Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Gosto do desafio de crer no que não se vê,
Gosto da química imperfeita que salpica emoções,
Gosto da brisa de primavera e da chuva breve,
Do cheiro do orvalho, do impalpável vento e suas canções...
Um dia nublado.
Uma vontade.
Uma vontade de...
Uma vontade de ser!
Uma vontade de ser quem sou.
Uma vontade de saborear as entrelinhas da poética natural.
Uma vontade de voar além do olhar.
Uma vontade de voar além das medidas.
Uma vontade de voar...
E aquele desejo?
E aquele desejo inocente?
E aquele desejo inocente de que chovesse gotas cristalinas.
E aquele desejo de olhar pro céu a cair gostas cristalinas...
Uma vontade e um desejo.
Um desejo e uma vontade.
Aquela vontade e aquele desejo.
Uma vontade de realizar um desejo..
Acuso-te
De entrelaçar minha alma a tua e depois de forma nefasta simplesmente ir embora, sim, e consigo levou aquele riso meio torto e quase sem graça.
Acuso-te, de deixar a deriva em meio a mais rigorosa tempestade sem pelo menos um farol para me guiar...
Me perdi em meio à escuridão, e o frio da noite trouxe consigo o vento que sopra, nas velas do meu barco, cansado, prestes a naufragar nas amarguras da vida...
Mas sigo aqui, navegando mesmo desorientado sem a luz da lua ou até mesmo daqueles pontos brilhantes do céu que chamamos de estrelas, que ficaram encobertas pelas nuvens densas e carregadas de mágoas que vem em forma de chuva, molhando meu rosto e quase me desintegrando de tanta dor.
SEMPRE TERÁ ALGUÉM.
Ainda que os pássaros deixem de cantar, as águas deixam de fazer os seus sons, e as arvores deixam de orquestrar sua sinfonia.
Ainda que o sol não brilhe, a chuva não caia, a lua não apareça.
Ainda que o dia desapareça de nossas vidas e a noite caia sobre nossas almas.
Ainda assim surgirá um poeta, um romântico, um apaixonado, um sonhador que encontrará uma forma de viver e descrever o verdadeiro amor..
no escuro do cosmo aflita grita
a estrela pela paz
agitando o braço da paz
a água que mágoa lhe traz
e o astro em dor deixa o rastro
da dor no seu rastro de sangue
fugindo de perto do mangue
do mangue atacado um astro
e a estrela em dor imensa clama
por calma pela vida que ama
enquanto a água no entanto deságua
contra o frágil astro em pranto
em seu tormento nesse momento
imensa torrente atravessa o vento
vento inexistente no vazio presente
e a chuva estrelar vence novamente
Já é tarde
e a maré já está subindo
os ventos sopram devagar
escuto o som das ondas do mar
Por um momento penso
estar vendo uma nuvem em cima do mar
O que ela esta fazendo aqui embaixo?
seu lugar é no céu!
Então ela me disse:
_Eu vim me refrescar
Por muitas vezes eu faço chover
então resolvi descer e me banhar
Eu fiquei olhando e sorrindo
vendo a nuvem dançar
nas ondas deste lindo mar
"Três dicas para você se aborrecer:
1) NÃO CONCORDE COM A OPINIÃO DE ALGUÉM;
2) ENCARE O TRÂNSITO APÓS ALGUMAS HORAS DE CHUVA;
3) DÊ UMA FESTA EM SUA CASA..."
Tantas coisas, tantos risos e lágrimas,
chuvas e primaveras
nesse tempo que é a vida,
mas deixamos sempre
muitas coisas para depois,
sabendo que,
segundo a segundo,
algo em nós
certamente morre,
e como dói...
TRILHA
Não quis ser estrada asfaltada
Desisti de ser trilho
Resolvi ser uma trilha
Sem saber aonde vai dar
Emaranhada
Sinuosa
Quero ser chão de terra
Barro seco
Que bebe cada gota de chuva
Se alarga
Se estreita
Se transforma
Desobriguei-me da obrigação de ser perfeita.
Coisas de Deus,
sem luxúria, nem ostentação
Encontro a felicidade,
em coisas tão simples,
às vezes invisíveis,
mas que confortam o meu peito,
e alegram meu coração.
pequenas coisas
que me encantam,
que me dão uma
alegria fenomenal:
chuva na madrugada,
pássaros e flores no quintal...
café ao amanhecer,
cheiro de terra molhada,
almoço com a família reunida,
idoso de bem com a vida,
cheiro de leitão assando no forno,
bolinhos de chuva ao entardecer,
canções de ninar para embalar o sono
pastel com caldo de cana,
Um telefonema de quem a gente ama,
dia frio na cama...
Tudo isso me encanta e a você?
DESAJUSTADO SOCIAL
Eu rabisquei seu nome dentro de um coração
Num beco sujo da cidade
Mas me assustei e ocultei essa paixão
Num segredo com sete chaves
E de bem longe eu te vejo e explodo de emoção
Furtando meu mundo perfeito, assim como ladrão
Eu fico louco de desejo ,estranha sensação
De ver você,em meio a sombras geométricas
E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril
E eu bem sei,até certo ponto"cê" tinha razão
Eu não me ajusto a sociedade
Um zé ninguém que sem trabalho vive num porão
Aos trinta e cinco de idade
Mas me conheço e me respeito com a mesma proporção
Do amor que eu sinto em meu peito e escrevo essa canção
E fecho os olhos quando canto em meio a multidão
Vejo você...naquela noite ela não estava não .
E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril
Não existe algo que me pertença, nada que se ostenta
Só um punhado de poemas e meu violão
Também não sou do tipo de homem que pensa
Que possa valer a pena, uma mulher que se compra...
Até sonhei com a gente de mão dada no centrão
Vem da minha vida fazer parte
Mas acordei com a saliva fria num balcão
Foi tudo um simples disparate
O advento da poesia traz transformação
Com três acordes e a essência ensaio o meu refrão
E as luzes do palco da vida afastam a escuridão
Vejo você, num dia claro e lindo de verão
E não mais andei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril.
" Ultimamente venho sentindo muitas
saudades; saudade daquela conversa
matinal, saudade das noites chuvosas
e frientos, saudade do teu sorriso e da
tua presença, saudade da malicia da
sedução...saudade de ver você ao
meu lado!
Demétrio Mota.
ALGUM CANTO
ainda que longe
planalto de Todos Los Santos
hei de me anelar
na tua griz juba
ser sol, sal y chuva
tatear a tua beleza
piano em teu riso
tu-eu (o banzo)
eu-tu (encantos)
afetados
n'algum
canto
PARADOXO
O vento fresco emaranha seus cabelos,
Outrossim, arrefece minha alma.
Os pingos do céu atalham seu deleito,
Todavia, atenuam minha rotina.
A semana vagarosa aborrece-o,
Contudo, para mim, é fugaz.
A terra enfada-o, entretanto,
Renova-me. O simples desinteressa-o,
Ainda assim, enobrece minha vida.
Antigamente
chovia de mansinho
depois vinham os vaga-lumes
cada um, pequeno farol
voando que nem passarinho.
Aqui não é só o ensaio
O silêncio da noite se dispersou.
O silêncio silenciou.
O dia amanheceu.
O sol apareceu.
Todas as formas aparecem nitidamente com essa claridade que inunda este lado de cá do globo.
A cidade mansamente acorda.
O cheiro do café.
Os passos apressados.
Coisas a se fazer de novo.
Porque ontem foi tudo igual...
Um dia normal.
O sol passeou sobre o céu.
Os pássaros cantaram.
As ondas do mar foram e vieram.
As plantinhas cresceram um pouquinho mais.
Frutas amadureceram nos quintais.
Nuvens grossas cobriram o céu.
Vento forte por aqui passou.
Água do céu desaguou.
As ruas da cidade lavou.
Dos telhados o pó tirou.
Depois... depois a chuva foi chover em outro lugar.
Toda a terra precisa florescer.
A água do céu parece isso nunca esquecer.
Pra que essa mania de tanto se preocupar.
Cada coisa sabe exatamente a hora de estar em seu lugar.
Vamos viver e aproveitar.
Eu acabei de trocar uma ideia com o Pedrão,
Santo piedoso da crise hídrica,
Falei pra ele espirrar só lá para as bandas das secas represas.
Mesmo rezingando,
Um tanto ressabiado,
Ele até que concordou,
Mas sabe como o velho é teimoso e esquecido né?
São Pedro é f...
Nem jogando pedra para o alto adianta agora,
Ele se esconde entre as jovens nuvens carregadas de impaciência com ele,
Sob a luz do sol, caminhamos,
nas mãos a esperança do amanhã.
Há dias em que o céu brilha claro,
os seus raios dançam na pele, no coração.
Mas às vezes, o céu escurece,
as nuvens pesam, ameaçam chuva.
Gotas caem, lavam as tristezas,
os medos dissolvem-se, escorrem pelo chão.
E outras vezes, as tempestades rugem,
ventos ferozes, relâmpagos que rasgam.
Os trovões iluminam o caminho
que, mesmo tortuoso, seguimos firmes.
Há dias em que a terra treme,
o chão abre-se, tudo se abala.
Nesses momentos, agarramo-nos,
buscamos forças nas raízes profundas.
Apesar de todas as tormentas,
de cada chuva, de cada tremor,
sabemos que o sol desponta
e renasce a esperança em cada flor.
Assim é o amor, a nossa jornada,
um ciclo de luz e de sombra.
Mas no fundo, em cada alvorada,
sabemos que o sol sempre volta.
A vida é um caminhar por estações,
cada qual com sua singularidade
e como asfolhas também passamos,
do verão lindo e especial,
para a nova época
que se faz outonal,
vamos deixando ao léu, pedaços de nós,
lamentos, alegrias, risos, saudades...
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