Poemas da Névoa
Névoa
Amo essa tua
beleza imperfeita:
Ela é prova inconteste
de teu desabrochar.
Fluidez do corpo,
alma insatisfeita
e uma voz deliciosa
de se embriagar...
Amo,
pois teus passos que vão
em caminhos sinuosos
pés determinados
e desejos receosos
criam as pegadas
únicas e enevoadas
leves e afeiçoadas
que contam de ti
ao meu coração
saberes perfeitos:
Quão mais próxima
da perfeição,
mais lindos são
teus defeitos.
Att.
Alberto Knobbe Busquets.
Encontro de Alma e Graça
Na escuridão da solidão, o coração chorou,
A ansiedade como uma névoa densa,
Mas a graça de Cristo, como um sol, brilhou,
A alma encontrou paz, ganhou nova crença.
A ansiedade, como tempestade avassaladora,
Cedeu ao poder da fé e do amor divino,
Cristo, a esperança eterna e redentora,
Trouxe libertação, fez-se o caminho.
Das profundezas da solidão, surgiu um louvor,
A ansiedade, em Cristo, se dissolveu,
Na graça e no amor, a alma encontrou valor,
E em Cristo, a paz eterna, alegremente floresceu.
Estive em meio da névoa e escuridão
Demorei perceber que estava tudo tão claro
Perdido nos meus pensamentos
Eu precisei me recuperar.
DIA DE FRIO NO CERRADO (soneto)
A manhã de nevoa branca e fria
num úmido dia, e tão invernado
em maio nas bandas do cerrado
embrulhado pela geada ventania
Ruflante folha, em triste romaria
e a garoa, em um tom enxarcado
num bale, do inverno anunciado:
faz frio, frio que frio no frio viria
Arfa no peito este frio ardente
achega no cobertor cavaleiro
é frio que sente, e mais sente
Vergado, olhar gelado, cordeiro
ó dia de frio no cerrado, gente
escasso ao sertanejo costumeiro!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 maio, 2025, 169’29” – Araguari, MG
Frente fria
NOITE DE INVERNO
O silêncio que perturbava a névoa
Trazia o mundo nas costas
De uma noite sombria e sem vida
Os ponteiros giravam em prol do destino
Que atormentava o homem na sacada
Fumando um cigarro e arfando problemas
Só mais uma noite comum de inverno
Em uma pequena cidade do século XXI.
CREPÚSCULO
Profª Lourdes Duaere
O dia se vai, tomba a névoa da tarde,
O ar sereno anuncia o crepúsculo que virá
Dilúe-se a montanha no horizonte que brilha
O poente lindo! É um êxtase de beleza sem igual.
Na distância, impressiona tanta beleza
Desvela-se no azul infinito do céu
O crepúsculo com raios brilhantes que entontece
O alvorecer se recolhe, como um êxtase, uma prece
Ouve-se um êxodo estranho... As vivendas fechadas...
Da noite fria que vai chegar!
Com a escuridão da noite, os raios se desfazem
Morre, de todo, a luz... O céu se distancia,
O silencio é maior, a terra mais sombria
De onde vem a tristeza, não sei!,
Romântico... Eu choro!
O que aproxima é apenas uma névoa, uma sombra.
Antes de decidir, procure ter uma visão melhor.
Toque, veja se é real,
experimente antes de se apossar,
estude-o minunciosamente em cada detalhe,
não se preocupe com o tempo investido nessa análise. Não o classifique como tempo perdido.
Tempo perdemos quando mergulhamos de cabeça em algo ruim, irreal, sem futuro e que ainda nos fará mal.
(Van feller 01-2021)
Não vou desistir (letra de música)
Depois da névoa rondando o meu sonho saiu você sorridente como num passe de mágica, aquela cama desarrumada falava sozinha sobre nós,
entre caricias trocadas a nossa dança única tomava conta dos nossos semblantes surrados pela noite assistida apenas pelos espelhos do teto,
difícil é deixar você ir embora após a nossa última dança sem saber se o amanhã acontecerá, o amor que tu deixastes plantado na cama cresceu quando eu abri as cortinas e o sol entrou,
hoje tua voz me da paz, teu calor me mantém vivo, mas infelizmente apenas das tuas memorias é que eu respiro,
deixei você ir mas o meu coração gritou que não, vivo atualmente como um zumbi sem alma, sem sentir paixão,
deposito em cada por do sol uma muda de saudades e de esperanças vou continuar regando com minhas lágrimas até o amor te conduzir aos mesmos caminhos que um dia nos fizeram bem.
Replay.
Em tempos que uma névoa sombria paira sobre a Terra, a Fé é o sol que ilumina suas almas.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Chuvitiba
Não vejo nada, só a chuva na noite fria,
que esconde a cidade atrás da névoa.
Nos teus parques, as capivaras
tomam conta dos gramados e dos lagos,
como guardiãs silenciosas.
Um corredor solitário,
indiferente às intempéries,
insiste em demonstrar que pode haver prazer no sofrimento.
Amanhã, com sorte,
haverá de existir mais um dia,
cinzento e chuviscoso,
mais um dia nesta cidade,
que não perdoa os fracos.
Minha amada Curitiba,
onde a melancolia se faz poesia,
onde a chuva é companheira constante,
e a bruma, um véu que esconde os segredos da noite.
Você me olhava,
mas seus olhos eram névoa,
reflexos de um céu distante,
onde eu jamais fui inteira.
No teu olhar, me desfiz em sombras,
uma miragem que passava,
nunca fui presença viva,
apenas silêncio que ecoava.
Nos desencontramos em cada passo,
entre as palavras não ditas,
no espaço vazio entre os gestos,
como folhas que o vento leva.
Se ao menos tivesse me visto,
não com os olhos, mas com a alma,
teríamos seguido juntos,
mesmo entre as curvas da estrada.
Mas ficamos perdidos,
como estrelas que nunca brilham lado a lado,
cada um no seu caminho,
sem nunca se encontrar de verdade.
Já viu a lua hoje
Como brilha igual a você
Ilumina igual a você
Nem a nevoa é pareo para apagá-la
Você é única meu amor
Te amo
Num universo onde
os filtros cobrem a realidade com uma névoa, encanta quando
o envelhecimento é aceito com naturalidade.
Além do Vale
No silêncio do vale onde a névoa se esconde,
há olhos que veem além do horizonte.
Enquanto outros param na sombra e na estrada,
há quem enxergue a luz na jornada.
O vale é profundo, feito dúvida e medo,
mas quem vê além, não se prende ao enredo.
Não teme a curva, nem a escuridão,
pois carrega no peito sua própria visão.
Enquanto alguns ficam, presos ao chão,
outros atravessam com o coração.
Porque ver não é só abrir os olhos,
mas sentir o mundo sem ter os contornos.
Então siga em frente, sem medo do breu,
pois além do vale, há um céu todo seu.
Harmonia de Almas: A Dança dos Dois Universos
Entre a névoa dos dias, dois seres se encontram,
Em um universo de pensamentos que se entrelaçam.
Um verso e uma rima, dois corações em sintonia,
Comportamentos que se assemelham, numa dança de harmonia.
Um é como a brisa suave que acaricia a pele,
O outro, como o rio que flui, constante e fiel.
Juntos, formam um oceano de sonhos e desejos,
Em cada gesto, cada olhar, revelam seus ensejos.
Como o sol e a lua, em eterno ciclo a girar,
Complementam-se na escuridão, na luz a brilhar.
Um é a chama ardente, que queima com intensidade,
O outro, a serenidade que acalma em tempestade.
Na dança da vida, são como pássaros em voo,
Cada batida de asa, um elo entre os dois.
Em cada silêncio, um segredo a compartilhar,
Numa linguagem própria, que só eles podem decifrar.
Como duas estrelas, num vasto céu a brilhar,
Guiam-se pelos mesmos sonhos, sem se cansar.
E assim seguem juntos, num eterno compasso,
Duas almas afins, num universo em abraço.
Que se entrelaçam e se confundem, num só ser,
Onde o amor é a meta, o caminho a percorrer.
Em cada gesto, em cada pensamento, uma verdade,
Duas metades que se completam, na eterna dualidade.
Em meio à névoa antes do amanhecer,
Pelo último brilho da fogueira,
Deixe as divindades serem minhas testemunhas,
Enquanto a lua e as estrelas não caírem,
E a brasa acesa dissipar as trevas,
O mundo se transformará em nosso caminho,
Deste dia em diante nós seremos como um,
Os limites são nossos objetivos,
Assim como também são nossas almas,
Até que sejamos onipresentes,
Porque nossa glória é nossa vida!
Ecos de minha alma
Me lembram tempos antigos,
Das manhãs cobertas pela névoa prateada,
Quando os carvalhos sussurravam segredos ocultos.
Onde a vida era simples, mas celebrada alegremente,
E os mistérios da vida jamais eram esquecidos.
Éramos gratos aos deuses da Terra,
Pela Mãe que floresce, pelo Pai que aquece,
Pela brisa que carrega os nomes dos ancestrais.
As colheitas que vinham da terra eram fartas, pois nossas almas eram gratas.
Elas eram motivo de festa e celebração.
Cada grão de trigo era bênção,
Cada gota de orvalho, mistério divino.
E ao final do ciclo — dançávamos sob as estrelas —
Homens, mulheres e espíritos:
Todos um só povo, uma só tribo — filhos da Natureza.
Nada é tão tedioso
Tudo é tão curto
Por isso eu curto
Mesmo estando no escuro
Eu sou brilho, névoa, chuva
Resumindo, nossa vida é curta.
Surge em mim, de forma inexplicável, uma aflição recente,
Uma névoa de emoções tristes
Que reluz sob a luz do sol em meus desalentos verdes
Como a primeira janela que a aurora toca,
E me envolve como a memória de alguém
Que de alguma forma se tornasse misteriosamente meu.
Nuvem
A felicidade, está escondida por teus olhos. A névoa, de tuas certezas, encobrem a pura razão do destino. Somente quando o tempo se fizer, poderás vislumbrar o que não foi verdade. Porém, não deves se entristecer. Não foi por querer, foi por não saber.
