Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
Com camélias brancas
nas minhas duas mãos,
Levo a fiel convicção
além Médio Vale do Itajaí,
para te dizer que não
existe para a Nação
uma rota de liberação
que não inclua para nós
Zumbi em cada ação,
Porque ainda não foi
cumprida a abolição.
(Nós somos a chama
perpétua de rebelião).
A chance está lançada
ao alcance das tuas
mãos amorosas e divinas
que por muitas luas
será o teu Titânio onírico
entregue nu e dissolvido
pela audácia da quentura,
sem exitar de ser contido,
e sim irá se fundir íntimo
com o doce Cristal líquido
entre minhas hastilhas
conduzidas pelas tuas
ainda bem mais infinitas.
Murtinhas perfumadas
hão de ser degustadas
com arte aveludada,
compartilhada e dedicada
há de ser por nós celebrada.
Afinados como uma
orquestra de música clássica,
convictos seguiremos adiante
sem desejar da vida mais nada
que não seja viver de romance.
Com as mãos seguras
no Camboim testemunha
carregado de frutas,
Estremecidos por teu ser
íncubo a gente se festeja,
Enquanto os frutos brindam
a espádua perolada,
Palores lascivos alcançam
e resistem porque da cena
acordados estamos a permanecer,
Porque o livre encantamento
selvagem chegou para envolver:
(Viramos habitantes do querer).
De qualquer lado
que abra ou feche
a porta a chave
está nas tuas mãos,
Em qualquer estação,
sem emergência
e de todo o coração.
É sobre ser suave
com quem nasceu
livre tal qual ave,
Que só elege ficar
por saber o quê é
e o quê não é amor
por eleger esperar
sem precisar capturar.
Deste Médio Vale
traz a tranquilidade,
o encanto e o culto
ao paradisíaco em Rodeio,
Para retribuir sempre
o quê for preciso
e inabalável seguir contigo.
Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.
Na nuca o sopro lascivo,
percorre, domina e põe
totalmente em transe,
Coloquei nas tuas mãos
a volúpia de alta voltagem,
- para o mútuo deleite;
De ti, minha vida, só quero
mesmo o que é selvagem
e de êxtase me arrebatem.
Confio no meu olhar e ginga,
e confio ainda mais nas tuas
delicadezas vorazes e lentas,
para que com todo o tempo
venha, converta, se rendas.
Render-me ao frenesi
do primeiro beijo com sabor
de Gabiroba entregue,
E embarcar a cada devaneio
e vertigem que só nos inclua
na lista de passageiros,
porque o mundo é grande,
e o senso de aventura
tal qual o nosso romance
- são ainda muito maiores.
A senha serpenteando faz arrepio
entre os meus montes ao alcance
das afáveis mãos e do altíssimo
lance e da tua intrépida escalada,
Para que no espaço de um assobio
venha com os apelos sedentos,
rumo para desinibir os trejeitos
por intenção desavergonhada.
O prazer é comando compartilhado
entrego-te o cetro, o corpo e o poder,
Sou tu'alma nenhum pouco recatada,
terra ocupada e paraíso consagrado;
o encaixe eleito feito para o amado.
Onde a liberdade é a régua por regra,
em tempo de colheita de umbus,
com a maior consagração e entrega:
o amor em nós sempre se celebra.
Lantana
Só de olhar uma Lantana
florescida fico inspirada
a ser nas tuas mãos a poesia,
Eu sei que você me tem
no coração com muita alegria.
Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.
Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências.
Elevar a temperatura e o clímax
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.
Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas
para o café-da-manhã nubívago.
Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.
Das minhas mãos jamais
sairão letras que provoquem
ou defendam caleidoscópios,
por conquistas de territórios
com base no emprego da força.
Os tempos não são mais
os mesmos porque onde
há a liberdade dos outros,
Não cabem guerras de aniquilação
e outros tipos de sufocos.
O Cedro do Líbano partido
por mim nunca foi defendido,
e jamais o será - custe o que custar;
Calar nunca será uma opção,
e tampouco o destino,
porque se o que é devido.
Seja pelo tempo, repetição
para causar normalização,
ou qualquer tipo de imposição,
Não haverá nenhum espaço
para tosco convencimento.
Tudo, do poema ao meu silêncio,
têm vida própria e aclamatória,
Não há quem de mim saia ileso,
porque entre pausas há comunicação;
que nem milhares de exércitos tombarão.
<< Do início, meio e ao final,
somente a paz estabelecerá reino,
quer queiram ou quer não. >>
Um novo sonho faz surgir a estrada para a esperança
Dar as mãos fará nascer um mundo pra uma adulta criança
O sol que sai, para a lua vir, é o mesmo sol que retornará,
A tempestade que cai, é uma prova que uma nuvem nova acompanhada por um arco-iris no céu nascerá.
Afiaste a faca em meu pescoço
Esmagaste meu coração com suas próprias mãos
Você não foi feito sob minha medida
Minhas lembranças são mercadorias
Teu amor é vendedor
Quando o futuro foi-se embora
Quando os prazos foram vencidos
Apenas restou um dogma proscrito,
uma indiferença ao infinito
Após o desequilíbrio , ou sobrará , ou faltará amor
Minha vida recusa principiantes...
Com um pensamento longe de tudo
Me imagino andando de mãos dadas Contigo
Além de tudo desse mundo
Quero estar com meu melhor Amigo
Ouvir Tua voz dizendo que me ama
Deitar no Teu colo e me sentir protegido
Sentir queimar em mim uma imensa chama
Saber que nunca estive mais vivo.
- E quantas mãos você tocou?
Depois de um doce vem sempre um copo d’agua
E o sal grita para ser devorado.
E quantas bocas você beijou?
Depois do arroto vem sempre uma desculpa
E um sorriso pior que o outro
E um novo gosto de amargura.
E quantas noites você dormiu?
Depois das vidas longas
Vem sempre as mortes curtas
E uma saudade imensa de tocar mãos.
Para aqueles que querem acordar
em um mundo diferente, melhor.
Use as mãos, e não apenas a imaginação.
Vamos dar uma volta...
Vamos? Você pode hoje segurar minha mão?
Hoje podemos ter nossas mãos juntas?
Hoje podemos nos unir?
Vamos dar uma volta, vamos andar assim...
Falando com o silêncio se entende o que é
Entende-se o que poderia ser
Apenas nos conhecer, pouco, á pouco
Até que muito seja desses poucos, que foram assim...
Hoje vamos dar uma volta por aí
Vamos dizer, e sorrir
Fazer, e ser
Hoje iremos descobri, porque daremos uma volta por aí
O silêncio trás a saudade do barulho
O barulho trás a saudade do silêncio
E agora eu entendo sobre os opostos
Que não se atraem...
Porém se completam
Ninguém precisa de um...
Precisamos de todos...
E quanto a todos?
Bom, todos precisam de um!
Não use os pés para pisar em alguém , mas sim para alcançar o impossível.
Não use as mãos para apontar , mas sim para acolher.
Não use a sabedoria para se sobrepor, mas sim para analisar.
Não use Deus como um simples senhor , mas sim como o altor e criador da tua vida.
SUCESSO...
Ter sucesso é saber se valorizar.
É ter nas mãos as regras do poder.
É saber que a vida é um eterno aprendizado.
É saber que se deve ser útil a todos os seres humanos.
É ser uma manifestação viva de Deus.
É ser um mestre nA Arte de Viver.
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