Poemas Brisa
Abro a janela pela manhã e um céu de nuvens cinzentas revela uma manhã escura e sombria.
A brisa fria que toca meu rosto tb revela um inverno antecipado.
Olho para o céu e reflito: "este é o dia que o senhor me preparou"
Seja ele com nuvens escuras ou um sol caliente. O Senhor me conduzirá e me ajudará a não perder o equilibro em qualquer situação.
Obrigado Senhor, por mais este dia. Obrigado porque restaura as minhas forças. E me conduzes pelos caminhos mais escuros.
Obrigado, pq com tua ajuda posso transformar nuvens escuras em água límpida que fecunda e traz vida.
"O Senhor é meu pastor e nada me faltará" (sl 23)
Que neste domingo e todos os outros dias, o Senhor seja teu guia.
edite/2015
Presença de Deus
No vento gelado que bate no rosto
na brisa fresca da manhã
No colorido das flores no jardim
No voo silencioso de um pássaro
No sorriso de um amigo
No bom dia animado que recebo
Na beleza do céu azul
No calor do sol
aquecendo meus ombros
Sinto a presença de Deus ,
que me guia e me fortalece
edite lima / Agosto de 2017
Pequenos detalhes
Gosto das coisas simples , caminhar pela manhã sentindo a brisa fresca no rosto , o calor do sol sobre meus ombros, o caminhar que se adequa conforme o energizar do calor do sol .
Admirar o céu azulado com sol brilhante ou mesmo coalhado de nuvens cinzentas com poucos rasgos azuis
Caminhar pelos campos ouvindo o canto dos pássaros , admirar a floração abundante das árvores e sua consequente frutificação. Acariciar o “pretinho” que quando me vê quase me derruba tamanha é a festa que faz , seguido pelo Lulu que com seu companheiro disputa o meu carinho .
Sentir o cheiro da terra fresca quando chove , como acontece neste momento . Sómente o tamborilar dos pingos da chuva batendo no telhado, escorrendo na calçada , tirando a fuligem acumulada e lavando também a alma . Trovões ecoam ao longe , evocando mistérios . O resto tudo é silêncio , trazendo a singeleza do momento e despertando em mim uma mistura de sentimentos que não consigo definir em palavras .
Tudo é silêncio ! Eu e Deus ! Deus e eu !
edite lima / Novembro 2019
Quando vejo mar,
deixo o barulho das ondas em pensamentos levar
a olência da brisa, me faz imaginar.
As asas do anjo batem breve,
De leve, o barco flutua na brisa.
Avisa o Capitão - "Ninguém ao leme!
Treme sonolento, mar adentro,
Bem no centro do doce sussurro,
Cai o muro à luz da lua.
(Sussurros de Anjo)
Uma brisa mais leve
Um breve pensamento
E talvez eu me lembre
Onde foi que perdeu-se o brinquedo
Da criança que um dia eu fui
Mas o tempo prossegue fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças tristes
Quando a fruta apodrece
A semente germina
E assim que termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Vai representar ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Porém se não o fizer
Morrerá sem descobrir
Por que as coisas estão
Aqui e ali
E mesmo assim
Todos prosseguimos caminhando
A caminho de um fim
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente represente um nada
Creio
Que talvez seja difícil agora
Compreender a tudo isso
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Que seja pouco mais que nada
A paz tão procurada
E aquele brinquedo perdido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo, com toda certeza permanece
Escondido nas dobras do tempo
E o tempo jamais se esquece
Portanto
Se de fato nada existe
Pense que isto traz a conclusão
da impossibilidade
de realmente inexistirem
Afinal, você pensa
E é nisto que tudo consiste
E, se tristeza não há, então
Nada pode ser assim... tão triste
Edson Ricardo Paiva
Depois da chuva
O carisma da tarde
Uma ponta de saudade
A luz do Sol me alisa
Uma brisa suave
Parece até que chove leve, ainda
Um prisma no Céu
Um sinal que à luz decanta
A clara luz que ontem brilhou
E mesmo assim
Ainda me leva
Pra algum lugar longe ou perto
Só não deixa ficar onde estou
Me vem lembrança
de uma rua escura e estreita
De algum sonho que há tempos sonhei
A noite cai
Tudo se ajeita
Pode ser que este mundo
Não seja perfeito
Mas ele sempre melhora
Na hora que eu tenho você aqui perto
Peço ao vento pra levar
Um olhar, um pensamento, a saudade
Quem sabe na volta
Ele traga o alento da lembrança
De algum sonho em que você estivesse
Te juro
Se soubesse onde está
Eu mesmo ia lá
Te buscar.
Edson Ricardo Paiva.
Fustigando-me a alma triste
como se fosse leve brisa
o tempo me traz a lembrança
da tua distante presença
sorrindo de forma indecisa
Uns dias dá-me paz
Noutros insiste
Sem noção do mal que faz
Ao coração que tanto pisa
Fecho meus olhos, no escuro vejo
Aquele melancólico olhar
Que se recusa a me enxergar
Cabelos de Mar, pele de diamante
presença tão radiante
Que se faz sentir na ausência
Sob a cor da longa escuridão
ao som que emana do vento
e que hoje é somente uma brisa
no calor desta noite indecisa
ao lado a tristeza e a solidão
ou insõnia ou sono sem sonhos
Sonhos; histórias sem fim
no momento, só eu penso em mim
nesta noite, que nada eterniza
em que ouvir-me
ninguém mais precisa.
"O silêncio a tudo diz
e tudo faz sentido :
Era o encanto do não saber
que a brisa a soprar lá fora
depois de ir embora, não volta."
Edson Ricardo Paiva.
Um dia eu desejei
Possuir a todo um campo florido
Num verde vale, onde a brisa
Soprasse de leve toda manhã
Hoje eu sei que ninguém precisa
de nada mais que uma pétala
Simples...pequena
Todas as flores do campo se vão
Mas um breve toque de pétala no coração
Apenas de leve, de maneira
Que só por mim seja sentido
Permanece assim...pra sempre
Ao abrigo do peito
Juntinho da gente
Desse jeito, pela vida inteira
O amor de uma única mulher
Como a pétala que se deseja
Escondido aqui
Pra que ninguém
Nem mesmo ela veja
Que esse lugar, somente ela tem
Pois só seu sorriso adentrou
E mesmo que esse amor ela não queira
Ele vai ficar pra sempre
E ela, eterna!
Eternamente a primeira.
Edson Ricardo Paiva.
Ela é a brisa suave e a tempestade feroz,
O início e o fim, a semente e a flor,
E com cada passo que dá, a terra treme,
Porque ela sabe que o futuro pertence a quem o cria.
Ela é todas nós, e somos todas ela,
Um coro de vozes que se ergue,
Inabalável, irrefreável,
Até que o mundo reconheça: somos a revolução.
Teu amor eleva, me faz leve,
Como brisa que a alma recebe.
Seguras minha mão, me guias além,
No céu da Tua paz, onde o medo não vê.
Se a chuva cair ou o sol resplandecer,
Se o mar se agitar ou a brisa correr,
Meu louvor será sempre o mesmo, Senhor:
Bendito és Tu! Recebe o meu amor.
Tua voz é doce como brisa suave,
Teu olhar me envolve, me guia, me invade.
Não há outro bem que eu deseje além,
Do Teu amor puro, fiel e amém.
A alegria não grita alto no vale,
Ela sussurra como brisa na alma,
É paz que não se explica com lógica,
É riso que brota mesmo sem calma.
Anda Comigo
Anda comigo
ouvir o luar a despertar
sentir a brisa nocturna das flores.
Anda comigo
escrever na terra quente
a linguagem das árvores.
Anda comigo
dormir na minha pele
sonhar no meu corpo.
Anda comigo: quero viver em ti.
"Na brisa do mar...
Nossos corpos vão se amar...
Na areia a rolar...
Seu perfume...
A me embriagar...
Sua boca a beijar...
Seu coração a bater...
E a alma do amor a encantar."💟
O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
