Poema Sobre Solidão
cicatrizes da noite.
Maldita lua, que em mim faz despertar,
A solidão profunda que insiste em ficar.
Na bruma densa da mente a vagar,
Nos olhos vastos, um mar a chorar.
Mas, apesar disso, admiro teu brilho,
Teu claro aviso em meio ao meu trilho.
Sussurras que essa dor nunca vai ceder,
Um ciclo eterno difícil de vencer.
Carrego as cicatrizes de um tempo que não volta,
Memórias que sussurram nas sombras do meu ser.
A dor do ontem se entrelaça à vida que me assolta,
E no presente, ainda busco forças para renascer.
Oh lua, testemunha de meus segredos,
Guarda em ti a dor que não se desfaz.
E quando a madrugada me traz seus enredos,
Teu brilho é a luz que não me traz paz
Alimenta os teus sonhos, enche-os de amor, e vivifica-os na beleza da solidão.
Não duvides nunca....enche-os de cor e sente-os reais... não te apresses e não tenhas medo, deixa que se faça magia na tua vida!
Verás que todos se tornarão reais a seu tempo!
Na solidão que embala o silêncio
Rompo todos os véus e máscaras
Enfrento os meus medos e desejos
Dispo-me de toda a roupagem
Afago o meu corpo
Abraço a minha alma com ternura
Sem defesas nem armaduras
Aqui comigo, eu sou feliz.
Esperar nunca é tempo perdido
A solidão é cheia de vida própria
A solidão é preenchimento de vida
esperando para ser descoberta.
A vida entrega-nos a solidão de bandeja, para crescermos espiritualmente, curarmos as feridas da alma e nos tornarmos seres melhores, mas sem sabermos, sentimo-nos perdidos, em busca de tudo (principalmente de ilusões), menos do sentido feliz, o da cura!
Só essa compreensão e aceitação nos pode trazer paz e felicidade, sem buscá- la nos outros!
Mais cedo ou mais tarde, duma maneira ou de outra, vai chegar essa oportunidade para todos, geralmente depois de perdas muito importantes, pessoas muito queridas, saúde, etc.
A revolta só atrasa a caminhada....
Grata sou, por esta compreensão!
Compreendi que ao meu lado sempre há ou havia sofrimentos maiores!
O resultado é e foi sempre gratidão, por entender os sinais...só assim é possível ter leveza, ser positiva e deixar o passado, lá, no passado, aceitar o presente, semeando o melhor, saber esperar e colher a felicidade no tempo certo.
"Desabafo.
Estou a lutar com meus sentimentos,
Medo da solidão me consome lentamente.
Mesmo sendo uma mentira, vivi momentos felizes.
E agora me pergunto: valeu a pena?
A verdade dói, mas a ilusão me mata.
E eu me perco entre o que foi e o que nunca será.
Mas vou aprender a voar sem asas; Eencontrar a paz em minha própria voz.
E na superação, encontrar meu verdadeiro lar."
Quantos doentes
Em lares "sadios"
Quantos carentes
Que sentem vazios
Quanta solidão
Em meio a multidão
Quanta contradição
Em tanta "perfeição"
Quanto ódio no mundo
Mesmo o amor sendo tudo
Como curar tanta dor
Tanta frieza e desamor
O que precisa ser feito
Para cessar tanta dor
Deixar de lado a inveja
E olhar para dentro de si
Construindo a si mesmo
Em vez de ao outro querer destruir
O amor é a cura desse mundo convulsivo
Só ele é capaz de destruir o que é pervertido.
Sabedoria
Quanto mais se adentra no conhecimento, mais solidão adquire-se. O preço da inteligência é a solidão, o da ignorância a felicidade. Por não saber de verdade como o mundo é. Quanto mais conhecimento se tem, mais dor soma para si!
Alguns tem várias companhias ,
mais isso não os impede de estar sempre só.
A solidão é a única coisa que os consola.
Mas também os destrói.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
MAJESTOSA SOLIDÃO
(Nepom Ridna)
Cada vez tem sido mais bonito
E já tem um tempão que tá rolando
Por favor
Não me venha incomodar
Se não tiver algo melhor do que eu já tenho
Um vício maravilha dos supremos
Alguns chamam de solitude
Eu chamo de majestosa solidão
Consta pra nós dois que tem bastante
Tem muito mais fundamento do que parece
Nós ficamos totalmente relax
Nós curtimos bem mais do menos
Claro que sim
Nós estamos muito bem amados
É o que posso te dizer
Tem sido há muito bem mais tempo do que você pensa
Estou vivendo um lindo romance
Uma maravilhosa relação
Favor não vir incomodar
Se não tiver algo melhor para ofertar
Que essa majestosa solidão
Estamos muito mais felizes do que você pensa que poderia nos fazer
Então até a próxima
Tudo de bom pra você
É um ótimo tipo de autoencontro
Eu não me faço de cabra cega
Contigo eu fico insatisfeito
É por isso que eu já me basto
Sabe?
Prefiro a companhia da solidão; levaria-me à vastidão do templo das almas desgraçadas, consumidoras da boa-fé de outrem, mas que não provê sentimentalismo aos mais próximos, somente a cachorros que sofrerão derrota súbita: talvez seria sua forma de compensar esse pêndulo que rodeia o eterno e o vazio? O poder do não poder? A indiferença e a benevolência?
Aaah, eterno pesar da dúvida cantante, tão demasiada desafinada que me corroe a alma quando sua voz atravessa-me os ouvidos.
A Solidão e os Abutres
Viver só, ou cercado — dá quase no mesmo.
Às vezes, estamos entre mil… e ninguém.
Sorrisos nos cercam como urubus em assembleia,
e o afeto? Uma encenação de quinta categoria.
Somos carneiros calados, sendo bicados aos poucos,
comendo da podridão com cara de gratidão —
porque, veja bem, é feio reclamar.
Enquanto isso, no alto, um abutre elegante
espera sua hora:
espera você cair, apodrecer direitinho.
Quer o melhor corte, o mais macio.
Mas a solidão — ah, essa sim — é honesta.
Não finge amor.
Não sorri para depois morder.
Ela arranca suas ilusões como quem tira um curativo podre.
Dói? Sim. Mas é limpeza.
Estar só é ver o mundo sem o Instagram alheio,
sem a lente do desejo do outro,
sem o eco dos que te querem menor —
ou igual, o que é quase pior.
É você com você. Uma conversa sem filtro.
Onde ninguém interrompe com conselhos
que nem servem pra eles mesmos.
E então, no meio desse abismo limpo,
você começa a pensar.
(De verdade, não com frases prontas.)
Descobre que sabe andar,
criar, e até gostar de si —
o que, convenhamos,
deixa muita gente incomodada.
Porque quem se basta
não é fácil de enganar.
Quem anda só
não serve pra rebanho.
A solidão tem esse poder:
te limpa dos abutres
e ainda te dá o prazer
de vê-los passando fome.
VOU FAZER UM GOL
Meio sonolento E o vento batendo na porta do quarto
Pra solidão eu tenho faro
Dou de cara com você No meu pensamento
Não fico em paz um só momento
Enquanto não prosear com ela direito.
Não deito não me levanto
Já pedi a todos os santos
Que me trouxesse aqui
Um pouquinho do seu paraíso pra mim.
A bola que caiu no seu quintal
Foi proposital não me leve a mal
Foi eu quem chutei
E um gol vou fazer Se você me responder
Um bilhete que eu mandei Pedindo um beijo seu.
Vou fazer um gol Se eu ganhar seu amor
Vou fazer um gol Se eu ganhar seu amor.
Poeta Antonio Luís
4:02 PM 24 de julho de 2016
PASSAGEM
Apenas passagem
Quimera selvagem
Doçura
Agrura
É ferida latejante
Solidão sufocante
Estado vago
Compromisso pago
E agora?
Não me resta vasta hora?
O tempo galopante
Albatroz sussurrante
Levou-me embora
Espero lá fora!
Lá fora, na rua?
Não cultive ideia crua
Falo do fim
O tão esperado sim
Que Romeu apaixonado
Aguardou agoniado
Estou partindo
Indo
Picotando a passagem
Carregando minha mensagem
Semeando pelo mundo
Meu amor tão profundo
Então saltarei do vagão
Soltarei sua mão
Atarei os laços frouxos
E levarei os sentimentos coxos.
Onde Vou?
Onde vou eu? Neste meu caminhar em solidão!
Caminho só mesmo! Só eu em mim próprio!
Caminhando assim, estou continuando a ação...
de lutar neste mundo mesmo inóspito.
Assim estando só, sem ninguém a me ajudar,
creio que alcançarei, por entre todos os elementos
na minha rota, algum que me tire descontentamentos.
Algum que me dê o seu sempre amar...
No fundo é isso que eu tanto quero,
mesmo estando sempre só!
Pelo o amor eu sempre espero!
Talvez encontre algum também só!
Até que a solidão tenha então fim!
Isso eu faço agora assim!
Doce solidão
Bastou você me dar a sua atenção para a minha amizade por você se tornar paixão, eu perdi o juízo com está minha mente sem noção, eu só queria poder mandar em meu coração.
Quando eu te vejo, tento disfarçar; mas já está em meu semblante que já comecei por ti a sonhar. Eu pareço um bobo apaixonado , com este sentimento em meu peito enterrado.
Ao mesmo tempo que eu quero para ti me declarar, eu tenho medo; pela sua extrema superioridade você me rejeitar. Neste caso eu só vejo uma solução, que é eu encontar um remédio para está minha doce solidão.
Oh, solidão acerba
Que, em mares desconhecidos,
Navega rumo à mansidão do infinito
Buscando um horizonte perdido
Através de espelhos d'água
Que se confundem com reflexões
Profundas como o mais vasto oceano
Que abraça cada pedaço de saudade
De quem, só, sofre calado.
Pensamentos que afogam
Embaraçam, pressionam.
Só te arrosta quem amou
E quem ama em vastidão
Outro coração, outros corações
Em distante escalada.
Eis o que move a vida:
Aprender a dançar
A dança da Solidão.
Esperava calmaria em minha solidão
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacão
E da seca de meus prantos austeros
Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixão
E a chuva mais tórrida de janeiro
Que leva minhas lágrimas em vão
Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusão
De que a vida nos concede seu afago
A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tão simples
Como versos vindos de meu coração.
