Poemas de Ausência
Luz Acesa
Há um lugar em mim
que ainda te espera —
não como quem sofre na ausência,
mas como quem guarda
uma luz acesa na janela da alma.
É um espaço sereno,
onde teu nome repousa
sem pressa, sem cobrança,
apenas com a ternura
de quem aprendeu que amar
também é saber esperar em paz.
Porque certos encontros
não se desfazem com o tempo…
eles apenas se recolhem
num cantinho sagrado do coração,
onde continuam existindo
em silêncio —
mas cheios de vida.
Por Simone Cruvinel
A incompletude tanto pode ser promessa de alegria quanto temor da ausência:
sente-se algo prestes a se cumprir, ou é a falta daquilo que nos foi tirado?
De qualquer modo, o vazio permanece.
O amor verdadeiro não cobra presença, entende ausência.
Não exige explicação, oferece oração.
Quando aprendemos a acolher, em vez de julgar, o coração encontra descanso.
O silêncio grita
O silêncio grita quando na ausência de ruído.
Isso é tão profundo que se torna insuportável,
E indica uma tensão medida,
No momento que o grito é inevitável.
O silêncio grita, é uma reflexão psicológica
Em situações onde o que não é dito
É mais forte do que o tempo e a lógica
E é associado a dor e ao tédio maldito.
O silêncio que grita é um paradoxo
Comum e potente, indica a ausência de palavras
E pode ser mais expressiva ou insosso
Torturante mais do que o barulho nas trevas.
O silêncio que grita é angústia na alma,
A dor oculta que sangra no peito
Corrói por dentro e deixa um trauma
É terrível essa dor sem nenhum proveito.
Por fim, o silêncio que grita é ensurdecedor
É experiência subjetiva e ausência de som
É interpretada pelo cérebro como uma dor
Um sinal intenso e perigoso que não é bom.
Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026
A Incredulidade
A incredulidade define a ausência de fé,
Se recusa em crer ou em se convencer.
É um estado de falta de crença e até
Um obstáculo para na vida vencer.
A falta de fé é uma dureza do coração,
É uma resistência à verdade.
A presença de fé supera desafios, então,
A fé não é uma vaidade.
Diferente da dúvida, que é uma fé fraca,
A incredulidade é a falta dela.
É uma qualidade de quem não se convence fácil
E se deixa levar por uma parcela.
A incredulidade é a recusa em crer,
Barreira à instabilidade emocional,
Limita as experiências pra valer,
A uma vida instável, modo substancial.
Acredita-se que a falta de fé rouba a paz,
Causa desânimo pessoal e leva à apostasia.
Afasta o indivíduo do seu propósito, aliás,
A paz roubada e a alegria.
Agora, a fé que Deus existe
É a crença firme, no coração,
Na existência de um Criador e consiste
Em amor, fundamentos e devoção.
Suas promessas são revelações divinas,
E vão além da necessidade de provas físicas.
Ela não é considerada uma ruína,
Nem aqui, nem no espaço físico.
Essa fé não é abstrata,
É uma convicção que transforma o ser,
Permite mover "montanhas" em tempo exato
Enfrentar dificuldades com a convicção e crer
Num propósito maior de fato.
Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026
A Dor da Ausência e o Silêncio de Deus
Dia das Mães
Dia das Mães deveria existir todos os dias, porque mãe não é apenas quem gera uma vida, mas quem dedica a própria vida ao cuidado, à proteção e ao amor pelos filhos.
Uma mãe suporta dores silenciosas, enfrenta batalhas invisíveis e, mesmo cansada, continua tentando oferecer o melhor de si.
Reflexão Humana
E talvez seja justamente aí que nasce uma das maiores reflexões humanas.
Desde pequenos aprendemos que existe um Criador, o Pai da humanidade, aquele que deu origem ao universo e à vida. Mas quando uma mãe parte, deixando filhos para trás chorando sua ausência, inevitavelmente surge a pergunta que ecoa no íntimo de muitos corações: por quê?
Porque uma mãe humana, limitada, imperfeita e cheia de falhas, ainda assim luta até o fim pelos seus filhos.
Ela não deseja abandoná-los. Ela quer protegê-los, vê-los crescer, acompanhá-los pela vida.
Então por que o Pai todo-poderoso permitiria essa separação?
O Valor do Amor
Talvez ninguém tenha respostas completas para dores tão profundas.
Mas a ausência de uma mãe ensina algo que palavras não conseguem explicar: o valor imenso do amor que ela representava enquanto estava presente.
Para os Filhos
Essa reflexão é para todos os filhos que já sentiram o vazio deixado pela partida de sua mãe.
Porque certas saudades não passam — apenas aprendemos a carregá-las.
E é inevitável o grito silencioso de um filho ou de uma filha:
“Oh mãe… que falta você faz.” 🥹
Chico Uchoa
Você mexeu com as minhas certezas, e foi embora.
Porque a ausência grita mais que a presença?
Porque anda no meu pensamento, se não me quis na sua vida. E ainda assim.
I miss you.
AUSÊNCIA DE MÃE
Perder a mãe é ter uma lápide no coração que germina ramificações que pulsam vida que o cordão umbilical ainda prende a alma dela em você, aí quando a lembrança vem em sua memória, o líquido amniótico inunda seu mundo em lágrimas...por mais paradoxal que seja esse sentimento de morte o vazio se torna vácuo e a saudade implode, paralisa e chega assim de repente trazendo a doçura do seu semblante nessa hora, exatamente como agora, nessa ausência que silencia e chora.
Quando o cansaço pesar nos ombros,
lembre-se: o que te sustenta não é a ausência de dor,
é a confiança silenciosa de que vai passar.
Não deixe que o medo grite mais alto
do que a esperança que sussurra dentro de você.
É ela que te ergue, mesmo quando tudo parece desabar.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O silêncio não é ausência, é morada.
Nele, o ser se reencontra, o tempo revela o agora
e a sabedoria surge sem ruído.
Quem aprende a silenciar, escuta o essencial.
Na tua ausência, aprendi a fazer do pouco um refúgio.
Inventei universos paralelos onde, ao menos lá,
meu coração podia experimentar o gosto de te ter.
E nessa fome de ilusões, aceitei migalhas —
tua amizade bastava, mesmo quando teus olhos
se perdiam em outros amores,
enquanto eu, em silêncio, me desfazia em espera.
Florescer no caos.
A força não é a ausência da dor que te feriu,
Mas o broto que nasce onde o medo ruiu.
É ver nos destroços um novo caminho,
E saber que, curado, ninguém está sozinho.
Hoje o coração sente a ausência, mas a fé nos lembra que o vínculo permanece diante de Deus.
Manuel Hermenegildo, nosso querido Dedeu, foi um amigo raro, presente que o Senhor nos confiou por um tempo, e que agora descansa na eternidade preparada pelo Pai.
A saudade existe, mas não vence a esperança do reencontro na vida eterna em Cristo Jesus. E até lá, guardamos o legado de amor, fé e amizade que Dedeu deixou entre nós.
“E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima; não haverá mais morte, nem tristeza, nem dor, pois as primeiras coisas já passaram.” Apocalipse 21:4.
A falta da dor
Abismo da Saudade
Entre a Dor e a Ausência
Fatalidade das cicatrizes
Laços de turbilhão de sensações
Intensidade das dores um dia vívidas.
Saudade
Singularidade do teu olhar
Nossos encontros e desencontro
Ausência caótica do meu amar
Demasiado das sensações
Ecoa instantes do amor a distância.
Espero que algum dia você
possa perdoar minha ausência.
Eu estava muito ocupada
sendo uma pessoa pequena.
O nada e um algo
Eu não tenho nada
Pois o nada posso ter
Se o vazio me inunda
Com a ausência do seu ser
O meu peito vira um muro
Que afasta o teu olhar
E no eco desse escuro
Não consigo te tocar
Guardo a farsa na memória
Com o medo de perder
O final da nossa história
Se a verdade amanhecer
O que mantém dois juntos
não é a ausência de problemas,
mas a decisão diária de enfrentar
o que vier sem desistir um do outro.
O autismo não é ausência de mundo,
é um universo percebido por outra arquitetura sensível,
onde o afeto nem sempre se traduz em gestos esperados,
mas pulsa com intensidade em detalhes que poucos enxergam,
ensinando que compreender é mais importante do que rotular.
Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.
