Poemas de quem Deu um Fora
O sorriso frio e congelado
aos poucos deixava ver
que o amor havia acabado
e nem fora para valer
Tudo agora seria passado
sem motivos de alegria
um adeus já era dado
sem ternura e sem poesia
A noite pálida
tudo está tão calmo
relativo a mim
vejo sombras e ventos,
La fora o silêncio
As linguagens do ar.
.
No escuro
As árvores dormem
As nuvens choram
os pássaros escrevem;
com bicos e penas
seus lindos poemas,
sem ter amanhã.
Imagine que Fred olhe pela janela e diga: “O solo lá fora está úmido. Deve ter chovido.” Ele está dando um argumento. O que deveríamos pensar disso? Poderíamos dizer:
Oh, querido, como o pobre Fred é medíocre! Ele obviamente está afirmando o seguinte: se chove, o solo fica úmido; o solo está úmido, portanto choveu. Se ele alguma vez tivesse frequentado um curso de lógica e erística ele saberia que ele acabou de cometer a falácia da afirmação do consequente!
Sim, poderíamos dizer isso, mas (parafraseando Haldeman parafraseando Nixon) isso seria um erro. É simplesmente desarrazoado e, na verdade, injusto, acusar Fred de cometer uma falácia assim tão flagrante quando uma interpretação alternativa deste argumento está prontamente disponível. Pois, embora Fred pudesse estar raciocinando dedutivamente e cometendo a falácia em questão, o mais provável é que ele estivesse raciocinando indutivamente, mais ou menos da seguinte maneira:
Quando o solo descoberto fica úmido, a chuva é a causa usual, conquanto ocasionalmente existam outras razões, como uma inundação. O solo de meu quintal está úmido agora e não há razão para pensar que alguma destas outras causas possíveis estejam operando, e uma boa razão para pensar que elas não estão. De maneira que é bastante provável que tenha chovido.
Obviamente este é um exemplo perfeitamente respeitável de raciocínio probabilístico, e o que os logicistas chamam de “princípio da caridade” exige que presumamos que Fred tinha algo como isso em mente, em vez da interpretação alternativa falaciosa, a menos que estejamos de posse de fortes evidências em contrário. Se falhamos em proceder assim, somos culpados do tipo de irracionalidade de que estaríamos acusando Fred.
CONTEXTUALIZANDO:
Olho para dentro e me encontro fora!
Fora do contexto, fora dos padrões, das convenções
E dos cordões...
E no âmago desse destino “tino”,
Celebro meus desatinos “finos”.
No entanto nesse universal paradoxo
Despi-se e veste-se
Os meus mendigos arrimos, malinos.
.... Rotas que levam mundo a fora:
América, Ásia, Europa.
Todo sofrimento que nos assola
Já teríamos vividos em outrora
A busca do novo é que nos consola
"Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar".
”Se for para provocar,
Que seja o teu sorriso.
Se for para ignorar,
Que seja o tempo lá fora.
Se for para gritar,
Que seja do prazer em Amar.”
A depressão é uma porta fechada que só se destrava por dentro,por mais que se bata por fora não se consegue abrir, sem forças...
Não há saída.
Mas nessa porta há frechas que a Luz passa entre elas a ponto de te alcançar mesmo quando você se sentir trancafiado.
Deus!✨
"Penso, logo existo."
Fora o que nos remete de forma óbvia...Essa frase me lembra o silêncio do budismo. E Em algum momento me faz pensar nas religiões. Também me remete uma defesa entre o ego, a racionalidade e a emoção.
É difícil encontrar um ponto final quando o assunto é pensamento ou existência.
O nosso abraço era lar
(por Diane Leite)
Não importava o que acontecia lá fora.
Podia ser morte. Ruína. Doença. Traição.
Podia o mundo estar caindo em pedaços sobre nossas cabeças —
mas bastava um abraço.
Um.
E tudo silenciava.
O tempo parava.
O corpo descansava.
E a alma…
a alma dançava em paz.
Não era sobre rótulos. Nem promessas.
Era sobre reconhecimento.
Aquela sensação rara — quase impossível — de estar exatamente onde se deveria estar.
Como se nossos corpos fossem feitos um para encaixar no outro,
não por carência, mas por memória antiga.
Nosso abraço era refúgio.
Era altar.
Era abrigo do que o mundo não entendia,
do que os outros julgavam,
do que a gente próprio não sabia explicar.
Talvez a gente tenha se perdido.
Talvez nunca tenha dado certo.
Talvez tenha sido caos, confusão e cicatriz.
Mas aquele abraço…
Ah, aquele abraço…
foi verdade.
Foi inteiro.
Foi lar.
E por isso, mesmo que não sirvamos um ao outro como amor duradouro,
servimos como lembrança do que o amor deveria ser.
Que outros encontrem o seu lar assim —
não em promessas vazias,
mas no silêncio sagrado de um abraço que para o tempo.
SAUDADE QUE CHORA...
Acordei com uma saudade
de minha vida lá fora…
Aí fico observando da janela
a chuva fininha que chora…
A METAFÍSICA DA FÊNIX
Sobre o mito da fênix, mito que não é grego originalmente, antes fora, como tudo de que os gregos se dizem autores, tem Roma como coautora. Contudo, se cavarmos mais fundo, encontraremos as suas cinzas no oriente, como mito cristão do renascimento espiritual, mito reinventado e adaptado do Egito, como o mito do cordeiro, ambos trazidos ao ocidente por Platão, segundo nos conta Voltaire.
Um mito tosco, que tenta explicar um ato de superação humana. Não pode ser possível que alguma coisa saia voando das suas próprias cinzas. O fogo sempre foi e será o símbolo perfeito e real de destruição, nada pode surgir do fogo com vida.
Todavia, creio que este mito tem muito a ver com a crença numa metafisica universal, a da sobrevivência da alma após a morte. Não nos serve como uma filosofia de vida, resta contudo entender a sua real aplicação.
Para mim tem efeito contrário, das cinzas nada pode surgir, nem mesmo como simples simbologia, é decadente e arcaica esta preposição para se superar, falo sobre o espírito humano, não se faz necessário chegar ao clímax da decadência para se reerguer, podemos reagir para outro estado de espírito e de consciência, do ponto em que nos encontramos, sem ter que descer ao fundo do poço da existência...
A fênix, todavia nos serve como modelo de ato de coragem, pelo fato de ter força moral para mergulhar no abismo, no fogo simbólico, onde intenta buscar algo novo, ou nova vida, outra chance de existência, que no seu caso é a inexistência das cinzas...
FORA A METAFÍSICA
Nenhuma ideia metafísica
coaduna com a razão,
se o homem é filho de Deus
por que tal contradição?
Eu queria ser humilde
Ter a mente de Platão
Para crer noutra tolice
que se chama encarnação.
Morre o homem, fica a sombra
como chama imperecível
onde continua vivo
num espaço invisível.
Só que ninguém pode lhe ver
já não fala e nada pensa
nem por obra de outra crença
poderá nos socorrer.
Que ideia metafísica
coaduna com a razão,
se o homem é filho de Deus
por que tal contradição?
Deus não morre, nunca sofre
lá do alto, da amplidão
contempla o homem errante
em busca de salvação.
Uns ainda querem o céu
brilhante de ilusão
fazem guerras pra provar
se apegam à discussão,
Persistindo indefinido
um combate sem noção
para onde vai o homem
depois que voltar ao chão.?
Nenhuma ideia metafísica
coaduna com a razão,
se o homem é filho de Deus
por que tal contradição?
Talvez Pessoa está certo
quando rejeita esta crença
já sabemos como ele
que este mito é uma ofensa.
Jadeilson
Meu irmão não é especial.
Não tem nenhuma virtude fora do comum.
Não brilha nas rodas,
não encanta multidões,
não coleciona diplomas.
Mas é um homem.
E isso, hoje, já é raro.
Homem no gesto firme,
no que acredita,
no que não negocia.
Rude, às vezes seco.
Mas nunca falso.
Nunca curvado ao que dizem
ou ao que esperam dele.
Ama suas escolhas,
como quem sabe o peso que é
carregar a própria vida
sem fazer dela espetáculo.
Eu, mais novo,
olho pra ele com admiração quieta.
Não por heroísmo,
mas por coerência.
Por resistir, mesmo no erro,
com a dignidade dos que não fingem.
Jadeilson não precisa saber
que escrevo isso.
Ele não liga pra palavras bonitas.
Mas o que sinto por ele
é mais velho que a palavra.
É afeto de sangue.
É respeito de silêncio.
É amor —
sem precisar dizer.
Salubre
Ajeite a casa, abra a janela e deixe o ar entrar,
jogue a bagunça porta a fora e bote a música para tocar.
No início, nos ensinam que lá fora extem monstros.
Mas ao longo da vida, descobrimos que os monstros são pessoas.
A essência verdadeira
É a beleza por dentro
E a beleza por fora
Da capa
A essência
É a bondade
E a humildade
Do intrínseco do ser
E isso reflete
Nas coisas que
O ser precisa
Pra se conquistar
A plena felicidade
Nesta vida
Testemunho:
Minha vida não andava bem.
Tava tudo fora do lugar.
Sorrisos e alegria duravam tão pouco...
Felicidade então? Eu vivia a procurar.
As coisas não iam bem e eu já tinha desistido de mim mesma.
Já estava cansada de trazer um peso tão grande sobre os ombros.
Um dia Ele chegou. Eu até já tinha ouvido falar sobre Ele. Até pensava que O amava e tal...
Mas então houve O encontro. E foi pra valer. Eu nunca vou esquecer isso, porque Ele simplesmente conseguiu pôr em ordem a minha vida e o meu coração.
Me livrou das coisas que me acorrentavam. Provou-me que as Suas opiniões estavam certas e as minhas teorias todas erradas. Demonstrou-me o Seu imensurável Amor.
Me perdoou por minhas mancadas e logo consegui perdoar a mim mesma. E como eu não perdoaria aos outros?
Agora eu vou falar sobre Ele até cansar. E tomara que não canse.
Porque só eu sei os caminhos pelos quais trilhei. Só eu sei a solidão que eu sentia e que me roubava a tranquilidade.
Ele chegou. E levou tudo de ruim embora. Estou livre!!! Sou livre!!!
Trocou meu coração por um novinho em folha. Coração este que está transbordando o Seu amor.
Eu O amo tanto que nem consigo expressar...
Jesus, valeu mesmo por ter vindo ao meu encontro.
Agora sei que eu sempre irei te amar!
(Fabi Braga, 07/09/2014)
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