Poemas sobre a praia onde o mar inspira versos
O MAR
O controle do homem não cessa mais na praia. Ele deixou a sua marca no mar, uma marca feia. Repulsiva. Como ondas do mar lançam a lama e a sujeira de seus excessos. Espumam seus próprios atos vergonhosos, e os lançam a vista de todos. Esquecem que os oceanos são uma chave para a vida desse planeta.
Laura viu o mar pela primeira vez. O que ela poderia dizer sobre o mar?
O que eu poderia escrever a respeito? Procurei na minha memória visões, depoimentos, vivências... Pensei em Carlos Drumond de Andrade em Copacabana vendo o mar... O mar de Rubem Braga... O mar que trouxe Neruda ao Chile e depois o deixou na costa, e o oceano o golpeava com espumas e o vento negro de Valparaíso o enchia de sal sonoro... Agora...
Encontrei um mar desaparecendo da face da terra. O mar se transformou num depósito de lixo. Esgotos sanitários, resíduos químicos de fábricas, e as águas carregadas de pesticidas que escorrem das terras agrícolas, tudo isso segue em direção dos oceanos via barcaças, rios e tubulações. O homem trata os oceanos como gigantesco esgoto. Os banhistas enfrentam inúmeras doenças no banho de mar, ao caminhar na praia ou, recebem todo lixo de volta nos peixes que comem. E ainda perguntam de onde surgem tantas epidemias. Parece muito? Isso não é nada. Respire fundo. Devemos muito desse ar inalado aos oceanos, especificamente as algas fornecem cerca de 90 por cento do oxigênio que respiramos. Os oceanos desempenham um papel crucial no clima global e nos ciclos da chuva. Caiu a ficha? Embora se ouça em uníssono: “Que tempo louco”. Quem?
Chegará o dia em que ninguém mais ousará dizer: “Vou ver o mar"
A menina é uma loucura
Ela dirige um jipe
E mora na praia
Eu estou bem
Eu não vou brincar
Eu amo a atração
Assim como eu amo Salvador
O verão é tudo...
OLHANDO ALÉM DO HORIZONTE
Numa praia deserta fiquei a fitar o mar sentindo a brisa suave a soprar meu rosto, meu pensamento voou além do horizonte te encontrar, uma saudade doida me fez voltar...
Fechei meus olhos te senti no som das ondas sua voz parecia murmurar meu nome chamar
O sol foi embora, a lua apareceu os amantes já adormeceram e eu ainda não encontrei o amor
Fiquei a imaginar enquanto pensamento a voar além do horizonte...
Se o amor existe onde andará?
to ti espetando la
na beira da praia
do lado de la
pra te levar
pra longe daqui
pra perto de mim
pra poder te amar
bem juntinho de mim
ENTÃO eu vou
te esperar na beira da praia
pra pode te amar juntinho de mim
poder te dar beijinhos assim
ENTÃO
to te esperando la
na beira da praia
do lado de la
pra te leva
pra longe daqui
pra perto de mim
pra pode te amar
bem juntinho de mim
Esta noite
Como num passo de dança
Fomos a praia e nas dunas
Ao som do mar com um brilho no olhar
Vimos a lua e as estrelas a brilhar
No seu brilhar viajamos
Um oceano ultrapassa-mos
Beijos envia-mos e trocamos
Sentidos e suaves como uma brisa
Autor
Pedro Rodrigues
Queria um tempo, um curto tempo
Em um lugar distante;
Uma praia deserta;
Uma floresta longe;
Uma lugarzinho mágico;
Pra descansar meu mundo;
Pensar em alguns momentos
E sonhar com meus momentos;
Momentos de uma "Sonha Alice",
Mas meus momentos...
Hoje, ao voltar para casa admirando as ondas que quebravam forte na praia do Leblon, me lembrei das loucuras que já fiz por amor ao longo da minha vida. E logo me veio à cabeça uma frase de Friedrich Nietzsche, que diz: “Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.”
Acredito no amor incondicional, mesmo que para algumas pessoas isso seja balela. O amor verdadeiro nunca desgasta, ele sempre encontra uma forma de se manter vivo.
E como eu sempre digo: o amor não acaba, ele só muda de cor.
É... eu sou e estou assim!
EU QUERO É SER FELIZ!
Minha conta bancária
Já não é tão importante
Uma corrida na praia
Pode ser desestressante
Cansei dos saltos altos
Cansei dos meus chinelos
Quero poder andar descalço
No verão, no inverno...
Eu quero é ser hippie
EU quero é ser livre
Eu quero é ser feliz
Já não quero ser doutora
Já não está em meus planos
Já nem sei o que me apavora
Vivo, sem contar os anos
Minha nobreza: gostar de gente!
Minha beleza: meu coração
Minha riqueza: minha mente
O meu poder, minha decisão
Eu quero é ser hippie
Eu quero é ser livre
Eu quero é ser feliz
Quem vive por viver
Não sabe o que é descobrir
Não sabe o que é ser aprendiz!
Ler-te
Se um dia,
chegar a revelar-te tal poema,
lerás:
que a lua é laranja
e a praia é pra dois,
que o queixo tem furo
e os olhos externos redondos,
que os lábios são alças
e as mãos soberbas,
que as pernas são longas
e os dedos famintos,
que os cabelos são náilons
e o cheiro é de rosa,
que o mundo começa com Jota,
de Júlia e juntos.
Nada de novidade!
Mas lerás o que meus olhos já lhe ensinam:
admirar o profundo tal poema
em pessoa.
Bairro Praia das Gaivotas (ou Gaivotas)
É bom acordar-te sobre meus cílios, Gaivotas.
É bom sentir-te nos ventos mais rebeldes, Gaivotas.
É bom ouvir-te na mistura sinfônica de natureza e gente, Gaivotas.
É bom olhar-te no aguardo da espumas da praia, Gaivotas.
É bom, é bom, é bom, é bom , és tu...
Gaivotas, Gaivotas,
por mais quatro vezes
que te descreva
tê-la como minha
é o que importa.
Eu olhava o mar
Fui à praia para tentar encontrar o meu amor.
Eu pensava que poderia encontrá-lo nas ondas do mar, nas estrelas, no vento, na areia.
Escrevi o nome dele nas alvas praias, onde bate o mar.
Olhando para as estrelas, fiz letras e soletrei.
Tudo isso numa bela noite ao mórbido luar.
As estrelas morreram; à água transubstancia-se e apaga o nome que estava escrito na areia.
Fiquei apavorada!
Descobrir que o seu nome foi apenas um sonho. Um sonho do passado; porque nem tudo o que busco encontro.
E nem tudo que encontro, eu amo.
Na padaria aqui perto do meu estúdio, na Praia do Canto, Vitória (ES):
- Acho um exagero dizer que todo mundo ‘nestepaís’ é ladrão.
- Por quê?
- Porque tem muito brasileiro vivendo no exterior.
Não me vê? Bênção.
Me aceita? Sabedoria.
Me rejeita? Morra na praia da liberdade, da ilha mais deserta.
Ass.: Controle
Janeiro de férias
Férias de alegrias
Alegrias na praia
Praia quase deserta
Deserta pela violência
Violência, te peço, tire férias.
Um menino feliz na praia com seu castelo de areia.
Vai montando o seu castelo, grão a grão, dia a dia, em sua vida em busca do auge, acaba se perdendo e se encontrando, perde e ganha, ama e odeia, chora e sorri, lamenta e festeja.
Até que um dia seu castelo é derrubado pelas ondas do mar, e tudo volta ao pó, ao chão, e tudo se acaba.
Até que em um outro dia, outro menino, começa a construir o seu castelo e acontece o mesmo ciclo.
Esta praia chama-se: “vida”.
Descalçar-se na areia da praia, é prazer,
na areia escaldante do deserto, sacrifício.
Poema é isso:
Escrever com os pés descalços.
O BANCO DA PRAIA
Um banco solitário, triste olhando o mar
Querendo carinho…
Recordando abraços, beijos, sorrisos
Sussuros,algumas lágrimas
Saudades deixadas, guardando mil segredos
Nas fibras da sua madeira pintada.
O banco mudo e frio,cansado de esperar
Quer voltar a escutar... ali me encontro
Sentada, aconchegada, enternecida
Partilhando lembranças, passeios infinitos
Em dias sem data, o sol e a maré se deleitando
Na praia da minha infância ainda adormecida.
Uma canção para dormir
Nas casinhas coloridas
longe da praia, cantarola o
homem da montanha com seu
cachimbo fedido de caçador!
olhando o luar,
olhando o luar...
Ele afasta os mosquitos
com toda fumaceira que faz,
Com sua cara amarrada
espanta as pobres garotas,
que querem ele namorar!
olhando o luar,
olhando o luar...
Sorri sem a boca abrir, sempre
a observar, procurando uma caça
boa e suculenta, para o jantar!
olhando o luar,
olhando o luar...
Ele é sim, um tremendo casca
dura, mas tem a alma mais
pura, que se possa encontrar!
olhando o luar,
olhando o luar...
Dedicada
P.S
Élcio José Martins
POEMA DE AMOR
Fazer poema sem falar de amor,
É como a praia nos dias sem calor.
Falar de amor cura no ser a dor,
Eleva a alma e destempera o rancor.
No jardim do amor,
Rega com perfume à flor.
Inspira o compositor,
Traz luz e magia ao cantor.
O amor é razão de tudo,
É luva de veludo,
É a cura do homem bruto,
É a árvore que dá bom fruto.
Sem amor não sei viver,
Melhor seria morrer.
É plantio pra ter o que colher,
É ternura em cada amanhecer.
Nasci sem pedir e sem querer,
Vim do céu ou da noite de bem-querer.
Beijo a lua ao anoitecer
Espero o sol em cada amanhecer.
Sou luz na escuridão da dor,
Sou afeto no parto encantador.
Sou a voz do animador,
Sou o caminho na construção do amor.
Na conquista sou jogador,
Faço cantigas, sou cantador.
Faço meu mundo velejador,
Trago ao meu lado meu grande amor.
No palco do desamor,
Não tem aplauso nem ouvidor.
Quem navega no mar do amor,
Vive a vida com bom humor.
É mais feliz quem ama,
Na sala, na cozinha ou na cama.
Cabeça erguida nunca reclama,
Colhe o lírio que sai da lama.
Sem amor o mundo pira,
Rasga o pano e solta a tira.
É o ato de amar que me inspira,
Se o amor é brega, sou caipira.
Élcio José Martins
Vamos visitar os Jardins da Praia de Santos...
Tô aqui esperando...
Beijos santistas,
Marcial
JARDINS DA PRAIA DE SANTOS
Marcial Salaverry
Jardins da praia de Santos...
Por vezes o homem colabora com a Natureza,
aumentando a natural beleza...
Pelos jardins santistas passeando,
a beleza dos gramados admirando,
o incrível colorido das flores apreciando...
As fontes... os repuxos d’água... induzem a meditar...
Existem locais para dançar...
Bucólicos recantos, convidam a namorar...
Locais para entretenimento,
fazendo a felicidade
para as crianças de qualquer idade...
Seus playgrounds com brinquedos,
recebendo as crianças em seus folguedos...
As mesas para jogos mais avançados,
para alegria dos aposentados...
Pelos jardins de Santos passear,
é algo para o turista sempre relembrar...
Em seus bancos sentar...
Não apenas para descansar,
mas para o misterioso mar apreciar...
As garças... gaivotas... em seu lindo voar...
O por do sol aguardar,
para os olhos deliciar ...
E também para namorar...
O fim da tarde... induz ao romance...
Jardins de praia de Santos...
Não é à toa que são chamados,
tidos e havidos como os maiores
e mais belos do mundo...
Viver em Santos...
Estar em Santos...
Sempre será um privilégio...
Marcial Salaverry
