28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
MANUELA NA SOMBRA DE UM GIRASSOL 🌻
Na infância de Manuela,
o amor tinha cheiro de pão,
mas o silêncio da casa
doía mais que a escuridão.
Entre afeto e tempestade,
aprendeu cedo a resistir:
mesmo quando tudo faltava,
seu coração quis florir.
É na infância que tudo começa,
no olhar atento, no gesto que acolhe.
Uma mão que cuida, uma escola que observa,
um educador que não se omite.
Entre histórias, rotinas e afetos,
plantamos vínculos, proteção e amor.
Porque educar é também proteger,
e cuidar é o mais bonito ato de ensinar.
Que cada criança encontre na escola
um lugar seguro para ser, crescer e sonhar
Gotinhas de Amor.
Reconhece que o educador também é sujeito de direitos e que cuidar da infância implica cuidar de quem educa.
Gotinhas de Amor
Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
Aurora da vida
Oh, que saudade da infância,
Da aurora da minha vida,
Tempos que ficaram à distância,
De uma rotina florida.
Dos pés descalços que convidam
A uma lembrança querida.
Os primeiros raios de luz no rosto
Que trazem calor e cor devidos,
O orvalho frio e úmido exposto
Aos passos inocentes da vida.
Gotas de sereno na grama
Mostrando pureza e inocência.
O canto dos pássaros chama,
O sol brilha em nossa existência.
Aqueles dias longos para brincadeiras,
As horas que não importavam,
Apenas as peladas em meio à poeira,
Nos deixam lembranças que marcam.
O olhar de espanto e encantamento
Ao descobrir coisas simples da vida,
Como as borboletas ou o formato das nuvens
Que pintam figuras de beleza colorida.
O colo dos pais é chamego,
O cheiro da terra molhada,
A sensação de um mundo seguro
São lembranças que ficaram no passado.
Crescer também é importante,
Pois a vida segue sempre em frente,
Quando adultos, trabalhamos bastante,
Num destino que se faz constante.
Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026
Memórias da infância
Minha casa da infância imatura
Guarda o cheiro, o afeto e a memória,
Onde os primeiros passos, inseguros,
Levaram-me a correr de forma notória.
Minha infância tem memórias
Tem cantigas e esconde-esconde
Guardo tudo da minha história
Que o coração aqui responde.
Bola de gude e pique-bandeira,
Passatempos de um tempo bom.
Hoje a tela criou distância,
As telas mudaram o nosso tom,
Deixando longe a nossa infância.
A casa que outrora estava sempre cheia,
Agora está vazia, sem o calor de alguém.
O aroma da comida ainda vagueia,
Lembrança viva do que esse tempo já não tem.
Quantas alegrias juntos em família,
Gritos, correrias e orientações.
Tudo fez parte dessa vigília,
Que hoje relembramos com emoções.
O espaço dos cômodos vazios
Parece ser maior com nossa ausência
A casa agora tão extensa e fria
Respira dor, tristeza e carência.
No quintal, árvores com galhos secos
Lembram dias de glórias e brincadeiras,
Cheiro de chuva na terra molhada
E o pé na lama dessa maneira.
Ah, que saudade desse tempo,
Doce parte da minha história!
São lembranças levadas ao vento,
Que eternizam nossa memória.
O tempo se encarrega de fazer esquecer
Lembranças amargas que só entristecem,
Mas traz também alegria e florescimento
De situações que na alma enriquecem.
Raimundo Nonato Ferreira
Julho/2026
“A infância nos ensina a sonhar. [...]
A juventude nos oferece energia para construir. [...]
A maturidade nos permite colher aquilo que plantamos quando tínhamos força para semear. [...]
Por isso, cada fase da vida possui um valor que não pode ser recuperado depois [...].
Existem voos que precisam ser preparados hoje para que possam alcançar altura certa amanhã.
Pedro ainda não compreende tudo isso...”
— Casella Filho, 2026 (In: O Menino que Soltava Pipa)
Outrora, uma pequena menina dando os seus primeiros passos, aproveitando a sua preciosa infância, demonstrando uma inocência rara, cativante, um olhar curioso, a todo instante, era uma descoberta, um jeito muito carinhoso, uma alegria naturalmente esplêndida.
Agora, já é uma linda adolescente, que deixou de ser aquela criança, está vivendo, dançando a dança da vida, inteligente, bastante talentosa, que tem as suas responsabilidades, uma maturidade que iniciou o seu desenvolvimento, em breve, uma expressiva jovialidade.
Num futuro que está mais próximo a cada primavera, será uma bela adulta, focada nos seus objetivos, agindo de uma maneira respeitosa, amando e sendo amada verdadeiramente, aprendendo com os seus erros, recebendo as bênção grandiosas de um Deus Amável e Tremendo.
Vislumbres remanescentes da valiosa infância, tesouros bem protegidos e abrigados na mente, que favorecem o lado lúdico da criatividade que pertence a uma imaginação veemente que sempre está em atividade,
mudando muito a realidade através de uma percepção fantasiosa, bastante melhorada, de uma maneira poderosa como se fosse mágica, que tanto melhora o ânimo, ainda que seja uma mudança muito temporária,
Pretendo continuar imaginando por acreditar que Graças a Deus seja umas das formas de não esmorecer durante as dificuldades e no meio da tempestade, um sol particular e uma estrela radiante na vasta escuridão quando não tiver luar.
Numa parte equilibrada da minha preciosa infância, assim como muitos outros, algumas vezes, cheguei a ter o sonho ingênuo de poder estar viajando numa nuvem voadora, passando por vários cantos a qualquer hora
E ir até grandes alturas pelo vasto azul do céu tranquilamente, respirando um ar puro, a brisa suave tocando com leveza a minha face, os fios dos meus cabelos, voos sem nenhuma hostilidade, livres e intensos
Ainda conseguir encontrar-me com um dragão grandioso, imponente, bondoso, bem na minha frente, tendo muitos momentos mágicos bastante diferentes de outros, que eram tão reais na minha mente, o sonho de serem verdadeiros
Um pouco de ingenuidade motivado por meu espírito aventureiro que já se manifestava naquela fase, sendo facilmente provocado desde cedo, um jeito que usava para alegrar a visão da minha realidade com a minha imaginação que até hoje permite fazer o mesmo.
No Quintal da Infância a Ludicidade Enriquece
Num quintal de poucos detalhes, mas de muita riqueza: a infância que se encanta com a simplicidade e o adulto que, por alguns instantes, volta a ser criança — um lúdico de reciprocidade que nos enche de esperança.
O Suporte que se faz presente desde a Infância
Segura a minha mão desde a infância — aquela grande confiança que até hoje, felizmente, encoraja o meu coração a continuar amando e incentiva a minha esperança de permanecer seguindo o meu próprio caminho, enfrentando desafios e as minhas inseguranças.
Como reflexo desse laço que alimenta a minha perseverança, aprecio os seus conselhos, a sua atenção e cada momento que interagimos, mesmo que muitas vezes à distância; pois partilhamos de um amor respeitoso e recíproco, onde um faz o possível para se fazer presente na vida do outro.
Busco fazer jus a tudo que o senhor representa e a todo o seu suporte; sigo sendo o mais confiante que posso. A sua existência, de fato, é uma das maiores bênçãos que Deus me concedeu, que conquistou a minha consideração, a qual foi ficando mais forte com o passar do tempo — um dos meus motivos rotineiros de Gratidão.
Ele é vítima de uma infância corrompida.
Por mais que a gente queira se afastar, precisamos saber que nunca foi culpa dele.
Agora, a culpa é dele quando ele não sabe o que fazer com tudo isso, e acaba se moldando da forma como a gente o vê...
O natal tem cheiro, tem gosto, tem sabor de infância... Infância logo lembra-nos da inocência e inocência lembra-nos da esperança.
Então que seja essa a magia que nos conduza a um Natal cheio de alegrias, Paz, Amor e Compaixão.
E que jamais nos esqueçamos de ser um pouco criança, na humildade, simplicidade e perseverança.
Nos encaminhando para o melhor que podemos e devemos ser.
Um belo, alegre e Feliz Natal!
Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.
Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.
Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.
Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.
Na infância, teu nome era refúgio
e o amor morava nos gestos simples.
Eu te amava sem promessas,
como quem ama sem medo do fim.
As memórias ficaram espalhadas em mim,
no cheiro do tempo, nas músicas antigas.
Teu riso ainda atravessa meus dias,
mesmo quando a saudade insiste em doer.
Nesta última carta, confesso o que calei:
que nunca parti por falta de amor.
Parti porque amar também cansa,
quando só um coração insiste.
Infelizmente, o tempo não volta
e nós viramos lembrança.
Mas se um dia pensar em mim,
saiba: eu te amei inteiro, até o fim.
"Ontem experimentei manga com leite. Não morri, mas lembrei muito da Minha Infância!"
Texto Meu 1169
🥭🥛
Amor de infância
O meu amor de infância
Um amor sem malícia
Um amor sem querer
Cujo prazer estar no ver
O meu amor de infância
Passou, acabou
A juventude chegou
Chau, chau meu amor.
O meu amor de infância
O tempo levou
Vieram os desejos
Que o despedaçou
O meu amor de infância
Que dor, que dor
Acabou, passou
Fui meu amor.
Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem
ser entre os nossos dentes.
A alegria de criança arteira
cantando e separando
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas.
O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo
vontade de guardar segredos.
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