Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Mães adoram chamar diante do perigo
Mães querem escolher tudo para nós,
até nossos pares.
Mães querem nos proteger da chuva em
pleno inverno ou do sol em meio ao verão
escaldante.
Mães nos cercam de perguntas e querem
detalhes que nos encabulam.
Mães são mestras em disfarçar as dores da
alma; dizendo, tudo vai ficar bem.
Mães adoram impor limites, mas não se
limitam a vasculhar nossas vidas.
Mães adoram dar colo, mesmo que tenhamos
50 anos e nos chamam: esse menino ou essa
menina.
Mães dão até suas vidas para salvar as nossas,
e disfarçam uma vida de sofrimentos somente
para nos ver sorrir.
Mães nos esperam a qualquer hora e não tem
hora para nos dar conselhos ou palpites; para
ELAS o relógio não existe.
Poderíamos ser o pior dos seres sociais , mas
para uma MÃE, seremos sempre os melhores
filhos do mundo; e digam a ELA que não. para
ver a confusão que dá.
MÃE , A LUZ que um filho precisa para viver.
Somos partes de sua luz a caminhar pelo
mundo
Noite de espontaneidade, porquê não dizer de coragem?
Céu cinzento, aeronaves cruzando de leste a oeste, rajadas, trovões, habilidades, decisões, sim, as atitudes te levam do norte ao sul, sim, te levam onde você realmente deseja estar, e não, não onde querem que esteja.
Depois, além do céu cinzento está o brilho das estrelas ou do sol, depende apenas do que você quer encontrar.
Esperança na terra seca...
Refazem o batido caminho pela velha e conhecida terra seca, o mesmo sol que lhes dá vida também lhes judia marcando-os, nos rostos, os poucos, mas já aparentes muitos mais anos de vida...
Intenso, escaldante, é secura demais...
Se a chuva vier o chão não lhes negará a vida adormecida...
Já faz muito, mas ainda se lembram do último ano onde o inverno foi bom, nessa memória tem cheiro da terra sendo encharcada...
Exaustos chegam ao açude ainda com um pouco de lama, olham para o céu com poucas nuvens...
Cai de joelhos e puxa os filhos, com os olhos rabisca no barro todos seus desejos e sonhos como se fossem sementes e suplica:
Meu divino São José,
Aqui estou a vossos pés.
Dá-nos a chuva com abundância,
Meu divino São José.
“O sertão é uma espera enorme”,
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
Talvez nenhum de seus desejos se realize e nenhuma das sementes veja brotar...
Sabe que não há certezas na vida, mas precisa acreditar que haverá ainda uma próxima vez, pelo menos para os meninos...
Saltitam os caracóis
Quando caíram ao chão
deslizando dos lençóis
Estes fogem da água
como quem foge do
comum.
Saltitam os caracóis
em direção aos seus
próprios sóis
Ah,
Caracóis de mim...
A Lua vem
A mente voa
Não me sinto bem
Me sinto outra pessoa
Dou asas a imaginação
imagino como seria bom
se meus problemas não passassem
de uma ilustração
A chuva cai
lava as ruas
mas meu problema
continua
me sinto bem por um momento
mas só em pensamento
logo me lembro e me lamento
o que dói é o sentimento
Para quem não crê uma pequena nuvem (do tamanho da mão de um homem) não é nada , mas para quem CRÊ é sinal de UMA FORTE E ABUNDANTE CHUVA.
A esperança do crente não deve-se basear naquilo que se vê, mas naquilo que se CRÊ.
O verdadeiro profeta ouve o ruído, se prostra de joelho e espera o mover de Deus agir (1 Rs 18:41-44)
Hoje lá fora está chovendo... E eu aqui em casa lendo, um simples livro que me leva a viajar e ver um mundo diferente.
Percebo que não sou a mesma de ontem. Mudei hoje e não serei a mesma, pois mudarei amanhã, estarei sempre me moldando, melhorando cada vez mais.
Transformando esse mundo para melhor! Permita-se a se transformar, liberta-se dos seus medos e corra atrás dos seus sonhos!
#BlendaLorraine
FOLHAS DE PAPEL
Os meus olhos de menina
Enxergavam arco-íris através de cacos de vidro
Viam gafanhotos vestidos à rigor
Eles estavam sempre prontos pra festa
Em meus sonhos de menina os personagens dos livros ganhavam vida
Era possível sentar para um chá
Dividir uma toalha de piquenique
Em minhas mãos de menina as folhas de papel se transformavam
Em gaivotas que ganhavam os céus
Viravam barquinhos que navegavam em poças d’água deixadas pela chuva
Em minhas mãos de mulher
Basta pena e papel
Pra guardar a vida em poemas.
•Quando está triste o que fazes?
-Bem, eu olho para o céu.
•Mas pode me dizer o porquê de olha-lo?
-Eu gosto...
•Mas por que?
-Sabe, o céu é lindo não importa o que aconteça, se está nublado é lindo, se está chovendo é lindo, se está ensolarado é lindo, é isso me faz pensar que o que importa é a forma de como vejo meus problemas...
•Isso é bom, mas...
-Se eu conseguir ser como o céu, nada vai me abalar, pois mesmo o dia mais tempestuoso é belo.
Nos traços empoeirados do cerrado
A fina marca do lavrado
Corta em balizas marcantes
Ressoando o zumbido traçante
Das linhas tortas e sujas
Nas alamedas ressecadas
Que presenteiam alas formosas
Entre folhas dissecadas
Permitindo o giro no pedal
Correndo contra o tempo
quarando no varal
Seus Invólucros de cores
Contrastando secas flores
Que desabrocham aos respingos
Do legítimo suor
A cabeça tão longe
Assombrando suas dores
Coração todo disperso
Relembrando malfeitos versos
Lateja forte fulgente
Vertendo candor
Pedale, transpire, inspire
Suba, desça, deixe correr
Adube sua existência girando
Pois és planta nativa buscando
A essência da palavra viver
Cheiro Bom
Três cheiros desencadeiam em mim sensações de prazer:
O cheiro de terra molhada pela chuva;
O aroma de uma refeição caipira;
E o cheiro nato do corpo de quem amo.
O cheiro da terra molhada me acalma a mente;
O aroma da comida da roça me transporta para infância;
E o cheiro do corpo amado me arrepia.
Embora nenhum deles dependa de mim,
(O primeiro depende da precipitação;
O outro, impede-me a geografia;
E o último se perdeu no tempo),
Habituei-me a desejar mais do que exige a necessidade:
O cheiro de terra molhada pela chuva continuará a me acalmar sempre que chover;
O aroma das refeições caipiras continuará a alcançar o cérebro antes do estômago;
E o cheiro do corpo – mestiço, suado, despido – continuará a povoar minhas memórias.
Perdi a placa dianteira do carro ao passar por uma rua alagada pelas chuvas de março.
Foi na rua Virginópolis, esquina com Abel Cabral em Nova Parnamirim próximo a BR101 sul na Grande Natal-RN. O alagamento era Dantesco, mas resolvi arriscar. Era cedo da manhã do dia 29 de março 2018, chovia muito e depois que se entra em alagamento não é possível retroceder, manter a aceleração e torcer para tudo dar certo. E deu, mas a placa ficou e nem vi. O motivo principal para a placa cair é o fato de que a água exerce uma forte pressão na parte mais baixa do carro fazendo com que se quebre ou solte o parafuso da placa dianteira onde acontece todo o repuxo. O alagamento tomava conta de mais de 50 metros da rua que fica numa baixada exatamente onde está o Condomínio Renassence, 58,com vários majestosos blocos de apartamentos. No dia 31 voltei àquela rua na esperança de encontrar a placa. Não tinha mais água e nem parecia que houve alagamento. Resolvi parar diante do Condomínio Renassence e perguntei pelo interfone se por acaso não haviam visto a placa do meu carro na rua após a água ter escoado. Para minha surpresa a moça que atendeu disse que um servidor do Condomínio havia coletado cerca de 30 placas de carros que foram arrancadas pela força da água em frente ao Condomínio. E lá estava a minha placa, digo a placa do meu carro, PXV5925, inteirinha. No momento havia exatas 21 placas de automóveis que se arriscaram em passar no alagamento. Achei fantástico. Alguém se preocupou em recolher todas as placas que estavam no leito da rua e guarda-las cuidadosamente a espera que o dono acredite nesse milagre urbano e venha busca-la. Foi na páscoa. O ressuscitar da fé.
Vinte Gotas de Verão
Eu bebi vinte gotas de saudade
em tudo que eu bebi,
e nos últimos meses esqueci
que pra matar algo
tem que ser à seco;
Eu chorei vinte gotas de saudade
Em tudo que eu chorei nos últimos meses,
Mas saudade não é algo que se pode matar afogado;
Nesses meses de verão
o sol que torrou lá fora
Aqui dentro ainda molha
meu rosto já inundado
Em chuva afogado
mas ainda assim sedento,
surdo, mudo em lamento,
das coisas que eu nem sei
dos beijos que não dei
do amor que não recebi,
naquele tempo em que
lá fora que chovia
e aqui dentro sempre dia
era o sol que se fazia.
Confesso
É realidade de mais,
escondida: Utópica paz.
Se faz força
as vezes sem nada ser
se esconde
por vezes, sem parecer...
Ausente.
Está presente
quando no íntimo
é fuga repentina
centelha de amor fajuto
fugaz e indiferente.
Talvez seja muito e nem sabe.
Pequena, se guarda tão sua,
serena flor indecente.
Ela, aprisionada em suas terras
já úmidas por dentro
pela chuva jorrada
de si,
solitária
em um domingo
ensolarado qualquer.
__Nathália Moretti
Abra a janela da vida
Deixe a felicidade entrar
E quando a tempestade chegar
Talvez lágrimas de chuva possam entrar
Mas no outro dia o sol vem surgindo e te espera na janela sorrindo
Fria e obscura amanhece (não parece)
Parauapebas úmida
Sem dia permanece
Se vai pro leste, ou pro oeste
A moça do tempo adverte
Sem perdão...
O amor morreu
Renasceu, se corrompeu
No tempo se perdeu
...mais chuva proVerão
ANIVERSARIAR!
Não quero desapegar do riso de criança
Descobrindo inocente, novos sabores e cores.
E depois, o botão carmim virando flor,
A cada amanhecer uma valsa debutante.
Da juventude colher cada conquista,
E na sequência, com o fruto sazonado e pronto,
Viver na madura plenitude e esplendor
De mais um dia, mais um ano... Enfim.
Até que, com os grisalhos e voz trêmula
Espécie perpetuada correndo e gritando
Eu possa, em sessões nostalgia
Lembrar de todos meus amores, viagens e amigos...
E sorrir para a vida, aniversariando mais uma vez!
E na 125ª primavera (não duvide, eu chegarei lá!)
A fibra que enlaça o espírito ao meu corpo se arrebentará
... E dormirei o sono eterno
Tendo todos os meus deveres cumpridos
(E os meus impostos e pedágios pagos!)
E para sempre ficarei no coração e na mente
Daqueles que bem me querem... 🌼
E todas as vezes que o calendário chegar
No três de janeiro, às sete da manhã
Esfregue os seus olhos e me veja renascer
Olhando pela janela, ao amanhecer
Em cada gota do orvalho evaporando sobre as folhas
No ar que enche os seus pulmões de vida
Em cada piado e algazarra dos pássaros
Nas frutas multicoloridas penduradas nas árvores
Nos pisca-piscas do Natal ainda não retirados
(Ou nas luzes por apagar dos postes e das casas)
No calor esplendoroso do sol
Ou na úmida chuva de verão que cai de fininho...
Lá estarei pra todo sempre
Enquanto eu for lembrada
No terceiro dia de cada ano:
Aniversariando!
A noite fria cai sobre a cidade.
Chove lá fora e aqui dentro.
Chove saudade e me afoga.
Só me resta saber por onde seu calor escapou.
