Poemas de Ausência

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“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

Amar dói porque importa


Amar dói,
não pela ausência,
mas pela presença que se esconde.


Dói quando o outro silencia,
e o coração faz barulho demais.


É olhar uma mensagem e pensar
será que eu disse algo errado?
É sentir o tempo passar devagar,
medindo segundos no som da notificação que não vem.


Amar é reparar no que mudou,
no jeito, no tom, no “oi” mais curto.
É ver nas entrelinhas o que talvez nem exista,
e ainda assim, sentir como se fosse real.


Dói, porque você quer ser leve,
mas o amor te prende nas asas do medo.
Dói, porque você se importa demais
num mundo que às vezes sente de menos.


Mas amar, ah, amar,
é continuar tentando,
mesmo com o coração trêmulo,
na esperança de que o outro,
um dia,
olhe pra você com o mesmo cuidado
com que você o observa em silêncio.

Paredes de hospitais.

Hospitais têm um tipo estranho de silêncio. Não é ausência de som… é o silêncio que pesa, que acompanha cada passo como se o chão estivesse escutando nossas orações engolidas. Nessas paredes brancas a gente descobre que o tempo não anda em linha reta. Ele para, tropeça, resolve andar em círculos. Cada minuto que passa tem tamanho de uma eternidade.

Quando é a vida de quem a gente ama que está lá dentro, é como se o coração da gente fosse parar na porta que se fechou. Ficamos sentados em cadeiras desconfortáveis com pensamentos que não sabem sentar direito nunca. A gente imagina, a gente torce, a gente lembra de todas as risadas, de todos os “depois a gente vê”, e percebe que nada tem mais urgência do que vê-los voltar bem.

As paredes do hospital carregam histórias que ninguém escolheu viver, mas que todo mundo aprende alguma coisa. Tem força onde antes só havia medo. Tem fé disfarçada de teimosia. Tem amor fazendo barulho dentro da gente, querendo arrombar cada porta para alcançar quem está sendo cuidado por mãos que não conhecemos, mas que naquele instante se tornam as mais importantes do mundo.

Ali, a gente descobre que esperança não é luz… é brasinha. Pequena, mas impossível de apagar. Enquanto isso, a parede segue muda, testando nossa paciência, segurando segredos que não contamos a ninguém. Um dia, ela vê lágrimas. No outro, abraços de alívio. É testemunha fiel de quem chega quebrado e de quem volta inteiro.

E no fim, quando a porta finalmente abre, a gente respira de verdade pela primeira vez em horas. Aprende a agradecer o que sempre achou garantido. As paredes continuam lá, firmes, como quem diz: “Você não está sozinho”. E a gente volta pra vida diferente. Mais grato. Mais humano.

Vida e ingratidão.
Abandono não tem desculpas: é ausência, é escolha de desrespeitar.
Quem ignora amor, cuidado e sacrifício planta solidão e colhe vazio.


Não há desculpa. Não há perdão.
O abandono fala mais alto que qualquer falha dos que te carregaram.
Honrar é a última defesa contra o próprio peso que você vai sentir.


— Purificação ✍️

"Portanto, deseje, sim, ser feliz. Comece com um sorriso. A ausência dele — ou aquele riso contido — muitas vezes revela uma fé marcada por dor e amargura. Estou convencido de que a verdadeira inteligência emocional também se expressa em elegância e no bom humor."

Livro "A Inteligência emocional de Jesus aplicada ao Aconselhamento" - autor: Markos Costa

Desencontros


Distância da ânsia
De encontrar os sinais que deixaste
Somos ausência de encontros
Somos conexões perdidas
Nos mares navegados
Das maresias das sensações.

O sol queima a pele
Sua ausência congela o coração
O calor já não me aquece
O que é ruim a sensação...


Filha, não te abandonei
Nem te abandonarei
Por sua ausência chorei
Por sua dor chorarei


Mas sei que sempre te amei
E sempre te amarei
Sei que em meus braços a terei
É o que sempre sonhei.
Te amo sempre Sarah!

Imaginar


Imaginar é ter você por perto
É sentir, pegar na ausência
É como se eu estivesse aí
Pertinho de você.


Sentir teu cheiro
Desejos incontrolados
Teu corpo, meu corpo
Um só corpo.


Em, 25/06/2017
Salla

Nem tudo que parece silêncio é ausência…
Às vezes, é Deus trabalhando em segredo, preparando o recomeço, fortalecendo o coração e ajustando o caminho.
Enquanto você pensa que nada está acontecendo, o céu está em movimento ao seu favor.

"O Amor não é a ausência da dor, mas a bússola
que nos guia através dela. Resistir é persistir no que
a alma já sabe."


Dollber Silva
⁠

Ausência.

Em meus sonhos, hoje dormiras comigo
Eu te seguirei sempre, minha alma em tua ancia,
Como a lua que segue no céu contigo,
Meu amor, eterno e fiel, sem mácula.

No silêncio da noite, juntos sonharemos
E nas estrelas, nosso destino traçaremos
Nossas almas unidas, assim viveremos
Para sempre juntos, nunca nos separaremos.

Nossos sonhos entrelaçados, um só coração
Na dança eterna do amor, seremos um só
Nada poderá quebrar nossa ligação.

Em meus sonhos, hoje dormiras comigo
E pela eternidade, meu amor te seguirá
Nenhum obstáculo poderá nos deter, meu amor.

A tarde se vai, plena de lembranças tuas, invade m'alma,
Como um renascer de uma primeira ascendente ,
A ouvir a voz que segue no ritmo belo e pleno,
Iguala_se como o florescer de um lírio de amor e paz.

Sentimento cá em mim, floresceu,
Qual semente plantada com meigo acalanto,
Oh, meu amor, teu olhar singelo e doce, a florescer,
Como orvalho matinais, como um sol resplandecente.

Mas os ventos alados, levou_te de mim,
como nuvens que passam, em singela e morna tarde,
deixando teu olor no ar meu, a borbulhar nesta saudade.

Hoje olhei e reguei nosso lírio, nesta dor em meu ser,
olhei o céu de cor azul, embacando meu olhar,
ouvi o canto do passaro, em tons sensíveis a perguntar_me!

O quer que há? Vim cantar para ti, minha flor.

PRECISO IR
Quero dormir
Mas tua ausência grita
Faz de mim uma orquestra
de botequim
Boemio em teus olhos
Toco lágrimas com gosto torpe
Escuto saudades em discos de vinis
Bebo a cachaça de ti
Me embriago com tuas lembranças
Choro solidão de nós dois
Apago a luz dos meus sonhos
Quedo-me sob teus sorrisos
Poesio vazio com a porta escancarada
para a dor.
Preciso ir
Pernoitar n'algum canto
até encontrar com meu
depois .

Quando você se esqueceu, não percebeu que não era apenas a minha ausência que se instalava, mas o vazio de si mesma. O começo do fim não foi quando deixou de me olhar, mas quando deixou de amar a própria essência que te sustentava.
Eu não esperava nada de você, porque já carrego em mim o amor que me basta. O meu coração não é refém da sua memória, nem da sua falta. Ele pulsa por mim, pela minha coragem de seguir, pela minha verdade que não se curva diante da indiferença.
O começo do fim foi o instante em que você abandonou o amor-próprio, e nesse abandono, perdeu também a chance de me amar de verdade. Eu aprendi que o amor mais forte é aquele que nasce dentro de nós e não depende de ninguém para existir.
E é nesse amor que eu me encontro, é nele que eu floresço. Você se esqueceu, mas eu me lembro: o fim não foi meu, foi o seu orgulho tolo e a vaidade.

A ausência dela tornou-se a presença mais marcante na vida dele.




— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

A força que habita em mim rejeita tua ausência,
que assola minha alma mesmo em seu melhor momento.
A falta que você faz é imensa
nenhum vazio se preenche com silêncio na tua presença.

⁠Falar mal de alguém
pelas costas indaga
que a inveja não
substitui a presença
nem a ausência.

---


Estava tudo selado — na ausência dos meus sonhos extraviados, naquela noite de insônia e tormentos — para que eu enfim te esquecesse. Era como se um feitiço antigo, uma magia sombria, uma bruxaria silenciosa invocasse o esquecimento. Despertei sem noção do tempo, sem vestígios de você — da mulher que um dia acendeu minha alegria. Acordei oco. Acordei sem você...

Você insiste em alimentar uma chama que, na tua ausência, se apaga.
Continua tentando, acreditando, esperando...
Mas ela não demonstra interesse, nem afeto, nem carinho.
Enquanto estás por perto, tudo parece bem —
mas é só aparência: sustentada pela tua presença, tua entrega, tua ilusão.
Na tua ausência, o castelo desmorona.
Isso não é amor.
É vaidade, conveniência, ego sendo servido.
Acorda.
Quem te ama, te rega mesmo quando não estás por perto.
Quem te ama, mantém a chama viva mesmo no silêncio.
Valoriza-te.
Não mendigues atenção onde não há reciprocidade.
Ama-te o suficiente para partir quando o amor não é verdadeiro.

Mesmo com a distância e a tua ausência,
teu nome ainda ecoa dentro de mim.
Fico imaginando você aqui, perto,
sentindo o teu cheiro que invade minha lembrança,
o gosto do teu beijo que nunca esqueceu meu lábio.
Queria poder te tocar todos os dias,
desenhar teu rosto com a ponta dos meus dedos,
olhar nos teus olhos e revelar, sem medo,
o quanto você é amada na minha vida,
o quanto tua presença, mesmo longe,
ainda acende luz nos meus caminhos.
E assim sigo, vivendo da esperança,
guardando teu amor no peito
como quem guarda um sol que nunca se apaga.

E se o silêncio trouxer de volta o que partiu,
não será ausência, será música.
Não será vazio, será espaço fértil,
não será dor, será raiz que floresce.
Que venha como brisa,
sem urgência, sem ferida,
pois só merece retorno
aquilo que já aprendeu a ser luz.
E se o coração aceitar,
não será peso, será voo.
Não será sombra, será aurora.
Não será fim, será começo
um começo que se escreve
com ternura e coragem.