Poema na minha Rua Mario Quintana
Não quero , não preciso e nem me esforço
em mostrar plenitude a ninguém .
A minha sabedoria bem vestida
já dá conta disso!
Meu melhor alimento é o Silêncio
e mora dentro !
A mim me basta estar em Paz ,
realizar meus sonhos ,
ser amada e
me próprio amar !
Nada mais !
TROVAS
99
Quando ela passa, atraente,
Bem em frente à minha casa,
Sinto um troço, de repente ,
Que me queima feito brasa!
100
Tão formosa e pretendida
Qual a flor que tem perfume,
Ela é tão comprometida,
Mas eu morro de ciúme!
Hoje caminhei no jardim da minha alma...
Nos canteiros da dor, encontrei saudade e tristeza que cresceram regadas pelas lágrimas...
Mas que surpresa linda!
Entre elas, brotavam sorrisos, uma saudade bonita e várias lembranças felizes...
Sementes de superação, germinando nos canteiros da Fé.
Ah, o seu abraço!
Que dom seu abraço tem!
Tira a dor da minha alma
Renova a esperança que dias melhores virão
Aumenta minha fé
Pois somente Deus para me permitir esse abraço tão maravilhoso
Esse seu abraço move meu mundo
Faz não querer dele sair
Hoje o dia está lindo
Pois em teu abraço repousei
Teu colo me aquece e me faz esquecer dos meus problemas
Do teu abraço preciso até meu último dia de vida
E é o seu abraço que a Deus peço ter antes do meu partir.
(Pitica, dona desse melhor abraço, obrigado pelo seu existir!)
Foi apenas um sonho
Era madrugada sozinha em minha cama
Seu jeito brejeiro de chegar
Um arrepio o corpo em chama
Quando vem me tocar...
Sem respirar busco teu aconchego
Gemidos e suspiros soltos no ar
O brilho no olhar quando te beijo
E digo baixinho- Vem me amar...
No fim vem aquela calma
A noite está só começando
O calor que emanava da alma
Quando vai me tocando...
No céu o sorriso da lua
Suor no rosto em forma de poesia
Gritos estridentes na rua
Foi apenas um sonho já era dia...
Nunca falei que não erraria. Até porque minha natureza é humana.
Mas prometi que daria o meu melhor pra te fazer feliz. Se isso não foi suficiente, você não é a pessoa certa pra mim.
Triste isso!
Estando longe de você
Vou lhe dizer triste verdade
Com outra estou acompanhado
Ela minha casa invade
Tive o azar maior do mundo
Pois fui lá pra Pernambuco
Pra morar com a Saudade.
Poeta, belo poeta
Que estranho a confusão
Tu erraste foi o estado
Ou erraste a região
Venha aqui pra Paraíba
Pois a Saudade mora ainda
Na rua do meu Coração.
Agora eu estou suspeitando
Do final dessa novela
Como pode estar aí
Se todo dia vejo ela
A Saudade tem irmã gêmea
E tu ficaste com a irmã dela.
Pode ser a irmã dela
Que de manhã hoje abracei
Agora que falas de irmã
Mais triste ainda eu fiquei
Porque se é gêmea dela
Com a mais feia fiquei.
Agora está tudo mais claro
Que na saudade não há nobreza
Ela é fria, feia e machuca
E o seu cheiro é de tristeza
É Só na cabeça de um poeta
Que a Saudade tem beleza.
Quero me vestir de verde
Da cor que alimenta minha alma
Da mata que oxigena o futuro
Do espírito que trás a esperança
Esperança de um sonho eterno
Esperança de uma vida vencedora
Esperança de compartilhar momentos indescritíveis
Quero me vestir de verde
Para testemunhar o Amor.
Eternizada
Como um caminheiro sem residência,
Vou mantendo a minha jornada,
Agradecendo a Deus a existência,
Em meu peito da pessoa amada.
Entre tantas adversidades,
Encontradas pelo caminho,
Falarei daquelas beldades,
Que ofereceram seu carinho.
Diante de diversas etnias,
Pude sentir as realidades,
Não faltaram companhias,
Ao passar pelas cidades.
Eram belezas naturais,
Com diversos perfumes,
Como vidas imortais,
Demostrando seus costumes.
Entre as loiras e as morenas,
Uma com um traço perfeito,
De estatura um tanto pequena,
Pra ser eternizada dentro do peito.
Du’Art 27 / 08 / 2016
Que eu jamais perca minha Fé.
Que eu nunca deixe de acreditar.
Que eu carregue em meu coração...
A leveza de uma borboleta ao pousar!
Você é um sonho lindo
E me permitiu novamente te abraçar
Que sente minha falta deixou escapar
E eu me controlo
Mas a minha vontade é gritar
Que quero te amar
Dos teus lábios novamente provar
Pacientemente esperarei
Que sua vontade também seja essa
Pois a pressão que sentia
Não quero te fazer sentir
Escrevo aqui
E espero que um dia
Por curiosidade ou saudade
Relembre que meu carinho por ti
E veja as novas mensagens
Para ti, minha Pitica Linda.
Nossos momentos passam em minha memória como um filme e tento não lembrar o quão será difícil viver sem você.
Our moments pass at my memory as a film and try not remember how will be difficult to live without you.
Liberta a minha dor oh! Meu amor.
.
A chuva cai em prantos
gota a gota segue seu destino,
sem cor.
A noite lamenta e chora.
As paredes, gela.
Minha alma em sentinela
deserta, para.
Liberta a minha dor oh! Meu amor.
Ampara as minhas lágrimas.
Perdido, deságuo num rio lamacento
e não te respiro.
Doce que és oh! Meu amor.
Suspiro teu último beijo.
Tento viver!
O que a vida me fala
e nada faz sentido.
Comprimido o corpo seco
desidratado de amor me fere a bala.
Liberta a minha dor oh! Meu amor.
Estou a partir.
Viver e me ferir.
No limite de mim a vida se cala.
Cada pedra em que tropecei
durante a minha caminhada,
guardei comigo cada uma
e com elas, lado a lado,
construí o meu abrigo.
(Trecho da música "Caminhada", composta em parceria)
Vou começar a improvisar,
minha rima é potente
tu não vais agüentar.
Fico parvo quando começas a falar
não etendo qual é a tua,
quem és tu para julgar
se ainda vives no mundo da lua.
Finjo que acredito para evitar de me enervar,
deixa de ser mentiroso e para de te gavar.
Quem és tu moço para criticar,
por isso levanta-te cedo
e vai mas é trabalhar.
CONSTRUÇÃO DO AMANHÃ
Calçado
de sonhos,
levo,
em
minha
andança,
as ferramentas
necessárias
para,
destemido,
construir
o amanhã:
o tijolo
da fé
e o cimento
da esperança.
★•♪ •♪★★•♪♪ ★•♪ •
AMOR TU
Meu lobo devora-me
Se eu te implorar não pares
Quero sentir a minha fome
Nas tuas veias enquanto me degustas
Sussurra no meu ouvido
Uivo de palavras doces
Enquanto os meus olhos se fecham
Com a tua língua a percorrer-me a espinha
Já faminta com os meus delírios
Que se confundam com os teus
Acalma o teu corpo no meu
Desta fome sentida pelos dois.
★•♪ •♪★★•♪♪ ★•♪ •
Meu refúgio, meu abrigo, minha salvação...
Sempre que estou mal, me refugio na poesia;
Sempre que estou com muito frio, me abrigo na poesia;
Sempre que estou em perigo, minha salvação é a poesia...
É Você
É você que vem só
Todo dia aqui me ver
Dar um nó em minha vida
E me faz enlouquecer
É você que eu nem vejo
Pois é feito fumaça
E quase virando pó
Eu me atolo no seu beijo
Mas é só em pensamento
Feito pé a se atolar no brejo
Me fazendo até pensar
Dia e noite em casamento
É de você que eu tenho dó
Por ser assim uma mulher de aço
E ter no peito um coração de jiló
À me prender no seu abraço
E a nunca dar um ponto sem nó
Você me rodopia
E me faz perder a noção do tempo
Me faz crê na utopia
Acendendo em mim um lamento
Quando cruzou o meu horizonte
Com luzes de néon raiando o dia
Enfeitiçado era a água da fonte
E enfeitado ficou a nossa moradia
Você me amarrou pela boca
E me levou pra sua vida
Quis arrancar o meu couro
E usou o seu corpo no meu
Como se fosse água fervida
Você roubou o meu olhar
E me fez correr apressado
Da boca saia faíscas
E do coração
Um amar sem pecado
Mas uma corrente
Amarrava os meus pés
E uma paixão em mim
Atracava feito serpente
O amor é como um robô
Que sonha correr desimbestado
E você que saia na frente
Pra ver do que ele é capaz
Pois todo amor assim
E quase feito um complô
Ele já quer correr pro jardim
E de lá te trazer uma flor
Com um lindo sorriso nos dentes
Carente precisando de amor
O amor pode sempre esperar
E devagar a gente chega lá
Eu continuo onde estou
E você é quem vive a me espiar
Com aqueles olhos de lã
Que faz o meu corpo arrepiar.
Os Olhos Da Cigana
Minha vida é uma ciranda
Sempre escrava de quem manda
Me crava no peito uma espada
Aqueles olhos da cigana
Pois de boba não tem nada
E aquela boca não me engana
Minha vida é uma ciranda
E sempre estar na corda bamba
Sempre escrava de quem manda
E quando eu pulo nesse fogo
É como parte de um jogo
No lugar que não tem samba
Minha vida é uma ciranda
Uma cidade enfurecida
Me dar voz de prisão
E faz eu beber formicida
Sempre escrava de quem manda
Esses olhos da cigana
Que são como duas espadas
No meu pobre coração.
