Poemas de Ausência
Senti frio mesmo estando perto de você, moça bonita.
Não foi o vento, foi a ausência.
Percebi que os teus carinhos já não caminham na mesma direção que os meus,
que a sintonia se perdeu em algum silêncio não dito.
Não sei o motivo de tanta indiferença,
nem sei se quero saber.
Algumas verdades doem mais quando explicadas.
O frio que veio de você não foi acaso,
foi resposta.
E às vezes, aceitar o frio
é mais honesto do que insistir num calor que não existe mais.
A solidão não é ausência.
É presença de si.
É quando o ruído do mundo se cala
e a alma finalmente se escuta.
A solidão não é solidão —
é evolução, força amadurecida, sabedoria em silêncio.
É reconhecer a própria nobreza
sem precisar de aplausos ou testemunhas.
É estar em paz vivendo no caos,
inteiro mesmo quando tudo ao redor se fragmenta.
Quem abraça a solidão não foge do mundo:
aprende a caminhar nele sem se perder.
Devemos lembrar, mesmo quando tudo parece escuro, que o silêncio de Deus não é ausência, é trabalho invisível. Nos piores dias, quando as forças faltam e as perguntas sobram, o propósito não deixa de existir — ele só não é imediato, nem confortável.
Deus não desperdiça dor. O que hoje parece castigo, amanhã pode se revelar como direção. Muitas vezes, o propósito não está no que acontece, mas no que nasce dentro de nós a partir disso: fé mais madura, coração mais sensível, coragem onde antes havia medo.
Confiar nos piores dias é um ato de entrega. É escolher acreditar que, mesmo sem entender o caminho, Ele já enxerga o destino. E que cada lágrima, cada espera e cada queda fazem parte de uma história maior, escrita com cuidado, mesmo quando não conseguimos ler as linhas.
Inteligência emocional não é ausência de sentimentos.
É presença de consciência.
Não significa “não sentir nada”, mas não permitir que tudo o que se sente governe as decisões.
É a habilidade de lidar com as
emoções sem permitir que elas sabotem a razão, firam valores ou desviem princípios.
Saudade
A ausência —
essa forma delicada do abismo —
habita-me.
Faz falta o que fui
quando me reconhecia em teu corpo.
Nunca imaginei sobreviver ao sem,
mas o sem revelou-se lâmina:
rasgou-me no limite do grito,
no atrito exato do desespero.
Por quê?
Que gesto foi esse
contra um coração ainda intacto,
tão ingênuo quanto fiel,
que já te sabia amor
antes mesmo do início?
A tua falta ecoa.
Ecoa como febre.
Desespero.
Paixão.
Delírio contido.
Imobilizo-me
para não ir atrás de ti,
para não desfazer o pouco
que ainda me sustenta.
O que era tudo
aprendeu a chamar-se nada.
E no centro desse vazio
tento reaprender o hábito de existir,
entre ruínas silenciosas
e consequências que fogem.
Estou morta —
não por ausência de vida,
mas por excesso de perda.
Morta estou.
E não posso
ter-te de volta.
R.Cunha
O mal real existe e é humano, não místico.
Ele nasce da ausência de consciência, do ego sem limite, da falta de responsabilidade.A melhor proteção espiritual hoje não é o medo, nem a crença cega, é o discernimento.Consciência não é acreditar em tudo.É saber onde parar.
Quem desperta não se perde em fantasias, não terceiriza o próprio juízoe não entrega a própria lucidez em nome de narrativas.
Evoluir é enxergar com clareza, agir com ética emanter os pés no chão, mesmo com o coração aberto.
Não se trata apenas de ausência de conflitos, mas de plenitude interior, equilíbrio emocional e segurança espiritual que somente podem vir da presença de Deus.
Quem se ancora Nele experimenta paz sobrenatural em meio ao caos!
Ausência e Saudade
Amarras dos momentos
Singularidade da essência
Contemplar o instante
Abraçar os detalhes das sensações
Sentir intenso da falta
Abismo do meu pulsar das maresias.
REFLEXÃO
“O amor não termina no grito, mas na ausência, no tratamento raso, no descaso e na falta de cuidado. Não se desfaz na discussão, e sim na falta de compreensão, empatia e respeito, mas na indiferença. Quando dois corações já não se procuram no silêncio, não sentem mais saudades e não se declaram em palavras sentimentos de AMOR, é porque a desconexão chegou antes da despedida.
O triste é que, em alguns casos, não existiu tempo de dizer ADEUS.”
(Mestre Malaquias da Viola)
“O silêncio de Deus é um vazio que não é ausência, mas presença escondida.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
"Um vazio que não é ausência, mas presença escondida."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
"O silêncio não é ausência — é anúncio antecipado."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
Lítio
Hoje estou cansado
não do mundo,
mas da ausência que mastiga meus ossos.
Lítio,
eu amo minha tristeza
como quem acaricia um animal ferido
sabendo que ele pode morder.
Ela é azul-elétrica,
arde na língua,
lateja atrás dos olhos
como um céu prestes a desabar.
Sinto-me exausto.
Há pregos invisíveis nas minhas pálpebras.
A cama é um campo de batalha
onde minha mente marcha
sem trégua,
sem bandeira branca.
Dê-me forças
não as heroicas,
não as que salvam cidades
apenas as pequenas:
levantar da água escura da manhã,
respirar sem afundar,
calar o zumbido de abelhas metálicas
que constroem colmeias na minha cabeça.
Estou atormentado
por uma mente que não dorme,
que escreve cartas de ameaça
no verso dos meus sonhos.
E ainda assim, Lítio,
há algo perversamente doce
em sobreviver a cada noite.
Como se a tristeza
fosse a única prova
de que ainda estou vivo.
Liberdade não é ausência de laços,
é saber escolher o que nos prende com doçura.
E o amor, quando é leve, é o que mais permanece.
"Dia após dia, carrego no peito a ausência que nunca diminui… a saudade do meu pai. É uma saudade que não se mede, não se explica e não se acalma. Ela está no meu despertar, quando lembro que não posso ouvir sua voz, me dando bom dia, e está nas noites silenciosas, quando fecho os olhos tentando guardar na memória cada detalhe do seu sorriso.
E quando o final do ano se aproxima, parece que tudo aperta ainda mais. As ruas iluminadas, as músicas, as datas… tudo me lembra, que deveria estar celebrando ao seu lado, ouvindo seus conselhos, rindo das suas histórias. Mas a cadeira fica vazia, o abraço não chega, e o coração transborda de lembranças.
A saudade é eterna, pai… e junto dela, o amor que sempre será meu guia. Sinto sua falta todos os dias, e sei que enquanto eu viver, você viverá em mim."
"A ausência dói, pai, mas a lembrança do seu amor me fortalece. A saudade é eterna, assim como o amor que tenho por você."
Feh Alvarenga
A ausência de pertencimento não gera rebeldia.
Gera silêncio.
E o silêncio coletivo é um indicador sistêmico de que a escuta falhou.
Tathiane Pereira
Pesquisadora Independente em Comportamento Humano
Autora da TECT | Fundadora do Voz da Sala
Saudade é privilégio teu
Singularidade da ausência
Única via das sensações
Devastou meu ser para renascer
Das cinzas da alma
Houve uma renovação da história
Essência das minhas partidas.
Eu me sinto sem respostas para essa ausência de palavras, para tudo aquilo que quero dizer. Talvez porque deixei tempo demais. Intervalos longos entre quem eu fui e quem me tornei. Sem perceber, sem discutir, sem cobrar. Fui sendo.
E no instante de permissão — não por ter tempo, não por razão, sequer por ter as palavras certas — não pude recuar. Ainda estou ali. Não me posso perder.
Não é que eu não sustente a intensidade. Eu sustento. Talvez esse seja o ponto. Justamente por saber que sustento, não posso me jogar. Há muito mais além de mim para escolher. Há consequências, há territórios que não são só meus.
Não é fuga. Não é negação. É consciência.
Algo me atravessou e permanece. Não como urgência, não como descontrole — mas como presença. Uma parte de mim que desconheço e ainda assim reconheço.
E talvez maturidade seja isso: sentir profundamente, perceber o abismo, saber que poderia atravessar — e ainda assim escolher permanecer inteira.
Ainda estou ali.
E não me perco.
