Poema sobre a Seca

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Tristeza esse tempo.
Tudo seco,
tudo cinza.
As vaquinhas ficam atarantadas
debaixo desse sol de agosto.
Desgosto de tardes amarelas.
Saudades da esperança
que nunca madura.

Raniere Gonçalves
Inserida por ranish

Penso e posso.

Sou o que penso
que posso, que faço
eu sou um pedaço
do sol e do mar

eu sou o destino
da vida que segue
que o peito não negue
o sonho que há...

da terra que chora
por quem vai embora
se o tempo devora
e não deixa voltar...

da seca que fere
se o tiro desfere
assim que tu queres
pode até machucar...

não bata querida
que a dor da ferida
se torna contida
mas pode matar.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Colheita.

Não é uma terra qualquer
essa aqui é a nossa herança
vá embora quem quiser
o trabalho não me cansa
eu daqui não arredo o pé
planto a semente da fé
e colho a flor da esperança.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Terra de ninguém

Os que moram lá no sul,
tem água pra dana!
Enquanto aqui no nordeste,
só vejo açudes a secar.
Uns falam de Francisco,
outros de João...
Enquanto aqui na minha terra,
Não vejo uma plantação.
Eles prometem melhorias,
nós finge acreditar.
Mais com o passar dos anos,
não vejo nada se concretizar.
Esperança eu tenho, de tudo melhorar..
Por isso, olho pro céu todo dia,
e rezo ave-Maria.
Ela hei de me salvar.

Rafael Sena
Inserida por RafaelSena

Temos nome.

Eles esquecem que temos nome
essas terras não tem mais dono
a seca que nos consome
vai da primavera ao outono
bem maior que a nossa fome
é o desprezo e o abandono.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Brota.

O nordestino e o seu valor
na enxada não se cansa
na seca, na fome, na dor
na lágrima de uma criança
mas quando brota uma flor
também brota a esperança.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Nada fez.

A seca a tempo afronta
vem mais forte desta vez
o sertanejo junta a conta
empilhada a cada mês
a solução não está pronta
quem faria... nada fez.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Mudança.

Se o tempo não for arisco
e o bom vento soprar
o sertanejo vira o disco
pra ver a chuva chegar
abastece o São Francisco
e o sertão não corre o risco
da seca lhe devorar.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Hoje meu Rio Grande do Sul chora sem lágrimas a escorrer sobre si. De tal virtude que irrigava os campos, agora seca ao desgosto e os maus cuidados. Mas se fortalece com o povo herói e forte que por si sustenta essa terra maravilhosa.
Povo que não se entrega mesmo que a luta pareça ser injusta.
De uma história heroica e de muitas batalhas não serás agora que irá se entregar, vamos juntos vencer mais essa luta...

Gregori Schweig
Inserida por GregoriSchweig

Sem água não há vida!

Cada vez mais ressecada
minha terra tão sofrida
quando a seca vem malvada
mata a planta mais florida
deixando a pele marcada
se de chuva não vem nada
brota a dor da despedida.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

A isca e o anzol.

Antes de dar comida a um mendigo,
Dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar! -
Brada, boca seca, em pleno deserto.

Francismar Prestes Leal
Inserida por FrancismarPLeal

TERRA SECA

A chuva passou...
Não quis assim,
O tempo desviou...
Escondeu de mim.

Eras tormento;
Ódio e paixão;
Perdeu o alento;
Desfez a emoção.

A terra secou...
O vazio ostenta sua raiz,
Ninguém notou...
Sangrar de novo a cicatriz.

O desprezo natural;
A terra absorveu;
Nada será igual;
Tudo se perdeu.

Baile de máscaras...
Faces veladas,
Muitas caras...
Todas ocultadas.

Poeira no semblante;
Noite esgotada;
Uma lágrima extravagante;
Na parede pintada.

Guimarães Júnior
Inserida por guimaraesjunior

Como o corpo não aguenta dias sem água
A terra implora por alguma gota
O vento seco espalha o monte de terra no chão
E vira poeira...
Poeira...
Poeira seca...
Dias sem chuva...
Dias de sede...
Dias de seca...
Aquela roça antes, tão sonhada
Agora deserta e silenciosa
O gado morrendo nos fundos da fazenda, antes formosa
A grama que era verde, hoje é terra vermelha e fina
A esperança nos olhos do menino e da menina
Olhando pro céu
Esperando a chuva cair
Esperando a poeira baixar
Como se eles nunca tivessem nascido
Crianças fantasmas na seca...
Miragem no horizonte seco
O solo não fertiliza mais nada do que se planta
É como se a seca arrancasse do fundo da terra tudo o que é vivo
E como se tudo o que sobrasse fosse pó

Keilla Jovi
Inserida por Grila

Nova esperança

Mas que sol quente, minha gente
Tanta rachadura, nessa terra dura
Um vento que nos bate
Sobre a chuva só saudade
Deitado na rede, mesmo com sede

Vejo os pássaros passar
Em busca de um bom lugar
As plantações secas e sem água para molhar
Por falta de chuva, fico sem trabalhar
Peço a Deus, vida longa

Para nessa sombra, poder falar
Da minha terra, da minha vida
No meu olho, só brilha
A esperança, da chuva voltar
Para que eu possa trabalhar

Para minha família eu sustentar
Que vida, que sofrimento
Mas digo, sou feliz neste momento
Agradeço a Deus por tudo, e pelo meu jumento
No alto a esperança voa

Deve vim de avião ou de canoa
Não importa eu espero, é a esperança que eu quero
Nem que eu torre, mas a esperança é a última que morre.

Eduardo Jesus

Eduardo Jesus
Inserida por EduardoJesus9909

Água.

Com água tudo é perfeito
o sertanejo é o patrono
sem água o único jeito
é ir pras terras de outro dono
para sofrer de preconceito
de maus tratos e abandono

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Último pedido.

A terra quase vermelha
os olhos sem confiança
o vento vem em centelha
e o sertanejo se lança
quando ao chão se ajoelha
só lhe resta a esperança.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

A TERRA.

O nordestino é valente também
numa luta que nunca se encerra
o apoio que precisa não vem
e a seca é mais forte na guerra
e a única força que ele tem
é o sentimento de amor pela terra.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

O SERTANEJO E A SECA
Eu oro a Deus para chover
A seca é grande e o nordestino não tolera
Não há outono, inverno ou primavera
As coisas lindas vi sumi na imensidão
Eu oro a Deus para chover
A seca fez eu mudar de endereço
Já revirei esse mundo pelo avesso
Espero a chuva pra eu voltar pro meu sertão
É de tristeza
Que o sertanejo sofre, mas não se entrega
Faz de tudo pra viver na sua terra
Na fé crescer, fluir, multiplicar...
E assim tão longe
A gente chora e não ver nossa família
Pois aprendi que o destino é trilha
O caminho que cada um tem que passar
Eu me criei
Vendo a fome e a miséria a vida inteira
E vendo o sol transformar tudo em poeira
Sem abalar do sertanejo a sua fé
Embora eu sei
Da previsão que o Conselheiro fez outrora
Que o mar vai virar sertão
E agora o sertão vire um oceano abissal.

Jonas Terra parodiando na música: "Tareco e Mariola" de Flavio José
Inserida por Jonasterra

Terra Seca

Tristeza minha companheira
Caminha comigo neste chão de poeira
Muito difícil se acostumar
Com sua companhia ao caminhar...
Meus filhos e eu neste lugar
Sem terra fértil para plantar
Comemos e bebemos o que conseguimos arranjar
Nesta terra que nos castiga
Sem esperança a dar
Sou escrava desta situação
Prisioneira desta região...
Meus filhos precisam de mim
Nesta terra seca sem fim
Sair daqui não dá
Tenho filhos pequenos para criar
Não aguentariam a viagem
Que seria sofrida e selvagem
Não sou feliz aqui, é verdade
Mas meus filhos me confortam
Nesta dura realidade

Paulo Ipse
Inserida por Ipse

Orgulho de SER Nordestina!
Perguntaram-me uma vez por que quando falamos de nosso orgulho ou de nossas belezas registramos com fotos da triste seca, da terra rasgada de sede, dos animais que Chico levou para os jardins do Céu, dos veios trombóticos de seca, das árvores retorcidas de agonia, e nao com fotos das nossas belezas, tais como praias, cachoeiras, flores, comidas saborosas, serras, pensei.... não é verdade, é na seca impiedosa que reside nossa beleza, nossa história de fortaleza! Talvez a resposta seja melhor explicada em quem abandona o lar sertanejo, deixando tudo para trás: amores, famílias, costumes, lar, e se aventura por outras paradas, outras terras, mesmo sendo vitima de preconceitos, fome e frio, mas assim que faz OU não riqueza volta correndo para seus confins de mundo, este retirante sabe o que é trazer no coração a imagem permanente da beleza pura do sertanejo a paisagem rica em tons diversos de marrom e vermelho, os galhos que teimam em resistir a ventos e sol inclementes, e a um aqui e outro acola tons de verde teimosos, aos veios que ficam apenas a esperar a um 'tiquim' de chuva para dançar sinuosos entre a terra, que lhe abre desejosa a passagem para aquele líquido de vida, na beleza de uma flor do mandacaru, no canto do acauã, e no por do sol rico em cores, no Céu cheio de buracos de uma renda luminosa à noite, e no luar que não há em outro lugar, neste peito sertanejo reside meu orgulho nordestino de ser!
8 de outubro , DIA DO NORDESTINO.
Prazer seu moço e dona, sou a Irene

Irene Aguiar
Inserida por IreneAguiar
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