28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida

Dente de leão , florzinha mágica

Ah, bela plantinha
Tão pequenina e fugaz
Lembrança da infância nos traz
Basta apenas uma sopradinha
E era uma vez uma florzinha

Penugens voam pelo ar
Corro a querer pegar
Mas o vento traiçoeiro
espalha todas que se perdem
pelos campos a adentrar
Junto levando consigo
meu sorriso brejeiro

Ficam as crianças a soprar contentes
Da pequena flor a fugaz semente
Que deixa pra sempre na mente
A certeza da liberdade
Que se vai num repente .
e a vida que se esvai fugazmente

escrito por edite lima / Fevereiro/ 2018

*
"Desde a minha infância,
o alfabeto me cerca me conduzindo a escrever,
e nessa longa caminhada pude ver,
que as palavras encontradas me deram rimas e inspiração para poesia!"


***
( Francisca Lucas )
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* Dia das crianças *


Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...


A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...


A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta

Lembranças da Infância 🌺 Hibisco-Colibri 🌺


Houve um tempo
em que entre uma brincadeira e outra,
pegávamos uma florzinha fechada
de hibisco
para sugar o mel dela.


Era um tempo
onde o mundo escondia doçuras
e a natureza era companheira generosa
nas descobertas.


Éramos pequenos colibris
aprendendo o sabor da vida
direto da flor, sem pressa,
sem medo e sem saber que aquilo
também era felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Quando alguém lhe disser que detesta os animais, cuidado!!!!


Desde a infância, os primeiros sinais de Psicopatia se observa nos maus tratos aos animais!!!

Quando chega o Natal e a passagem do ano novo, fico recordando da minha infância, tudo era tão poético, tanta inocência!
Hoje é só consumismo, tanta competição, tem que mostrar o carro novo, o celular top, etc...!!!!
Na passagem do ano é aquela loucura, parece que o mundo vai acabar, no dia seguinte nada mudou, tudo continua igual!!!

Sorrisos de Vidro


Menina de cabelos cacheados,
carregava nos olhos
a luz que toda infância merece.


Mas quem deveria protegê-la
foi quem lhe roubou os dias,
transformando abraços em medo
e o silêncio em prisão.


Dos primeiros anos
até os doze,
ela aprendeu a sobreviver,
não a viver.


Cresceu.


Vestiu sorrisos,
escondeu cicatrizes
e fez do próprio coração
uma fortaleza sem janelas.


Agora seduz,
abandona
e parte corações,
como se cada homem ferido
pudesse pagar
pela dor de um único monstro.


Mas nenhuma lágrima alheia
devolve uma infância roubada.


E quando a noite cala o mundo,
ela encara o espelho
e encontra a mesma menina
de cabelos cacheados,
ainda esperando
que alguém a salve
do passado que nunca foi embora.


Seus sorrisos são de vidro:
brilham para quem olha,
mas por dentro
estão quebrados,
e cada pedaço
ainda sangra,
Sangra na sua
Própria Loucura.

Amor de Infância
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com você todos os dias, você era a única pessoa que eu queria. O tempo passou e você foi embora levou com você a nossa história, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazíamos na nossa infância.
Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar simplesmente aconteceu você na minha vida, eu não sei se era o certo, eu não sei se era assim, mas o nosso amor de infância nunca terá, nunca terá um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderá nos separa, nada nunca irá nos fazer chorar, pois o nosso amor de infância para sempre vai durar.

Me lembro de uma colina
Que eu via na minha infância
Nunca fui lá
Só via de longe
Aquela paisagem tão mansa
Poderia desejar
muita coisa nesta vida
Mas se eu pudesse fazer um pedido
Queria hoje romper a distância
Que o tempo cruel demarcou
E estar lá agora com minha amada
Sentar-me com ela
E olhar o mundo ao longe
Fazer fogueirinha
declamar para ela poesia
Erguê-la lá no Céu
Somente com palavras
Convencê-la de que a amo
Olhá-la sorrindo
Perceber o quanto é lindo
o seu sorriso contrastando
o Sol que finda mais um dia
À noite olhar estrelas
As que estão no firmamento
E mais aquelas que subiriam
Em movimentos lentos
Ao despregar-se da fogueira
Deitar-me ao lado dela
Fazer planos...
Passaram-se tantos anos
O Sol se pôs muitas vezes
Fizemos coisas complicadas
estando juntos
Mas esta coisa delicada e pura
Não
Passa-se a vida
E a gente deixa escapar
a oportunidade de realizar
os sonhos mais singelos
Que foi deixando pra depois
e quando a gente vê
Passou-se quase tudo
E a gente pensa na colina
distante no tempo e no espaço
O amor, este permanece
A colina
Acho que não existe mais
Esquece!

A negligência que encontrei na infância não terminou quando deixei de ser criança. Ela aprendeu a crescer comigo. Mudou de rosto, de voz, de silêncio, mas nunca deixou de caminhar ao meu lado.


Há dores que não gritam; elas se infiltram na arquitetura da alma e passam a sustentar tudo o que somos. A minha fez do afeto um território estrangeiro. Nunca aprendi a reconhecê-lo sem antes procurar a ausência que costuma vir depois.


Por isso, amar, para mim, nunca foi um gesto espontâneo. É uma travessia sobre uma ponte construída com tábuas podres. Cada passo parece anunciar uma queda.


Mas existe algo ainda mais difícil do que amar.


É permitir que alguém me ame.


Há uma parte de mim que permanece escondida, como se tivesse sido convencida, ainda menino, de que carinho sempre cobra um preço e de que toda permanência é apenas um atraso para o abandono. Quando alguém tenta atravessar essa distância, meu primeiro impulso não é abrir a porta. É procurar a saída.


Talvez a pior herança da negligência não seja a solidão.


Seja a incapacidade de acreditar que um dia alguém possa olhar para todas as minhas ruínas e, ainda assim, decidir ficar.


Porque existem infâncias que não acabam. Apenas aprendem a respirar dentro do adulto que sobreviveu.


- Tiago Scheimann

Vejo uma infância difícil, genitores que raramente o entendiam, provações que uma criança jamais deveria passar. Muitas vezes pareceu forte, mas, por dentro, tudo ao redor estava corroído, apodrecido pelo abandono.

Esse é o reflexo no espelho: a criança que aprendeu cedo demais a suportar aquilo que não compreendia, o homem que dela nasceu sem jamais se libertar inteiramente.

Há coisas que o tempo não cura; apenas ensina a carregar.

A infância é o solo mais fértil que existe,
onde cada exemplo e palavra viram semente.
A educação até os 10 anos de idade definirá o caráter futuro, pois o que o coração da criança aprende e absorve torna-se a estrutura que sustenta o adulto de amanhã.

Quase ninguém conhece os traumas (que em 99% dos casos são gerados e causados da infância).
Mas 99% dos que têm traumas, sem ao menos perceberem, os repetemno dia a dia (mesmo que de forma ingênua e inconsciente)..


E aí está a beleza e o poder da psicanálise: descobrir quais traumas carregamos;
enfrentá-los cara à cara e ELIMINÁ-LOS. Sim, é possível ser livre!

As unhas da infância

Conversando com uma das minhas afilhadas Babys, de 9 anos, enquanto fazíamos pipoca, convidei-a para pintar as unhas com a minha filha.

Ela me disse que não tinha unhas. Explicou que as deixava crescer, mas elas não cresciam.

Então, perguntei:

— Por que não crescem?

E ela respondeu:

— Porque eu como!

Comecei a rir enquanto tentava explicar que suas unhas ficariam lindas, bem coloridas; que seria apenas uma brincadeira, muito divertida, e que não precisava se preocupar, pois, com o tempo, deixaria essa mania.

Expliquei também que tudo isso fazia parte do seu desenvolvimento e que cada pessoa tem seu próprio jeito de crescer.

E fiquei pensando...

Quantas vezes esperamos que as coisas aconteçam no tempo que consideramos certo, esquecendo que cada pessoa tem seu próprio ritmo?

Na infância, existem pequenas manias, descobertas, medos e comportamentos que, aos olhos dos adultos, podem parecer bobos, mas que fazem parte de um mundo que a criança ainda está aprendendo a compreender.

Talvez crescer seja justamente isso: aprender, aos poucos, a lidar com as próprias vontades, descobrir novos caminhos e abandonar, no seu devido tempo, aquilo que já não faz sentido.

Afinal, nem todas as unhas crescem no mesmo ritmo, assim como nem todas as crianças aprendem da mesma maneira.

O importante é não tentar apressar a infância, mas oferecer carinho, paciência e compreensão para que cada criança possa crescer no seu próprio tempo.

Porque a infância passa depressa, mas a maneira como acolhemos uma criança pode acompanhá-la por toda a vida.

A infância
é o único momento em que não
compreendemos a vida.

A morte
é o único momento em que não compreendemos a despedida.

1493
"Na Infancia e na Juventude, não eram carros, jogos ou brincadeiras com amigos que me atraíam. Eram as Meninas e a Escola. Isso, sim, me atraía... E nada mudou. Ainda gosto delas e de todas as Escolas!"
TextoMeu 1493

BOI TALUDO


Da minha infância doce e dolorida, lembro-me dos fatos, alguns inesquecíveis. Esse que aqui início a contar é lindo e incrível, fala de um boi aqui no sítio nascido.
Refiro-me ao Boi Taludo, o maior e mais querido, forte e manso, mas bravo se seus donos são agredidos.
É o Sanção dos animais do sítio. Protetor, amigo de todos os animais da região. Recebe carinho e amor como forma de gratidão.
Forte e valente, no trabalho não dá mole não. Arar a terra pra ele é moleza; ouvi falar que Taludo já puxou um caminhão.
Lobos e raposas não chegam perto do sítio, não. Porque Taludo fica sempre na guarda e de prontidão.


Muitos querem lhe levar para os rodeios, mas ele não vai, não. Dócil e manso, não serve para esse tipo de apresentação.
Seus donos, que o conhecem bem só para desfilar e fotografar. Nisso Taludo é bom, conquistando sempre o primeiro lugar.
Era assim a vida de Taludo, pacata e simples, de inverno a verão. Amado por todos, que lhe devotavam muita admiração.
Num certo dia, choveu muito na região. E a casa do sítio, que era antiga, com seu velho telhado, não iria aguentar toda aquela agitação.
Houve um grande estrondo, e as madeiras foram ao chão. Todos correram para se proteger, mas Taludo não.
Ficou segurando o peso do telhado, dando tempo pra saída da família do patrão. Quando todos se retiraram, o telhado veio ao chão.
Nesse dia, morreria o boi mais forte da região. Taludo deu a vida para salvar a família do seu patrão.


Construíram uma estátua de Taludo na entrada do sítio, homenageando o boi mais forte e valente de toda a região.

💚 21 de Setembro — Dia da Árvore 🌳


Há, entre tantas lembranças da infância,
uma que permanece viva nos versos
da minha memória.


No alto de uma colina, erguia-se uma árvore frondosa, imensa e silenciosa,
como se estivesse ali desde antes de mim, testemunhando o tempo passar.


No caminho de ida e volta da escola,
meus olhos buscavam aquela copa verde
lá no alto.
E, por alguns instantes, eu me perdia
nesse encontro.


Não sei dizer se era a árvore
que me chamava ou se era alguma coisa dentro de mim que, diante dela,
encontrava morada.


Meu olhar se deitava
sobre aquela paisagem e,
à sua sombra, mesmo de longe,
alguma coisa em minha alma respirava.


Talvez, também,
tenha sido ali que meus primeiros versos começaram a se oxigenar.


Era uma mangueira de dimensões quase ancestrais, dessas árvores que parecem guardar, entre raízes profundas e galhos generosos, segredos que o tempo não consegue decifrar.


Havia nela uma sabedoria silenciosa,
uma generosidade sem palavras,
uma espécie de eternidade verde
que somente a natureza sabe oferecer.


Hoje, aquela mangueira já não existe.


Foi vencida pela paisagem que se transforma, pelo concreto que avança,
pela ganância imobiliária que tantas vezes derruba árvores sem perceber que,
junto com elas, também derruba pedaços
da memória de alguém.


Mas há árvores que o machado não alcança.
Aquela mangueira continua de pé dentro de mim.
Continua frondosa.
Continua oferecendo sombra.
Continua balançando suas folhas
ao vento da lembrança.


E, de sua copa imaginária,
ainda caem versos sobre a paisagem
da minha memória.


Porque algumas árvores
não morrem quando são derrubadas.


Elas criam raízes dentro da alma. 💚🌳🍃
✍@MiriamDaCosta

Gotinhas de Amor: onde a magia acontece .


“Onde a infância toca a natureza,
nasce uma gotinha de amor.”

Cada gotinha de amor que acolhe
é semente de futuro.
Na infância, o afeto ensina,
cura, fortalece e floresce.
E o mundo agradece…
um coração de cada vez. 💛