Poemas de Comida
" a terra tem comida para todos, minérios para todos, espaço para todos.... e mesmo com todas essas bençãos que Alah nos dá, o homem invade o espaço do outro para roubar minérios que ele também tem, para comer algo que o seu chão pode dar... Porquê? Se tudo foi tão bem dividido por Alah. Quando isso acontece vemos guerras, vemos fome, mortes... cada um tira mais do que necessita. Constrói mais do que pode oucupar... isso só dá em desavenças, porque no final de contas, passam mais tempo disputando do que desfrutando o que têm."
Em "A Filosofia do Paciência
Poema: Comida
De todas as poesias...
A que eu ouço hoje ...é você.
Nas suas loucuras e curvas da vida.
Ou vida sem curvas e loucuras.
Comer é um desafio.
Fico estonteada,abobalhada,em caos.
Ouvindo você dizer que o ato de pensar em engolir lhe incomoda.
Que a comida... é fria,gélida.
Certo que, muitas coisas na vida agente engole, e não faz digestão.
E comer sempre será uma necessidade humana.
O que parece muita fácil para mim.
Para você uma lamúria.
E aí eu me deleito te olhando...
E imaginando...
Como a vida é ingrata.
Enquanto você rejeita o alimento.
Outros rastejam por ele.
Não bastasse o poder financeiro para tê-lo.
A lamúria ...
Tenho fome, fome,fome.
E recuso nutrir-me.
Que encanto tem a depressão.
A depressão tem mistérios...
Tem segredos estranhos.
Segredos mundanos.
Danos...
Comida é água.
Bebida é pasto.
E você tem sede de que?
Minha definição de Álcool.
É uma comida macrobiótica, que ingerida em quantidade concentrada torna em tempo determinado, a ilusão que seria de ótica, em malhação muscular facial temporal. Claro que acompanhado de uma amnésia descarada, disfarçada e debochada.
O vento mostra o caminho para os passaros.
Azuis, pretos, laranjas e coloridos.
A comida no bico
a rapidez de chegar até se atar
com os filhos no ninho.
O amor é o mesmo
as primeiras "palavras"
os primeiros passos, aliais
o primeiro bater de asas
e estando na beira da liberdade.
A vida de um passaro
dos lugares que conhece
as vezes do carinho que recebe...
É o que desejo!
Fugir quando quero
respirar quando preciso
e ir para um lugar qualquer.
Queria ser uma ave
uma ave qualquer
para voar p'ra onde eu quiser!...
Homem
Assim como um animal feroz que vive sempre em busca de comida. Da mesma forma são os olhos do homem que nunca se fartam com aquilo que tem.
Comida
Não vou me matar por não ter feijão em casa.
Não irei vomitar por não gostar de macarrão.
Nem todos os nutrientes que preciso encontro no arroz,
Não sou maranhense por gostar de arroz de tudo que é tipo.
Olho aquele prato de comida feita.
Me dá uma preguiça de comer
Por ter todas aquelas coisas que eu não quis por no prato.
Um copo de suco para acompanhar.
Um pouco de sal na carne ensossa.
Pimenta para, melhorar o sabor, dar uma ardosinho bom.
Quem sabe peço uma porção de feijão.
A comida está muito seca. Uma saladinha acompanha.
Que tal um pouco mais de tempero, antes de preparar.
Talvez o segredo seja apenas uma mão boa.
Ironia é
o corpo ter um
órgão chamado saudade
e não ter no supermercado
comida disponível para alimentá-lo.
O sertão é acolhida,
É o abraço que se doa,
É o copo de água boa,
É o prato de comida.
O sertão é a própria vida
Em forma de amizade,
É a prática da bondade
Como a coisa mais louvável.
O sertão é inigualável
Em sua generosidade.
Eu lembro dos almoços de domingo, todos reunidos à mesa, a comida caprichada na medida de nossas posses, a melhor comida na minha opinião. Eu lembro dos erros dela, cada erro, mas lembro agora muito mais de todos os acertos, lembro de cada leão que ela matou por dia para nos criar. Imperfeita sim, mas sempre esteve lá. Nesses tempos de pandemia, sinto medo de perdê-la, sinto que não disse tudo que precisava, e também não posso vê-la pessoalmente. Ela sente a dor da solidão, mas nunca esteve tão presente em nossos corações de filhos. Mulher guerreira, forte, em crescimento...
Talvez eu não tenha dito como deveria, mas ainda há tempo, mesmo que de longe...
Eu te amo, mãe.
Queria poder lhe abraçar, queria voltar a comer o seu almoço de domingo.
Mas creio que tudo isso vai passar, sejamos fortes. A senhora não está só.
Feliz dia das mães!
'ESCOLHAS - Fragmentos I'
Teus filhos dormem tranquilos,
sossegados.
A comida está à mesa,
tem sabor agrião e cansaço...
Espalha a felicidade por mais insano que sejas.
Não impedes o abraço,
e as fadigas que te vem,
no dia a dia embaraços...
Sabe-se,
és ferida pelas circunstancias das buscas.
Não tornar-te insignificante,
já és tão gigante...
Beijas as mães que geram vidas,
aos fortes,
aos fracos.
Torce a fatalidade nos braços...
E nas tuas diligências - ser diário -,
fazendo do coração: diamante!
Alucinante na mera intuição.
Tu decides!...
Se vc fosse comida.
Vamos imaginar que as pessoas fosse comidas, doces salgados, sorvetes.
Se vc não é comido(a), saboreado, pelo seu parceiro, deliciado por ele, com certeza, vc não é o prato preferido dele(a).
Não é só você que fica no canto, às vezes mofando, reaja, vai viver, seja feliz, tem outros que não são comidos, saboreados e querem ser saboreados, procure esse como você que gosta de saborear, e se saboreiem.
Paz e amor!
NOITES INVERNAIS
.
Vejo sobras de comida na mesa
De quem não conhece a fome
E espaços vazios na despensa
De quem há tempos não come
Vejo também cobertores
Largados criando bolores
Sem uso nas noites invernais
Enquanto pessoas nas ruas
Apagam a luz da Lua
E se cobrem com jornais.
.
Para um lado da balança subir
O outro precisa descer
Para a primavera florir
O inverno precisa ceder
E para alguém ter milhões
É necessário que multidões
Vivam em total miséria
Então talvez o ideal
Para haver justiça social
Seja um País de classe média.
.
Não alimento a ilusão
De ter um País só de ricos
Porque sempre haverá distinção
Entre todos os indivíduos
Mas o que espero ver
É uma sociedade em que
Todos tenham acesso irrestrito
A tudo que alguém precisa
Para considerar a vida
Uma dádiva e não um castigo.
Se obrigado fosse dinheiro, estaria rico.
Se obrigado fosse comida, estaria farto.
Se obrigado fosse uma benção faríamos tudo de novo sem esperar nada em troca.
Mas obrigado não rende juros, não enche a dispensa e não é benção.
Temos tudo... porque então reclamamos...?
Da água, não está na temperatura adequada...
da comida, não é meu prato preferido...
da casa, não tem conforto suficiente...
Agradeça, você é um privilegiado.
calor humano e poesia
Amor...
não tem hora para oferecer
é igual comida trivial
se se demora esfria,
porque sempre,
não é todo dia.
Se blinda!
que a inveja contamina
mas que a comida industrializada.
Se rima,
é que a fome é de poesia.
E a imunidade vem da fé e da garra.
Da força de quem faz o bem e não pára.
de lutar
de sonhar
de conquistar
Pra inspirar nossas crianças
e mostrar que a arte preenche
o prato
a alma
e a mente.
Carla Marques
17.11.2025
Todo guerreiro deve encarar as contradições da vida, como os temperos que darão sabor à comida da vitória, para que esta tenha um sabor especial. As adversidades devem ser encaradas como produções de temperos. Pois toda comida, de fato, só consegue ter seu real sabor realçado, com o tempero! E o sabor nada mais é que a poesia do paladar! Aplicando à vida, toda dificuldade realça o valor da conquista. É a perda que te mostra o valor do que significa ganhar. É o feio que te faz valorizar o belo. É a escassez que te mostra o valor da abundância. É o conhecimento da Morte que te faz valorizar a Vida. É a doença que prega sobre a importância da saúde e assim por diante...
As contradições são temperos! As conquistas, como comidas. Comida sem tempero, é uma comida insuportável.
É com brilhante acerto que bem poetizou Giordano Bruno, nestes termos, quando com encanto Filosófico na Alma que lhe transbordava: - Se quiserdes saber por que isto acontece, digo-vos que o motivo é que tudo me desagrada, detesto o vulgo, e a multidão não me contenta. Somente uma coisa me fascina: aquela em virtude da qual me sinto livre na sujeição, feliz na tristeza, rico na pobreza e vivo na morte. Aquela em virtude da qual não invejo os que são servos na liberdade, sofrem no prazer, são pobres nas riquezas e mortos em vida, porque trazem no próprio corpo os grilhões que os prendem, no espírito o inferno que os oprime, na alma o erro que os debilita, na mente o letargo que os mata. Não há, por isso, magnanimidade que os liberte nem longanimidade que os eleve, nem esplendor que os abrilhante, nem ciência que os avive.
Às 17h08 in 25.02.2024
Faça sempre o que esperam de você
Coma toda a comida
Raspe o prato
Passe a roupa
Volte cedo
Penteie o cabelo, a barba, o bigode
Faça natação, equitação, judô
Termine a lição
Fale pouco
Sente-se direito
Atravesse na faixa
Beba oca ola
Faça algo memorável
Tenha filhos
Respire fundo
Respeite as regras, as leis, os dogmas
Silencie
Pare de respirar
Deite enfim
Porque morto
Você já está.
Meire Moreira
