Poemas da Pátria
PÁTRIA AMADA
...E o circo pega fogo
No alçapão dos brasis...
Borbulham panelaços
Nas trempes da Pátria Amada...
Um muro um tanto frágil
Separa os espectadores,
Aliás, as torcidas.
De um lado - o verde e o amarelo
E do outro - o vermelho.
Gestos e gritos, uivos e berros
Arrebentando tímpanos...
Durante horas quilométricas
Frenéticos atores
Protagonizam as cenas
E afugentam o cansaço.
Eis o nobre circo
Em que, sem exceção,
Cada artista é um palhaço.
Ó Patria!
{Des} igual
{Des} esperançosa
{Des} humana
{Des} cabida
{Des} avergonhada
{Des} estruturada
{Des} consertada
{Des} estimulada
{Des} educada
{Des} amada.
Ó Pátria!
Reviram-se aos túmulos, aqueles que lutaram e morreram pela Democracia.
Caem as lágrimas dos que lutaram e ainda vivem para ver mais um golpe.
Mãe Gentil, onde foste? Precisamos dos teus seios para chorar.
Ó Pátria!
Choram Marias, Clarisses, Joanas e Josés. Choram mais de 54 milhões de Filhos deste solo, porque foram golpeados e se tornaram poeira dentro da sua medíocre sociedade que matam, enganam, trapasseiam, não cumprem as suas leis, por Poder.
Ó Pátria!
Sobreveio sobre nós mais um Golpe, vivi um Golpe!
Em Livros de histórias seremos a memória dos dias confusos que virão - Golpe 2016.
Companheiros e Companheiras, ergamos as nossas Cabeças em margens plácidas, em margens sujas e poluídas destes rios podres que nos cercam, ainda somos um povo heróico.
Vamos em brado retumbante, sem perder a ternura jamais.
Vamos sem Luto, vamos a Luta!
Juliana Fernandes.
É TERRÍVEL O DIA
É terrível o dia
Tudo cheira a solidão
Estou cego, perdido,
Sem Pátria nem chão.
E é terrível a hora
Tudo aberto em meu redor
Um fosso d'ilusões,
E o meu cansaço, maior.
E é terrível a vida
Há vozes que me gritam
Mortos que me chamam
Dores que me agitam.
É terrível estar só ...
Ninguém nos sente!
Estranha dor que dói,
Dói hoje e para sempre.
É terrível o dia,
Este que vivo agora,
E é terrível a vida
E é terrível a hora!
"Morrer pelo seu time
do peito, morrer pela
sua pátria, que mundo é
esse em que vivemos,
o bom herói esta enterrado
com sua medalha de honra ao
mérito, e seu filho chora
todas as noite por sua perda"...
Somos filhos de uma patria uma patria unida
Uma patria forte uma partia vencedora
Vencedor dos sorriso perdidos vencedor dos
Mal que nós levam a alegria e o amor.
Vencedores que nuncam se cansam e sempre
Fortes para construir uma africa unida e uma angola sem
Prenceito racial e sem divergencia .
Somo kandengues de angola!
Somo meninos das pontes das ruas de luanda
Lutando caminhando em cada noite a procurar alguém que veja
Os suspiros dos nossos sofrimento sofrendo mas sempre firmes
Com a certeza que angola ainda espera para o contributo
JOÃO GUIMARÃES ROSA
Belas e perfumadas rosas
A nossa pátria abrigou,
E tantas outras ainda virão;
Mas, como as rosas de Minas...
Não serão.
Deus fora tão generoso com os mineiros...
Que lhes dera a melhor rosa;
Colhida do seu jardim, por Ele mesmo:
João Guimarães Rosa.
(24.08.17)
PORTUGAL
Ó amada esta minha pátria
Que nela tive a sorte de ter nascido
Que me prende a alma
Que me amarra o coração
Ó nação valente, imortal
Que és roubada , maltratada
O vento lusitano de mar a mar
Que vives uma fúria sem alcançar
O céu por inquietação
Malditos os que te roubam, são tantos
Que o povo já passa tantos tormentos
Ó terra lusitana que tanto amo
Bela de norte a sul
Amaldiçoo quem te maltrata
Quem te desfigura selvaticamente
Meu cantinho à beira mar
Meu querido amado Portugal
Céu tenebroso, nuvens de enxofre, ventos gélidos carregando agonias.
A pátria do cruzeiro padece de incertezas.
Teríamos sido acaso esquecidos?
Sodoma e Gomorra, situadas na américa do sul?
Absurdo, no mínimo.
Deus, ou um politeísmo egocêntrico de deus em minúsculas?
Calafrios me recordam a espinha.
Ai de mim!
Só um grito trágico grego pode dar ideia da dor, do câncer de minhalma.
Demônios covardes, fazem de minha ignorância chacota.
Escarnecem, até do conteúdo de minhas vísceras.
Abutres de togas negras!
Pátria amada?
Por quem, se até mesmo o amor próprio, que se insinuava atrevido, não o tenho mais?
Trataram de aniquilar-me, apagaram qualquer vestígio de brasilidade das minhas digitais.
Agora sou minoria, brasileiro não mais.
Sou homem, sou hetero, sou nordestino, sou pardo e sei lá o que isso quer dizer, sou pedaço de coisa nenhuma.
Ai de mim, que não sou nada. E o que fazer com a certeza de que o nada não existe?
Ai de mim que nem existo.
Desisto ou insisto na tentativa de me inventar?
Fico com a segunda opção, sou covarde demais, para desistir de ser.
Ai de mim!
Minha alma...
A minha alma não possui pátria
é livre como o vento,
peregrina pelos campos, florestas,
atravessa oceanos,
viaja no tempo e não busca nada
é feliz e dessa forma, também sou.
by/erotildes vittoria
Um ambicioso é capaz de tudo;
Vender a pátria só por causa da sua ambição e dos seus interesses individuais;
Não sei se um ambicioso muda;
A minha experiência prova que não;
Muda de tática, mas não elimina a sua ambição;
UM AMBICIOSO É CRIMINOSO AO MESMO TEMPO
Durma no silêncio de tua dor
porque Pátria amada sempre serás,
mas não sonhe tantos sonhos
que eles te podarão a liberdade
que ainda é tua
para sonhar.
do meu poema - Paz
Ó pátria amada, idolatrada;
Onde escondestes o sonho intenso deste raio vívido?
Teus enfadonhos campos,
outrora lindos,
já tiveram flores e os bosques já tiveram vida…
Agora só nos resta uma terra podre,
corrompida.
☾.•°*”˜˜”*°•.✫
Uma forma de penitência contra erros grosseiros
da nossa língua pátria, é debruçar sobre o melhor
remédio desse mal... Livros + cultura
✫ . ¸ ¸ . • ´ ¯ ` » Paulo Ursaia
Prova De Amor
Penso na tua natureza
Em minha pátria catre
Com a generosidade álvea
Abrirei nela enxuta nascente
Com a fauce vou devorar
hauriras cachoeiras de fluido
Nutriras o teu faminto amante
Para a tua glória de guerreiro
A iguaria dos grandes deuses
Com um jato desgovernado
Vai jorrando na boca alcatre
Deste devasso apaixonado
Como servo saberei saborear
O siricutico que gera a vida
Como brilhante chuva desértica
Sorrisos em rostos vão florear
Adentro dos teus olhos, olharei
Verei a vencida batalha carnal
Finalizaras com brando bracejar
Em meu leito teu corpo entregar
Poema ao Imigrante.
Muita fome e desemprego nos assola.
Nossa pátria está por acabar.
Malas,sonhos,esperança vamos embora.
A Primeira Guerra a iniciar.
Rapidamente a maioria deseja imigrar.
Deixando sofrimento e dificuldades.
O desejo é de não mais voltar.
Viagem longa,epidemia e alegria.
Frio na barriga, medo do desconhecido.
Terra a vista, sorriso nos rostos euforia.
Vida nova alívio, lugares divinos.
Promessa,trabalho e engano.
Trabalho no campo, e onde quer que estejamos.
Belas cidades começamos a construir.
Bravos guerreiros determinados vieram a surgir,
quando a adversidade passou a perseguir.
Hoje temos orgulho de sermos seus descendentes.
Imigrantes vocês foram valentes...
Registramos nosso carinho e amor.
E agradecemos quem os guiou, nosso Senhor.
Ignorar os falsos profetas.
Os salvadores da pátria.
Os donos da verdade!
[Mentirosos, são!]
Os falsos amigos...
(Melhor os inimigos)
Melhor ignorar a humanidade.
Uns poucos bons amigos bastam.
E a companhia da solidão criativa.
Que nunca te trai,
nunca te acusa,
nunca te abandona...
Não tem Deus
Nem pátria amada
Nem marido
Nem patrão
O medo aqui não faz parte do seu vil vocabulário
Ela é tão singular
Só se contenta com plurais
Alta Traição
Não amo minha pátria.
Seu fulgor abstrato
e inacessível.
Mas (mesmo que soe mal)
daria a vida
por dez de seus lugares,
certa gente,
portos, bosques de pinheiros,
fortalezas,
uma cidade desfeita,
cinza, monstruosa,
várias figuras de sua história,
montanhas
– e três ou quatro rios.
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