunca seria vivida, nosso adeus foi mais que um adeus, foi
um até nunca.
Nosso desencontro se passa pela minha obsoleta alma ecoando na minha mente, nossa morte
par rá silenciosa como o vento da meia noite.
Nosso amor nunca será o mesmo pois a vida nunca nos permi u que o vivêssemos-vos o que
foi prome do no jardim de infância.
Agora estamos exilados em algum canto cinza remoendo nossos mais profundos traumas e
esperando a cura, imaginando “e se”.
A vida percorrerá mas esse sentimento jamais será o mesmo, essa vida jamais será a mesma. Eu jamais serei o mesmo.
Eu ainda sou capaz de criar
Cenas em que estou com você
Você era ouro
Eu era daltônico
E agora vivo agonizando em meio a ficções e lembranças de nós dois.
Dizes sempre que me amas
como outrora, antigamente,
que não saio da tua mente,
que está acesa a chama,
no teu peito, que te inflama.
Mas não passam de palavras,
posto que és uma escrava
desse teu próprio orgulho,
e, por isso, não mergulho
nesse amor que não se crava.
Muitos falam de amor
Fazem juras e promessas
“Caso, viajo”… um ator
Logo se desinteressa
Quem ama tem mais ação
Não fica na enrolação
Sai fora, não entra nessa!
Chico já dizia
Amanhã é um outro dia
E apesar de você
Já ter tido meu bem querer
E meu frio na barriga
E até meu escrever
Eu vou pagar pra ver
O que fica do que foi.
Foi lindo, ficaram as lembranças!
Foi emoção, ficou a razão!
Foi aconchego, ficou a solidão!
Foi chama, ficou a faísca!
Foi aventura, ficaram as descobertas!
Foi intensidade, ficou a saudade!
Foi música, ficou o silêncio!
Foi mar, ficou um vazio!
Foi, quando eu queria que ficasse!
Quanto mais eu lembro, mais eu quero chorar
Fico na esperança de você me ligar
Estou louco de saudade, eu queria voltar
Me entreguei, não achei
Que minha vida iria mudar
Tô confuso e o meu mundo ficou perdido
E não quer me encontrar
Que ilusão pro coração
Se envolver em uma traição
Nunca pensei que a despedida fosse doer tanto assim.
Mas queria te dizer que você é o meu amor, meu protetor, minha luz e o meu caminho.
Por enquanto é um adeus momentâneo, mas que logo passará.
