28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
Há uma luz que atravessa a varanda.
Nos sonhos de infância, conto os passos para medir o tamanho dos meus sonhos.
Até hoje, damos os mindinhos para ficar de bem.
A gente cresce por fora, mas por dentro continua esperando o dia em que vamos crescer como os nossos pais.
Na infância, a janela era o nosso mundo inteiro.
Ali, entre sonhos e silêncios,
a gente esperava a vida acontecer...
Sem pressa, sem medo,
só com o coração aberto para o que viesse,
como quem acredita que até o vento carrega promessas.
— Edna de Andrade
O natal tem cheiro, tem gosto, tem sabor de infância... Infância logo lembra-nos da inocência e inocência lembra-nos da esperança.
Então que seja essa a magia que nos conduza a um Natal cheio de alegrias, Paz, Amor e Compaixão.
E que jamais nos esqueçamos de ser um pouco criança, na humildade, simplicidade e perseverança.
Nos encaminhando para o melhor que podemos e devemos ser.
Um belo, alegre e Feliz Natal!
Brincar e Ser Feliz
Na janela do meu olhar,
o tempo passa a brincar,
e a infância, sem esforço,
volta inteira a me visitar.
Crio brinquedos de pensamento,
feitos de sonho e imaginar,
onde o riso vira alimento
e a alma aprende a voar.
Sou menino arteiro,
do não esquecido e perdido,
brinco no tempo sem me prender,
sou feliz no que é vivido.
Sandro Sansão da Silva Costa
“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”
BOI TALUDO
Da minha infância doce e dolorida, lembro-me dos fatos, alguns inesquecíveis. Esse que aqui início a contar é lindo e incrível, fala de um boi aqui no sítio nascido.
Refiro-me ao Boi Taludo, o maior e mais querido, forte e manso, mas bravo se seus donos são agredidos.
É o Sanção dos animais do sítio. Protetor, amigo de todos os animais da região. Recebe carinho e amor como forma de gratidão.
Forte e valente, no trabalho não dá mole não. Arar a terra pra ele é moleza; ouvi falar que Taludo já puxou um caminhão.
Lobos e raposas não chegam perto do sítio, não. Porque Taludo fica sempre na guarda e de prontidão.
Muitos querem lhe levar para os rodeios, mas ele não vai, não. Dócil e manso, não serve para esse tipo de apresentação.
Seus donos, que o conhecem bem só para desfilar e fotografar. Nisso Taludo é bom, conquistando sempre o primeiro lugar.
Era assim a vida de Taludo, pacata e simples, de inverno a verão. Amado por todos, que lhe devotavam muita admiração.
Num certo dia, choveu muito na região. E a casa do sítio, que era antiga, com seu velho telhado, não iria aguentar toda aquela agitação.
Houve um grande estrondo, e as madeiras foram ao chão. Todos correram para se proteger, mas Taludo não.
Ficou segurando o peso do telhado, dando tempo pra saída da família do patrão. Quando todos se retiraram, o telhado veio ao chão.
Nesse dia, morreria o boi mais forte da região. Taludo deu a vida para salvar a família do seu patrão.
Construíram uma estátua de Taludo na entrada do sítio, homenageando o boi mais forte e valente de toda a região.
Casa Branca...
Hoje me deu saudade, então escrevi
De uma linda casa branca
Onde minha infância vivi
Era de uma família nobre
E eu um pobre guri
Com saudades e boas lembranças
Recordar eu resolvi
Naquela casa branca
Bem na beira da estrada
Me lembro quando piá
Eu pedi uma pousada
Eram pessoas ricas
E eu pobre não tinha nada
Mas fui bem acolhido
Acabei frequentando aquela morada
Então lembrei com gratidão e saudade
Da casa branca na beira da estrada.
Na infância, o Sul de Minas era meu destino de férias.
Terra do meu pai, de estradas tranquilas, os deliciosos pães de queijo assados e dias que pareciam não ter fim.
São Sebastião do Paraíso, Itaú, Pratápolis, Passos, Morro do Níquel, Fortaleza de Minas...
Hoje são lembranças guardadas com carinho,
porque a infância passa, mas os lugares onde fomos felizes continuam morando no coração.
Infância
Brincadeiras que alegraram a infância
que nunca se esquece e trazem boas lembranças.
O jeitinho especial de enrolar o fio no pião,
de desbicar a pipa no céu,
de dar um relo.
A alegria das meninas pulando amarelinha.
O futebol — esse fica até a vida adulta,
paixão nacional.
Ah, infância bonita
de uma alegria espontânea!
Das corridas, do esconde-esconde...
Saudade danada da minha infância.
É uma pena não poder voltar
ao meu tempo de criança
e brincar tudo outra vez.
Marcio Melo
Gotinhas de Amor: onde a magia acontece .
“Onde a infância toca a natureza,
nasce uma gotinha de amor.”
Cada gotinha de amor que acolhe
é semente de futuro.
Na infância, o afeto ensina,
cura, fortalece e floresce.
E o mundo agradece…
um coração de cada vez. 💛
MANUELA NA SOMBRA DE UM GIRASSOL 🌻
Na infância de Manuela,
o amor tinha cheiro de pão,
mas o silêncio da casa
doía mais que a escuridão.
Entre afeto e tempestade,
aprendeu cedo a resistir:
mesmo quando tudo faltava,
seu coração quis florir.
É na infância que tudo começa,
no olhar atento, no gesto que acolhe.
Uma mão que cuida, uma escola que observa,
um educador que não se omite.
Entre histórias, rotinas e afetos,
plantamos vínculos, proteção e amor.
Porque educar é também proteger,
e cuidar é o mais bonito ato de ensinar.
Que cada criança encontre na escola
um lugar seguro para ser, crescer e sonhar
Gotinhas de Amor.
Reconhece que o educador também é sujeito de direitos e que cuidar da infância implica cuidar de quem educa.
Gotinhas de Amor
Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
A infância
Se soubessemos como é a vida de gente grande aproveitariamos mais a infância.
Quando criança temos amigos dispostos a topar qualquer aventura e a guardar todos os segredos, porque naquele momento cada amigo faz a diferença.
Gente grande nao se uni, gente grande nao se respeita, gente grande nao é amigo.Gente grande sobrevive e a criança vive.
PRIMEIRA INFÂNCIA: AURORA
Aurora que encantas, também emerge a escuridão,
Em meio a bênção da chuva,
A tempestiva tempestade
Um ninho e sete irmãos,
No cantar do galo
No apagar das luzes,
Na hora da divina misericórdia,
A última gota
No caiu no chão
Criança
Que na primeira infância,
Sorriu
Com os seios flácidos da mãe,
O cheiro do café
O povo de muita fé,
Roga Deus
A primavera,
Seus brotos PANCs
Que a fome atenua,
O pingo de gente
A sua primeira infância sobreviveu,
O fruto frutificou
Eis a metamorfose,
O pingo não é mais gota
Viva a transmutação,
Sem rima e sem métrica
Em seus versos transcreve
Um homem escritor,
Erudita pensador
O prosador poeta.
281225II
Quase ninguém conhece os traumas (que em 99% dos casos são gerados e causados da infância).
Mas 99% dos que têm traumas, sem ao menos perceberem, os repetemno dia a dia (mesmo que de forma ingênua e inconsciente)..
E aí está a beleza e o poder da psicanálise: descobrir quais traumas carregamos;
enfrentá-los cara à cara e ELIMINÁ-LOS. Sim, é possível ser livre!
A negligência que encontrei na infância não terminou quando deixei de ser criança. Ela aprendeu a crescer comigo. Mudou de rosto, de voz, de silêncio, mas nunca deixou de caminhar ao meu lado.
Há dores que não gritam; elas se infiltram na arquitetura da alma e passam a sustentar tudo o que somos. A minha fez do afeto um território estrangeiro. Nunca aprendi a reconhecê-lo sem antes procurar a ausência que costuma vir depois.
Por isso, amar, para mim, nunca foi um gesto espontâneo. É uma travessia sobre uma ponte construída com tábuas podres. Cada passo parece anunciar uma queda.
Mas existe algo ainda mais difícil do que amar.
É permitir que alguém me ame.
Há uma parte de mim que permanece escondida, como se tivesse sido convencida, ainda menino, de que carinho sempre cobra um preço e de que toda permanência é apenas um atraso para o abandono. Quando alguém tenta atravessar essa distância, meu primeiro impulso não é abrir a porta. É procurar a saída.
Talvez a pior herança da negligência não seja a solidão.
Seja a incapacidade de acreditar que um dia alguém possa olhar para todas as minhas ruínas e, ainda assim, decidir ficar.
Porque existem infâncias que não acabam. Apenas aprendem a respirar dentro do adulto que sobreviveu.
- Tiago Scheimann
Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.
Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.
Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.
Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.
- Relacionados
- Poemas sobre crianças que celebram a pureza infantil
- Frases sobre infância para abraçar nossa criança interior
- 75 frases sobre crianças que celebram a magia da infância
- 47 frases sobre Educação Infantil para educar com empatia
- Lembranças da infância: frases para celebrar e reviver momentos
- Amizade de Infância
- Textos sobre infância que encantam todas as idades
