Poemas de Chuva
Chuva de justiça
Está solto nas esferas celestiais.
O comboio de satanás.
Nossas bênçãos impedidas diariamente.
Estou trêmulo minha gente.
O que está acontecendo desde os ancestrais.
Assim como Daniel esperando resposta.
O inimigo fechando a porta.
Impedindo o anjo passar.
Esses abutres são implacáveis.
Perseguem severamente.
Invejam cegamente.
É que satanicamente existe uma teimosia.
Existe o orgulho e a maldade.
Podemos convocar nosso bloco de intercessão.
Clamando por Maria.
Vale os santos e anjos.
Todos os arcanjos.
Pra envergonha o inferno eu diria.
Agora satanás ficou furioso.
Tende astúcias e malícias.
Confunde o tal ardiloso.
Coloca gigantes e tenta destruir.
Mas estava eu aqui com a espada.
A cruz ainda nem entrou em ação.
Mas veja o poder do poderoso.
Jesus no sopro.
No amor e na justiça.
Acaba com o comboio infernal.
Traz fogo do espaço sideral.
Os céus vão ferver.
Já está em chamas.
São batalhas.
A maior guerra mundial.
E Deus e seu filho no tribunal.
Advogado e juiz.
Reis do poder.
Sentença ganha.
É que o inferno não resiste ao martelo do amor.
Desce fogo.
Corta espada.
Proteja escudo.
És miséria, és diabo derrotado pelo senhor.
Giovane Silva Santos
Sonhei com os olhos teus.
Lá fora a chuva ja passou...
Caiu e regou...
O céu ainda está todo coberto....
Nuvens , vagam de um lado a outro..
As Rosas no jardim emergiram...
Um buquê pra ti , eu colhi....
E elas..
Tem suas essências....
Sonhei sonhos reais...
Tive pesadelos....
Acordei gritando....
Suspirei forte...
O frescor em cada uma delas tem um nome...
"O seu"..
Ah...
Nesse buquê...
Tem um pequeno bilhete....
Leia....
Pois o poema que nele há...
Fiz com sobre nome seu...
É forte...
Não chore...
Não tenho culpa de ser um inspirador...
Sonhando com seus olhos....
Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa..
A luta é tempestade.
A fé, guarda-chuva:
Muda pouca coisa em redor.
Dentro, muda tudo.
#argeuribeiro
VENDAVAL EM CANTILENA PROSA
Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados
Sussurrando sons que o apavorar fiança
Em pingos d’água numa enfada dança
Purgando áridas angustias e pecados
Temporal no sertão, e tão agitados
Escoam nas planícies numa pujança
Deitando melancolias numa trança
De saudades e suspiros desolados
Do teu copioso gotejar, o luzidio
Relampejar, eriçando em arrepio
Que agita a tempestade tão furiosa
Troa lá fora, em um agravo vitupério
Estrondeando e envolto em mistério
De um vendaval em cantilena prosa...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro
Casamento.
Alegria de viver...
Alegria da chuva...
Alegria do Sol...
Alegria das estrelas...
O Amor é assim...
Pura alegria....
A dor que se vai...
Uma cura que se chega e fica....
Em gotas....
O balde se transborda...
Tudo novo...
Tudo pensado...
Tudo sonhado...
Tudo realizado...
Chuvas de arroz...
Momento único....
Um velejar renovado....
De um evento arquitetado...
As cortinas se fecham com o vento....
O que era solidão...
O que era ausência...
Agora...
Puro calor e atenção...
Pura alegria de criança...
Fotografias reveladas...
No álbum...
Ficará...
Marcado pra sempre...
Aquele momento...
Tão significativo...
E ardente...
Desse casamento....
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Neste sonho,
depois da chuva de primavera,
a cortina de pérolas desce do céu,
resvala a relva ruiva
da inspiração do encontro:
pérolas de orvalho
irrigam a palma nua dos meus pés.
Há um outro lado da cortina
como a página de um livro? – eu penso.
Oh! ela se esvai com o sol
relógio das estações.
Mãos de seda dobram o tecido,
zelosas das gotas de orvalho,
e o recolocam no útero da árvore.
Um homem vem
puxando uma carroça de junco
cheia de pétalas rosa chá
e passa sem deixar nem mesmo
o perfume da sua presença.
Em minhas mãos vazias
um punhado de sementes
pequenos pássaros sonolentos.
Flores de hera
Por ti, na primavera
Caminhei na chuva
Em busca das flores de hera.
Mas sobre ti me enganei...
Tal qual a hera, que não produziu flores
Nem mesmo no fim da primavera.
Esse amor infértil
Também nunca me ofereceu nada
A não ser anoiteceres e madrugadas.
Nunca sozinho um ninho fez para sua amada.
Nem derramou pétalas sobre nossa cama desarrumada.
Porém, tal qual as flores de hera!
Nem um ramo me oferecia.
e nunca, nunca, a mim, tentou ser primavera.
Chove torrencialmente...
Chuva calma ,
Não molha ninguém
lava a alma
e traz muita calma
Mas de repente
mexe com a calma da gente
fortes enxurradas
invadem as calçadas
Além de muitos relâmpagos
Clareando a imensidão
Seguidos de forte trovão
Todos fogem
Pedem arrego
Mas mesmo dentro de casa
A apreensão toma conta
Águas impetuosas
Invadindo o ambiente
e a todos amedronta
Todo mundo tem um sonho, mas estão congelados pelo medo
Nós não dançamos na chuva, nós correremos para nos proteger dela
Tudo isso é culpa de se deixar ser escolhido por outro
Então nós seguimos em frente e encontramos alguém que irá nos amar e apoiar
Dizer que nos adoram, talvez até lutar por nós
Então esquecemos que as ambições e as decisões mudaram
POEMA DA SAUDADE
Chove chuva
Chove adeus
Lágrimas
Chove em minha vida
A lembrança dos carinhos seus.
Capa de chuva num dia ensolarado
porque, no altar, forte é a tempestade.
De acordo com o combinado,
os membros todos vestidos de ambiguidade.
Na igreja eles rezam, rudimentam-se e roem
suas próprias vísceras. Comida não há
e a sanidade os destrói.
As portas de madeira, lacradas. Lá
no céu, os portões enferrujaram.
“O altar está em chamas!
Socorro! Não quero morrer
tido como louco!”
“A água benta evaporou!
Deus, me perdõe
mas para o inferno sei que vou!”
E berram até perderem a voz
aqueles que não desmaiaram de pavor.
Morrerão, sim, todos. Nós
assistiremos tal sacro-divertimento sem respingo de dor.
Gosto muito de chuva,
mas ela não gosta de mim,
sai debaixo de uma bem miúda
e agora veio o atchim !
A chuva é muito folgada,
Nem me avisou que ia chegar.
Lavou o telhado e as paredes do muro,
E deixou o chão pra mim limpar,
Forrado de folhas secas e entulhos!
Você pode gostar da chuva e dançar sob ela
Você pode amar a chuva e deixar que ela lave sua alma
Você pode sentir-se desconfortável entre tantos pingos d’água
Você pode detestar a chuva que encharca você e tudo o que você olha ao redor
Você pode fingir que não chove, enquanto a água escorre forte pelo seu corpo
Mas, repare
O céu permanece inabalável
E a chuva segue
Enquanto o sol não vem!
Lágrimas na chuva disfarçam a dor de lembranças trazidas pelo tempo.
Coloridas por olhos vermelhos esmagados pela timidez, buscam alento.
O sol aparece, mas o alivio...ainda não sei!
ESPETÁCULO DA VIDA
Gosto de ver a chuva caindo
Sentir ela molhando meus cabelos
Escorrendo pela minha face...
Gosto de sentir o cheiro dela.
Gosto do sabor do café
Do pão francês fresquinho e crocante
derretendo a manteiga
Gosto de acordar pelas manhãs.
Estar vivo
Poder respirar
Ouvir música
Poder sonhar.
Gosto de poder sentir o Sol
Brilhando seus raios sobre nós
Das cores e sons que transformam o dia
Gosto de poder sentir calor.
Gosto de admirar as estrelas
Piscando nos céus pras multidões
Enfeitando as noites no escuro
Gosto da energia noturna.
Estar vivo
Poder caminhar
Escrever poesias
Poder descansar.
Gosto.de estar vivo e saber
Que mesmo sendo apenas mais um
Só eu, sou eu dessa forma
Gosto de ser como eu sou.
Gosto.de observar pessoas
Indo e vindo em seu eterno vai e vem
de planos e sonhos
Gosto de saber que eu sou igual.
Estar vivo
Poder respirar
Participar do espetáculo da vida
Poder amar...
Lá fora a chuva cai.
Impiedosa e solene.
Intempéries?!
O tempo. A vida.
Um conjuga o outro.
Cai a chuva.
Bate o vento.
As gotículas atrofiam o olhar.
Esse olhar que deixa a chuva cair.
Esse momento que parece um redemoinho.
Tempo! Vida?
Pois...
É Dezembro. É Natal.
É tempo de solenidade.
Traz a vida pura saudade.
Tempo audaz.
Saudade inevitável.
Nascimento do salvador.
Que atenua um pouco a dor.
Na noite cai a chuva
Cai lentamente sobre o cinza urbano
No lúgubre cintilar dos faróis acesos
Contorno sombrio e profano
Perdidos na manada de metal
Na incerteza da vida
Na escuridão da noite
Contando cada real
Viajando pelo irreal, o irracional
O consentimento da escravidão
Cravado em cada centímetro moral
A vida acaba, voa passarinho
Voa livre, livre da selva de metal
Voa livre, de volta ao teu ninho
Acredito nos recomeços e nos fins, acredito nas tempestades e nas bonanças, na chuva que lava e no sol que esquenta.
Acredito no que quando for pra ser será e também que se deu errado é porque era pra ser assim.
Acredito na verdade, mesmo que doa, na coragem de viver e lutar pelo que me faz feliz. Acredito em heróis disfarçados de pessoas comuns e em demônios de anjos. Acredito na ignorância de algumas pessoas pois isso faz bem ao ego delas mas também acredito na força de quem é do bem. E vocês em que acreditam?
