Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Um dia nublado.
Uma vontade.
Uma vontade de...
Uma vontade de ser!
Uma vontade de ser quem sou.
Uma vontade de saborear as entrelinhas da poética natural.
Uma vontade de voar além do olhar.
Uma vontade de voar além das medidas.
Uma vontade de voar...
E aquele desejo?
E aquele desejo inocente?
E aquele desejo inocente de que chovesse gotas cristalinas.
E aquele desejo de olhar pro céu a cair gostas cristalinas...
Uma vontade e um desejo.
Um desejo e uma vontade.
Aquela vontade e aquele desejo.
Uma vontade de realizar um desejo..

Inserida por eupalomaferreira

Acuso-te

De entrelaçar minha alma a tua e depois de forma nefasta simplesmente ir embora, sim, e consigo levou aquele riso meio torto e quase sem graça.
Acuso-te, de deixar a deriva em meio a mais rigorosa tempestade sem pelo menos um farol para me guiar...

Me perdi em meio à escuridão, e o frio da noite trouxe consigo o vento que sopra, nas velas do meu barco, cansado, prestes a naufragar nas amarguras da vida...

Mas sigo aqui, navegando mesmo desorientado sem a luz da lua ou até mesmo daqueles pontos brilhantes do céu que chamamos de estrelas, que ficaram encobertas pelas nuvens densas e carregadas de mágoas que vem em forma de chuva, molhando meu rosto e quase me desintegrando de tanta dor.

Inserida por wilson_silva_1

SEMPRE TERÁ ALGUÉM.
Ainda que os pássaros deixem de cantar, as águas deixam de fazer os seus sons, e as arvores deixam de orquestrar sua sinfonia.
Ainda que o sol não brilhe, a chuva não caia, a lua não apareça.
Ainda que o dia desapareça de nossas vidas e a noite caia sobre nossas almas.
Ainda assim surgirá um poeta, um romântico, um apaixonado, um sonhador que encontrará uma forma de viver e descrever o verdadeiro amor..

Inserida por Luiz3l

no escuro do cosmo aflita grita
a estrela pela paz
agitando o braço da paz
a água que mágoa lhe traz

e o astro em dor deixa o rastro
da dor no seu rastro de sangue
fugindo de perto do mangue
do mangue atacado um astro

e a estrela em dor imensa clama
por calma pela vida que ama
enquanto a água no entanto deságua
contra o frágil astro em pranto

em seu tormento nesse momento
imensa torrente atravessa o vento
vento inexistente no vazio presente
e a chuva estrelar vence novamente

Inserida por alycels

O que faz o arco-íris ser admirado
não é a variedade de cores,
mas a sua brevidade.

Inserida por pirafraseando

Já é tarde
e a maré já está subindo
os ventos sopram devagar
escuto o som das ondas do mar

Por um momento penso
estar vendo uma nuvem em cima do mar
O que ela esta fazendo aqui embaixo?
seu lugar é no céu!

Então ela me disse:
_Eu vim me refrescar
Por muitas vezes eu faço chover
então resolvi descer e me banhar

Eu fiquei olhando e sorrindo
vendo a nuvem dançar
nas ondas deste lindo mar

Inserida por niviarodrigues

TRILHA

Não quis ser estrada asfaltada
Desisti de ser trilho
Resolvi ser uma trilha
Sem saber aonde vai dar
Emaranhada
Sinuosa

Quero ser chão de terra
Barro seco
Que bebe cada gota de chuva
Se alarga
Se estreita
Se transforma

Desobriguei-me da obrigação de ser perfeita.

Inserida por elis_barroso

Coisas de Deus,
sem luxúria, nem ostentação
Encontro a felicidade,
em coisas tão simples,
às vezes invisíveis,
mas que confortam o meu peito,
e alegram meu coração.
pequenas coisas
que me encantam,
que me dão uma
alegria fenomenal:
chuva na madrugada,
pássaros e flores no quintal...
café ao amanhecer,
cheiro de terra molhada,
almoço com a família reunida,
idoso de bem com a vida,
cheiro de leitão assando no forno,
bolinhos de chuva ao entardecer,
canções de ninar para embalar o sono
pastel com caldo de cana,
Um telefonema de quem a gente ama,
dia frio na cama...
Tudo isso me encanta e a você?

Inserida por RosangelaZorio

DESAJUSTADO SOCIAL

Eu rabisquei seu nome dentro de um coração
Num beco sujo da cidade
Mas me assustei e ocultei essa paixão
Num segredo com sete chaves

E de bem longe eu te vejo e explodo de emoção
Furtando meu mundo perfeito, assim como ladrão
Eu fico louco de desejo ,estranha sensação
De ver você,em meio a sombras geométricas

E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril

E eu bem sei,até certo ponto"cê" tinha razão
Eu não me ajusto a sociedade
Um zé ninguém que sem trabalho vive num porão
Aos trinta e cinco de idade

Mas me conheço e me respeito com a mesma proporção
Do amor que eu sinto em meu peito e escrevo essa canção
E fecho os olhos quando canto em meio a multidão
Vejo você...naquela noite ela não estava não .

E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril

Não existe algo que me pertença, nada que se ostenta
Só um punhado de poemas e meu violão
Também não sou do tipo de homem que pensa
Que possa valer a pena, uma mulher que se compra...

Até sonhei com a gente de mão dada no centrão
Vem da minha vida fazer parte
Mas acordei com a saliva fria num balcão
Foi tudo um simples disparate

O advento da poesia traz transformação
Com três acordes e a essência ensaio o meu refrão
E as luzes do palco da vida afastam a escuridão
Vejo você, num dia claro e lindo de verão

E não mais andei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril.

Inserida por AlexanderNorthgarden

" Ultimamente venho sentindo muitas
saudades; saudade daquela conversa
matinal, saudade das noites chuvosas
e frientos, saudade do teu sorriso e da
tua presença, saudade da malicia da
sedução...saudade de ver você ao
meu lado!
Demétrio Mota.

Inserida por Demetriomotta

ALGUM CANTO

ainda que longe
planalto de Todos Los Santos
hei de me anelar
na tua griz juba
ser sol, sal y chuva
tatear a tua beleza
piano em teu riso
tu-eu (o banzo)
eu-tu (encantos)
afetados
n'algum
canto

Inserida por FabricioHundou

PARADOXO

O vento fresco emaranha seus cabelos,
Outrossim, arrefece minha alma.
Os pingos do céu atalham seu deleito,
Todavia, atenuam minha rotina.
A semana vagarosa aborrece-o,
Contudo, para mim, é fugaz.
A terra enfada-o, entretanto,
Renova-me. O simples desinteressa-o,
Ainda assim, enobrece minha vida.

Inserida por carolinabastian

⁠⁠Eu acabei de trocar uma ideia com o Pedrão,

Santo piedoso da crise hídrica,

Falei pra ele espirrar só lá para as bandas das secas represas.

Mesmo rezingando,

Um tanto ressabiado,

Ele até que concordou,

Mas sabe como o velho é teimoso e esquecido né?

São Pedro é f...

Nem jogando pedra para o alto adianta agora,

Ele se esconde entre as jovens nuvens carregadas de impaciência com ele,

Inserida por Madasivi

⁠Sob a luz do sol, caminhamos,
nas mãos a esperança do amanhã.
Há dias em que o céu brilha claro,
os seus raios dançam na pele, no coração.

Mas às vezes, o céu escurece,
as nuvens pesam, ameaçam chuva.
Gotas caem, lavam as tristezas,
os medos dissolvem-se, escorrem pelo chão.

E outras vezes, as tempestades rugem,
ventos ferozes, relâmpagos que rasgam.
Os trovões iluminam o caminho
que, mesmo tortuoso, seguimos firmes.

Há dias em que a terra treme,
o chão abre-se, tudo se abala.
Nesses momentos, agarramo-nos,
buscamos forças nas raízes profundas.

Apesar de todas as tormentas,
de cada chuva, de cada tremor,
sabemos que o sol desponta
e renasce a esperança em cada flor.

Assim é o amor, a nossa jornada,
um ciclo de luz e de sombra.
Mas no fundo, em cada alvorada,
sabemos que o sol sempre volta.

⁠Correm os rios, nasce o sol que aquece e ilumina...
Sopra o vento que atenua o calor do meio dia.
Hora cai a chuva, noutra hora ela cessa e faz germinar a semente.
A vida é um ciclo... É brisa que sopra,
é flor que desabrocha. É gente que chega, é gente que vai.
É paixão que surge, amores que vem, outro dia se vão...
Ei! Há dias de choros e sorrisos.
Contudo não percamos a fé.
Pois cada dia uma esperança se renova. Vivanos!
(Carlos Figueredo)

Inserida por carlosfigueiredo

Por que te olho tanto?

Eu fico me perguntando isso, será que eu tenho medo de te esquecer?
Será que eu só quero que você olhe de volta?
Será que eu estou mapeando o seu rosto?
Será? Será?
Eu não sei.

Eu não sei porque te olho.
Mas eu sei, eu sei como eu te olho.
Eu te olho como o nordestino olha para céu bonito pra chover.
Eu te olho como o paulista olha pra um dia limpo.

Eu te olho como um artista olha o quadro dos seus sonhos, como um chef olha um pranto pronto, como se olha o por do sol, a chuva na janela, a neve a montanha, como se olha para um grande amor.

Eu sei eu sei, mas eu sou assim, melodramático, já tentei ser diferente, mas não consigo, e eu sei porque não consigo eu não consigo porque não quero.

A verdade é que me faz bem, te olhar, te amar.
Amar, tá aí outra coisa que não sei explicar.

Mas até hoje nunca ouvi falar de alguém que soube.
Más sei como te amo.

Te amo, como o paulista ama um dia de folga, como um nordestino ama a terra molhada, como um poeta ama a musa tão sonhada.

Te amo.

Inserida por jonathan_monteiro

CHOVE LÁ FORA, MAS HÁ DE CESSAR...

Chove lá fora, vejo a vidraça chorar,
Como meu coração também se molha de aflição,
Chove lá fora, a chuva mansa, água incessante,
Como é também a tristeza que me vence...

Chove lá fora, meu coração é árido,
Como um campo rachado, angústia sem remédio,
Chove lá fora, se molham as flores,
Molham-se nesta água mágica e incolor...

Chove lá fora, a janela revela pessoas apressadas,
Como lhes vai à alma? Como a minha?
Talvez seca, talvez molhada,
Em busca da liberdade, das cores do arco-íris...

Chove lá fora, a chuva nem me deixa ao menos adormecer,
Nem mesmo me anestesiar dentro dessa melancolia,
Chove lá fora, eu sem sono, sem travesseiro,
Somente introspectivo, envenenado, tenso...

Chove lá fora, não consigo fazer um verso,
Cantar, fantasiar ao menos um amor singelo,
Chove lá fora, água persistente, contínua,
Faz-me apenas conversar comigo...

Cessa a chuva lá fora, vejo a esperança renascer,
Nascendo junto com o céu anil, para me reconduzir,
Cessa a chuva lá fora, vem também o vento, vem o sol,
Como amiga e companheira, reluzindo a dourada justiça,
Sedando-me, me fazendo dormir...

Inserida por marcelloamorim

⁠Na espiral dos sentimentos, chorei à sua partida. Era um prenúncio do esperado. O vendaval desta espiral bagunçou tudo e, aos poucos, está colocando tudo em seu devido lugar. Esse vendaval levantou a poeira que um dia foi ao chão junto com as minhas lágrimas. A lágrima era perene e, junto a ela, um rio com águas puras se formara.

Na espiral dos sentimentos, chorei à sua vinda. Já era algo premeditado pelo destino. Desta vez, havia um redemoinho nesta espiral, ele acompanhava a pauta musical mais linda que já ouvi até agora. Neste redemoinho, pude ouvir a tua melodia. Ao som das teclas do piano, naveguei na sinfonia tão desejada por aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de navegar em águas puras, verdadeiras.

Na espiral dos sentimentos, chorei com sua estadia. Agora, nesta espiral, havia uma tempestade. Jorravam os orvalhos sóbrios em direção à imensidão de tudo aquilo que o vento irá percorrer um dia. Flutuei levemente como uma folha ao cair da árvore. Foi o meu melhor voo! Decolei sem medo em direção ao vento.

Na espiral dos sentimentos, chorei com o nosso encontro. Já sei que um dia o destino se encarregaria para que este momento acontecesse. Aqui, um vento leve faz morada nesta espiral. A doce e leve calmaria chegou. Um bálsamo. A lágrima desse encontro representou os tantos desencontros dos ventos vindos do sul. Estamos à deriva em busca da tão sonhada bússola.

Na espiral dos sentimentos, chorei, e continuo chorando. Desta vez, com nuvens formadas com as lágrimas que chorei um dia. Uma chuva intempestiva me invade, ela me faz renascer. Começo a dançar no vendaval. Poucos irão perceber o arco-íris que se formou durante esta tempestade. E, raramente, irão perceber como a espiral dos sentimentos chorou comigo. As sensações que permeiam estes momentos não é um mistério para quem já dançou na chuva um dia.

Inserida por Robkenede

Potentosa a lua cheia vigiando minha volta.
Um luzeiro na cor amarelada das lamparinas projetava contornos nas árvores e na beirada da pedreira.
Meu pensar naufragava nos desesperos passados.
A vacaria magra parindo um fim de seca amargo e difícil.
Atinei no capim de palmo brotado no sereno e falei pra dentro:
há de chover,
novembro já vem colorir de esperança essas bandas dos gerais.
Firmei meus olhos:
a D20 mastigava vagarosamente os poucos quilômetros faltantes. Já era quase em casa.

Inserida por ranish

⁠O teto de vidro rachado
As paredes estremecidas do ser
Um passado repleto de erros
E um futuro sem você
As nuvens fechando o céu do olhar
E o céu desabando ao chão
A chuva correndo na boca
E a boca pedindo perdão.

Inserida por Evellynn