Poemas de quem Deu um Fora
A poesia resiste
Persiste
Insiste
Dentro e fora de mim
A poesia é alma
Acalma
Espalma
Sua veste sem fim
A poesia flutua
Nua
Crua
Entre o não e o sim
Há poesia!
Ah, Poesia!
A poesia vive, enfim!
noi soul
Pulsão Poética
Faça diferença em sua vida!
Comece por dentro!
Afinal, nada está perdido lá fora e, possivelmente, encontrará em sua essência de vida!
Noite à fora...
Sobre uma navalha...
Ó divina esperança...
Sonho de criança...
O tempo a criar silêncio...
Tornando o sonho poeira dos tempos...
Poço imenso e fundo...
Que engoliu meus desejos...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Dos ébrios jogados à sarjeta...
Das matronas em penunbras das ruas da esquerda...
Dos pederastas em gargalhadas...
Disfarçando as lágrimas não jogadas...
Das mocinhas vendendo favores...
Em troca de licores...
Daqueles que só encontram alegrias...
Quando deixam suas garrafas vazias...
A vã loucura a moda é prima-irmã...
Mas quando vem o senso erguer-lhe os densos véus...
Desse desgosto...
Livrai-me Deus...
Salvo o meu desejar...
Teço beleza em tudo...
No hálito podre de um sugismundo...
No idoso porchetta...
Em quem que com qualquer um se deita...
Nessa langorosa magia...
Sob a lua que irradia...
As torpes paixões...
Sigo para meu descanso...
Aguardando, quiçá ...
Outro dia...
Valei- Deus...
Ou quaisquer outros guias...
Fim de noite...
Madrugada fria...
Eu próprio me interrogo:
– Onde estou? Onde estou?
E procuro nas sombras enganosas...
Sob essas horas mortas...
As mesmas coisas repetidas...
Inúteis os sonhos e as amarras
que nos prendem ao cais...
Mas quem sou eu que não escuto meus próprios ais?
Sandro Paschoal Nogueira
Sonhos estão fora de moda...
Construir castelos sem nos ventos pensar...
Mas não desisto...
E sigo...
Lá vou eu, nas minhas tentativas...
Quero mais é sonhar...
Tiro um arco-íris da cartola...
Abro minhas asas...
Caminho sobre as estrelas...
Vivo com desejo de amar...
Neste mundo de liberdades...
Em que tudo pode, tudo é permitido...
Tudo que se começa...
Já tem hora para acabar...
Sou pessoa de dentro para fora...
Quando sonho, sonho alto... Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar...
O problema em ser intenso...
É que intensidade assusta, afugenta, oprime...
Quem tem medo de se dar...
Amanhã, já me reinventei...
Não me dou pela metade...
Não desisto de sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Atravessando #desertos #fora #de #mim...
Encontrei pedras azuis assim...
Paradas aqui no tempo...
Sob sol, chuvas, ventos...
Viu dias, viu noites...
Me viu criança...
E na criança viu alegria...
Sempre, sempre aqui estão...
Depois de mim ainda ficarão...
Corri, caí, chorei, sorri...
Brinquei, amei, segredos escondi...
Recebi pedras iguais a essas...
Em meus caminhos...
Em minha jornada...
Nunca desisti...
Persisti e adiante segui...
Flores plantei em meu jardim...
Perdoei e me perfumei...
Quem desisti não vê ...
O que as pedras azuis tem a dizer...
Sonham sozinhas no mesmo lugar...
Esse é o meu destino...
Sonhar e me despedir...
Amanhã posso aqui não estar...
Porém as pedras azuis...
Sempre...
Sempre...
Sempre...
Vão estar...
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória — em Trav. Profa. Geralda Fonseca.
O Pároco
Em noite silenciosa e morna...
Pela estrada a fora...
Seguia #o #pároco...
Passava já despercebida a grande hora...
Sob a luz dos astros...
De negro se vestia...
Consigo um guarda-chuva sempre trazia...
Ia ao encontro de palhoças escondidas...
Em eiras por muitos esquecidas...
Passava por entre ramagens...
Por vilas e cidades...
Cachoeiras, rios, bosques e florestas...
Não faltavam grandes obstáculos...
De espectro errante...
Levava àqueles tristes...
Uma alegria quase extinta...
Sua casa era pequena...
Branca, muito branca...
Em noites prateadas...
Resplandecia em miragem no luar...
Pequeno sino...
Em manhãs e tardes...
Sempre presente a soar...
Para eles todas as portas se abriam...
Dos palácios ao mais pobre casebre...
Suas palavras eram de conforto...
Em sorriso que oferecia...
Se por um instante alguém de Deus esquecesse...
Pela vida sofrida...
Em breve surgia...
Essa alma sentida...
Trazendo consigo a esperança...
Nas suas palavras ditas...
Em seu brilho no olhar...
Diante das lágrimas contidas...
Ou em cântaros derramados...
Para ele toda manhã era para ser vivida...
Cabe a mim agora ...
Chegar ao fim dessa história...
Numa tarde dourada...
O sino não tocou...
Todos foram ver o silêncio estarrecedor que presente se fez...
Nenhuma ave no céu voava...
Cachoeiras e ribeirões entre si murmuravam:
- Não existem anjos na terra...
- Deus chamou...
Se existe saudades no céu...
É para lá que o vento o levou...
Sandro Paschoal Nogueira
Poema
Oh! aquele menininho que dizia
“Fessora, eu posso ir lá fora?”
Mas apenas ficava um momento
Bebendo o vento azul...
Agora não preciso pedir licença a ninguém.
Mesmo porque não existe paisagem lá fora:
Somente cimento.
O vento não mais me fareja a face como um cão amigo...
Mas o azul irreversível persiste em meus olhos.
Não tem como advir frutos de uma relação, onde a mesma, não fora sedimentada sob o domínio da razão.
291222
Todo sujeito por mais tenebroso, cruel e obscuro que seja, possui algo de bom, ou outrora já fora útil à determinada pessoa.
151023II
Fora do habitat natural e, distante da sua zona de conforto, o HOMEM viril, transforma-se num pusilânime!
180424
Em algum momento na sua vida, já sentiste que só fora visto no recinto, porque tu era o único? Não havia ninguém, nem muito menos outrem interessado?
Esqueça! Nesta jornada não és um lobo solitário.
050824
Assim, fora dos sonhos que eu sonhei, a musa dos meus versos encontrei; dona de toda sedução, ela sabe como pensa o meu coração.
Antes do encontro ficava a imaginar, aonde será que o meu amor estar? talvez ela sonha comigo, ou eu já sou o seu amigo.
Ela se aproximou e me disse assim:
-Se sente aqui perto de mim, vou lhe mostrar que sempre estive aqui.
Quando você se deparar com alguém assim (fazendo selfie) fora do País, diga:
- Olá, Zuca!
Porque é brazuca!!
E a gente gosta mesmo!
Dá licença, s.v.p.!?
Súplica Muda
Para fora
Para longe
Já foi embora
Em uma falta de firmeza
Permaneceu sem mudança
E perdeu por fraqueza
Chorou
Implorou
Clamou pela volta
Em uma súplica calada
Procurando sem sentido
Em um quarto sem mais nada
Levante-se
Faz alguma coisa
Perde o medo da vida
Perde o medo do pensamento
O pensamento de outras pessoas
Percebe
Que no fim já não importa
Que não deve nada ao outro
E que o sofrimento lhe devora
E que no fim das contas
Necessita colocar tudo pra fora
Se decide
Define a meta da felicidade
Corre atrás do que já foi
Em busca da liberdade
E da sua própria vontade
Entra na luta
Vai contra a sociedade e suas condutas
E argumenta incessantemente
Deixando de lado todo pudor
Rogando para que no fim
Tenha de volta seu grande amor
A guerra foi declarada e o duelo fora aceito, pois no amor é viver ou morrer;
Eu sou assim escrevo sentimentos criado pelo meu coração que desata minhas tristezas;
Meus poemas são o que me mantém vivo com pensamentos que redil o meu lado fraco que me arrasta para minha solidão;
O meu silêncio é sincero, mas minha alegria é inventada e o que importa minha historia que tanto terminou virarei lenda;
As asas que você possui lhe proporciona voar, livre pelo céu que se faz tão fora de mim, mas sem volta;
Tão perto e tão longe você se faz de mim, só não espere minha compreensão para compactuar com suas decisões;
Momentos que você vez de seu gosto você nunca abriu mão, mas deixou se levar;
Então que a rua te leve entre promessas que estiveram diante de você nas escolhas tão patéticas;
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