Poemas de Amor de Fernando Verissimo
Do só ao nó
De capuz invisível aos olhos,
Escondemos a nossa verdadeira face.
Enlaces e enlaces, não adianta!
Máscara e disfarce te acalanta.
E o que fazer?
Lutar efusivamente em busca de quê?
Quando vê, se foi a batida
A espera cansa…
Fui achar esperança
No verde que é a cor
Na boca o sabor,
Da menina que lia livros.
A fantasia fixou casa
caem as máscaras e a vida flui
O mal se dilui, e respiro…
Respiro.
Como reflexo, a união
Hey, não esquece o pão!
Meu colorido virou preto e amarelo.
A vida brilha e bate feliz.
Tanta excitação,
Tanto desprezo,
Então vou te dizer de coração,
Aquilo que estava na minha garganta a muito preso,
Será que continuará a me odiar,
Só digo que sinto tanto por te amar,
E o mundo nos separar,
Igual o céu e o mar.
Acordar cedo e batalhar por meus objetivos,é a maior certeza de que sempre haverá inimigos querendo vaga para essa grande empresa chamada vida.
Ora até mesmo os algozes irão desejar a receita de tua felicidade e tu dirás:
-Amor próprio!
Qual o motivo de tanta incompreensão Jesus?
- A falta de experiência.
Qual o motivo de tanta ignorância?
- A falta de experiência.
Jesus, porque existe o sofrimento?
- Para ter experiência.
E porque devemos ter experiência?
- Para amar e ser amado.
A experiência é a base da empatia, e a empatia é a base do amor.
Você só ama aquele que te entende, e só quem te entende é quem te ama.
Família para mim é algo definido e indefinido, ao mesmo tempo.
É o ninho onde nasci e foi se expandindo.
Não considero somente as pessoas que estão ligadas a mim pelo sangue...pois, há pessoas que se tornam tão próximas que se tornam união, de laços fraternos.
Família é onde aprendi e aprendo todos os dias valores e crenças, experiências e vivências.
NATAL
No ermo cerrado, árido, na noite, toca o sino
De esperança, pressaga enche nosso ouvido
Em uma toada de paz e bem, no céu subido
Anunciado o Natal do Deus Menino, um hino.
O presépio em glória, reza ao Filho Divino
A árvore alindada, ornam o amor instituído
Num armento em esplendor num só alarido
Há elevar do opróbrio ao halo o pequenino
E nesta lembrança onde se vence ao destino
O teto de palha, a estrela, os Reis, os pastores
Dobrarás os eleitos, em um respeito peregrino
Humilde, mãe, Maria, das Graças, das Dores
Traz o rebento de afeto, e um amor cristalino
Seu Filho, na manjedoura, todos os louvores!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, dezembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Pinceladas
Se um dia for eu
Um pedacinho de você,
Saberá que você é tudo para mim...
O começo, meio e fim.
Que me venha com amor...
É teu esse meu coração
Que te acompanha
Aonde você for.
Hoje, como folha seca,
Carregada pelo vento,
Eu, que te tenho no coração,
Já não seguro as tuas mãos.
O amor que não me deste
Não me sai do pensamento,
São pinceladas sem moldura
Retratadas ao coração.
Edney Valentim Araújo
CANETAS
Tentei escrever alguns versos
Alegres
Utópicos
Até sobre melancolia
Mas minha caneta teimosa hoje só quer fazer poemas de amor
Que loucura!
Nunca soube que canetas tinham coração.
Sejamos livres das palavras que fere
Da angústia que chega
Da maldade que assombra
Da ilusão que engana
Do cansaço que esgota
Da mentira que confunde
Da desafeto que afasta
Do orgulho que separa
Da mágoa que adoece.
Incrível como algumas pessoas fazem pequenos momentos durarem uma eternidade.
Você sente aquela vontade de que esses instantes nunca terminem.
Mas quando acaba é como se tivesse vivido um sonho.
CORAÇÃO NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE!
MINHA MENTE TE QUER LONGE,
MAS O MEU PEITO ANSIOSO
EM CRUZAR O TEU CAMINHO
NOVAMENTE .
CORAÇÃO BATE TÃO FORTE QUE O
CÉREBRO NÃO SUPERA
E ME FAZ PENSAR QUE É DELE(AMOR PLATÔNICO)
QUE EU PRECISO,
MAS O QUE POSSO FAZER
SE UM FORA EU O DEI,
SÓ POSSO ME ARREPENDER
DO PAPELÃO QUE PASSEI,
ACHANDO QUE JÁ TINHA ME ENJOADO
TE DEIXO PARA TRÁS,
QUANDO ME VEM COM DECLARAÇÕES
MEU CÉREBRO ENTENDE
QUE O PEITO JÁ NÃO QUER MAIS.
E AGORA A SOLIDÃO,
QUE ME PRENDE A ESSA TORTURA
TODOS OS DIAS,
NÃO TEM COMO O ESQUECER,
REENCONTRO-Ó EM TODOS OS LUGARES
AONDE QUER QUE EU VÁ,
E MAIS UMA VEZ MEU CORAÇÃO
ME MASSACRA VENDO ELE PASSAR.
Hoje sinto nos meus ombros o peso de todas as minhas escolhas.
É difícil ser sozinha
É difícil resolver tudo sozinha.
Sinto que minha força já não é a mesma de antes,
Sinto que meu corpo já não tem tanto vigor como eu gostaria.
A vontade que sinto as vezes é de deitar e esperar a exaustão passar.
Se fosse fácil eu apenas diria
Se houvesse momento certo
As palavras por si traduziriam
Mas não há momento, ou melhores palavras
Eu não consigo esconder mais
Quando te vejo eu sinto um turbilhão de desejos
Vontade de correr para os seus braços
Te dizer que faz tanto tempo que as palavras engasgaram-se em meu peito
Que se eu não falar eu não poderei respirar
Sonho com você vindo ao meu encontro
Que ao dizer que te amo, possa ouvir as mesmas palavras
Lábios puros, mãos firmes. Meu amor, de toda a vida.
Ela encontrava-se sentada na cadeira branca que tinhas os braços unindo-se as costas e havia colocado-a perto do aparador. A perna direita servia de apoio para o caderno enquanto a outra passava por baixo desta e as pontas dos pés repousavam sobre o móvel.
O lápis corria preciso sobre o papel. Os longos cabelos cor de cobre caiam de maneira desordenada sobre seus ombros e ela sorria sozinha à medida que o desenho tomava forma. Nem percebeu a hora passar e só deu-se conta do quão tarde era, quando os raios de sol iluminaram o desenho.
Sorriu mais uma vez ao olhar a obra agora pronta. Era ele. Deitado em sua cama, adormecido. Era só um desenho, um desejo. Apesar da perfeição dos detalhes, da maneira que a coberta enroscava-se na perna dele, da mexa fora do fluxo no travesseiro, ele nunca estivera naquela cama, nem em nenhum outro canto daquela casa a não ser dentro dela.
- O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA ANA?! – Ele perguntou aos gritos quando parou no meio da garoa que começava a se intensificar, obrigando-a a se virar para ele.
Ela entreabriu os lábios, mas as palavras não saíram e ela ficou apenas olhando a chuva ensopar os negros e curtos cabelos dele e os pingos que escorriam e lhe lavavam a face.
- O que você quer que eu diga? – Ele perguntou novamente, dessa vez em um tom extremamente baixo e com as mãos ainda segurando os braços dela, mas ela continuava sem dizer nada.
- Que toda vez que ela ri é a sua risada que invade meus pensamentos? Que toda vez que beijo a cabeça dela, que beijo o rosto dela…Toda vez que eu a beijo eu penso em você? Que aquele belo par de olhos negros parecem absurdamente errados quando me fitam de manhã cedo, pois meu único pensamento é que eles deveriam ser azuis? Seus olhos azuis. Quer que eu diga que é para você que quero dar colo? Que é em você que penso assim que acordo? Que todos os meus pensamentos antes de dormir são repletos de você? Que minhas palavras não fluem tão facilmente com ninguém além de você? Que não importa o quão ruim esteja o meu dia, dois minutos de conversa contigo e eu já estou rindo e fazendo piada porque você me traz uma leveza e uma paz incomparáveis? Que o que eu mais queria é que fosse eu o cara a te chamar de “minha”, mas não sou e isso me causa uma fúria enorme? Que eu te amo e que ninguém será capaz de fazer tão parte de mim quanto você? Eu digo Ana! Eu digo quantas vezes você quiser ouvir. Mas não me cobre coisas que você não fez. Não recrimine atitudes que você tomou primeiro. Eu estou aqui e sempre estarei. Aceitei o lugar que me coube e isso é mil vezes melhor do que não ter você de forma nenhuma, mas não me culpe por ter dado um pouco de espaço a outra pessoa.
