28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida

Gravidade, Idade e Gravidez


Gravidade nos envolve desde o primeiro sopro.
Na infância, somos leves —
corpos ágeis, dançantes, equilibrados.


Com o tempo, a idade se torna grave:
os passos pesam,
o equilíbrio vacila,
a queda ronda como sombra.
A palavra carrega em si
o peso dos anos.


Newton viu a maçã desprender-se,
madura, rendida ao chão.
No seu “tempo grave”,
o fruto encontrou a terra
pela força invisível que rege tudo.


Na gravidez, porém,
a gravidade se transforma.
No ventre, o bebê flutua —
pequeno astronauta,
suspenso em líquido, protegido,
desafiando o mundo externo
enquanto se prepara para nascer.


Assim, gravidade, idade e gravidez
se entrelaçam como fios de um mesmo tecido:
o peso da vida,
o ciclo do tempo,
o mistério da existência.

Os monstros da minha infância
ainda estão aqui, pior,
eles cresceram, ficarão mais fortes
estes me rasgam por dentro
me fazem perder o controle
me convencem de que o monstro
sou eu!

LIVRE ARBÍTRIO

A pessoa humana vive através de escolhas.
Na infância, geralmente as escolhas são feitas pelos pais, contudo, quando começa a adquirir liberdade para seus atos, a própria pessoa começa a escolher.
A pessoa pode escolher alimentos que podem ser bons ou ruins para seu organismo, ingerir bebidas alcóolicas em demasia, fumar, usar drogas ilícitas, sabendo que podem ser prejudiciais.
É a própria pessoa quem escolhe se irá viver sozinha ou com alguém, se constituirá família, o namorado ou a namorada, o companheiro ou a companheira, o esposo ou a esposa, se terá filhos, a forma de criação destes.
O trabalho é escolhido pela pessoa, assim como o local de moradia, tendo liberdade de mudar quando quiser e se tiver oportunidade.
Se a pessoa tiver força de vontade e se esforçar, estudará o curso que desejar.
A religião pode ter sido escolhida pelos pais na infância, mas a pessoa pode fazer nova escolha posteriormente, até não seguir nenhuma religião.
Os estabelecimentos, bares e locais de lazer, para comprar ou frequentar, são escolhidos pela própria pessoa.
Cabe à pessoa decidir se irá ter e/ou dirigir veículo, habilitada para tal ou não.
Quando se deparar com alguma dificuldade, inclusive doença, a pessoa poderá desistir ou procurar resolvê-la, ainda que não consiga.
A pessoa pode escolher amar ou odiar, praticar o bem ou o mal, ser alegre, ainda que esteja sofrendo, ou chorar.
Cabe à própria pessoa buscar a felicidade, se é infeliz, mediante escolhas.
Até a morte e enquanto tiver discernimento, cabe à própria pessoa fazer suas escolhas, por mais simples que sejam, e sempre poderá dizer sim ou não, aceitar ou recusar.
Portanto, a pessoa humana tem o livre arbítrio, assim, deve pensar bem ao fazer suas escolhas, pois será através delas que colherá frutos bons ou ruins, imediatamente ou no futuro.

* Dia das crianças *


Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...


A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...


A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta

Lembranças da Infância 🌺 Hibisco-Colibri 🌺


Houve um tempo
em que entre uma brincadeira e outra,
pegávamos uma florzinha fechada
de hibisco
para sugar o mel dela.


Era um tempo
onde o mundo escondia doçuras
e a natureza era companheira generosa
nas descobertas.


Éramos pequenos colibris
aprendendo o sabor da vida
direto da flor, sem pressa,
sem medo e sem saber que aquilo
também era felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta

`Vocês me marcaram`


Roubaram um pedaço da minha alma
Minha infância foi totalmente roubada, levada até o inferno e aprisionada.
Castigada por cada lágrima que eu derramava.


Sonhava todo dia com sua cara
Chorei lagrimas de ódio e magoa, por sua causa.
Eu nunca mais quero voltar para aquela maldita casa!


A melhor vingança que eu poderia fazer, é desejar que vocês sejam eu na minha infância.
Sintam o que eu senti
Chorem o que eu chorei
Carreguem os pesos e correntes dos traumas que eu carreguei.
Só assim entenderiam um pouco do que eu passei, e se arrependam do que fez.


*13/07/2025*

Vislumbres remanescentes da valiosa infância, tesouros bem protegidos e abrigados na mente, que favorecem o lado lúdico da criatividade que pertence a uma imaginação veemente que sempre está em atividade,

mudando muito a realidade através de uma percepção fantasiosa, bastante melhorada, de uma maneira poderosa como se fosse mágica, que tanto melhora o ânimo, ainda que seja uma mudança muito temporária,

Pretendo continuar imaginando por acreditar que Graças a Deus seja umas das formas de não esmorecer durante as dificuldades e no meio da tempestade, um sol particular e uma estrela radiante na vasta escuridão quando não tiver luar.

Numa parte equilibrada da minha preciosa infância, assim como muitos outros, algumas vezes, cheguei a ter o sonho ingênuo de poder estar viajando numa nuvem voadora, passando por vários cantos a qualquer hora

E ir até grandes alturas pelo vasto azul do céu tranquilamente, respirando um ar puro, a brisa suave tocando com leveza a minha face, os fios dos meus cabelos, voos sem nenhuma hostilidade, livres e intensos

Ainda conseguir encontrar-me com um dragão grandioso, imponente, bondoso, bem na minha frente, tendo muitos momentos mágicos bastante diferentes de outros, que eram tão reais na minha mente, o sonho de serem verdadeiros

Um pouco de ingenuidade motivado por meu espírito aventureiro que já se manifestava naquela fase, sendo facilmente provocado desde cedo, um jeito que usava para alegrar a visão da minha realidade com a minha imaginação que até hoje permite fazer o mesmo.

⁠Outrora, uma pequena menina dando os seus primeiros passos, ⁠aproveitando a sua preciosa infância, demonstrando uma inocência rara, cativante, um olhar curioso, a todo instante, era uma descoberta, um jeito muito carinhoso, uma alegria naturalmente esplêndida.

Agora, já é uma linda adolescente, que deixou de ser aquela criança, está vivendo, dançando a dança da vida, inteligente, bastante talentosa, que tem as suas responsabilidades, uma maturidade que iniciou o seu desenvolvimento, em breve, uma expressiva jovialidade.

Num futuro que está mais próximo a cada primavera, será uma bela adulta, focada nos seus objetivos, agindo de uma maneira respeitosa, amando e sendo amada verdadeiramente, aprendendo com os seus erros, recebendo as bênção grandiosas de um Deus Amável e Tremendo.

No Quintal da Infância a Ludicidade Enriquece

Num quintal de poucos detalhes, mas de muita riqueza: a infância que se encanta com a simplicidade e o adulto que, por alguns instantes, volta a ser criança — um lúdico de reciprocidade que nos enche de esperança.

O Suporte que se faz presente desde a Infância

Segura a minha mão desde a infância — aquela grande confiança que até hoje, felizmente, encoraja o meu coração a continuar amando e incentiva a minha esperança de permanecer seguindo o meu próprio caminho, enfrentando desafios e as minhas inseguranças.

Como reflexo desse laço que alimenta a minha perseverança, aprecio os seus conselhos, a sua atenção e cada momento que interagimos, mesmo que muitas vezes à distância; pois partilhamos de um amor respeitoso e recíproco, onde um faz o possível para se fazer presente na vida do outro.

Busco fazer jus a tudo que o senhor representa e a todo o seu suporte; sigo sendo o mais confiante que posso. A sua existência, de fato, é uma das maiores bênçãos que Deus me concedeu, que conquistou a minha consideração, a qual foi ficando mais forte com o passar do tempo — um dos meus motivos rotineiros de Gratidão.

Infância cabocla 2


Nas várzeas do Amazonas fui criado,
Numa comunidade ribeirinha.
Lá minha família criava gado
E no tempo que a enchente vinha,
Pra terra firme até gente ia morar,
Até a água começar a baixar.


Desde cedo aprendi a nadar,
Segurando no casco, a bater o pé.
E o rio sempre a me ensinar,
Que eu sou da várzea, cria do igarapé.
Brincando de manja a gente nadava
E o medo das águas logo acabava.


Fazia cavalo com palha de bacabeira
Jogava pião no terreiro de chão
Bolinha de gude, a mira certeira
Futebol no campinho era só emoção.
Subia na goiabeira pra comer fruta madura
E apedrava nas mangueiras pra colher muita fartura.


Mas nem tudo era só brincadeiras,
O trabalho começava cedo
Meus irmãos tiravam leite das vacas leiteiras
E andavam a cavalo sem medo.
À tarde no curral prendíamos o gado
Plantávamos milho, jerimum e melancia no roçado.


Ah, minha doce infância cabocla!
Que o tempo levou, mas na lembrança ficou
Um gosto de infância que não sai da boca,
Tesouro tão raro que o peito guardou.
Ah, que saudade das brincadeiras!
Da vida singela, porém verdadeira.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias

Duas Raízes, Um Mesmo Encanto


Hoje o dia ganhou perfume de infância,
daquelas tardes que aquecem o coração
sem fazer barulho.


Laís chegou com doçura serena,
Nicole veio junto, iluminando o instante —
e nos dois nomes mora a mesma raiz antiga,
nascida do grego, como um laço invisível
que também revela o milagre de serem gêmeas:
graça, povo, vida… e vitória silenciosa.


Duas luzes iguais
e ao mesmo tempo únicas,
meigas no olhar,
tímidas como flor que desabrocha devagar,
educadas no gesto,
inteligentes no silêncio que sabe escutar.


Brincam como toda criança deve brincar,
correm, riem, inventam mundos,
mas guardam dentro de si
uma calma rara,
de quem já entende a beleza dos detalhes
antes mesmo de crescer.


Há nelas um dom bonito:
falar sem ferir,
ouvir com carinho,
organizar ideias como quem organiza sonhos.


Parecem já caminhar
na direção de futuros luminosos —
boas profissionais,
filhas orgulhosas,
netas que abraçam a vida com delicadeza,
mulheres sábias…
sem nunca perder
o brilho dos olhos,
o sorriso aberto,
nem a alegria que dança no rosto.


E eu, que hoje as conheci,
guardo em silêncio uma certeza doce:
existem encontros
que não fazem barulho nenhum,
mas deixam o coração
mais bonito para sempre.

Existe nela um mistério sagrado,
De quem guarda a infância numa mão,
E na outra, o escudo bem forjado,
Para proteger sua própria direção.⁠


----------------Eliana Angel Wolf

" O Riso que Era Canção."

Nas memórias da infância, o seu riso era uma canção,
Com você, meu irmão Márcio, tudo era sempre bom.

Guardo a sua triste partida para Londrina com afeto,
A cor da mochila, o adeus, um vazio no peito.

O tempo passou, mas o amor de criança ficou,
no inconsciente guardado, a saudade não apagou.

Obrigada pelas melhores lembranças de infância,
Que ficará para sempre em minhas memórias.

Parabéns, Márcio! Que a vida te dê o melhor:
Saúde, alegria e amor, num laço de luz e de cor.
Hoje e sempre.

Nos dias de manhãs frias


Nos dias de manhãs frias, lembro-me dos tempos de infância, que eram cheios de abundância.
Os dias de manhãs frias me trazem muitas nostalgias, de quando minha heroína era só minha.


Os dias de manhãs frias me fazem sentir falta da minha mãe, minha rainha cheia de alegria.
Os dias de manhãs frias me fazem sentir saudades do seu amor e de sua doce harmonia.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides

"A regra é simples, como nos livros de matemática da infância:
você pertence ou não pertence.
É ciência."

⁠A primeira infância fortalece a sua existência terrena.
Se não foi bacana, reprograme em Delta.
A hora é sempre Agora.

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

​INFÂNCIA

​Terra molhada,
Chão batido da estrada...
Vem o petricor.

​Lu Lena / 2026