Poemas Campos
E que em campos se lavra a beleza das rosas, utilizando o coração para enxergar solenemente as certezas do que vê verdadeiramente;
Preciso que me reja com os seus princípios seguros e me faça acreditar que se trata de uma rosa de Jericó;
Entre o jardim de Adônis concilio nossas diversidades para entender a beleza interior que grita em encontrar o aconchego de seus braços;
Cânticos matinais à luz do campanário
Novos campos viçosos e orvalhados
Acalanto de minha alegria plena
Poemas, poesias e orquidários
Risos no infinitivo
Namorado definitivo...
Tudo muito preciso.
Baile de Gala
Ao cortinar do anoitecer,
Bosques, matas e campos
Prestigiam o espetáculo.
O que antes era pura escuridão
Transforma-se em lampejos e fascínios.
Trajados de ternos castanhos,
Os cavalheiros desfilam seus encantos.
Seja em piscadas longas, rápidas ou constantes,
Demonstram o poder da persuasão.
E as jovens donzelas,
Reluzem como purpurinas,
Pousam de difíceis,
Analisando se concedem ou não
A dança da procriação.
Mas quando surge a química,
Machos e fêmeas se deixam levar
Pelas asas da paixão.
Estes pequenos anfitriões,
Conhecidos como vaga-lumes
Ou pirilampos,
São capazes de gerar a própria luz.
Luzes estas, em tons esverdeados,
Que até clareiam o crepúsculo
Dos corações quebrantados.
Pessoa (geminiano)
Muito sutil foi Álvaro de Campos
No Poema em Linha Reta
Peço desculpas ao honrado poeta
Pelo seu canto enigmático e cheio de destreza.
Caro poeta...
Todos os seres levam porradas e são traídos
Dói o bastante, portanto, escusa serem declarados,
Não necessitavam a mim, serem elucidados
Nos seus atos violentos de sensações subjetivas,
Seu prazer, ódio, raiva, rancor, ressentimento, mágoa, revolta, tristeza, angústia, dor, solidão e alegria...
Prezado poeta...
Como poderia conquistá-lo?
Seria afiançando a minha baixeza?
Não poeta...
Não foi por essa causa que esteve por tanto tempo ao meu lado.
A semideusa foi o seu encanto.
Essa geminiana que em cada ombro
Carrega de um lado um deus e no outro
o diabo.
Poeta...
Reconhecer as falácias é por vezes difícil,
O seu sofisma foi o de estar calado.
E qual foi o seu desencanto?
Saber dos meus pecados, escondendo os seus enganos
Sim, pois foi o que procurou
Por não entender o quanto é amado.
Meu digníssimo poeta...
Não foi capaz de escutar e entender a voz humana
A bipolaridade geminiana.
Sim, poeta...
Somos todos, todos
Infâmias, covardias, porcos, submissos, grotescos, arrogantes
Ridículos e, portanto, enxovalhados
Somos príncipes e princesas...
Portanto, poeta
Tornamo-nos literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Partir
Quando parto para uma longa viagem
Não reparo mais nas estradas, às belezas dos campos
que ao lado correm e se distanciam
Nem presto atenção nas conversas durante o trajeto
não me lembrarei das palavras ditas
Quando parto
Parto consciente como quem sabe ir
Não importando lembranças e histórias dos anos vividos
Muito menos os beijos e fotografias da despedida
Não olho para trás quando me encontro no corredor de embarque
Tudo se torna passado no presente da partida
Eu que parto, vou, não fico
Quando parto
Poderá ser para voltar, o que seria uma nova partida
Se volto, sei, não vou encontrar o mesmo lugar
do dia da partida
Eu, que parto
Sei ir e sei voltar
É me conhecer e reconhecer
As mudanças que acontecem depois da partida
É o novo em causa
As diferenças nas estradas, os campos passaram a ter casas
Os amigos não mais encontrarei
Os seus corpos e faces se transformaram
Suas filosofias de vida estão apoiadas em novas bases
Eu, que sempre parto
Parto com sabedoria, sabendo que nunca voltarei ao passado
Portanto, nunca olharei para trás na partida
Partir é reconhecer a eterna despedida.
Vieste de terras dos verdes campos!
Das terras onde se entoa, uma canção.
A música nos deste, ao coração.
Teus actos são tão lindos.
Tu cantora de poemas lindos...
De alma grande e pacífica.
O conhecimento do bem nos faz ricos,
Teu bem, connosco sempre fica.
Trazes contigo a força dos campos
Até que em nós pões encantos tantos.
Sim, tu filha das águas do rio lindo.
Nestas terras, dá-nos esse teu pão.
Partilha connosco, a tua canção...
Para que nosso ser fique sorrindo!!!
Dedicado
A Helena Guerreiro
Da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Albufeira
E vi tulipas e cravos brancos.
E vi melros, nos laranjais...
Em verdes campos!...
E o rouxinol da menina e moça, já não cai.
A dama do tempo antigo,
Não mais sofre, de sofrimento.
E a «Menina e Moça», canta alegremente...
E Bimmarder, diz a Avalor: Deus é contigo.
No ribeiro, não há mais morte.
E Camões, sofrimento, não tem, nem pouca sorte.
Gil Vicente, não mais murmurará.
Dom Sebastião, de Alcácer, voltará.
E em cavalo, branco, virá...
E em Apocalipse, com o cordeiro, reinará!...
Pastor
O Senhor é o meu pastor, nada me faltará!
Deitar-me faz em campos de verdes pastos.
A águas, tranquilas mansamente me guiará.
À minha alma dá todos os seus refrigérios.
Pelas veredas da justiça me guia sempre!
Por amor do seu grande nome eterno.
Ainda que eu andasse, em grande tormento,
no vale da sombra da morte e do inferno....
Eu não teria mesmo medo algum, de todo.
Porque tu estás comigo eternamente.
A tua consolação vem da tua vara e do teu cajado.
Diante de meus inimigos, me alimentas,
e me unges com o teu espírito, docemente.
No amor, bondade, tu para sempre me sustentas!
Nos campos belos
Existem flores
Jasmim
Orquídeas
E rosas
Assim também
Na vida
Existiu e
Existem mulheres
Belas e resistentes
Como
Marielle
Anielle
E outras pelo mundo
A fora
Que a luta
Nos campos
Da vida
Não se esqueçam
Dos perfumes das flores
Que as mulheres
Sejam lembradas
Por exalar
A competência
A liderança
O protagonismo
Fazendo se presente
Em todos os lugares
Do mundo
Que o mês de março seja
Sempre lembrado como
Movimento
Das vozes das mulheres
Lutadoras
Que lutaram intensamente
Pelos seus direitos
E assim mostraram a
Luta contra a violência
A luta pela Igualdade
Em todos os seus aspectos
Manifestando também
A sua repudia
Contra todo um sistema
Hipócrita e desigual
E que colocar a mulher como inferior
Tão puro como a água da chuva em dias de verão sobre os campos verdes de morango e ananases gigantes e pesadas.
Atraentes petalas rosadas e perfumadas com cheiros penetrantes que nos desarmam em meio da multidão de homens crueis e insensíveis à nossa energia.
Adolescentes e ingênuos permanentes procurando bocas e calores dos abraços onde me refugiarei eternamente em seu colo.
AMORES E PAIXÕES
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Essas divas que semeiam os campos,
Que passeiam nas praias,
Que enfeitam jardins,
Que paqueram vitrines,
Que colorem as tardes...
As Mulheres são divas vindas do espaços,
Dalguma estrela de diamantes...
Donde herdaram tanta luz,
Seres divinos de algum paraíso, enviadas por Deus
Para fazer-nos felizes
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Enteadas da solidão, nas cozinhas da vida,
Nas varandas dos sonhos,
Dos desejos de amantes e de esposas, de filhas e de mães...
Tenho visto tanta dor em seus olhos
E esses olhares perdidos nos horizontes,
Num crepúsculo, no vazio de suas introspecções,
Preocupações e angústias por filhos e filhas,
Por maridos, namorados, pelos seus homens,
tenho visto tanta dor em seus olhos,
por amores e paixões...
"Sim, *Éramos Sete"*
Em uma pequena cidade rodeada por vastos campos e rios sinuosos, uma família numerosa vivia cheia de amor e aventuras. Os pais, figuras centrais dessa história, eram conhecidos por sua bondade e sabedoria. Eles tinham sete filhos, cada um com sua personalidade única e cheia de vida.
A história começa com o encontro dos pais em um rodeio, onde a mãe era a rainha da festa e o pai um vaqueiro corajoso. O amor floresceu rapidamente, e logo eles se casaram e começaram a construir uma vida juntos.
A família vivia em uma casa grande, com um quintal cheio de árvores frutíferas e um jardim colorido. Os filhos passavam os dias brincando, explorando e aprendendo com os pais. No entanto, a vida não foi sempre fácil. Quando a mãe faleceu em um parto, o pai ficou desolado e não sabia como cuidar dos filhos sozinho.
Com a ajuda da avó, os filhos foram distribuídos entre parentes e amigos da família. A protagonista, uma menina de 3 anos, foi adotada por uma tia-avó no Rio de Janeiro. Embora a tia-avó tenha feito o melhor que pôde, a menina sentia falta da família e lutava para se adaptar ao novo ambiente.
À medida que crescia, a menina descobriu sua paixão pela arte e com 14 anos, ela retornou para a casa da avó, onde se reuniu com os irmãos.
Juntos, eles enfrentaram desafios e superaram obstáculos. A avó, que inicialmente parecia severa, revelou-se uma figura firme na educação das crianças e sábia. Os irmãos aprenderam a se apoiar mutuamente e a superar as dificuldades.
A história de "Sim, *Éramos Sete"* é uma jornada de amor, perda e resiliência. É um testemunho da força da família e da importância de se apoiar mutuamente nos momentos difíceis. No final, a primogenita dos irmãos morre e os outros irmãos se reencontram... agora todos já têm seus filhos e muitos sobrinhos e netos hoje estão reconstruindo uma nova vida juntos, cheia de aconselhamentos esperança e amor.
No calor do pampa, no vento sul,
O Rio Grande do Sul clama por paz.
Em seus campos verdes, sob o céu azul,
O coração gaúcho pede mais.
Que a solidariedade seja nossa lança,
Para lutar contra a dor e a aflição.
Que a compaixão por toda criatura alcança,
Nos ensine a sermos melhores com o coração.
Sejamos porto seguro para os desamparados,
Uma mão estendida para os necessitados.
Porque toda vida é preciosa, mesmo dos animais amados,
E juntos, como um só povo, seremos abençoados.
Que o amor seja nossa bandeira,
Para que o ódio não tenha espaço.
Que sejamos uma só família inteira,
Unidos, em qualquer embaraço.
Que a fé nos guie, que a esperança nos leve,
Por entre as vicissitudes da vida.
Que o Rio Grande do Sul floresça e revele,
Sua força, sua luz, sua lida.
Que a bondade seja nossa virtude,
E a fraternidade nossa fortaleza.
Que o vento sul traga a esperança, em atitude,
Para que juntos, possamos construir a nossa natureza.
Que o Rio Grande do Sul, forte e valente,
Encontre em cada um de nós, o seu sustento.
Que a união faça-se presente,
E que o amor vença cada desafio, a todo momento.
" Nós que passeamos pelos campos floridos do amor
sabemos da saudade, da dor, da fé
também conhecemos as belezas dos abraços
dos olhares cativos
das sombras do corpo dançando suave
ao final de uma tarde qualquer
nós que repudiamos a ausência
temos na presença o sabor especial da vida
curtimos os desejos, as praias, os passeios
nós que ainda não nos encontramos
sabemos que isso é apenas um detalhe
que o destino logo logo
se encarregará de juntar...
Quem me dera voar
Fico feliz só de pensar
Não ia querer parar
Corria campos e pinhais
Viajava ate não querer mais
Procurava a primavera; o verão
Só tinha que seguir a imaginação
Por cima, do mar rio ou da serra
Voava todo planeta terra …
Sentia o sol, das flores o cheirinho
Lá fazia meu ninho …
Seria meu lar …
Ate a primavera terminar
Quem me dera voar
Fico feliz só de pensar
Não ia querer parar
Corria campos e pinhais
Viajava ate não querer mais
Procurava a primavera; o verão
Só tinha que seguir a imaginação
Por cima, do mar rio ou da serra
Voava todo planeta terra …
Sentia o sol, das flores o cheirinho
Lá fazia meu ninho …
Seria meu lar …
Ate a primavera terminar
Olhai para os campos
Neles tudo fala de amor
o sol que brilha no alto
Os pássaros que dançam
embalados pelo próprio cantar
Flores que se abraçam
deixam perfume no ar
Tudo é preciso
Ordenado e belo
É a união de todos
a glorificar o Senhor
editelima 60
março /2023
Dançamos em Campos
na terra da Mana Chica
esta dança esquecida
do Rio de Janeiro,
Foi exatamente durante
o Balão Faceiro,
Que decidi ter para mim
o teu amor inteiro,
e ser o seu amor perfeito.
Sobrevoam
as borboletas
monarcas
nos campos
da América
profunda,
És o ilustre
habitante
do meu peito,
Nascemos feitos
um para o outro:
para viver unidos
o amor perfeito.
Na minh'alma
estão os sinais
do amor, paixão
e liberdade:
que dão força
para resistir
a tempestade,
Dizer não
ao totalitarismo
e espalhar
a paz pelo mundo.
Os ciclos da Lua
que o agricultor
é o doutor
em excelência
a reverenciar
e cultivar
a sobrevivência,
É nele que
busco a mais
alta referência;
Afinal, a vida
em geral
pede de nós
muita paciência:
E no campo
do amor
especialmente
para que não
desocupe o meu
coração e a mente.
Na écloga dos passos
dos pastores levando
os seu rebanhos nos campos
da Humanidade onde
neste mundo as dúvidas
não descansam sem
nenhum quartel,
Faça dia, noite, chuva ou sol,
sigo em frente parada
no mesmo lugar
à espera quando você
virá com o teu corpo
feito de estrelas
e eu toda vestida de luar,
para a gente se encontrar,
ser nós mesmos
sem interferência
e sem interstício se amar.
