Poemas de Ausência
Aquieta a saudade
Dentro do peito
Porque se ela fugir
Vai atrás da sua presença...
Ausência que mata!
Os dias sem sentido
As horas que passam
Sem os ponteiros marcarem
E a dor agoniza
Na falta que você faz...
Eita vida difícil!
Morar fora do teu peito
E viver para te amar...
A mentira é a ausência da verdade
que corrompe a alma e sua ingenuidade
estraga relacionamentos e suas amizades
O Eco da Ausência
Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.
Saudade é falta de iniciativa.
Muitas vezes o que chamamos de saudade é apenas a ausência de um gesto. Bastaria uma ligação, um encontro, uma palavra.
A iniciativa transforma distância em presença. Quem age, reduz a saudade a quase nada.
"Ausencietude"
Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.
Eu me sentia invisível ao teu lado,
doía admitir — ausência não se apaga,
o tempo apenas cala o que é calado
e ensina a dor a descansar na vaga.
Segui meu rumo, outra mão tenho amado,
te contei, e o teu “feliz” soou vago:
era verdade ou gesto educado
pra esconder o indizível, sufocado?
Nunca soube se era defesa ou medo,
a tua condição, teu silêncio espesso;
fiquei — porque isso, ao menos, era afeto.
Hoje amo, e mesmo assim penso no avesso:
se um dia me amaste, guardo o segredo
e peço perdão por culpas que não peço.
"A saudade virou poesia; deixou de ser ausência física para tornar-se presença escrita! É como se esse papel fosse um ponto de encontro: você num quarto de motel, nossos corpos a suar, suas mãos a deslizar no meu corpo inteiro, sua boca em cada canto da minha pele. Eu, querendo você por inteiro, rezando para a hora não passar e o nosso momento mágico não acabar. Mal sabia que a hora passou, e tudo acabou! E agora estou aqui, contando essa saudade de amor.
Essa lembrança é de algo que ainda queima como fogo, uma daquelas saudades que a gente guarda no peito como um segredo. É o tipo de saudade mais perigosa e, ao mesmo tempo, a mais viva. Aquela que não precisa de ninguém por perto para incendiar o pensamento; basta fechar os olhos e o calor volta exatamente onde parou.
Manter esse fogo aceso ajuda a aliviar o peito ou só faz a vontade de reviver o momento aumentar ainda mais? Não sei, só sei que hoje está doendo; a saudade está maltratando demais da conta.
'Podemos não ter nosso final feliz', mas 'o nosso amor é eterno', independentemente de onde cada um esteja ou com quem esteja; uma dimensão onde nós seremos sempre um do outro."
Autora: Alessandra Santiago
Data: 13/03/26
Versos de um poema...
Escuridão não é a ausência de luz... É a ausência de você...
Minha alma viaja sem fantasias... A visão marejada
E carente de ti... E o tempo não se detém nem retorna
Prossegue sempre inexorável...
Longe no horizonte… onde o vento toca
nos cumes entorpecidos ouvem-se
sussurros de um poema perdido...
“...mas trazem os versos
De um poema que te escrevi... Faz tempo...!”
A paz de Deus não é ausência de dor,
mas a presença divina no meio dela,
um amor que guarda, cura e renova,
fazendo nossa alma florescer outra vez.
A ausência de conteúdo genuíno não apenas revela a fragilidade do argumento, também expõe a pobreza intelectual dos seus defensores.
Aqueles de persuasão fácil (ou "cabeça fraca") recorrem ao deplorável: a replicação sistemática de mentiras e ao ataque virulento contra quem preserva a verdade, a família e os bons costumes.
É a prova cabal de que o patrimônio financeiro jamais compensará a indigência do caráter e a escassez de conhecimento.
Se se afastar de mim e a minha ausência te traz paz e
tranquilidade, siga em frente,
não hesite em ir embora.
Na ausência, teu nome é chama, que arde sem se apagar. Cada silêncio é um grito contido, cada noite, um mar sem fim.
Tentei vestir a razão, mas ela se desfaz em tuas lembranças. A maturidade é frágil diante do coração, que insiste em te chamar, mesmo no vazio.
A saudade é amante ciumenta, não aceita despedidas, não conhece limites. Ela invade como tempestade, me arrasta para o centro do teu olhar.
E eu, perdido em tua ausência, te encontro em cada sombra, em cada perfume esquecido, em cada palavra que não disse.
Se o tempo é cruel, o amor é eterno. E mesmo longe, teu abraço é o destino que nunca se desfaz.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Diário da alma
Hoje, escolhi o silêncio.
Não como ausência, mas como refúgio.
Existe um lugar dentro de mim que não precisa ser explicado, nem exposto, nem compartilhado — apenas sentido. E foi para lá que eu fui. Sem avisar, sem deixar rastros, sem olhar para trás.
Cansei de traduzir sentimentos em palavras rasas para que outros pudessem entender. Nem tudo foi feito para ser compreendido… algumas coisas só existem para serem vividas em segredo, no íntimo, onde o mundo não alcança.
Aprendi que a paz não faz barulho.
Ela não pede atenção, não disputa espaço, não se exibe. Ela simplesmente chega… e fica.
E foi nesse silêncio, nesse afastamento quase invisível, que eu me reencontrei. Sem máscaras, sem versões editadas, sem necessidade de ser aceita.
Hoje, não preciso mais ser vista.
Porque finalmente aprendi a me enxergar.
E, pela primeira vez… isso basta.
Labirinto de Espelhos
Traga-me amor e eu te mostrarei a ausência; traga-me ódio e eu te entregarei o desprezo. Mostre-me quem você acredita ser e eu te revelarei a infinidade de versões que posso assumir para te confundir. Enquanto você se ancora em definições estáticas, eu habito a variável. Eu me transmuto conforme a conveniência do nome pelo qual desejo ser invocado, um camaleão de intenções ocultas sob a superfície do óbvio.
Sou o ruído branco que preenche os vácuos da conversa. Você ouve o necessário, aquilo que sua mente consegue digerir, mas jamais decifra o que foi silenciado entre as sílabas. Minhas palavras são iscas, nunca o banquete.
Como um oceano que desconhece a paz, não ofereço margens seguras. Sou a inquietude das águas profundas, onde as ondas não obedecem ao vento, mas brotam e fornecem ao comando do meu próprio caos interno. Não há um lado certo para o impacto; a maré sobe onde eu decido que o solo deve ser submerso.
Sou o espelho que não reflete a imagem, mas a distorce até que você não reconheça o que projetou. Minha essência é o movimento perpétuo de quem aprendeu que ser qualquer coisa é a única forma de não ser ninguém. No final, você encontrará apenas o rastro da espuma na areia — o sinal de que estive lá, sem nunca ter se deixado capturar.
Silvio Jr.
O teu sumiço me dissolve devagar
A ausência faz a saudade consumir
Sensações diárias do meu querer
Mar das maresias tristes
Intensidade das ações do teu ser cativante
Desfaz meu ser aos poucos
A cada navegar, uma falta do destino que deixei para trás.
O Alento da Ausência
Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.
Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.
Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.
Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.
Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.
Ausência que dói.
Durante todo o tempo
Em que estivemos juntos,
Jamais lhe ouvi pronunciar
AMOR.
O que me incomodava
Não era a ausência da palavra
No seu vocabulário.
E sim, a ausência de amor
Em Ti..
Todos os dias eu aprendo a lidar com a ausência e com a incerteza.
Não é fácil sorrir quando uma parte de mim está tão longe, em um lugar tão difícil.
Mas eu sigo firme.
Porque além da dor, existe um orgulho que me sustenta e um amor que me mantém de pé.
Dra. Érica Alvim Lyra
Quem sou eu
Eu tenho me perguntado quem sou eu, e a resposta veio quando eu superei, ausência, tristeza, saudade e a maldade do tempo. Sei que sou pouco para uns, mas sei que sou muito para outros, mas a cima de tudo! sou o suficiente para mim mesmo.
Se tudo que você oferece não for o suficiente; ofereça ausência.
O sal não está no cardápio, mas, quando não está presente, faz muita falta!
