Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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Flor do pecado, sei que te amo, mas não te quero. Placebo profano que insiste em casar comigo a qualquer hora, dia, mês e ano.

Hoje nos abomino, pois o atroz pecado saboroso habita em mim e lambe o meu coração.

Onda maldosa e dolorosa de prazeres insanos e profanos, de uísques e cigarros que um a um destroem meu lado humano.

Flor podre, tu despertas em dores de parto o perfume da morte como a fragrância da dor.

Inserida por YuriMeireles

Flor Cadáver

Flor cadáver,
Libere seu perfume maldito
Naqueles que se denominam
Inimigos meus.

Oh! Flor podre e insana,
Habitas em solo profanado
Feitos por homens de alma negra.

Realiza teu baile fedorento!
Junto dos sujos e burros,
Será a carnificina dos maliciosos,
A crença estuprada dos ignorantes.

Flor bela, teu hálito podre encanta-os
Prende a ti os porcos loucos
Que nas sarjetas vivem.

Inserida por YuriMeireles

Prelúdio a Reconstrução

Notável é o desejo,
Indefinida sensação.
Profundamente almejo,
Mas encontrarei perfeição?

Achei-me isolado,
Porque aceitar tanto sofrimento.
Tudo para ser amado,
Que lastimoso sofrimento.

Ansioso e angustiado,
Momento desequilibrado.
Que ... só preciso ser amado.

Inserida por WashingtonLuizMV

O que seria do eu sem você?
O que seria de mim sem te ver?
O que faria por você?

Penso a todo momento
Te invento se o tempo não ajuda
Te enlouqueço quando a tarde cai
Te enalteço com o vento
Te declaro meu sentimento
Te amo quando a vida passa
Sem você meu mundo não teria a menor graça.

Inserida por PedroVeraszto

TRANSCRIÇÃO

Toda a poesia acumulada na alma de André
há de ser expelida.
Ainda que ela seja inútil e nunca seja lida,
resta-lhe a esperança de que em uma folha de caderno
seus sentimentos se tornem eternos.

Tem urgência em escrever
- ainda que sem inspiração-
pois, tem medo da morte,
de enlouquecer ao ver o seu amor partir,
de que a saudade aperte e não suporte,
de que a tristeza leve, como em uma correnteza de lágrimas, as palavras que sussurrou aos ouvidos de Estela.

Nunca quis ser poeta.
Considera o fardo muito pesado para um funcionário público, burocrata e tão racional.
Se fosse em sua adolescência, embriagar-se com versos não lhe faria mal,
mas já tem seus trinta e poucos anos,
é considerado um cara sério...
Foi um descuido amar tanto!

E agora, justo nessa hora, pensa em escrever o que sente.
Pensa que se Estela não o compreendeu, o mundo o compreenderá.
Quer desabafar com alguém,
Quer chorar em forma de versos, como seus poetas e compositores favoritos sempre fizeram.
Alguém, alguém há de compreendê-lo!
Alguém há de lhe dar razão!

Quer morrer, mas não deseja que esse amor morra junto.
Não quer levar para o túmulo algo tão bonito.
Só lhe consola a ideia de que alguém chame de poesia o que escreve tão desorientado.
Está convicto de que todo poeta desiludido já nasce modernista.
Desconhece a métrica, a rima pouco importa...
Para ele todo desabafo é poesia.

Mas como já eram três horas da madrugada,
a poesia permaneceu na alma de André,
sem transcrição.
Adormeceu o poeta,
adormeceu a poesia.
Trocou a ideia de escrever pela ideia de sonhar.
Amanhã não se sabe se terá ânimo para recomeçar,
parece que está mais a fim de implorar que Estela volte
do que continuar com a tola ideia de torna-se poeta.

Inserida por GabrielEfraim

Estando longe de você
Vou lhe dizer triste verdade
Com outra estou acompanhado
Ela minha casa invade
Tive o azar maior do mundo
Pois fui lá pra Pernambuco
Pra morar com a Saudade.

Poeta, belo poeta
Que estranho a confusão
Tu erraste foi o estado
Ou erraste a região
Venha aqui pra Paraíba
Pois a Saudade mora ainda
Na rua do meu Coração.

Agora eu estou suspeitando
Do final dessa novela
Como pode estar aí
Se todo dia vejo ela
A Saudade tem irmã gêmea
E tu ficaste com a irmã dela.

Pode ser a irmã dela
Que de manhã hoje abracei
Agora que falas de irmã
Mais triste ainda eu fiquei
Porque se é gêmea dela
Com a mais feia fiquei.

Agora está tudo mais claro
Que na saudade não há nobreza
Ela é fria, feia e machuca
E o seu cheiro é de tristeza
É Só na cabeça de um poeta
Que a Saudade tem beleza.

Inserida por LuamHenrique

Vivo dias de chuva nas belas primaveras de minha vida;
Chuva de tristeza e desalento.
Dor que faz meu coração sangrar,
Dor essa, que não está doendo;
Vou ao inverno de meu ser
para mostrar o verdadeiro eu,
Pois deves analisar o homem ali,
Não nas suas belas e floridas primaveras.

Inserida por YuriMeireles

Veja que brilho intenso nesses teus olhos
Maravilha do mundo esse seu olhar
Até a luz do sol deseja o brilho de seus olhos
Olhos atentos que não deixam escapar nenhum movimento que seja feito em sua direção
Esses, são os mais puros olhos da verdade
O olhar de um amigo.

Inserida por TiiagoDaniell

Porque quer saber meu nome?
isso e rotulo tanto faz...
Me chame como quiser:
me chame de amor, de flor
de natureza, de sol;
saber meu nome pra que?
Esquece isso e vê se te aquieta!
Ah...quer mesmo saber?
meu nome é poeta!


Vuch@

Inserida por vuchinha

Oh! Porteiro do céu,
Permita-me falar com o pequeno pastor
Para tocar uma canção para meu amor
Uma doce melodia, alegre e poética.
Contratar-te-ei para tocar para ela
Todas as manhãs.
Veja, meu amor, a flauta do pastor que tocará para ti.
Alegra-te sempre, pois és tua essa melodia perene.

Inserida por YuriMeireles

Vazio


Alegoria sufocante
cheia de agonia
emudece olhos, ouvidos, boca...
Transborda por entre os lábios.

Entope o peito de silêncio.
O coração para de bater
Por um segundo...
Para, simplesmente, e volta a bater.

Feito relógio antigo:
As vezes parado
as vezes morto
as vezes mudo.

Cheio de ponteiros
e pausas e segundos.
Cheio do tempo,
cheio de tudo.

Sonhando ser poeta...
Sonhando ser astronauta um dia!
Sonhando alinhavar versos e nós
e encher o universo todo de poesia.

Encher o universo
de versos e nós
preencher todo o seu vazio
com a mais absurda poesia.

Inserida por JotaW

É segredo querer,inútil a escrever,eu busco da mente o que senti agora o que tanto escrevi,talvez nada vivi o poetá que anda e anda por ai.

E a vontade é tanta o desejo espanta,as escritas progredir,que parou o tempo ,que o tempo levou e o poeta escreve o que o tempo marcou!!
Por Lapyerre---

Inserida por LAPYERRE

O mundo sobre o mundo , mundo sobre tudo , mundo ao inverso,tudo sobre o mundo ,se aumenta cada dia e um dia vem ao mundo.

Canto que chove ,lugares deserto,só o sol e as rachaduras no completo,e o ar o sol que arde,
em outro lugar água permanente e gelo em outras partes.
Mundo que gira ao redor de tudo,tudo que gira ao redor do mundo,todo mundo se vive no mundo.

E o mundo completo de tudo,tudo completo do mundo,ninguém combate com destino do mundo,mundo que combate com mundo melhor.

Mundo que alcança cada dia pior,mundo termina,todo mundo com sua sina,todo mundo ao redor do mundo na esquina,divertindo e vendo outros escrevendo,poeta são aqueles que escreve sobre o mundo.

Inserida por LAPYERRE

Mas se há angústia em todo ser que vive
Só cumpro a regra de existir, que agride
Mas não sou louco, poeta, nem santo
Apenas canto, e desafino triste.

Inserida por PatriciaMellodi

A arte de voar

Então...
Escreva
para sair de ti
e invadir o outro
sem permissão ou aviso
sem culpa

Escreva
para libertar-se
para nutrir a alma de sentimentos
a tua, a minha... de todos

Então...
escreva
para renascer

Voe minha bela Fênix
não há gaiola para ti

Inserida por AlessandraBenete

A vida é feita destes desencontros,
de amores sem essências
e toques insignificantes.
Toques exuberantes,
sem paixão,
só de um instante.
O peito é marcado,
por lembranças do passado
que atormentam sem razão.
Quando de repente,
a emoção toma conta da gente
e eu encontro teu retrato
guardado bem ao lado
de um coração amargurado
que te chama com paixão.

Destes desencontros só restam a certeza,
não existem desavenças
que impeçam nosso amor.
Este amor que surge assim,
do vazio
que preenche o coração
e que faz do teu sorriso
a construção da minha nação.

Inserida por eduardabringmann

"Saudade"
O seu tamanho
Não sei direito
Tentei medi-la
Não teve jeito
Não coube no espaço
Mas entrou no meu peito

Inserida por CarlosAdrianoSantos

Armadura


Eu me desapeguei do mundo inteiro
eu me desapeguei para que o mundo não mudasse o meu jeito
eu me desapeguei pra ter respeito
pois precisei me libertar de qualquer jeito

Deixei de ser romântico
deixei de ser amigável
deixei de ser bonzinho...
Parei de ter carinho

Tornei-me um grosso
bicho solto a me rebelar,
parei de ouvir todo mundo
para aprender a me amar,
e só assim aprenderam a me respeitar

Vesti-me com cara mais emburrada
e minha personalidade mais mal criada
como uma espécie de armadura,
pois foi assim que conseguir a minha proteção,
já que sem a armadura...
Eu seria uma preza fácil no meio da multidão


Os sentimentos se desfizeram
não cultivo mais amor
não cultivo amizade
nem carinho, ternura ou qualquer emoção,
não foi por minha vontade
foi à única solução

Eu me desapeguei de tudo
para assim poder me encontrar
a se o mundo inteiro pudesse saber
como estou feliz por me amar.

Inserida por john_alecrim

Não sei se o céu estava sem estrelas ou se eu estava de olhos fechados, apenas sei que acordei do seu lado...Embriagado de amor.

Guetto Moreno

Inserida por GuettoMoreno

Há uma diferença sutil, porém clara, se me permitem o antagonismo, entre o antigo e o velho.

O antigo é sempre bem cuidado. Uma aula de história. Uma boa visita ao passado preservado. Os anos passam, mas o tempo lhe é generoso, transformando-o em inspiração ou referência para as próximas gerações. O antigo é raro, tem beleza e valor artístico.

O velho remete ao abandono. Ao pouco caso. Ao descuido. A ser relapso e à pouca preocupação em manter viva uma história, ou a energia de tempo, intelectos e capital ali empregados. O velho se desvanece. Ninguém o cuidou. É um mero acumulador de pó.

Isso vale para as cidades, arquiteturas, invenções. O velho e o antigo definem o que vai ser contemplado em um museu como ícone da história ou ser condenado ao esquecimento de um ferro-velho.

O mesmo vale para nossas almas e histórias: a queremos velhas ou antigas? Uma alma antiga, cuidou de si mesma. De sua preservação, sempre mirando a evolução futura. Uma história e uma alma velhas foram impiedosas consigo mesmas. Não conseguiram acompanhar as transformações sociais. Não se amaram. Ficaram lá plantadas esperando que tudo e todos girassem em torno delas. Mas o tempo é mais poderoso. Ele não perdoa. Transforma reinos e civilizações em pó. E faz o velho mirar-se apenas no espelho de sua vaidade.

E você? O que prefere ser ao longo dos anos: velho ou antigo? (Victor Bhering Drummond)
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Inserida por victordrummond