Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Todo mundo tem um sonho, mas estão congelados pelo medo
Nós não dançamos na chuva, nós correremos para nos proteger dela
Tudo isso é culpa de se deixar ser escolhido por outro
Então nós seguimos em frente e encontramos alguém que irá nos amar e apoiar
Dizer que nos adoram, talvez até lutar por nós
Então esquecemos que as ambições e as decisões mudaram
POEMA DA SAUDADE
Chove chuva
Chove adeus
Lágrimas
Chove em minha vida
A lembrança dos carinhos seus.
Capa de chuva num dia ensolarado
porque, no altar, forte é a tempestade.
De acordo com o combinado,
os membros todos vestidos de ambiguidade.
Na igreja eles rezam, rudimentam-se e roem
suas próprias vísceras. Comida não há
e a sanidade os destrói.
As portas de madeira, lacradas. Lá
no céu, os portões enferrujaram.
“O altar está em chamas!
Socorro! Não quero morrer
tido como louco!”
“A água benta evaporou!
Deus, me perdõe
mas para o inferno sei que vou!”
E berram até perderem a voz
aqueles que não desmaiaram de pavor.
Morrerão, sim, todos. Nós
assistiremos tal sacro-divertimento sem respingo de dor.
Enquanto o sol não vem!
Lágrimas na chuva disfarçam a dor de lembranças trazidas pelo tempo.
Coloridas por olhos vermelhos esmagados pela timidez, buscam alento.
O sol aparece, mas o alivio...ainda não sei!
ESPETÁCULO DA VIDA
Gosto de ver a chuva caindo
Sentir ela molhando meus cabelos
Escorrendo pela minha face...
Gosto de sentir o cheiro dela.
Gosto do sabor do café
Do pão francês fresquinho e crocante
derretendo a manteiga
Gosto de acordar pelas manhãs.
Estar vivo
Poder respirar
Ouvir música
Poder sonhar.
Gosto de poder sentir o Sol
Brilhando seus raios sobre nós
Das cores e sons que transformam o dia
Gosto de poder sentir calor.
Gosto de admirar as estrelas
Piscando nos céus pras multidões
Enfeitando as noites no escuro
Gosto da energia noturna.
Estar vivo
Poder caminhar
Escrever poesias
Poder descansar.
Gosto.de estar vivo e saber
Que mesmo sendo apenas mais um
Só eu, sou eu dessa forma
Gosto de ser como eu sou.
Gosto.de observar pessoas
Indo e vindo em seu eterno vai e vem
de planos e sonhos
Gosto de saber que eu sou igual.
Estar vivo
Poder respirar
Participar do espetáculo da vida
Poder amar...
Lá fora a chuva cai.
Impiedosa e solene.
Intempéries?!
O tempo. A vida.
Um conjuga o outro.
Cai a chuva.
Bate o vento.
As gotículas atrofiam o olhar.
Esse olhar que deixa a chuva cair.
Esse momento que parece um redemoinho.
Tempo! Vida?
Pois...
É Dezembro. É Natal.
É tempo de solenidade.
Traz a vida pura saudade.
Tempo audaz.
Saudade inevitável.
Nascimento do salvador.
Que atenua um pouco a dor.
Na noite cai a chuva
Cai lentamente sobre o cinza urbano
No lúgubre cintilar dos faróis acesos
Contorno sombrio e profano
Perdidos na manada de metal
Na incerteza da vida
Na escuridão da noite
Contando cada real
Viajando pelo irreal, o irracional
O consentimento da escravidão
Cravado em cada centímetro moral
A vida acaba, voa passarinho
Voa livre, livre da selva de metal
Voa livre, de volta ao teu ninho
Acredito nos recomeços e nos fins, acredito nas tempestades e nas bonanças, na chuva que lava e no sol que esquenta.
Acredito no que quando for pra ser será e também que se deu errado é porque era pra ser assim.
Acredito na verdade, mesmo que doa, na coragem de viver e lutar pelo que me faz feliz. Acredito em heróis disfarçados de pessoas comuns e em demônios de anjos. Acredito na ignorância de algumas pessoas pois isso faz bem ao ego delas mas também acredito na força de quem é do bem. E vocês em que acreditam?
Dispenso ensaios
Com você eu danço
Em lentos passos
Faça sol ou chuva
Tanto faz, não importa!
Em acasos me refaço…
Ainda lembro do exato momento que me fiz poesia
Foi num fim de tarde, sol e chuva
Ao abrir os olhos eu enxergava e mais sentia.
Tão digna quanto a luz que ilumina
Já vem de outros carnavais,
Outras fantasias
Ela é chuva, tempestade e ventania
Se reinventa e acrescenta
Escreve em páginas de metal
Ela não usa folhas finas
À noite ela fecha os olhos
Pertencendo ao mundo
Leva consigo as palavras,
Sabe que para ser feliz
Tem que ir além e desejar profundo.
...não há ninguém, só o inverno de jardim negro, e a noite, e a chuva, e o vento,
um velho sueter aconchegado ao corpo, uma xícara de chá quente...
Apenas caem as gotas lá fora uma a uma,
dividem o frio de um poema terno,
Poeta e poesia são aconchegos do inverno.
VENTANIAS
Tão fraca essa chuva desacompanhada de vento
Proveio certamente de alguma nuvem dispersa
Fugidia da madrugada de alguma noite sem graça
Estanque sobre o telhado acima da minha cabeça
Não que não mereça que meu derredor se molhe
Com essa calmaria própria dos bem-aventurados
Porem estou acostumado a solavancos constantes
Tanto que me estranha tamanha bonança repentina
Sou eu afeito de trovões e ventanias da montanha
Que sacolejam e soçobram insanos restolhos de asas
Absurdamente inconstantes entre abas e serpentinas
Por isso a minha casa é de pedra incólume e bruta
Plantada sobre sólidos e poderosos alicerces da lida
Mas despreparada à suave nudez de uma brisa
INSATISFAÇÃO
Pela manhã o silencio dos homens
Faz frio e a chuva cai
Proporciona prazer o som que
o gotejar produz ao tocar as folhas
das arvores e os telhados das casas
As nuvens no céu são densas
quase não se pode enxergar os montes
O cão ladra, uiva
talvez sentido o cheiro do cio
Os pássaros surpreendem
voam e cantam como se fosse
um dia ensolarado de primavera
E o homem que percebe tudo isso, murmura
Não importa o temporal
O sol nasce mais uma vez
E tantas outras vezes...
Em dias de chuva, ser poesia !
24/06/2020
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