Poema na minha Rua Mario Quintana
Na rua eu não confio em ninguém. Mas é mais seguro do que em casa. Você nunca pode
confiar em ninguém.
“Não importa quantas coisas boas você coloca na mesa, há pessoas que preferem comer as porcarias da rua.”
Na rua todos loucos.Uma exibição espetacular de egos eivados do sentimento de que são únicos no mundo.
Amando eu o meu próximo, como posso dormir tranquila, sabendo que muitas pessoas não fizeram refeições? Não tomaram um banho, não têm um lar, dormindo nas ruas em situação precária?
Aprendi desde muito novo que, sempre que nos fecham uma porta, devemos sair airosamente pela janela da rua.
As vezes tenho vontade de chegar en alguem bonita e aléatoria da rua e perguntar; "até que você é bonitinho e ja olhou muito pra mim... então para de enrolar e me pergunta, pelo amor de deus meu numéro." Mas lembro que não tenho nem coragem de por o "autor" aqui...
Há muitos escravos livres e muitos livres, escravos. Há muita gente prisioneira nas ruas e muitos libertos, na cadeia. O cristianismo necessita de olhos especiais para percebê-lo como a religião da libertação. Nem todos estão aptos para enxergar a grandeza da proposta de Cristo.
“Quer-se aprender a falar adequadamente com gente as convencendo de alguma coisa, não fique sentado na cadeira de uma universidade, vá para a esteira das ruas, é lá que está o movimento das pessoas.”
Um dia você vai encontrá-lo na rua, dar um sorriso amarelo e, como num passe de mágica, vai entender por que nunca deu certo. E você, que sempre se culpou tanto, vai perceber que o problema não era você. Não era ele. Vocês simplesmente não eram compatíveis e o destino se encarregou de mostrar isso a tempo. Ainda bem.
Quantas não foram as vezes, que você cruzou com um espirito desencarnado pela rua, ou um demônio sem perceber? Cuidado ele te viu!
Somos a história: poetas, meninos, meninas, contadores de HISTÓRIAS, fazedores da HISTÓRIA. Podem escrever: a poesia está solta, na rua, ninguém mais consegue prendê-la em pedestais, em estantes polidas, está na boca do povo!
É larga a rua dos anos, onde a luz pouco existe, o amor nos esquece, onde se sobe e desce e a morte nos apanha e nos acolhe em triunfo.
Durante o dia tomei todas as providências para ter uma boa janta numa noite de frio como esta de 18 de julho de 2017. De repente, os vizinhos aparecem com uma panelada de arroz, macarrão e frango. É comida em abundância. Fui dividí-la com os cuidadores de carro numa das ruas da cidade. Amanhã será outro dia e a abundância também outra.
Perdi-me em minhas próprias ilusões mentais, misturo você em milhões de sonhos que tenho enquanto caminho até sua rua.
