Poema sobre a Seca

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Abre as janelas da tua alma
Convide a luz à tua nudez
Seca tuas lágrimas
Mais uma vez.

Moça, as curvas do seu corpo são maravilhosas,
Principalmente a curva que se forma
Quando teus olhos sorriem.

SALDO

a torneira seca
(mas pior: a falta de sede)

a luz apagada
(mas pior: o gosto do escuro)

a porta fechada
(mas pior: a chave por dentro)

Ser pra ter!

O nordeste é uma beleza
mas a seca ainda racha
só Jesus na sua grandeza
nessa dor passa a borracha
e quem protege a natureza
nunca vai faltar na mesa
nem que seja uma bolacha.

"O vento é o mesmo: mas sua resposta é diferente, em cada folha. Somente a árvore seca fica imóvel, entre borboletas e pássaros."

(do poema "O Vento, do livro "Mar Absoluto".)

Vento seco.

O vento seco que corre
pela seca que avança
e o jumento que socorre
é bicho que não descança
aqui quase tudo morre
só não morre a esperança.

Orgulho de ser nordestino!

Esse orgulho que carrego
eu jamais vou dividir
a seca me deixou cego
na maior dor que senti
é duro mas não entrego
e uma coisa que não nego
é a terra onde eu nasci.

Minha solidão
Tão minha
Tão só
Tão seca
Sedenta
Minha solidão mata a sede na água de sua boca.

Seca.
Presa em teus galhos.
Sugada no mais doce veneno do seu encanto...
Como folha seca me sopras a qualquer direção,
...e eu vou.
E por tão pouco valor,
eis que de flor me fiz dor.
E nem mesmo a fúria do seu mal tempo...
Nem mesmo assim entendo,
porque não me desprendo desse grande amor....
Tua seiva me cegou.

Uma árvore não é só luz do Sol.
Ela passou pelo adubo,
Pela chuva,
Pela seca,
Pelo vento,
Pelo medo de não conseguir crescer.
Talvez alguém a tenha arrancado do chão quando estava no meio do caminho…
Mas ela conseguiu alcançar a terra com suas raízes de novo.
Ela é todo o processo que levou para ser o que é.
Tudo tem seu papel no nosso amadurecimento.

p.s. Cada planta cresce no seu tempo.

Mãe, Seca...

Nordeste, Brasil.
Enxada na mão, filho no braço.
Ara a terra, seca...

ESPAÇO VAZIO (soneto)

Há ilusão seca tão desfolhada
No apertado do amor ignorado
Nas lágrimas no olho chorado
No vento de uma dor soprada

Assim, tão só e tão esgotado
Com a alma ao vento, levada
A revelia, e sem mais nada
O olhar vai ao chão, atado

Só se vê silêncio no peito
Sem rima, sem poesia, leito
Apenas o ritmo com arrepio

E neste tal suspiro tão sujeito
Que fala, respira, tira proveito
A emoção é um espaço vazio...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Acordei com a boca seca, lençol molhado, e uma lembrança louca de um sonho entre nós dois...

Incrível como a mente transforma sinapses em realidade, e o prazer em suor de um desejo sussurrado pela paixão.

PORTUGAL

Seca-me a boca por ti, ó pátria decapitada,
porque hoje em ti o lugar está
deserto de alma ferida e abandonada...

Seca os olhos porque os que por ti
entraram eram como mensageiros,
profetas e poetas semi-adormecidos
pela preguiça causa por tão poucos.

E vós, ó aves de rapina, que devorais
ate a própria manhã clara,
porem a pátria amada, submissa e cansada
teus filhos fugiram de ti antes de qualquer dor e mágoa.

Tu que eras a invicta, a mãe minha e pátria semi-acabada,
tu que tinhas sobre ti as caravelas e os heróis escrito nas estrelas,
sim, tu que vinhas por esses mares escuros
e tu que desafiastes o Adamastor,
hoje em ti não resta mais nada de nada...
porque todos os teus filhos choram
por ti, ó pátria minha e amada.

Peregrinos e mensageiros teus filhos se tornaram,
desterrados e abandonados por todos aqueles
que nada sabem e nada fazem.

Bastardos e corrompidos pela loucura de uma Europa
sem luz... loucos e guias de cegos,
amantes de si mesmos que venderam a própria mãe
como escrava às nações e reinos distantes.

Porém um dia teus filhos hão de voltar,
mais fortes porque o amor por ti é infinito
ó pátria minha senhora e amada.

Teu império ainda não está cumprido
e tua chama ainda não está apagada,
pois voltaremos do desterro
antes que chegue a madrugada.

E tu, ó pátria minha e abandonada,
julgarás nesse dia,
um por um de todos aqueles
que te venderam a preço de nada
e serás reedificada.

Ardor da seca!

O sol aumenta na tarde
resseca o brejo e o agreste
na primavera ainda arde
bem mais que sul e sudeste
por mais que água se guarde
a seca é triste e covarde
e não perdoa o nordeste.

Amo-te

Amo-te com o coração descompassado, boca seca e pernas trêmulas. Amo-te com borboletinhas no estômago, brilho no olhar, doação e plenitude. Amo-te do único jeito que se deve amar: com a loucura e o exagero inerente ao próprio amor.

verdadeiro amor
No momento tenho vontade de dizer tudo que esta encabulado,mas a garganta seca,nao deixa isso acontecer.
Gostaria de te contemplar com palavras lindas,infelizmente nao sou poeta.
Apenas te digo que se voce nao estivesse aqui...
As estrelas nao teriam o mesmo brilho;
O sol nao teria mais sua intensidade;
A lua passaria chorar comigo de saudade;
O mar passaria ficar sem ondas;
Os passaros nao cantariam mais;
A rosa nao teria o mesmo perfume;
As flores murchariam;
A vida passaria a ser uma rotina chata,eu nao teria prazer em vive-la.Pois voce que esta lendo essa é tudo para mim,é o ar que eu respiro,resumindo...é minha vida,sem voce eu nao vivo,nao teria forças para continuar vivendo.Voce é um presente de deus,é uma pessoa maravilhosa.
Resta-me agradecer pela tua vida,pois voce foi a melhor coisa que apareceu na minha!!!

Prece do Perdão

Uma lágrima seca
uma pétala vermelha escurece
o homem peca
depois arrepende-se em prece

Após o pecado vivido
sente no coração
que está arrependido
e clama por Perdão

Mesmo bem intensionado,
até mesmo por Amor,
estar apaixonado
não justifica um pecador

e confesso: pequei, mas quem já não o fez?
e sei, pecarei ainda outra vez
mas meu arrependimento é de fato sincero
teu Perdão é tudo que eu espero.

Folhagem seca
Mato sem vida, vento morno, terra cansada!
Sem tempo para florescer...
Onde o amor faleceu.

Prédio desabando feito bananeira,
Pega foto feito folha sêca.
Gente perdendo a moradia,
Que o Estado sempre queria
Derrubar.

Nostalgia que me aflige.
Garganta seca de cervejas,
de aventuras baratas,
de vícios,
de ócio,
de pequenas vulgaridades.