Poemas sobre abandono para expressar o vazio em versos
Abandonada
"Você conseguiu fazer com que eu me sentisse um objeto descartável, algo usado e jogado ao lixo.
Mesmo assim sempre me dobro aos meus sentimentos, e me apego nas lembranças dos poucos momentos de felicidade que vivi ao seu lado.
Agora choro! Pois as lembranças me fazem sentir mal, me magoando continuamente.
Não faz sentido querer sofrer tanto, mas não consigo me libertar de você.
Hoje vivo a sombra da solidão, sobrevivendo de migalhas do que me restou.
Você já foi o sol em minha vida, mas se tornou uma grande nuvem negra atormentando meus pensamentos e me consumindo por inteira.
Esqueceu-se de mim! Mas não me esqueço de você.
Esquecer significa tirar da mente e do coração, e isso não me é permitido.
Como pode abusar de meus sentimentos? Aproximando de meu coração e depois o abandonou, deixando tantas dores e decepções.
Mostrou-me o amor e em seguida me apresentou a tristeza e a solidão.
Jogou-me fora, trocou-me por outras, e eu sinto que fracassei, dei-lhe o melhor de mim e mesmo assim não sou nada pra você.
Quero seguir em frente, colocar uma pedra em cima de meus sentimentos e arrancar de meu coração as emoções.
Mato-me todos os dias na ilusão de te arrancar de dentro de mim."
(Roseane Rodrigues)
Brigar pelo amor
Ou viver pelo amor?
Sonhar querer ter posse
Do sonho, a espécie em guerra.
Mundo cheio de gente!
Pessoas isoladas:
- Vivem o abanono.
O lado escuro
E as vezes chega o momento
Em que se olha pra dentro e se pensa para trás
Duvidas até mesmo do que te satisfaz
A vida se torna dias cinzas infinitos
A dor se torna agonizante no seu íntimo
O que fazer se torna como posso viver
E o infinito de palavras se torna um deserto de silêncio
E a multidão se transforma em solidão
Os dias são escuros e as noites em claro
Pois hoje jogam fora o que um dia foi caro
E o útil vira lixo nesse bordel de ingratos
Quando você perceber que não
é importante para alguém... Deixa
pra lá, segui. Um dia a pessoas vai
sentir que perdeu um raro coração.
Cá estou, com o sorriso ilusório
Que me proporcionou seu adeus
Vivendo
Primavera sem flores
Assistindo à vida passar
Sem sair do lugar!
Levou metade de mim
Me vejo numa viela interditada!
Assistindo à vida passar!
Sem sair do lugar!
Buscando as feridas cicatrizar!
Rosely Meirelles
Você fugiu, se escondeu, não quis vir.
Não te obrigaria, por isso aceitei e tentei seguir.
Afastados estivemos, mas você sempre esteve em mim.
Mas quando a reencontrei, foi devastador, desejei ter deixado de existir.
Pois agora me pune com frieza, despejando toda a culpa em mim.
Me sinto mal quando olho para o horizonte
E me lembro pelo que me fez passar,
Mas já passou né? tanto faz.
E você não admite, ta certo você ainda mais linda.
Eu não quero ter você aqui mas sinceramente eu necessito.
Você não me quis... ainda sinto falta de você,
penso e retorno a mim, meu amor não me ajude.
E então olho para frente
E vejo o resto da minha vida
E vejo quanto tempo perdi te esperando.
Pensando em você
Mas não quero mais
Quando olho ao horizonte
A vastidão me acalma
Hoje escutei aquela musica
Me Recordei dos Maravilhosos
Momentos curtos e pequenos
Que muito breve passamos juntos!
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
Se soubesse criança como passa o tempo.
Voltavas a brincar.
Continuava sorrir.
Aproveitava o viver.
A vida adulta é pura lamúria.
Tudo tem cheiro de saudade.
Queria ter ainda a confiança do abandono.
Quando me esquecia nas mãos de Deus.
Hoje que cresci e assumi o controle, não vivo.
Tudo é se der,
tudo é quem sabe.
Morri, de "morte matada".
Fui pra bem longe disso tudo. Bloqueando minha mente para não pensar muito. Melhor era fingir demência, como se nada tivesse acontecido.
"Estou bem, não foi nada."
Foi só uma brincadeira de mal gosto.
Pra mim não foi real.
Qual a vantagem de viver muito tempo e nunca descobrir quem somos? Passamos tempo de mais querendo ganhar o mundo, que acabamos perdido naquilo que tanto sonhamos em conquistar.
Desejamos tanto isso que abandonamos oque realmente importa.
Esquecemos o criador da vida, nosso próximo e nossos familiares. Tudo isso por um desejo egocêntrico, que nem percebemos que mesmo dando tudo que temos, não conseguiremos alcançar o mundo
coração esmigalhado
pelos lábios de quem diz amar
sonhos todos despedaçados
pelos braços de quem DEVIA cuidar
sou apenas um
mais um nesta multidão
de infames seres mal tratados
sem esperança
sequer uma ilusão
sou esquecido dos deuses
neste universo desfigurado
centro de todas as culpas
palco de todas as agruras
vítima de todas as dores
tudo
porque
nunca
fui
amado!
É bem assim
Tentar esquecer quem deu valor;
Imaginar outro alguém com o dom de fazer esquecer o que era bom;
Aprender com as novas escolhas imaginando que vai da certo;
No entanto, magoar outra pessoa, por falta de dedicação;
Se enganar, achando que se afastar da própria realidade vai resolver;
Passar por tudo isso e depois partir sem aviso prévio;
E depois, se esconder nas "lembranças", local considerado o melhor lugar do mundo, para o pós abandono de um grande amor.
A cama fria é a
ostra vazia da
qual a pérola já
não lembra mais.
É a constante
incerteza.
O permanente infortúrio,
A tristeza de um beco;
o abandono do cais
Abelhas e borboletas...
Aqueles que gostam de aventuras emocionais são as que mais se esforçam para alimentar um amor que nunca estão disposto a perpetuar.
Constroem emoções e expectativas alimentasse do néctar e abandonam o estigma... buscando outras emoções.
Kronia
O que se passa agora?
O que dobra é a hora
Cronos sorri sem demora
Um deus sádico que não chora
Sorrindo controla e lhe outorga as horas
O que passa agora?
O que dobrou foi a hora
Quem fica chora
O mundo não para
Por alguns dias a hora sera bucólica
Cronos sorri a toda hora
A hora dobrou
A quem você deixou?
Quem te deixou?
Já passou...
Já passou...
Feliz ou triste deixou o que deixou
Abandone...
Abandone tudo... ( inclusive o poder da convocatória)
Abandone...
abandone tudo... ( inclusive as posses concretas e abstratas )
Abandone-se NO Eterno: Seja posse dele !!
São somente frases soltas, de uma outra louca, que arriscou tudo, para ser novamente deixada para trás.
Vislumbrou uma vida gigante e a quis.
Mas não soube lidar consigo mesma e suas próprias imperfeições.
Vivendo a Loucura...
Saio e sigo só, em caminhos que me levam
Por ruas, alamedas e calçadas que se emendam
Direções diversas, sem fim, sem necessidades reais
Sem saber, percorrendo cada um dos pontos cardeais
Moro na companhia de meus fantasmas e vozes
Que me assombram continuo e severamente
Arrebatando o restado são de minha sanidade
Vago sem rumo ou querência, insone pela cidade
Quando me visita a lucidez, rabiscos que me tornei
Machuca-me na alma o abandono e a vergonha
Dita e explícita nos olhos dos muitos que amei
E silente, pranteio por dentro, sofro e choro
O acalanto e esperança que reside no eu
Mesmo limitado pela deficiência que me pune
Amordaça em tirania e emudece o expressar da dor
Escancarando minhas vitrines, vazias de amor
Não te Culpes...
O que tenho a oferecer-te?
Diz um irmão doente ao sadio:
Amizade sincera
Amor fraterno e verdadeiro
Estar pronto a ajudar-te
E à sua família, se necessário
Guardar de ti teus segredos
Com a própria vida, se preciso
Atravessar noites a cuidar-te
Quando pegar-te abandonado
Por aqueles a quem se dedicou
Nos anos de sua melhor saúde
Vá e olha-te no espelho
Não repare rugas e nem a feição
E pergunta-te, no silêncio
De sua exposta pequinês
Sou eu o filho que do céu
Meu pai vê com olhos de mel
Ou sente em mim ser qual fel?
E consolando aquele pai
Deus o abraçou em amor
E disse: “Não te culpes,
pelo que teu filho é, faz e fez
pois senhor, sou Eu O Criador!
