Cora Coralina: frases e versos que inspiram e encantam

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto (1889 - 1985), foi uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional
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Cora Coralina transformou sua vida em poesia e sua experiência em inspiração. Suas frases tocam fundo porque nascem da simplicidade, do afeto e da coragem de seguir em frente. Cada pensamento seu revela a força de quem aprendeu com o tempo, a dor e os pequenos gestos do dia a dia. 

Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.

Cora Coralina Vintém de cobre: Meias confissões de Aninha. São Paulo: Global Editora, 1997.

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim, terás o que colher.

Cora Coralina Vintém de cobre: Meias confissões de Aninha. São Paulo: Global Editora, 1997.

Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Cora Coralina Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global Editora, 2012.

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Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo.

Cora Coralina CABADA, Gerardo. 3001 pensamentos‎. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.

Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina
Vintém de cobre: Meias confissões de Aninha. São Paulo: Global Editora, 1997.

Nota: Trecho do poema Exaltação de Aninha (O Professor).

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O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.

Poeta, não somente o que escreve.
É aquele que sente a poesia,
se extasia sensível ao achado
de uma rima, à autenticidade de um verso.

Cora Coralina
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2012.

Nota: Trecho do poema O poeta e a poesia.

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Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou.

Cora Coralina
Meu Livro de Cordel. São Paulo: Global Editora, 2012.

Nota: Trecho do poema Humildade.

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Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.

Cora Coralina
Meu Livro de Cordel. São Paulo: Global Editora, 2012.

Nota: Trecho do poema Meu Epitáfio.

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A verdadeira coragem é ir atrás de seu sonho mesmo quando todos dizem que ele é impossível.

Coração é terra que ninguém vê.

Cora Coralina

Nota: Autoria atribuída, não confirmada.

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.

Cora Coralina
Meu livro de cordel. São Paulo: Global, 2012.

Nota: Trecho do poema Meu destino.

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Quando as coisas ficam ruins, é sinal de que as coisas boas estão por perto...

Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,
têm, aqui, suas raízes.

Cora Coralina
Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. São Paulo: Global Editora, 2014.

Nota: Trecho do poema Minha Cidade.

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Considerações de Aninha

Melhor do que a criatura,
fez o criador a criação.
A criatura é limitada.
O tempo, o espaço,
normas e costumes. Erros e acertos.
A criação é ilimitada.
Excede o tempo e o meio.
Projeta-se no Cosmos.

Cora Coralina
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2012.

Eu sou a dureza desses morros,
revestidos,
enflorados,
lascados a machado,
lanhados, lacerados.
Queimados pelo fogo.
Pastados.
Calcinados
e renascidos.

Cora Coralina
Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. São Paulo: Global Editora, 2014.

Nota: Trecho do poema Minha Cidade.

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Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade.

Cora Coralina
Estórias da casa velha da ponte. São Paulo: Global, 2006.

Nota: Trecho do conto O casamento e a cegonha.

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Da mesma forma aquela sentença:
“A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar.”
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca…

Meu Epitáfio

Morta... serei árvore,
serei tronco, serei fronde
e minhas raízes
enlaçadas às pedras de meu berço
são as cordas que brotam de uma lira.

Enfeitei de folhas verdes
a pedra de meu túmulo
num simbolismo
de vida vegetal.

Não morre aquele
que deixou na terra
a melodia de seu cântico
na música de seus versos.

Cora Coralina
Meu Livro de Cordel. São Paulo: Global Editora, 2012.

Procuro suportar todos os dias minha própria personalidade renovada, despencando dentro de mim tudo que é velho e morto.

Cora Coralina

Nota: Citação atribuída, autoria não confirmada.

Ensinou a amar a vida, não desistir da luta, recomeçar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos. Ser otimista. (...)
Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil. Antes acreditar do que duvidar.

Cora Coralina
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global Editora, 2012.

Nota: Trechos do poema Ofertas de Aninha (Aos Moços).

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O amigo não passa a mão
Quando fizemos algo errado
Está firme ao nosso lado
Puxa a orelha, chama a razão!

Feliz aquele que aprende o que ensina e transfere o que sabe.

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