Poemas de Ausência

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Não é a ausência
É a presença
Não é a indiferença
É a convivência
Não é a desistência
É a assistência
Não é a malevolência
É a benevolência
Não é a aparência
É a essência ...
É disso que o mundo precisa
Fazer da existência ...
Abrangência !

Saudade é privilégio
Daquele que sabe amar
Transforma ausência em presença
E não cansa de esperar
Mas as vezes o coração aperta
Quando ela é grande demais
E o peito da gente chora
A falta que o outro faz.

O silêncio não é ausência de som, é presença de sentido.
Nele, a alma se escuta.
As respostas não chegam de fora, mas de dentro.
Quanto mais barulho, menos clareza.
A sabedoria não grita, sussurra.
E só quem se aquieta a ouve.

Amor que virou luz

(Eliza Yaman)

Não és mais corpo, és brisa que me toca,
não és ausência, és fé que me conduz.
Teu nome agora é chama que não foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.

Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
És oração que em mim se faz etérea,
és meu altar, meu céu, minha canção.

E se não voltas, é porque já ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,

E me levanta onde a dor não alcançou.

Amor que não morreu

Diziam: “Vai passar, é só ausência.”
Mas o que sinto não conhece fim.
É como se a tua essência e a minha
tivessem fundido o próprio porvir.

Não há morte para o que não nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor é cadáver que viveu,
e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.

Redenção eterna

(Eliza Yaman)

Fui pó, fui queda, fui ausência e medo,
mas Sua cruz me fez nascer de novo.
Jesus me deu abrigo e deu segredo,
de um céu que não se compra, não se rouba.

Hoje sou livre, sou filho, sou herança,
sou templo vivo da graça que me guia.
E mesmo em dor, carrego a esperança,
de que a salvação é minha alegria.

Conto


Conto (não conto)
Não conto, minha ausência.
E nem minha presença .
Não conto, das incertezas.
E muito menos.
Minhas certezas.
Não conto, o que eu almejo.
E nem conto o que me inspira.
Não conto que vou.
Não conto que venho
Não conto que estou .
E nem conto que sou.
Não conto o que quero .
E muito menos o que posso.
Não digo muito, pois quero pouco .
Dentro do conto.
Dessa imensidão.
Me perco no conto.
E enfim me encontro.

Ricardo Santos

A ausência se instala
Invade os espacos
E se o diabo veste Prada
Eu me visto de lembranças
Carregadas de falta
Como um fardo elegante
Pesado
E a cada passo um lembrete da
D i s t â n c i a

A fé não é ausência de perguntas, é presença de confiança.
Mesmo sem entender, você se entrega.
Mesmo sem ver, você acredita.
E, no tempo certo, o que parecia silêncio vira resposta clara como o sol ao meio-dia.

A faca cravada na alma


Pensando em você, esqueci de viver,
Sua ausência roubava meu amanhecer.
Te agradeço por cada noite sem fim,
E por cada dor que ainda vive em mim.


Nos teus olhos, me deixei iludir,
Acreditando que você era o meu porvir.
Mal sabia eu do golpe que me aguardava,
E da ferida que, em silêncio, pulsava.


Hoje odeio te amar sem razão,
Depois de tudo, ainda habitas meu coração.
Me incendeias, entre amor e ira,
Cada lágrima foi tua obra-prima.


Senti no peito o peso da traição,
Você, sem perceber, tomou meu chão.
Fui a sombra que seguia teus passos,
Enquanto você desfazia nossos laços.


Ainda não aprendi a sobreviver sem teu olhar
E isso sempre ainda me dói lembrar.
Mesmo quebrada, vou me reconstruir sozinha,
Cada pedaço perdido, será minha própria linha.


Seu silêncio gritou mais que qualquer palavra,
Cada gesto frio, uma faca que cravava.
Percebi tarde demais o jogo que jogava,
E na dor, a liberdade enfim encontrava.


Hoje, sou dona de mim, sem tuas amarras,
Tua memória é apenas uma brasa que se apaga.
Me refaço a cada dia, sem medo do amor,
Pois quem fere, um dia sentirá sua própria dor.

A ausência dói, mas o coração guarda o que a vida deu de mais precioso.
Luto é aprender a caminhar com amor dentro da saudade.
Cada lágrima é ponte entre o que se foi e o que permanece em nós.

“Não te seduzo com carinho… te seduzo com


ausência. É nela que você percebe o quanto


precisa de mim.”

A saudade


A saudade, o vazio, a dor da perda, o silêncio que fica, as lembranças, a ausência, o que não foi dito ou feito, as coisas que permaneceram, atransformação da dor em memória e sabedoria, a eternidade do amor e da lembrança, a esperança de um reencontroe o processo de viver com a ausência

AINDA BEM

Ainda bem que a dor não é eterna
Nem a ausência vira lar
Ainda bem que o tempo ensina
E a vida insiste em recomeçar

Te vi partir num fim de tarde
Achei que o mundo ia acabar
Mas o céu trocou de cor
E veio a noite pra me acalmar

E quando eu pensei que era o fim
Veio o vento me lembrar assim:

Que sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outras vozes, outros passos
Outros braços, outros abrigos
Ainda bem que a vida gira
E nunca para no adeus
Ainda bem que existe o tempo
Pra trazer de volta os meus

Ainda bem que a alma aprende
Mesmo quando o corpo quer parar
E cada dor que a gente sente
É ponte pra outro lugar

E quando eu pensei que era o fim
Veio o sol me aquecer assim:

Que sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outras vozes, outros passos
Outros braços, outros abrigos
Ainda bem que a vida gira
E nunca para no adeus
Ainda bem que existe o tempo
Pra trazer de volta os meus

E se a saudade apertar demais
Lembro que o amor não se desfaz
Só muda de lugar, de nome, de estação…
Mas sempre volta pro coração

Sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outros erros, outros acertos
Outros começos, outros destinos
Ainda bem que a vida gira
E escreve tudo outra vez
Ainda bem que eu sigo em frente
Mesmo sem saber por quê

A verdadeira saudade transforma a partida em presença e a ausência em aprendizagem.


É por isso que asaudade de quem partiu não é a pior; é a que nos mantém vivos na memória, nos ensina a valorizar o que tivemos e transforma a ausência em presença no coração.

O Silêncio que Fala




Há um silêncio que não é ausência, mas presença.

Ele não grita, não exige, não se impõe.

Apenas está — como o vento que passa e deixa o cheiro da terra molhada.




Nesse silêncio mora Deus.

Não o Deus das fórmulas, dos dogmas, das vestes pesadas.

Mas o Deus que sussurra no coração inquieto,

que se revela na lágrima que cai sem explicação,

e na esperança que insiste em nascer mesmo em solo árido.




A vida não é feita de respostas prontas.

Ela é feita de perguntas que nos moldam,

de encontros que nos desconstroem,

de fé que não cabe em palavras,

mas pulsa em gestos, em olhares, em escolhas silenciosas.




Não é preciso entender tudo.

É preciso sentir — e permitir que o sentir nos transforme.

Porque às vezes, o maior milagre não é a cura,

mas a coragem de continuar mesmo sem ela.

A ausência da resposta a uma atitude explosiva é interpretada como covardia.
O silêncio consegue neutralizar o fervor do momento, evitando o duelo de orgulho, que não soma nada a não ser um conflito de ideias.
O silêncio às vezes vale muito mais do que mil palavras.

⁠Silêncio, não de paz, é o grito da morte.

Vazio, ausência absoluta de vida.

Escuro, sem luz estou agora pois, para onde me esforço a observar, me pego na dúvida eterna se fechados estão minhas pálpebras ou aberto estão meus olhos sem brilho da luz que um dia jurou me guiar.

A perda se torna intensamente triste, quando se tem a presença constante do medo dela.

A alegria esta sempre ocupada, enquanto a tristeza disponível sempre esteve, sentirá que a presença da tristeza deixará tu e todos para baixo.

Já no topo, grudado com a alegria, ocupado demais para lembrar da tristeza, esquecerá que foi a tristeza que te fez subir, foi a disponibilidade da tristeza que te levou a ocupação da alegria

Tristeza, o lado oculto da alegria onde dizem citar por aí que, que há de haver um fardo dez vezes mais pesado que a tristeza humana.

Alegria, ocupado demais para explicar

- Poema feliz, de uma pessoa não tão feliz assim. De Leonardo Cestari Silva

Saudade

Que
Me beija à alma

Sele ao meu
Coração, o conforto
Da tua ausência

Em meus
Pensamentos entristecidos

Pela
Falta da tua presença
Em meus dias.

Celebre a Vida: Não Espere Pela Ausência
​A vida é um presente precioso e, muitas vezes, nos perdemos na correria do dia a dia, adiando o que realmente importa. Temos o costume de guardar as palavras bonitas, os abraços demorados e os momentos de pura alegria, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Mas a verdade inegável é que o único tempo que realmente temos é o agora.
​Não espere que a ausência de alguém que você ama chegue para só então você se dar conta do quanto essa pessoa era especial. A dor da perda é inevitável, mas o arrependimento por não ter feito mais, dito mais ou simplesmente vivido mais com quem está perto pode ser muito mais pesado. Não troque o peso de um "eu devia ter feito" pela leveza de um "que bom que eu fiz".
​Comemore a vida com quem você ama enquanto ela está pulsando.
​Então, quem você vai procurar para celebrar um momento hoje?