Poemas da Terra
Temos que ser como as estrelas
Pois mesmo que demore para que seu brilho chegue a Terra
Ele aparece
E elas são ditas como belas
JOVENS da nossa Terra, POR FAVOR, digam Nãooooooo, à decisão política chamada GUERRA...
Por não passar de decisão política;
Essa malvada guerra, em que tão andais;
Dizei-lhes: disto não faremos mais;
Usando a inteligível pura crítica.
Lutai é pela PAZ, sem armamento;
Combinando entre vós, o obrigar tais;
A irem eles lutar, por onde andais;
Pra que sintam na pele esse alimento!
Pra que sintam, a morte em vós sentida;
Pra que sintam, a dor que tão provocam;
Com esse assassinar legalizado...
Pra que sintam, doer da consentida;
Destruição e morte que tão invocam;
Pra verem seu mamar, organizado.
Uni-vos, pois, bons jovens contra a guerra;
Uni-vos, pois, contra quem vos enterra;
Uni-vos, pois, pela PAZ cá na Terra.
Eu quero brincar de ciranda
Eu quero saborear os frutos mais doces da terra
Eu quero uma casa com varanda e rede armada
Eu quero um quintal com plantas
Com rio ou riacho
Eu quero um cachorro para chamar de amigo fiel
Eu quero um galo para anunciar a chegada do dia na madruga
Quero despertar cedo para nascer com o amanhecer
Para enxergar as coisas símplices
Eu quero correr descalço no chão de terra
Eu quero tomar banho na chuva e na biqueira
Eu quero minha inocência de criança para fantasiar, para ser mais feliz
Quero falar baixinho no ouvido de Deus: Papai, eu só quero ser feliz com minheus familiares e amigos…
Quero Teu perdão
Quero ser um novo ser
Quero ser filho Teu
Eu quero Te Louvar
Quero Te adorar
Pitadas de orvalho
Gotas de luar
Um tanto de terra mágica
Muito de amor pra dar
Complete com pensamentos
Que caibam em uma boa alma
Assim surgirá uma nuvem
De intenção bem definida:
Fazer do teu caminho
...e dos outros...
Uma leve e bela vida!
MARIA DE CADA UM:
Nesta vida e nesta terra, a gente nunca desvia,
Do tributo, nem da morte, nem de uma tal MARIA.
É MARIA minha mãe, é MARIA nossa tia; é MARIA mãe do Zé, batizado de Zé MARIA.
Some a MARIA prefeita, a MARIA calada, a MARIA imperfeita, a suspeita e a desbocada.
E neste ambiente latino, em cada canto pari um menino, filho de dona MARIA, cujo pai nem imagino.
É tanta MARIA no mundo, que é impossível viver sem elas; cada qual com sua história, sua sina e sua glória.
E o nome se complementa: MARIA das Dores, MARIA dos Remédios, MARIA Benta; MARIA Bonita, MARIA do Socorro, MARIA do Bairro e MARIA do Morro.
Penso que na cabeça, trabalham várias MARIAS: uma que nos ensina, outra que nos consola, e mesmo a que nos fascina, ao tempo em que nos enrola.
Um caso de amor ligeiro, foi com MARIA do norte; despediu-se de Raimundo, em seu caminhão de transporte; foi se embora pra Guaianazes, e de lá não teve retorno, deixando a pobre MARIA, abandonada com a prole no forno.
Não dá pra entender os fatos, por vezes, não faz sentido; a matemática dos atos, não se apura como devido; o que é de ruim não se apaga, e que é bom não se soma; a mão que afaga é a mesma que toma.
A vida é feita de pouca lógica e muitas MARIAS, excesso de lutas, com escassas alegrias.
AS OLIVEIRAS *
Velhas ou novas, troncos rijos
Raízes pregadas à terra lusa
As oliveiras cantam o ungir das dores
Terra de aromas, encantado sentir
Pedras na mão de palavras de uma vida
Verdes, pretos frutos
Verdes óleos, verdes folhas
Feridas, machucadas, esquecidas
Por séculos que tanto alimentou
Celtas, Iberos, lusitanos, Celtiberos, Helenos
Godos, Romanos, Visigodos, Alanos e Árabes
Desde o Faraó Ramsés II a Moisés
Com o seu coração torcido agarrado ao chão
Há um azeitar de olhares pelo olival
Das graciosas azeitonas de cores
Oliveiras fincadas na serenidade do silêncio
Onde a máquina e o homem as acordam
Depois é o milagre da natureza, azeite virgem
Nas vasilhas, talhas, potes outrora de barro
Ou nas talhas de azeite feitas em folha-de-flandres
Que permanecem até à nossa atualidade
Benditas sejam as oliveiras que nos dãoo azeite
Néctar dos deuses da nossa gastronomia.
O mundo diz
Quando morrer não levara nada desse terra!
SIM Exatamente,
E é por esse motivo que dou o meu melhor e faço tudo o que posso, para não ter uma vida mediocre, pois a vida é muito curta para desperdiçar a toa com coisas banais, Quero viver o bom e o melhor dessa terra!
Afinal eu sou filho do Criador! O Dono do ouro e da prata e está acima de todo o ser!
- A Rainha -
Quando o Sol se deita na linha do horizonte
e a noite escura desce sobre a terra
nasce em cada coração, como numa fonte,
o doce olhar da Rainha de Inglaterra!
E Deus, tão perto, manifesta-se nos campos,
o povo, alegre, esquece as suas dores,
as aves despertam voando por cada canto
e a madrugada veste-se de flores ...
Que bela imagem nos vem ao pensamento
a Rainha trajada d'um silêncio permanente
emana uma paz p'ra lá do tempo ...
Sua Majestade vai passande levemente,
como seda esvoaçando ao vento,
e ao passar, passa acenando docemente ...
(Para Sua Majestade a Rainha Isabel II de Inglaterra)
• Você é como o cheiro da terra seca quando chove em uma tarde quente
• Você é como o primeiro raio de sol em uma manhã fria
• Você é como a lua em uma noite com o céu limpo
• Você é como o nascer do sol no horizonte de um mar tranquilo
• Você é como água gelada que sacia a sede
• Você é como um oasis no meio de um deserto
• Você é como a calmaria de um final de tarde ensolarado depois de um dia cansativo
• Você é como um arco-íris após uma tempestade
• Você é como o calor de um abraço apertado daquele parente mais amado
• Você é como o beijo do amor que por muito tempo foi esperado
• E a ti os meus versos e poemas sempre serão dedicados.
Nossa terra é mais florida
tem roçado e pescaria
mesa farta e garantida
sol brilhante que irradia
o nordeste é a guarida
onde passo a minha vida
o dia todo e todo dia.
CHUVARADA
O cheiro único, acre, tão saboroso
De terra molhada, na chuva dada
No cerrado. É uma oração rezada
Num inconfundível feito saudoso
No terreiro, ventania e chuvarada
O quintal com o seu aroma aquoso
É de um espírito tão maravilhoso
Faz a alma da gente... enxarcada
A infância pisa junto na enxurrada
De chão batido, escorre no meio fio
Aguaça, diversão e risada ensopada
Camarada, chove chuva de motão
Mais desejada, doce e leve no feitio
Aroma tão, da chuvarada no sertão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 janeiro, 2022, 07’30” – Araguari, MG
"Não me importo em ir embora
dessa terra sem estar segurando
a mão de alguém.
Meus poemas vão contar sobre
os momentos,
os lugares e
as pessoas que amei.
Tudo o que eu tenho certeza é
do que senti e
que esses registros são eternos..."
🌹
Onde há calma observo.
Onde há alma absorvo.
APAIXONADO
Sou apaixonado pela vida
Da minha terra querida.
Ao acordar pela manhã
Ver o Sol que o campo ilumina.
Sou apaixonado pela chuva
Que de gota em gota a terra encharca.
Das canções em forma de melodia
Que faz lembrar o passado com alegria.
Sou apaixonado pela noite de lua,
No brilho reluzente da estrela,
Pela inocência de uma criança,
Pelo cantar estridente da cigarra.
Apaixonado por cada conversa
Mesmo não sendo definitiva.
Pela estrada que me direciona
Em lugares que alguém me espera.
Apaixonado pela vida com ternura,
Apaixonado pela minha esposa
Que juntos formamos nossa família
Apaixonado! A vida me presenteia
Da série, "OLHANDO O PLANETA TERRA DE FORA DELE".
Está consumado, nesta guerra a vitória já foi consumada. A humanidade está totalmente escravizada e dominada, todos só podem aceitar aquilo que democraticamente foi combinado, mesmo que qualquer contestação e desobediência seja feita, a punição deverá ser exemplar para que o mundo não caia no mesmo erro fatal e volte a repeti-lo.
Comando e obediência democraticamente únicos, nessa nova era da humanidade, a Criação Divina, não passará apenas de mitologia, o “Dois” não mais existirá, Bem e Mal, serão Um apenas, pois um necessita do outro para o equilíbrio e existência do Cosmo, não existirá mais dúvidas quanto ao Certo ou Errado, ou qualquer questionamento, assim como as Leis que Deus entregou a Natureza.
" Se tranquem em casa e morram, seus trouxas, enquanto nós aumentamos nossas produções e nos tornamos novamente os maiores da história, lugar de direito do Grande Dragão".
Muito obrigado China! Muito bem bolado, só resta dar os parabéns por essa grande vitória e colhermos as glórias, ônus e bônus que confere a cada um.
TRIBUTO A BANDEIRANTES - PARANÁ
Bandeirantes querida que me viu nascer
Terra de magia, Sol forte desde o amanhecer
Capital da alfafa do passado vou agradecer
Canaviais no presente para a cidade sobreviver.
De jovem acolheu meus pais para suas vidas florescer
Quanto a mim, ela estava preparada para me ver crescer
Não por muito tempo no trecho me pus a correr
Já de meia idade sempre fiel viu meus pais morrerem.
No futebol, que alegria, não tem como esquecer
A equipe da União Bandeirante era só prazer
As Termas Iara! O tempo as fez desaparecer
São fases, pois a tendência da Natureza é envelhecer.
Minha jovem senhora eu posso lhe defender
Cidade de povo hospitaleiro assim deve se manter
Situada no Norte do Paraná, bom lugar para viver
E a certeza que a sua história sempre irá nos envolver.
BERNARDO
O homem começa a vida
Em uma terra abençoada
Uma semente fecundada
No útero da mulher amada.
Vive momentos de alegria
No ventre abriga uma esperança
Num espaço como o planeta
Com o brilho de um cometa.
Aos poucos o ser se movimenta
Com carinho e muita ternura
Ainda no seio da sua morada
No ventre o amor lhe acalenta.
Não importa se menino ou menina
Seu nome fica na expectativa
A ternura da mãe lhe sustentará
Em três meses seu nome terá.
Com nove meses o grande dia!
Ao mundo a criança será apresentada
Com muita ansiedade foi esperada
Bernardo ,seja bem-vindo à sua família!
COISAS DE CRIANÇA
Sou nascido em Bandeirantes
Terra vermelha de muito canavial
Muitas traquinagens aqui podem registrar
Eu e meu irmão, Jesus! Um terremoto no ar.
Correria em volta da casa, arranhões no roseiral
Nos córregos represava para nadar
No pomar de galho em galho a balançar
Todos os dias no campo de futebol a treinar.
Quantas vezes de peneiras íamos pescar
Muitos perigos, mas vivíamos a ignorar
Parecíamos peões, em bezerros vivíamos a montar
Nos finais de tardes nos cavalos a trotar.
Até mesmo de charrete saiamos a passear
Bom tempo, só alegrias, nada a reclamar
Vez ou outra uma briguinha para variar
Em instantes tudo outra vez a recomeçar.
A escola era sagrada, não podia faltar
Quando chegava me esperavam os trabalhos do lar
Mesmo dando nó, ainda a tarefa escolar
Agora sim minha mãe dizia: podem ir brincar.
CAPELA
Estourou a Capela
o Paraíso
ruiu por terra
Anjos despencaram
dos candelabros.
Partiram-se,
em cristais singelos.
O dedo de Deus
manchou-se de Adão
Maria? Enamorou-se
e finalmente foi feliz
Longe e perto
sem nenhum aviso prévio
ou profecia apocalíptica,
estourou a Capela.
O Paraíso,
ruiu por terra
Ruiu pela Terra, o Paraíso
Despencou suave
Como uma fruta
Caiu sem luta,
a Capela,
tão frágil e bela
como uma mulher apaixonada
que enfim se entrega
Estourou a Capela
como uma gruta
que se abre ao amor vertigem
sem vergonha de não ser mais virgem
E os homens de boa vontade
e de boa vizinhança
gritaram, em tom-milagre
e sem mais trombetas:
! Estourou a Capela
O Paraíso
Ruiu por terra!
E uma nova humanidade brotou dos escombros
e dos joelhos dos fiéis
ergueram-se mulheres plenas
e homens eretos
[publicado na revista Caleidoscópio, vol.4, nº2, 2020]
FOZ E MEUS TRÊS FILHOS
Não sou filho desta terra
Mas aqui vim morar
Como minha esposa
Professor vou me tornar.
Criei os meus filhos
E os coloquei a estudar
O tempo vai passando
Na faculdade irão se formar.
O tempo passou
Como professor me tornou
Minhas filhas cresceram
As duas eu as casei.
Da filha mais velha
Dois netos ganhei
Agora só me resta esperar
Que da outra mais um neto logo virá.
Não havia terminado este poema
Pelo Facebook me informei
Daquilo que havia previsto
O terceiro neto está por chegar.
Mais alguns anos passou
O quarto neto apareceu
Parece um pingo de gente
Como uma estrela reluzente.
Obrigado meu Deus
Pois um filho me deu
Sou um homem de sorte
Serei grato até a morte.
RETORNO AO PASSADO
Assistindo a um vídeo
Ao passado me fez retornar
Uma estrada de terra,
A casinha de madeira me fez recordar.
Do cantar dos pássaros
Da velha porteira, que estava a balançar
Do alto do morro
Linda visão, marrecos a nadar.
Nas margens do riacho
Um cavalo a se saciar
Com o gado no cercado
Um olhar fixo a contemplar.
Nas noites frias de lua cheia
As fogueiras acesas para esquentar
Aqueles peões violeiros
Que não paravam de tocar
De manhã bem cedinho
Quando o Sol surge para iluminar
As crianças levam milho
Para as galinhas alimentar
Recordo do carro de boi
Preparado para viajar,
Mas quando cansado
Na figueira ia descansar
Esta passagem ficou na lembrança
Não mais vai retornar
Dela tiro uma grande lição
O campo, o homem deve amar
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