Poema sobre a Seca

Cerca de 873 poema sobre a Seca

Para que e/ou quem escrevemos?
Dizem que...
É escrita reprimida, intrínseca e seca.
É catarse restrita e amoral.

André Anlub André Luiz Barbosa da Silva Tempo de ser somente si próprio
Inserida por psicanalise

A seca.

A seca trás sofrimento
a chuva nem piedade
o verde se foi no vento
e o gado deixou saudade
aqui se falta alimento
mas sobra dignidade

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

A raiz, extrai a vida, para o tronco alimentar.
Da terra, mãe-alimento, vendo a árvore vicejar.
Sorri em fruto, num aceno, num meneio
Mostrando ao mundo a que veio.
Seca!
Diz o inverno: deixe de resistir!
Resisto!
Diz a arvore: é meu destino EXISTIR!

Emerson Castro
Inserida por AugustoBranco1

Lágrimas da seca!

Quando a chuva não vem
a terra seca só piora
sem ajuda de ninguém
a despedida não demora
e a única água que tem
são as lágrimas de alguém
no momento de ir embora.

Guibson Medeiros
Inserida por GVM

Existe terra seca, sem vida.
Tudo foi devastado, não restou nada.
Não há nada, tudo foi acabado.
Quem ver de longe e até de perto, pensa está tudo normal.
Porém, ali não há vida.
Só quem sabe que ali nada existe, é quem ver por dentro.
Quem vê de fora, achar que ali algo existe;
Quando na verdade, o que restou foi a casca externa.
Pois lá dentro, nada mais existe e nunca mais será.

JerClay
Inserida por Jerclay

Fui plantado em uma terra seca, onde nada floresce;
Passei por caminhos áridos, onde nada sobrevive;
Enfrentei desafios, que poucos venceriam;
Venci batalhas, que muitos seriam derrotados.

Sid Aguiar
Inserida por SidAguiar

O gelo vai derreter;
Muitos ursos vão morrer...
Agora, o nível das águas
Vai subir e deixar mágoas.

In VERSOS - Trovas e Sonetos

António Vilela Gomes
Inserida por antoniovilelagomes

MAR!

Trecho da Peça: O Sertão Vai Vira Mar

Com o tempo, a quentura e a seca começaram a fazer parte do dia a dia de todos.
De tão quente e tão sem chuva, pouco a pouco as pessoas daquela cidade foram indo embora, deixando suas casas, suas histórias e seus animais!
Os animais!
Esses sentiram os efeitos da seca.
Poucos restaram naquele sertão.
Sofreram muito com a saída dos homens, mas tiveram que lidar com o que tinham.
Cada um, do seu jeito foi se preparando para o dia que o Sertão virasse Mar.
Isso mesmo, de acordo com as teorias da Senhora Asa Branca, um dia o Sertão viraria Mar e quem não preparasse o seu barquinho, não teria chance de sobreviver.
Ninguém nunca imaginaria que o grande problema de todos, a falta de agua, seria agora, justamente um novo problema, só que ao contrário, a pá virada virou de vez, e ia ser agua demais, agua pra encher as bacias, lagoas e até uma cidade!
Um mar!

Ronaldo Mendes Jr
Inserida por ronaldomendesjr

"Chega a chuva,
Tudo lava, tudo leva,
Chuva venha, chuva molha,
To cansado dessa seca
Só eu quero é a tua frescura"

Marco Calistri
Inserida por mcalistri

Às vezes chega a chuva
Para limpar as feridas
Às vezes apenas uma gota
Pode vencer a seca

Marc Anthony
Inserida por pensador

O sertão nordestino

Povo trabalhador e guerreiro
Homens e mulheres de fibra e hospitaleiros
Lutam contra a seca e seguem seu destino
Assim, é o sertão do povo nordestino

O sol castiga essa terra seca desprovida
O agricultor espera a chuva prometida
O gado, quase sem forças, se mantém inteiro
Água por aqui vale mais que dinheiro

Quando chove no sertão é uma festa
Hora de pegar a enxada e suar a testa
Os olhos voltam a brilhar de emoção
É hora de arar o roçado com todo o coração

O gado volta a ter água para sobreviver
O roçado todo verdinho da gosto de se ver
Agradecem a Deus pela chuva aparecer
Trazendo alento a um povo cansado de sofrer

Ivanildo Sales
Inserida por ivanildo_sales

Sertanejo Guerreiro

Imensidão de terra, um punhado de coragem,
Terra seca, muito sol,
Terra árida regada pelo suor do trabalhador,
Calor que seca a esperança,
E faz brotar água nos olhos daqueles que vivem no Sertão,
Não falta coragem,
Porém sobra tristeza para aqueles que ali nasceram.
Vivem buscando maneiras de encontrar razões para ali ficar
Coração cheio de incertezas do futuro, mas que não deixa de sonhar
Maneira guerreira de levar a vida
Sertanejo, deixa no chão passos pesados, cansados
Marcados pela rotina de sofrer
Povo esquecido, sem direito, sem chão.
Maneira guerreira de lutar pela vida
Carrega calos nas mãos, buscando na terra seca um punhado de ilusão.
Calor que seca a esperança
Que endurece o coração de quem ama o sertão!

Tatiane Elis
Inserida por tatianeelis

Chuva sertaneja...


Vieram silenciosas, adentrando a madrugada
Leves em chão estradeiro, que passa gente e gado
Tamborilando gotas por sobre palhoças e carroças


Ouvia silente, da janela, o canto da chuva
Saudava em sorriso a água bem vinda que convidava
Lentamente, o dia amanhecia nos passos de sertanejos

Águas caindo, mergulhando o solo rachado, sem vida
Era a garantia de colheitas... canas, sabores
Eram chuvas de março, breves, leves, ávidas


Crianças em colos, beatas em procissões de fé
Passos sobre aquele mundão um dia rachado
Sem flores, cumpriam promessas de esperança


Era já passado a poeira, as lágrimas, a dor e sede
Nasciam nascentes, sonhos de colheitas
Findava, em presente do céu, a eterna espera


Descri do que via, fiando, quiçá, ser sonho
O tempo das águas, das correntezas era chegado
De cumprir o destino: dar vida às sementes


As águas eram bem chegadas, findando tardanças
Alegrando o seco abandono, encerrando aguardos
O rio virou mar, mar de passar peixes e barcaças

Múcio Bruck
Inserida por mucio_bruck
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A seca no sertão.

A vida do sertanejo
É um misto de sonho e desejo em cada coração

Do berço a sepultura a ferida que amargura é a sua vida dura em cada palmilhar do dia no sertão

No nordeste brasileiro a vida do sertanejo é embalado pelo enredo de viver uma vida sem medo pela seca do sertão.

Sua fé em nosso senhor o faz suportar a seca e calor que lha traz morte e dor pela falta de água que lhe angustia a alma numa vida de horror.

Fernando Sylon Roy
Inserida por fernando_sylon_roy

Minha Vida

Eu amo a vida
Porque dela faço parte
Não sou terço nem metade
Sou apenas a arte.

Eu amo a vida
Porque imagino ilusões
Faço trovões
E canto com a minha voz seca.

Eu amo a vida
Porque nela não vir por acaso
Eu sou um fato
E dela hei de fazer tantos atos.

Eu sou a vida
Porque ela está em mim
E eu nela estou.

Gil Buena
Inserida por GilBuena

ESTIAGEM NUM SONETO

Eu grito por chuva, intensa e forte
pra encharcar o cerrado ressequido
tão sofrido, que clama num alarido
por gota d'Água, num altivo porte

Eu vozeio pelo vento desmedido
soprando humidade num suporte
pra este chão carente e sem sorte
chovendo vida, e o vivo permitido

Também a natureza uiva de morte
aos céus, que acabe o sofrer infindo
tombando a chuva sem ter recorte

O sol regente do sertão, intervindo
se faz ufano, intenso, num aporte...
E a chuva, ah! Essa, não vai caindo!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
Inserida por LucianoSpagnol

Lamento Sertanejo...


Uma canção
Para se ouvir silente
Sem entender o que sente
Essa gente sofrida e vivente
Sobre o solo rachado... seco
Hora, entre a sede e a fome
Outra, entre a fome e a sede
Sertanejo de bravo coração
Aguerrido na lida do roçado
Que fiel e crente, suplica em cantiga
Que a chuva lave a caatinga

Múcio Bruck
Inserida por mucio_bruck

⁠Finda Maio
Calor faz rota ao contrário.
O vento assovia,
Melodia da seca e cicia:
Mistério!
O falso sério
No monólogo do eremitério.

Amaro Flecha
Inserida por clickinview

SAGA DE LUZIA-HOMEM

A seca castigava o Ceará
Luzia era a retirante,
Cabocla formosa do sertão.
Numa região quente elegante
Emprega-se numa obra
P'ra contrução d'um presídio
fino e elegante.

Wilamy Carneiro - poeta e cordelista sobralense
Inserida por WILAMYCARNEIRO

Eu posso ser fria, seca, séria, curta e grossa, mas sou capaz de amar intensamente.

Raquel de Menezes
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