28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida

Infância sinistra nos anos 80

"Nossas brincadeiras eram tão “surreais”. Era uma diversão imensa comer pão com ovo frito, tomar café com leite... e depois, ir queimar papel higiênico no quintal da casa... nós ficávamos tão felizes por viver isso. Era uma emoção imensa, colocar os papéis sujos para queimar... enquanto a fumaça nos cercava, parecia nos provocar um verdadeiro transe espiritual haha. Aqueles tatuzinhos que vemos no chão... muitas vezes, fazíamos “corrida” entre eles... o tatuzinho que chegasse primeiro num lugar específico... ganhava a corrida. Tal lugar específico poderia ser perto de uma pedrinha ou de um papelzinho. Caçar vagalumes era um passatempo e tanto também. Prendíamos o bichinho dentro de um vidro, coitado. Era uma espécie de competição, para ver quem conseguia “caçar” mais vagalumes. "

Inserida por literapaixao

Coisas de infância

De repente a saudade de velhos tempos voltou
Bateu na porta e entrou sem ao menos pedir licença
Começou a remexer em velhas recordações
Trouxe de volta os dias de infância
As tardes de outono, aquela velha preguiça dos domingos
O colo de mamãe, com o cafuné de papai
A briga que sempre rolava com os irmãos
Coisas que na hora era tão grande
Hoje não passam de pequenas lembranças daquele tempo
Saudades do tempo em que escolher a cor do desenho era importante
O tempo em que fazer roupinhas de boneca era sério
Escolher o nome delas nem se fala
Hoje só resta saudades do tempo de ser criança
De aprender a andar de bicicleta, cair e levantar
Não errar a amarelinha, e a acertar o céu
Tempo em que a inocência era real
Papai Noel existia e descia pela chaminé
Coelhinho da páscoa deixava a cesta embaixo da cama
Medo da sexta-feira santa em que o bichinho andava solto
O sábado de aleluia era temido por todos
Os Dentinhos caídos eram jogados encima do telhado
Coisas de infância, quem reconhece sabe o valor que a vida tinha
Nos dias atuais nos perdemos sem saber como será
Dias do passado ficaram nas lembranças
Daqueles que souberam ser criança

Inserida por AndressaJacoby

⁠AMOR DE INFÂNCIA

No dia em que eu partir
Quero deixar de lembrança
Uma simples recordacao
Do nosso amor de infância

Nosso amor de pequeno
Nosso amor de estudante
Tudo foi como um sonho
E passou-se num instante

Eu sei que para você
Isso pertence ao passado
Mas sempre no meu futuro
Esse amor será lembrado

Edvaldo José / Mensagens & Poesias

Inserida por edvaldojoseescritor

⁠“A alegria vai embora com a infância
O choro silencioso
Com a vida criamos relutância
O escuro impiedoso.”

Inserida por rosellepaiva

⁠ o tempo cruel me levou a infância querida
a vida que era tão simples
que o tempo parecia não existir
o tempo me roubou a fase mais feliz e apaixonada
a minha juventude despreocupada tudo era emoção amores e muita imaginação
uma energia que nunca acabaria
mas a maturidade trouxe a experiência
e cuidados junto com a paciência
era a velhice cansada
que se acomodava parada observando o tempo passar
por fim o tempo cruel me levou a vida

Inserida por marcio_henrique_melo



A infância é mais que uma fase, é um estado de espírito caracterizado pela inocência. É ela que coloca magia na vida das crianças. Além de fazer com que pulem etapas e cheguem mais rápido a uma fase para a qual não estão preparadas fisiológica e emocionalmente, privar-lhes do direito à infância, é roubar-lhes o encanto da vida.

Inserida por ednafrigato

As vezes o abraço que faltou na sua infância te ensinou a não esperar muito do outro e não ser carente dos sentimentos alheios. As vezes o carinho ou a conversar que faltou quando era criança, te ensinaram que as vezes precisamos ser fortes e que muitas vezes palavras e afeto não serão tudo na nossa vida.
Não reclame dos pais por serem distantes sentimentalmente... eles estão te ensinando a viver lá fora, para quando você criar asas e voar, consiga sobreviver na selva sem eles por perto.
Pais criem seus filhos pra vida, não pra vocês. Um dia nos não estaremos mais aqui.

Inserida por MIRIAMRODRIGUES2021

⁠Gosto de infância

E fazia do meu quintal
o meu reino encantado
E do meu pé de mangas,
o meu castelo alado.

Cada galho, era um aposento
cheio de personagens...
Num agrupamento
que se apresentavam um a um para mim.

No meu castelo eram realizados lindos bailes
Com direito a príncipes e reis,
pricesas e rainhas...
Dançando em plena harmonia.

Não existia nenhuma desavença
Acredite, ninguém queria correr o risco
de conhecer o calabouço
e se deparar com alguma doença...

Ficava horas me divertindo
com a realeza...
Até ser despertada
pelos gritos da rainha mãe
Me chamando para ir comprar o pão.

Eita mundo fantástico!
Mundo de criança. Mundo da imaginação...

Inserida por FrancyAndrade

A infância logo passa,
feito avião de papel,
voa rápido no céu.
Brinque e de tudo faça,
pois logo perde a graça.
Solte pipa e peão,
com papel faça avião.
Essa fase passará,
um dia só haverá
lembranças no coração.⁠

Inserida por RomuloBourbon

⁠Nova Fátima.


Minha terra minha infância,
Nova Fátima das Fátimas,
Minha terra legal,
Suave foi eu viver aí,
Foram dias e madrugadas,
Capa de neve no capim,
Lugar fresco de águas mansas,
Suave cheiro de jasmim,
De manhã cedo era o leite que eu tirava,
Montava no alazão e no lambari,
Cavalo branco sereno,
Suas redias eram de cetim,
De tardezinha era o potro preto,
Seu nome era guarani,
Égua tigela,
Seu irmão baião e o ventania,
Populares da redondeza,
Vinham pedir frutas no pomar,
Minha terra que eu não esqueço
Lá da minha terra eu saí,
Minha terra meu amor,
Vivi anos sem terror,
Terra vermelha e terra roxa,
A poeira não tinha estopim,
Era chão batido de piçarra,
Troncos de cercas de angelim,
Peroba sem defeitos,
Madeira de lei e com verniz,
Terra minha terra nossa,
Na palhoça sem cupim,
Era paz era vida,
Naquele lugar era tudo,
Que sonhei e que eu quis para mim...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.


Inserida por JoseRicardo7

⁠Infância...

Deixarei os versos
Deixarei de ter o pensamento
De que nada sou além de um pensar
Tantas vezes tenho sido infantil e absurdo
O mundo hoje feito em pedras
Eu ainda moro num castelo de areia
Resistindo ao sofrer de coisas ridículas
Vejo nos olhares cegos dos que me rodeiam.

Nasci num ontem de muito tempo
Eu queria estar hoje aqui,
Hoje, gostaria de estar lá na criança de onde vim
Não contenta-me ver tanta gente que se afoga
Sem a gerência dos sentimentos.

Meus versos deixarei
Para que não me perturbem
Para que não sejam eu.
Não quero ser o que sinto
O que só os meus olhos veem
Pereço a dor de um sobrevivente
Um pedaço de cada dor do mundo
Não aprendi com a dor
Não mudei com a decepção
Não deixei de ser o meu pensar
Nem vejo o que "penso" ver.
Ainda um menino nas mãos de um gigante
Não são fadas e princesas
Apenas o morrer de um eu
É apenas o mar da ilusão a tocar o meu rosto.

[Onde está a Vó Madrinha Laura /?]
[Onde está o poço dos fundos/ ]
"A goiabeira do quintal e meu cão Duque?"
"Onde estão os figos/"
[Onde está o Padrinho Vô Luiz/ ]
...Onde estão todos Mãe/?

Minha casa não é mais portuguesa
Não há fadas príncipes e nem princesas.
Somente um pequeno Portugal em mim
O que me faz sentir uma Tia.
O que me faz viver e sonhar.
Talvez o verso que ainda vive em mim.

Mas...
Foi um delírio da alma.
Um estúpido delírio da antiga alma,
Que ainda é criança...
Que morrerá criança.

"Não posso mais guardar o tempo"
Ninguém pode!


Zé Poeta.

Inserida por henrique_santos_15

Saudade da minha infância
Um dia o poeta escreveu
“ que saudade da aurora da minha vida
Da minha infância querida que os não trazem
Mais”
E eu digo: Saudade dos dias que mamãe dizia
Em meados dos anos 70, não saia de casa que o papa figo lhe pega , e eu na minha inocência com os olhos a regalar, olhava pela brecha da porta num via nenhum passar,
e hoje há vírus
a me assustar,
num saio nem um tiquim
que é pra morte não rodear.
E quando tudo isso passar
quero poder comemorar
,abrir um bom vinho
e como amigos celebrar
a vida e ao amor
e a todos poder abraçar.
DEMIR DIAS

Inserida por demir_dias

O NATAL DE MINHA INFÂNCIA

Desde os tempos de infância, sempre fico na expectativa da chegada do NATAL.

Ainda criança, estudar era muito bom, mas, chegar as férias, aprovado, era muito melhor, pois, logo vinha a boa nova - o NATAL.

Período de ganhar presentes, roupas novas, brinquedos e viagens.

O NATAL é mágico, um colorido de luzes, a brilhar na cidade, nas ruas, nas casas.

Nos lares, as árvores de Natal, as guirlandas, os presépios, nos remontam ao nascimento do menino Jesus.

As orações pela paz, harmonia, prosperidade e saúde, tornam-se momentos de fé e esperança para um Ano Novo que se aproxima.

Relações carregam-se de afetos, sentimentos afloram e aquecem corações.

Fluem a humildade e a generosidade da partilha.

Senão a doação financeira para quem precisa, o desapego assume relevância fazendo com que o pouco que nos propomos a ofertar, seja muito para quem recebe.

As saudades doloridas pelas distâncias ou pelas lembranças daqueles com quem convivemos, nos fortalece na caminhada da vida.

Então é NATAL, festa da família, período de acreditar, período de encher os coraçõezinhos das crianças de sentimentos ternos e de relembrar como era lindo o NATAL DE MINHA INFÂNCIA.

Inserida por Furtado

O sorrir
Privilégio de poucos.
Na infância, adolescência, maturidade...
Ontem ouvi meu anjo querido,
Me alertando.
Vovó quando estava no banho,
Brincando você brigou comigo.
Você se assustou e ficou séria.
Vovó, olhei para você.
Você sorriu, vovó!
Sorri creio que a primeira vez
Que precisei ralhar com você.
Enfim sorrir sempre fez parte do meu viver, logo alegria, alegria.

Inserida por ivetemaurilia

E quando lembro da minha infância junto aos meus avós, sonho voltar para aqueles dias... Somente o desejo está junto a mim, mas sei não será possível.
Eu juro; se fosse, voltaria para o cantinho quente da cama de minha avó, quando deitava no meio deles na madrugada.
Saudades que me queima a alma.

Inserida por wmarles

Ah! Que saudades
da minha infância
cheiro de bolo e café
mamãe na cozinha
e papai lendo Jornal
eu e meus irmãos
correndo pelo quintal
não sabia nada de política
muito menos de inflação
não me preocupava com doenças
e muito menos com religião
e quando algo doía
mamãe dava colo e carinho
papai comprava um remedinho
era tudo tão simples
tão puro e sincero
que saudades sem fim
de um tempo que passou
mas em meu coração ficou.

------------ Juliana Rossi Cordeiro

Inserida por juliana_rossi

⁠Esperança é a primeira
que morre quando
a infância é agredida.
E, renascerá em cada criança feliz!

Inserida por JAugustoMaiaBaptista

⁠⁠⁠⁠Guabiruba-SC, 04 de Abril de 2023
Vizinho amigo de infância
Querido amigo Samuel, já faz 19 anos que nos conhecemos e mesmo que agora estou distante te desejo o melhor, amigo. Que as bençãos do Senhor repouse na tua vida e que você tenha sucesso em tudo que desejas. Você que sempre foi um bom vizinho amigo de infância, tão legal, divertido, estudioso e um jovem repeitador, como dizem "gente boa". Continue sempre assim, sendo quem você é, e nunca desanime na vida. Siga em frente com seus sonhos, objetivos e conquiste a tão sonhada carreira brilhante repleta de vitórias, que você tanto almeja. Você merece amigo!
Saudações de sua amiga Lídia

Inserida por LidyaThomas

⁠Sou nordestino
sou raiz da nossa gente
da infância de menino
que corria no sol quente
do cuscuz da rapadura
eu sou parte da cultura
do sertão que fala oxente

Inserida por guibsonmedeiros21


RINÓPOLIS - a cidade da minha infância; sem metrô, nada de relevância.
Na balaústra do portão, o padeiro deixava o pão; apertava a buzina estridente, fixada na carroça azul, com a mula amarrada na frente.
Às seis da tarde, via a noite chegando, ao som do sino tocando, meu pai na Belina chegando.
A área comercial, tinha o bêbado oficial. Dormia ao chão atirado, com repulsa social; às vezes falante, em outras deprimido, mas por todos conhecido.
Quando ligava o auto falante, e tocava a `Ave Maria`, de longe já pressentia: alguém havia partido. Era hora de silencio, pra saber do falecido.
Sorridente ou infeliz, aos domingos de forma sagrada, o povo cercava a matriz. Grande era a movimentação, o padre Miro finalizava o sermão, os bancos eram disputados, e os diálogos encetados.
O cardápio era bem limitado: sorvete, pipoca ou amendoim ensacado (cru ou torrado).
Dali um dia parti, para um rumo desconhecido; vinte anos mais tarde voltei, quando então me assustei, com o que tinha acontecido - era um filme repetido.
Tudo estava no mesmo lugar. O velho taxista, com seu Fusca foi me buscar.
Achava a vida meio parada, mas na verdade, era apenas descomplicada.
Era um tempo de buscar o barulho, o tumulto, agitação, progresso e competição.
Agora, sinceramente, confesso: hoje penso no regresso. Com o passar dos anos, se descobre que a vida, quando corrida, passa rápido e despercebida.

Inserida por Peralta71