Poemas da Plantar Sementes
É inconcebível e incoerente decifrarmos nesse mundo tanta gente.
É a mesma terra,
as sementes é que são diferentes.
A poesia é a arte de expressar os versos
que vão brotando como sementes, enraizadas na alma
Transmitidas através dos pensamentos
e psicografadas nas folhas em branco.
NO MEIO DO TEMPORAL
Jogo sementes de alegria
Recebo cargas de incentivo
Da terra vejo brotar
Frutos de poesia.
Replanto com esperança
Rego com meu afeto
Lembro de toda história
Do meu tempo de criança.
Com versos rabisco minha alma
Uma hora palavras incertas
Outras vou ao encontro do meu eu
Leio, releio, tudo me acalma.
Autoria Irá Rodrigues.
Senão houvessem os progenitores, não existiriam filhos, sem as sementes não há vegetações, sem a noite, com se chamaria o dia?
talvez não existisse!
acredito na existência de um criador, porem me questiono como o mesmo teria surgido...
Abraçando as ausências
No abraço das ausências encontramos o crescimento,
Como sementes no inverno, buscando força, nos desenvolvemos,
Uma jornada pelos espaços, pelas lacunas, pelo desconhecido,
Para esculpir nossas almas, para reivindicar os caminhos perdidos.
Através do silêncio, ecos do eu são encontrados,
Um vazio existencial, onde ressoam vozes e pensamentos sufocados,
Na ausência de conforto, nos resta a fé e a esperança,
Florescer e ressignificar, a luz do amor de Deus e da perseverança.
@ocasulodabia
O jardim da vida, está repleto de boas sementes.
E a natureza das leis divinas, nos proporciona a oportunidade de semearmos e colhermos as sementes do bem e do mal.
E ao amarmos a nós mesmo, amamos os outros. E ao amarmos os outros, amamos a nós mesmo.
Basta entendermos, que somos a "imagem e semelhança de Deus."
O Velho homem retornou a sombra
na mesma sombra que viu crescer, as sementes que germinou
Desconheceu os traços e as formas abstratas dos seres
que um dia amou, naquele quintal de flores e tentou de alguma forma
conectar os traços familiares, separados pelo tempo e notou, que o menino, não reconheceu mais a pátria, a mais velha das irmãs, incompreendida de aflições, da colheita da vida, a outra, ainda encontrou-se no desvio de conduta, a revolta acompanhou a menina órfã, houve-se por falta de compaixão a rejeição, aos quinze anos, o lar não foi mais capaz de ser o seu refúgio, mas agora a menina, tornou-se moça, mãe, se casou e foi suprimida pelo amor de suas filhas e filhos e está a refletir suas ações
O menino tornou-se, moço, de uma língua estrangeira e não compreendeu as ações dos homens capitalistas. O velho homem riu, pareceu, que se reencontrou com a sua juventude de pensamentos.
Depois o velho homem subiu a rua, por um instante, no velho lugar, onde depositou, suas reflexões ao pôr do sol, na velha praça esperança do seu sonho, que nunca concretizou!
Então, o velho homem despediu-se, seguiu com a caravana, que lhe acompanhou e retornou para pátria celestial.
Erros são oportunidades de melhorias
Erros são sementes que, uma vez tratados, trazem melhorias aos processos e resulta em resultados superiores.
"Plante sementes de amor
espalhe flores pelo chão
jogue palavras ao vento
palavras de motivação.
Pois a vida é uma doçura
e é uma sagaz loucura
deixa-la passar em vão."
As flores brotarão
Num dia de desilusão eu preparo a terra...
Eu planto as sementes da esperança...
E sento de frente para o campo imenso da solidão
Pois sei que em poucos dias este mesmo campo estará florido
E já não estarei sozinho ...as flores brotarão
E encherão de amor o meu coração!
Sinhá
Bom Dia, Sinhá.
Hoje o plantio está feito,
As sementes estão boas,
Mas me parece um pouco feio o tempo que se forma,
Sinhá...!
Sinhá - O que foi?
Escravo - O Barão açoitou sem motivo algum um escravo.
Sinhá - Como está o escravo?
Escravo - Esta de coração partido, é o melhor escravo, Sinhá.
Sinhá - Avise a senzala que irei cuidar pessoalmente de seus ferimentos.
Escravo - Obrigado.
Escravo2 - Sinhá não merece estar aqui na senzala.
Sinhá - O Barão é desleal, faz dos escravos o que quer, porque fez isso?
Escravo2- Fez porque me ouvir falar das sementes que plantamos, que é muito parecida com Vós, quando crescer será o mais belo campo,verdejante aos olhos de Sinhá, cheiroso como cabelo de Sinhá, que apesar de tempos dificeis, será forte de raiz e colheita farta.
Escravo2- Minhas se fecham mas pra Sinhá seram as melhores cicatrizes,porque lembrarei quando te ver sorridente ao campo verdejante sorrizo de minina.
Sinhá - Por que tanta doçura diante de tanta dor causada pelo Barão?
Escravo2 - Porque não tem coisa mió de ter Sinhá do Meu lado, me atrevo a te dizer que a Amo, mas não tenho esse direito nem poder de querer ser Feliz com Sinhá, meu coração sofre sem Sinhá, mas se alegra em vê-la Sorrindo,não chorando pelo Barão. - Mas deixemo de prozar porque as dor já ta passando. - Obrigado Sinhá por me cuidar e dá o cheiro de sua pele, o brii de seu oiá por mim.
Amanhã será outro dia.
[...] o tempo insiste em me dizer que é passado,
lembranças podem ser sementes, de um sonho que não nasceu..
Mas se ao menos tivesse um chance...
Num olhar profundo nos seus olhos, poderia lhe dizer....
Você deixou as sementes de propósito caírem,
E naquele momento, meu coração se angustiou,
Pois suas sementes eram venenosas,
E sei o quanto sou uma terra fértil.
Assim, inevitavelmente, elas cresceram,
Te trazendo para perto como plantas carnívoras,
Fazendo você sentir um pouco dos seus próprios sentimentos,
Para entender e saber que não era só ir embora.
Pois assim, elas cresceriam ainda mais,
Se multiplicariam e frutificariam,
Permiti que elas chegassem ao auge da sua loucura,
E que se devorassem diante dos teus olhos.
Para que sentisses o impacto das tuas sementes,
Como são poderosas e autodestrutivas,
Mas para que não sobrasse nenhuma,
Te enrolei em algumas delas.
Uma segurou tua pele, teus olhos,
Outra foi em teu coração e mente, na tua fraqueza,
Para que tomasse a decisão de matá-las pelas raízes,
Até ao solo, e nada sobrasse além das imagens de algo que teve vida.
Agora restaram apenas rastros secos de alguma vida,
E tu podes partir, e eu voltar para mim.
O som silencioso no segundo suave sopra ao sentido a sonhar...
Sonhei que sai a semeá sementes de sonhos e sentimentos sadios
Sair a ceifar solidão segar sem satisfação sutilmente
Sedento da sua saliva sondei serenata suave aos seus sentidos
Sonsinha a soluçar sussurrando sorriu...
Sentir seus segredos no silencio das sombras
Sambei assobiando
Segundo surgindo e sol sonolento sair do sonho
Surpreendido sem saber que sabia sonhar
Diariamente lanço as sementes da minha fé no solo da vida, para que ao meu redor, sempre brotem as sementes da esperança. Assim, cercada com os aromas fortalecedores de tudo que acredito, encontro forças para continuar a minha jornada, mesmo quando tudo parece impossível ou quando as coisas estão difíceis. Mesmo quando o cansaço tenta tirar minhas forças. Ou até mesmo quando, pela minha fé e pelos meus esforços, com a graça de Deus, colho os frutos dos milagres que preciso.
Peço sempre a Deus sabedoria para meus plantios diários, pois sei que a colheita será na mesma proporção. Acredito na força do bem, Acredito na força da fé e acredito em Deus, acima de tudo. E é a Ele que consagro este dia.
Josy Maria
Eu já plantei muitas sementes, já reguei muito amor, como também já plantei dor. Eu já colhi ingratidão, coisas que doem no coração, mas nada disso foi em vão, se hoje já não sou aquela mulher carregada de preceitos e preconceitos limitantes é porque não limitei meu crescimento, fui aprendendo com cada dor e a cada instante e momento.
Na memória de tudo que sou e já vivi, me perdoei dos erros que cometi e prometi reparar as palavras e atitudes que feriram outras pessoas, acordando toda manhã, decidida a ser sempre uma alma boa.
Sigo, pois sei que ainda não estou pronta, mas com a certeza de que quero evoluir, vou dando passos no caminho, na estrada do existir.
Nildinha Freitas
'PARAENSE'
Por do sol Paraense,
sem olhos,
horizontes,
sementes.
Do Grão-Pará,
antipolítico,
sobeja cachaças,
bicho das matas,
das brenhas,
chibés,
munguzás...
Nascido das chuvas,
distraído amazônico.
Particípio.
Respira hidrografias,
farinhas.
Sem trajes,
És Carimbó conformado,
ribeirinha...
Cultiva ouro preto,
isolação,
açaí.
Saboreia pupunhas,
tacacá,
camarão.
És baião,
multidão,
muricis...
Guarda tralhas,
bacuris,
pirão,
pescado.
Cultua piquiás,
esperanças,
tucumãs,
cajados...
Subsiste manhãs,
neblinas.
És indígena,
fardo.
Flutua canoas,
rio acima,
bicho sem mato...
Exala naturezas,
apogeus sem cobiças.
Pela força admirado.
És espelho.
Paraense.
Reluzente.
Estilhaçado...
A Vida é uma Colheita
A vida é um campo onde cada escolha, cada ação e cada palavra são sementes lançadas à terra. O tempo passa, as estações mudam, e inevitavelmente colhemos aquilo que plantamos. Não há atalhos, nem jeitinhos: o que se semeia com verdade e esforço, retorna em frutos saudáveis; o que se planta com descaso ou má intenção, vem em forma de espinhos.
Por isso, é essencial cultivar o bem, regar os sonhos com dedicação e podar as más influências. Nem sempre a colheita será imediata, mas pode ter certeza: ela virá. E quando vier, que seja de paz, reconhecimento e prosperidade. Afinal, quem caminha com consciência tranquila e mantém sua essência jamais se arrepende do que plantou.
