Poemas Campos

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“Suando saudades galopantes dos campos de outrora, tropeço na dureza das metrópoles selvagens.”

Possuo campos tão extensos, que ligam mares. Terras tantas, tamanhas possibilidades, e eu, teimando ainda em cultivar expectativas.

Não me dou a outro lugar, nem amo a qualquer um; — minha relação com Campos Belos, é como a de um filho ligado à mãe, em carinho e amor. Assim é que somos.

Lá nos campos onde as flores silvestres brincam, um novo tipo de beleza brilha intensamente a cada dia. Com olhos feito as estrelas, brilhando suavemente na noite, um coração feito de sonhos que alçam voo na luz. Neste silêncio, onde a esperança se firma, juntos vagaremos, de mãos dadas.

Quem usa palavras como arma de guerra se esquece do suicídio da própria alma nos Campos Elísios...

A depressão arrasa, devasta, transforma vidas em desertos áridos ou campos de batalha cheio de mortos para enterrar. Aprendi que devemos sepultar a nós mesmos dentro desse processo e aprender a recomeçar todos os dias!

Sou amante da natureza! Campos do Jordão e Ilhabela comportam a extensão da minha alma.
Reno Fioraso

Onde o clima da serra encontra a intensidade do grão: um café expresso em Campos do Jordão não é apenas uma pausa, é o abraço quente que o inverno merece.
Reno Fioraso

⁠Desejo e amor encontram-se em campos opostos. O amor é uma rede lançada sobre a eternidade, o desejo é um estratagema para livrar-se da faina de tecer redes. Fiéis a sua natureza, o amor se empenharia em perpetuar o desejo, enquanto este se esquivaria dos grilhões do amor.

Zygmunt Bauman
Amor líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

A tarde era um cálice demarrado sobre os campos verdejantes de ramagens escarlates na boca que pronuncia a verdade sublime no instante exato de brilhar estrelas no céu e suas grandes constelações. E eu diria que seus olhos são dois abismos onde a eternidade repousa em minha memória densa de lembranças esquecidas, pois passa rápido a vida e as mãos desconhecem despedidas se acenam e não seguem em frente. Paradas, absortas no esvair de uma saudade abstrata, cuja raiz pousa os pés na terra vermelha e nascem constatações intermitentes, pois afirmar pode ser uma forma de negar indubitavelmente. E tudo é sempre mais do que parece ser, quando bem me faço entender, se a lógica diz e cala na escuridão da sala. A memória é um jardim de estátuas cobertas de musgo, já que a ação inexorável do tempo envelhece artefatos humanos enquanto a natureza cresce para além de si mesma em sua opulência e grandeza. O perfume dourado das magnólias adormece o crepúsculo e eu busco um impulso para encarar a noite e suas torrenciais correntezas. Ao ouvir o azul da tarde a doçura prateada da lua adormecia na perspicácia dos centros comerciais onde tudo tem um preço, até mesmo esquecer tinha a moeda do tempo no silêncio macio de sol envolvendo pensamentos na arquitetada paisagem da cidade planejada em minúcias para muitos e para poucos, quando se janta o almoço, em um alvoroço de viver freneticamente enquanto ainda temos um corpo. A aurora despertou lentamente os montes adormecidos e no café quente do copo eu questionava os minutos de sossego na inquietude melódica do dia a espraiar certezas vagas como um relógio antigo há muito tempo atrasado. Mas porque comer o passado se o presente tem sempre novos recomeços e a ternura genuína dos afetos alcançam glórias humildes no aconchego de um dia feliz?

Deito e rolo nos campos deste solo, onde sonhos me embalam neste colo, os pensamentos nos altos eu imploro e daí em prantos e sem rumo me consolo!

Que minha alma seja como um animal selvagem, livre para correr pelos vastos campos, sem amarras nem destino.

Campos do Jordão e Ilhabela me fazem sentir conectado. As montanhas, o céu, a areia e o mar. É como se eu fizesse parte de algo maior do que eu mesmo. Mágico!
Reno Fioraso

Campos do Jordão é um pedaço da Suíça escondido nas montanhas da Serra da Mantiqueira, onde o frio convida a um bom vinho, a arquitetura abraça o aconchego e a natureza se veste de outono o ano inteiro.
Reno Fioraso

Os maiores campos de batalha não estão nas ruas, mas dentro da mente. Quem aprende a administrar seus pensamentos transforma cicatrizes em sabedoria e dificuldades em combustível para crescer.

Caminho por campos nebulosos, com a escuridão sendo a companhia silenciosa, que me acompanha e como eu, caminha sem destino certo, usando como guia, o fraco e longínquo brilho das estrelas, que em outrora, brilhavam sintilantes.

Sabe as maiores guerras não são travadas em campos de concentração mas sim no que reside
Na mente, contra o que realmente importa para coração.

A privatização dos campos de várzea rouba a infância na periferia — cobra-se ingresso para ser criança.

Oi, minha linda. Sempre que fecho os olhos, volto para aquele banco na praça do Palácio dos Campos das Princesas. Lembro da sua timidez e do seu olhar meigo, mas foi aquele nosso beijo que marcou minha vida e parou o tempo em Recife.

"A você, o Altar. A mim, os Campos. Diferentes chamados, a mesma missão."