Poema Sobre Solidão
Eu estava perdida
confusa e recolhida
bastante desiludida
Em plena solidão
entregue a escuridão
Foi quando você me olhou
e não me ignorou
E com um doce olhar
e um tímido sorriso
começou a me chamar
Você cuidou de mim
me trouxe luz
regou as flores do meu jardim
Sem me do você chegou
se aproximou, e me aceitou
do jeito que eu sou.
Agora só posso desejar te recompensar
e por toda minha vida te amar.
Noite Solitária
Noite fria e cama vazia
Tristeza e solidão
Fui pego pela insônia
E abracada pela agonia
Procuro solução
Te busco e não encontro
Coração partido
Por você esquecido
Seu nome ecoando
Em meus pensamentos
Lágrimas, vão meus olhos lavando
O Cansaço chegando
Abraço o travesseiro
E me engano com seu cheiro
Adormeci
A dor de hoje venci.
O tempo voa e o que resta é a memória no fundo da alma.
Todos se vão e a solidão fica,
Até chegar o momento da nossa partida ao reencontro da nossa saudade.
Dói.
O desprezo dói.
A solidão dói.
Ver a pessoa que você ama
Ter tempo e paciência com todos,
Menos com você.
Olhar para ele
E perceber que qualquer companhia
Parece melhor que a sua.
Doeu ouvir
Que ele fingiu ser quem não era
Só para te conquistar.
Já passei tantas noites em claro,
Na verdade, no escuro, chorando.
Eu era o erro na família dos meus pais
E continuo sendo o erro na minha própria família.
Só vejo uma saída:
Sumir.
Para onde ninguém possa me achar,
Onde não serei um incômodo para ninguém.
Me esconder no mais distante breu.
E, se me acharem, só encontrarão os restos
Do que um dia minha carne foi.
Como posso ter tanto medo
Da solidão
E do desprezo ?
Creio que na verdade
Eu tenha medo de sair deles
Voltar a sonhar, ser feliz
Acreditar no amor novamente
Ter esperança
E no fim
Ser jogada de novo nesse abismo
Vivendo de migalhas
Que infelicidade
Descobrir que frieza
Desprezo
Tratamento de silêncio
Pudesse ceifar uma vida
Uma alma que era tão iluminada
Um coração que era puro
Uma mente
E enlouquecer tanto assim?
Arte rochosa
Cantaria levou consigo
No toque No peito
Da pedra Solidão
O milagre Que pede amor
De São Francisco voltou
Lisboa
Desceu escada
O louco Antonio
Na almaConsigo
Chegou Amor
Ao pé da rampa
Que pede solidão
Mirou ao alto agradeceu profetas
No santuário desceu a rampa de pedra
Subiu a rampa
Seguiu caminho de pedra
Sem olhar parou em frente
Pra trás mirou Insólito milagre
Cumprimentou do caminho
Profetas das pedras.
Subiu escada
Lado Oculto Comum
Cotidiano
Em
Desordem
Momentos
De
Solidão
Sustos
Tempo
Bestano
Papo
Furado
Destaque
Nenhum
Nenhuma
Atenção
Saudade
Juntano...
Nada
Como ser
Comum
SOLIDÃO
Cuida
De todos
Cuida
De tudo
A tempo
E a hora
O tempo
Todo
Todo
O tempo
Sem tempo
Pra ele
Sem tempo
Pra ela
Pedido em Acrópole
De doer
Que só
Solidão
Devorando
Tragédia
Comédia
Sempre
Juntos
O solitário
Caminho
De seres
Banais
Banalidade
De seres
Normais
Percepção
De
Desnecessário
Escuridão
Auto- imposta
Tudo
Tão
Naturalmente
Desnatural
Solidão Aristotélica
Armei minha solidão
Pra me defender
Do pecado da existência
Sem suprimentos
Matei-me com um sorriso
Morto pendurado de esperança
Fui acusado de ilusão
Meu Paradoxismo
Era muito radical
No final do meu surto
Ninguém sabia dizer
Se fui bom, ou era mau
A felicidade existe mais não esta aqui
O amor existe mais não esta aqui
Aqui existe a solidão dos seus abraços dos
seus beijos aqui falta voçê meu anjo
ontem dormi no calor do seu corpo hoje vou dormi no frio da solidão
hoje acordei nos seus braços a manhã acordarei nos braços da solidão
eu te amo rosa
FILHO DO PARÁ
Ó Pará, há tempos que vim de lá.
Deixei a solidão conduzir-me o coração.
Como a estrela solitária, que exerce autonomia,
recordo-me que de ti herdei a cidadania.
É verdade! Eu sou de lá, da terra do norte quente,
e tenho apreço por minha gente
que em festa, muito contente,
vem hoje proclamar...
sou teu filho, sou guerreiro,
sou paraense, brasileiro.
Eu te amo, meu Pará!
Sob o véu da noite sombria,
um homem caminha em solidão,
carregando o peso do mundo em seus ombros,
enquanto o brilho de seu jaleco enfrenta o inexorável destino.
A chuva, como uma dança melancólica,
derrama suas gotas como confissões silenciosas,
lavando não apenas o asfalto encharcado,
mas a alma cansada e sobrecarregada.
Luzes tímidas iluminam seu trajeto,
como faróis de uma esperança distante e tênue.
O chão úmido reflete sua solitude,
enquanto seus passos ecoam em um ritmo pausado e incerto.
Aqui se revela o retrato de um herói anônimo,
cabisbaixo, mas inquebrantável.
Ele carrega a vida e as dores de muitos,
mas quem, afinal, se encarrega de carregar as suas?
Uma vasta solidão cresce dentro do meu peito, e a única solução agora e me fecha para todo o sempre...
Me vejo sozinha ao olhar no espelho, O mundo é cruel.
Safira souza
Solitude e Solidão
Solitude é um abraço sereno,
Um encontro profundo no próprio olhar,
Um silêncio que dança pequeno,
Na paz de quem sabe se amar.
Solidão é um eco vazio,
Mesmo em meio a mil vozes a soar,
Um frio que invade o estio,
Ausência que insiste em ficar.
Entre estar só e sentir-se sozinho,
Há um abismo ou um ninho.
SimoneCruvinel
A Canção Silenciosa da Solidão
Na vastidão da noite, onde as sombras dançam,
A solidão se aninha, um abraço frio e denso.
Um eco silencioso, uma melodia triste,
Que ressoa na alma, um lamento persistente.
No vazio do quarto, as paredes sussurram,
Histórias não contadas, segredos que se acumulam.
O coração anseia por um toque, um olhar,
Mas encontra apenas o reflexo de um vazio sem fim.
As lágrimas caem, como pérolas noturnas,
Iluminando o caminho da dor e da angústia.
A alma se curva, sob o peso da ausência,
E a solidão se torna a única companhia.
Na escuridão da noite, a esperança se esvai,
E a solidão reina, um manto de melancolia.
Mas, no silêncio profundo, uma voz sussurra,
Que a solidão é apenas um capítulo, não o fim da história.
Pois, mesmo na escuridão mais densa,
A luz da esperança ainda pode brilhar.
E, no tempo certo, a solidão se dissipará,
Como a névoa da manhã, revelando um novo amanhecer.
A POESIA E A SOLIDÃO (B.A.S)
A poesia e a solidão sempre tiveram uma certa afinidade. O momento solitário sempre foi rico para o poeta, o filósofo e o místico.
Schopenhauer costumava dizer que a semana tem seis dias de sofrimento e um dia de tédio. As pessoas se escravizam demais no trabalho e terminam aprisionadas no tédio no último dia.
A nossa sociedade moderna perdeu a unidade, a mística, o olhar mais belo. Nos aprisionamos no capitalismo, liberalismo e outros "ismos". Com isso nos afastamos do utópico para reverenciar o "status quo". Como dizia o filósofo alemão Heidegger, nossa época é caracterizada pelo esquecimento do "ser". Nossas aspirações modernas são o "ter". Possuir cada vez mais e mais. Com isso um vazio existencial se instala em nós, destruindo-nos lentamente.
Precisamos acordar rápido para reavivar o Belo em nós. O homem moderno perdeu a capacidade criativa, gerada de si mesmo, perdeu sua identidade, sua singularidade, e mais, perdeu sua liberdade.
Valorizar a cultura, as artes, a criação espontânea, a religiosidade, a poesia são caminhos viáveis e alegres.
Enfim, as grandes mudanças ocorrem no silêncio, no vazio, na simplicidade. É preciso aquietar-se, mesmo que por um breve instante, e ouvir os versos que a vida nos dia. Dizia Rollo May: "Toda história do homem é um esforço para destruir a própria solidão".
(Bartolomeu Assis Souza, Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, 28/07/2001, Caderno Especial A-07)
O ABRAÇO:
· Faz a gente se sentir bem.
· Acaba com a solidão.
· Faz a gente superar o medo.
· Abre passagem para os sentimentos.
· Constrói a auto-estima (Uau! Ela quer mesmo me abraçar!)
· Estimula o altruísmo (Não posso acreditar, mas realmente estou querendo dar um abraço naquele velho filho da mãe!)
· Retarda o envelhecimento.
· Pessoas que gostam de abraço permanecem mais jovens por mais tempo.
· Ajuda a controlar o apetite. Comemos menos quando estamos bem alimentados com abraços — e quando nossos braços estão ocupados, enlaçados em volta de outros.
Nunca tive medo da tristeza
Muito menos da solidão
Mas depois que te perdi
Minha vida eu expeli
Você, meu Tuca e aí.
Ainda estás em mim
