Poema sobre a Agonia
agonia da falsidade,
espelha os sentidos,
de crueldade,
palhada num olhar,
sem o brilho da solidão,
a folgo tua falsidade,
em cortes do qual...
não a cura.
somente lembranças,
no que foi o amor,
sincero como a luz...
que te ilumina,
nos de trevas da tua alma.
por celso roberto nadilo
No meu deserto,tu és única flor,
nas minhas veias,agonia sem fim,
Tempestades de pó,areia leve,suave,
ar quente,arrepio que percorre,
os meus sentimentos secos como uma folha,
de medo,prazer e paixão,
Quando o inverno chegar navego,
pelas margens do teu corpo,
tu és a flor do meu ser,do deserto,
somos tão frágeis, tão indefesos...!
Ás vezes é preciso que façamos ouvidos de mercador e parar de se incomodar com a agonia alheia…
Já fui humilhado muitas vezes,reagia,mas agora,a partir de agora,quero pensar melhor antes de fazer uma merda…
Mesmo assim,não levo desaforo pra casa…eu vomito todo a humilhação pra fora! —
Todo dia, quando o sol nasce
É essa agonia, esse impasse!
E não há jeito, nem disfarce,
É na poesia, o nosso enlace,
Uma conversa de almas, face a face...
Pois que nos salve ou nos desgrace!
(Disse a Lua para o Sol)
Minha vida é um instante.
Meu sofrimento é uma eternidade.
A eterna agonia da ausência da verdade...
É que as vezes é necessário relevar… o medo, a agonia, a indiferença. Não é um não sentir, é apenas um deixar de lado, um colocar em um canto pra pegar de volta depois, é um colocar de cabeça no lugar.
Colocar a cabeça no lugar, pra falar, pra pensar, pra sentir. Pra não viver achando que o mundo gira em torno da gente.
Na verdade eu sempre acreditei que cada um tivesse um mundinho interno onde imperavam regras individuais, sem licenças pra críticas e desvalorização de ideias. E realmente, esses mundinhos existem, e é esse o motivo de tanta discórdia. Não saber lidar com esse mundinho,particular, ou com a alma, ou com a imposição.
E mesmo com a discórdia, acho necessário essa individualidade do ser humano, é necessário saber se relacionar consigo para se relacionar com os outros.
É necessário esse mundo. Esse portal de transferência, do interno pro externo. Um lugar onde se alojam os pensamentos, entre o real e o subconsciente. Um lugar escondido, particular. Provavelmente, o lugar onde mora a alma.
Natureza sem igual
Tão tocante maravilha
És bela e ortogonal.
Porém tão tripudiada agonia,
Releva graus tocantes
Como a de uma relva,
Espalhada dimensionalmente
Entre floresta e campo.
Em meio ao estrume
De animas campeiros
E florestais.
Cavalos, macacos,
bichos de composições fecais.
Nunca vi tanta beleza.
A natureza limpa
És tão boita
Quando está naturalíssima.
Quero sempre poder vê-la, tocá-la!
Quero-te espalhada, molhada,
Do jeito que estiver sendo natural...
Reacender emoções adormecidas brincando de Senhor de suas emoções, gera agonia, difama!
Fingir não se importar, por insegurança, por interesse é Fraqueza.
Ignorar a verdade por mera conveniência é Covardia!
Apropriar-se do sucesso alheio para se reafirmar é aceitar seu Fracasso.
Quem é incapaz de assumir seus sentimentos, de assumir suas limitações, de buscar supera-las, é incapaz de vencer suas batalhas, é incapaz de firmar-se por seus méritos, pois desconhece a si mesmo.
Abrir mão da sua essência enganando a si mesmo é assumir que já esta meio morto...
Sangrado o sol apunhalado pela noite em agonia plácida.
A escuridão brota vísceras solidão
Os vidros turvos embaçado peça minha respiração
Respiro uma balada fúnebre para minha morte
Estirado sobre o leito, em que jaz meu corpo, adormecido
O vento, aríete implacável, que arrasa os sonhos
O tempo que leva a vida dos incautos adormecidos
Arrasta rápida pelas dosadas da ampulheta agonia
Areia fina, de oníricos castelos desmanchados e esquecidos por ti
A nostalgia enterramos no peito rígido dolorosa a lembrança
O esquecer é afundar em turbulento mar frígido.
A corrente leva o turvo e profundo fim
Como a areia que o vento leva, a vida passa veloz
Sem ar, sem voz, adormecida jaz, sob véu as asas de um albatroz.
By Charlanes Oliviera Sartos
O horizonte em agonia a solidão de olhos vermelhos em uma melancolia crepuscular as nuvens esfumaçadas as aguas do mar debulhada nas rochas e dedilhada pelo vento no brilho aceso no ultimo folego como se esperasse a noite encostar...
Queria doar a ti meus segredos e ver como sou raso de pensamentos profundos
Estrear com você no palco da vida antes que as cortinas se enrugue
Que meus beijos de leve e em voo possa tocar seus sonhos...
Que eu seja seu desejo meu amor seja eternamente seu
Te amo e por te amar somente a ti
Queria carrega o tempo na ponta dos dedos e esperar para quando estiver com você, fazer o tempo mentir seus dias sem medida e eternamente possamos viver juntos
Diante da minha fragilidade,
exposta na dor,
na agonia de ser quem sou.
Diante do medo,
esse que aparece de vez em quando
feito um lobo feroz.
Diante da angústia,
que parece uma faca de dois gumes
cortando e lacerando a minha alma.
Diante do passado,
do presente e do futuro,
que às vezes se unem
como se fossem me engolir.
Diante de tudo, eu só posso dizer:
me deixe aqui, eu não quero ir!
Nildinha Freitas
Alegria se torna tristeza
Tristeza se transforma em agonia
O coração aperta
Algo que vem de muito longe
E sempre acerta
me deixa calado
Vou seguindo mudo
Em meio à da sombra da cortina
Algo se move
Venta
Mas não chove
Um anjo vem
Pousa suave
Olha em mim
de sorriso leve
Me lembra
Que em razão
de algo errado
Que existe no passado
Somos todos relegados ao degredo
E eu fui
Condenado à vida
Mas
Que mesmo assim
Não existe motivo
Pra que haja um grande medo
E ninguém nunca está só
Basta saber
Que esta vida é um barbante
E cada instante
é um nó a ser desatado
Ali
É que estão escondidos
todos os segredos
do acesso ao mirante
de onde, um dia
poderemos contemplar
A linda paisagem que aguarda
Aqueles que guardam no coração
Aquela certeza latente
da qual, às vezes
A gente duvida
Sempre que tropeça
Nas sombras das cortinas
Que a vida apresenta
Essa esperança me ilumina
o medo me abandona
descortina um sorriso
A certeza desse dia
Transforma
A tristeza e a agonia
Em pura alegria.
Edson Ricardo Paiva
PAÍS MORIBUNDO
14/09/2019
.
O Brasil em agonia
Vê-se caído ao chão
Com pouca democracia
Inflando seu pulmão
E em suas veias tensas
A liberdade de imprensa
Enfrenta bactérias de censura
Que acirram os ânimos
E destroem os gânglios
Aumentando a temperatura.
.
Perde-se numa hemorragia
A seiva da solidariedade
Que deixa com anemia
O corpo da sociedade
Que vomita a disposição
De lutar pela recuperação
De um País moribundo
Que respira por aparelhos
E vê o sangue vermelho
Coagular feito chumbo.
.
O coração das multidões
Sofre com a arritmia
Que provoca palpitações
Mescladas com bradicardia
E o País doente implora
Para que alguém sem demora
Evite o choque séptico
É quando surge um médico
Trazendo como remédio
Um frasquinho de choque ético.
Perspectiva que tanto influencia,
Pode clareza trazer durante
uma agonia,
Faz perceber beleza e conforto até no fundo do poço mesmo sendo ironia.
Quando você está longe
Meu coração branqueia
Não em paz pela sua distância
Mas em agonia pela tua ausência
Tudo em meu corpo feneceu
Onde antes suas raízes estavam
E brotava a vida
De nosso amor conexo
Fico com pedra sem viver
Sem tempo ou tudo
Esperando em meu mundo
Sua volta esperada
Quando retorna em destino
Fica ao meu lado
Meu coração vermelha
E pulsa com vida e amor
Não parta mais
Fica em mim ...
Deixa ruge meu peito
E feliz minha alma
As vezes eu sinto como se estivesse me afogando nesse oceano de dor e agonia.
Meus pés, braços, minha garganta e meu estômago, todos enrolados por correntes, que me impedem de gritar por socorro.
É como se você fosse minha única salvação, mas na superfície você está, e eu estou aqui em baixo, contando meus últimos segundos de fôlego antes que parta.
Eu quero gritar por você, mas você não me vê, nem me escuta, em meio a imensidão do meu oceano, escuro e profundo.
Eu estou morrendo infinitamente e o sangue está se misturando com a água.
Espero que um dia eu possa ver a luz de novo.
O Silêncio Que Te Espia
William Contraponto
Te escondes no ruído e na agonia,
temendo o vulto da própria verdade.
Chamas de vida a farsa que te guia,
mas vives sob o fio da tempestade.
Teus gestos são ensaio e encenação,
reflexos de um deserto mal coberto.
Teu riso é disfarce da contramão,
pois nunca estiveste assim tão perto.
O quarto te devolve o que calaste:
um murmúrio sem rosto, frio, inteiro.
No fundo do silêncio que evitaste,
te espreita um ser sem nome e verdadeiro.
Não foges só do mundo lá de fora,
mas da presença crua que te habita.
O barulho é o refúgio de quem chora
sem ter coragem de escutar a dita.
Depressão é coisa séria,
E nunca será frescura;
A gente sente agonia;
Longe de ser uma loucura.
E digo: Tudo é possível
Pra Deus nada é impossível
Pois a depressão tem cura.
Foi-se noite, foi-se dia, manhã vem e não se vai minha agonia.
O que se foi? Minh'alegria.
Foi-se noite, foi-se dia, me vem o medo da despedida.
O seu amor? Minha terapia.
Foi-se noite, foi-se dia, Lua e Sol eu já não vejo.
O meu desejo? Teu beijo.
Foi-se, noite, foi-se dia, me pego em prantos, em desespero.
O meu refúgio? Teu aconchego.
E me vem a noite, me vem o dia, me vem a calma, minha alegria, você quem trouxe, minha menina.
O meu sonho? Te ter um dia, para sempre, sua companhia...
