Silvano Pontes

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Eu amo Parintins


Eu amo Parintins
Isso não posso negar
Esse amor é infinito
E não dá pra explicar.


Tuas várzeas tem mais vida,
Tuas florestas tem flores,
Parintins, terra querida
Tuas festas tem mais cores.


Minha estrela fascinante
No meu céu a mais brilhante
Sempre vem me iluminar.


Eu te dou meu coração
O símbolo da minha paixão
Que não pára de pulsar.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

O caboclo e o rio.


O meu pai é caboclo,
Caboclo eu também sou
Amazonas é minha vida
O meu caso de amor.


Esse rio é minha estrada
Que me leva pra lá e pra cá
Em suas águas barrentas
Eu preciso navegar.


Dele eu tiro o meu sustento
E sigo a dança da vida
Conforme o seu movimento.


Na vazante ou na enchente,
O majestoso Amazonas
Comanda a vida da gente.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Filho do Norte


Vou navegar na história
Nas águas do rio Amazonas
Esse lugar que eu amo
Nação de bravos guerreiros
Povos nativos, povo brasileiro.


Apurinã, Atroari, Tupinambá,
Parintintin, Mundurukú, Kaxinawá,
Kanamari, Baré, Sateré-Mawé.


Minha terra ancestral
Teus filhos viviam dessa natureza
Os rios e as matas eram sua riqueza
Teu canto de lendas te eternizou
A tua lembrança, meu sonho de amor.


O tempo revela a tua herança
A cultura cabocla eu vou preservar
Eu vivo da mata, eu sou farinheiro,
Eu sou ribeirinho, eu sou pescador,
Caboclo guerreiro, eu sou vencedor.


Sou amazonense,
O meu sangue é tupi
O meu canto é mais forte
Eu sou filho do norte,
Meu lugar é aqui.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Filho do Boto


Eu sou filho do Boto
Do Boto eu vim
O meu sangue é de guerreiro
Guerreiro parintintin.


Dos meus desafios
Nunca vou desistir
Pois, cada um deles
Me trouxeram aqui.


Andei de canoa no igarapé,
Na longa estrada
Também fui a pé.


Não temo o banzeiro,
Eu sou filho do Boto
Caboclo matreiro.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Igarapé do Boto


Igarapé:
Caminho de canoa;
Caminho do tempo,
Que trás a lembrança
Da minha infância.


Em tuas águas tranquilas
Aprendi a nadar
E muitas histórias
Tenho para contar,
Você nem imagina!
Uma canoa cheia d'água
Era a minha piscina.


Em tuas águas pesquei
E de manja brinquei,
Para a escola eu remei
E com outras canoas
Eu aporfiei.


Igarapé:
Caminho de canoa,
Caminho do tempo,
Não te troco por outro,
Pra sempre querido,
Igarapé do Boto.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Soneto para Parintins


Minha terra é bonita
Outra terra igual não há,
É o melhor lugar do mundo
Pra viver e amar.


Se eu pudesse escolher
Um lugar para morar
Tenho toda a certeza
Que eu não iria te trocar.


No interior tenho o rio e a floresta
Criações, plantações, caça e pesca,
Na cidade tenho uma casa para morar.


O que mais posso precisar?
Só me falta uma palmeira
Pra cantar o sabiá.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Caminho das águas


Hileia Amazônica,
Oceano verde
Recortado por veias
De águas barrentas
Que descem para o leste
Selvagens e violentas.


Caminho das águas
Que vai para o mar,
Com teus afluentes,
Igarapés, furos e paranás,
Estradas da vida que corre em frente
E não pára jamais.


Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Ene,
Tambo, Ucayali, Marañon, Solimões.
Pra mim tu és Amazonas,
Entre todos o maior,
Que desce dos Andes
Até o Marajó.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Filho das águas


Sou filho dessas águas
Que recortam a planície como teias,
Caminhos que andam
Como o sangue que corre nas veias.


Meu destino está entregue
À marcha desses cursos fluviais
Que passam quebrando barrancos
Com forças descomunais.


Eu sou um caboclo ribeirinho,
Mas diante dessas águas
Eu me sinto tão pequenininho.


Nem o Nilo consegue te superar.
Por isso eu me pergunto,
Quem poderá te controlar?


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

HERÓIS DA VÁRZEA


Em comunidades isoladas,
Semeiam conhecimento,
Com barcos e canoas,
Enfrentam o sol,
A chuva e o vento,
Atravessam os rios, paranás e furos,
Levando luz à escuridão
E esperança ao futuro.


No meio da floresta
Encontram uma sala de aula,
Onde a natureza ensina
E à vida dar uma lição.
Com paciência e dedicação,
Guiam jovens mentes,
Despertando sonhos
Por onde quer que vão.


Professor ribeirinho,
Você é um farol,
Iluminando vidas,
Construindo o amanhã,
Seu trabalho é uma arte, sua luta não é vã
Transformando realidades,
Com empenho e amor
Superando desafios com ousadia e vigor.


Professores ribeirinhos,
Heróis da várzea,
Que fazem a diferença,
Com ternura e perseverança
Que a floresta seja sua inspiração
E o rio a sua motivação
Para trazer esperança
À vida das crianças.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS


No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.


Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.


Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.


Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.


Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Um hino a Parintins


Do verde império em luzes coroado,
Surge Parintins, altiva e soberana.
No espelho d’água, o céu abençoado
Reflete a graça que o teu nome emana.
Na ilha bela, teu povo audaz descansa
Sob o fulgor da história que não cansa,
E o som dos bois em um rítmo altaneiro
Revela a alma de um povo brasileiro.


Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!


Tupinambarana da tribo o velho canto,
Vila da Imperatriz, sonho encantado.
Da padroeira ergue-se o recanto,
Com fé e luta do povo abençoado.
Teus muitos nomes, luz em tua trilha,
Forjaram Parintins, eterna ilha,
Herança viva, desta terra tu és filha,
Em cada verso a tua alma brilha!


Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!


És templo vivo, altíssimo estandarte
Da arte pura em sonho secular;
Amor e fé se unem em tua arte,
No embate místico do festejar.
Canta o guerreiro, o índio, a lavradora,
Na arena da vida acende a cor transformadora,
E a noite explode em glória redentora
Quando teu povo aprende a triunfar.


Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!


Na fé se ergue o povo em esperança,
Diversas vozes num só louvor unido:
O altar, o templo e o canto em aliança,
Em Parintins, o céu tem mais sentido.
Do sino ao hino em clamor verdadeiro,
Há luz no culto simples e ordeiro;
E em cada crença pulsa um coração amigo,
Que faz do amor o seu maior abrigo.


Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!


Tu és a flor da selva luminosa,
Tua beleza em canto se traduz.
Do Amazonas és filha orgulhosa,
Que veste o corpo em mitos e em luz.
Salve, cidade de espírito altaneiro,
Que faz da lenda um sonho verdadeiro,
Em teu cantar ressoa o mundo inteiro:
Parintins, teu destino é ser luz!


Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Salmo do caboclo


Meu Deus Altíssimo,
Dono dos rios, dos matos e dos céus,
eu tô aqui, de joelho no chão
de alma aberta que nem rio em enchente,
pra falar Contigo, Senhor.


Eu não tenho palavra bonita, não,
mas o Senhor conhece o que mora dentro do peito da gente.
Sabe quando a gente cansa no remo,
quando falta farinha na cuia,
quando a doença chega no barraco da beira do igarapé.


Mas também sabe, meu Deus,
que caboclo é forte porque o Senhor é forte com a gente.
É no banzeiro bravo que a fé cresce,
é na beirada do sofrimento que o milagre acontece.


És Tu que sopras o vento nas folhas do buritizeiro,
és Tu que levanta o sol pra esquentar o chão molhado,
és Tu que dá força pro caboclo vencer a correnteza,
e proteção pra caminhar no meio do mato fechado.


Guarda, meu Deus, minha canoa e minha casa,
protege minha família da peste, da fome e do assombro da noite.
Que minha farinha nunca falte,
que a malhadeira fique cheia,
e que minha fé nunca seque, igual igarapé em verão brabo.


Se a doença bater, Tu és o remédio.
Se a tristeza chegar, Tu és o cântico.
Se a tentação rondar, Tu és escudo e espada.


Me ensina, Senhor, a ser firme como jaú contra a correnteza,
manso como águas de igapó,
e forte como tronco de sumaúma.


Quando o trovão rachar o céu, eu não temerei,
quando o rio se enfurecer, eu não me abalarei,
porque Tu és meu remo, meu porto e meu rochedo.


Em nome do Teu Filho, Jesus Cristo,
aquele que é caminho pra quem tá perdido no mato,
luz pra quem se afunda na escuridão,
e salvação pra quem rema cansado na vida,
eu oro, eu clamo, e eu confio. Amém.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Professor Canoeiro


Nas águas da vida, meu rumo é traçado,
No berço da várzea, onde o saber germina,
Num barco de sonhos, singrando o banzeiro alado,
Sou mestre e discípulo da escola que ensina.


A canoa desliza num véu de oração,
Com olhos atentos ao tempo e ao vento,
Pois sei que o bravo rio, requer atenção,
Pede respeito, fé e discernimento.


De manhã, parto cedo rumo à cidade,
Levo o caderno, o livro e a família
Que na viagem são minha companhia,
E quando retorno, de manhã ou à tardinha
Trago a saudade
De quem carrega a luz da pedagogia.


Ensino a leitura, a conta e a razão,
Mas aprendo a escutar o rumor do rio,
A linguagem da mata, a voz do trovão,
E o silêncio que molda o desafio.


O remo e o rabeta são meus lápis, a água, meu papel,
Onde escrevo a lição a ser alcançada,
Enquanto Deus vigia do alto céu
Meu trajeto, minha fé sempre firmada.


O rio é estrada, é livro em movimento,
Onde flui a vida com sua lição primeira:
Só caminha quem vence o impedimento,
E só aprende quem crê na travessia inteira.


A canoa é mais que madeira e estrutura,
É extensão da esperança que não se cansa,
Leva saber, mas também leva ternura,
No vai e vem de quem luta e de quem alcança.


E quando a correnteza vem mais feroz,
Dobro os joelhos, oro com confiança:
“Senhor nos protege das águas, e ouça a nossa voz,
Pois cada remada é também esperança.”


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Navegar é preciso


O rio desliza, soberano e forte,
Comanda a vida, a dor, a sorte.
Nas águas que cantam
Um canto sem fim,
A selva responde
Sorrindo pra mim.


Das margens barrentas,
Um barco se ergue,
Na correnteza que o tempo não segue.
O homem, pequeno,
Se faz e se refaz,
Nas ondas que escrevem histórias a mais.


O rio é senhor do velho e do menino,
Na veia do mundo, num eterno caminho.
A lua se banha no espelho das águas,
E a noite murmura segredos e mágoas.
O peixe, o canoeiro, o jacaré,
todos seguem em frente, pois, a vida não dá ré.


Navegar é preciso, quem para, não vive,
a correnteza é brava, mas os fortes a desbravam.
O rio é um verso que o tempo descreve,
Nas águas que levam, que criam, que lavam.
O barco é um sonho de quilhas rasantes,
Leva os destemidos, os loucos e os amantes.

Navegar é preciso mesmo à deriva,
Pois só no movimento a alma se vive.
O rio comanda a vida, e a todos cativa,
Deus fez seu leito, talhou sua margem.
E as águas cantam, em Sua homenagem:
Ecoando mistérios, em toda paragem!


Navegar é preciso na obra sagrada,
Nas veias do mundo, por Deus desenhadas.
O rio é senhor, mas Deus é a fonte,
De onde brota a vida, além do horizonte.
O rio comanda a vida, mas quem comanda o rio?
Só Aquele que fez o tempo, o vento e o próprio rio.


Autor: Silvano Pontes
Amazonas em poesias.

Parintins, Flor do Amazonas – 173 Anos


Às margens do rio que encanta,
Nasceu tua história formosa.
Teu povo ora e canta,
No chão, canção gloriosa.
Ó Parintins, por Deus abençoada,
Pelos caboclos, pra sempre amada.


Nas tardes mansas, o sol te abençoa,
Pintando de ouro a correnteza.
O boto salta, a arara entoa,
E o povo brinda tua beleza.
Teu nome é verso que o tempo ensina,
Tua alma é pura, tua voz divina.


Teus rios falam com voz de criança,
Teus ventos trazem antigas canções,
Das mãos caboclas, cheias de esperança,
E do benzeiro que embala os corações.
Ó Parintins, terra de lenda e fé,
Teu nome é luz que aplaudo de pé.


Hoje a cidade inteira festeja
Teus 173 anos de alegria.
Paz é o bem que teu povo deseja,
Felicidade, amor e harmonia.
Hoje é teu dia, Tupinambarana,
Ilha do amor, eterna e soberana.


Parintins, meiga flor do Amazonas,
Tua bandeira é meu coração!
Teu povo canta tua história,
Com orgulho, amor e gratidão.
Parintins, pátria das águas,
Brilhe pra sempre na imensidão!


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Homenagem aos professores de Parintins.


Nas salas onde o saber floresce,
Brota a luz de quem ensina e guia,
É no olhar do professor que acontece
O milagre da vida e da poesia.
De Parintins, terra de encantos mil,
Erguem-se professores, orgulhos do Brasil.


Com voz serena e alma paciente,
Plantam futuros em cada lição,
Transformam sonhos na mente da gente,
Com fé, coragem e dedicação.
Cada palavra é semente lançada,
No chão da esperança, bem cultivada.


No chão da escola, o saber é canção,
Que ecoa forte e vem do coração,
E cada gesto dessa nobre missão,
Revela o dom mais puro e comum:
Ensinar é servir, é fazer brotar
O bem que o tempo não vai apagar.


Neste dia, a população lhe agradece,
Com reverência, carinho e emoção,
A quem ensina e também enriquece
A alma viva da educação.
Professores são como um farol,
Que acende o futuro com luz e sol!


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Infância cabocla 2


Nas várzeas do Amazonas fui criado,
Numa comunidade ribeirinha.
Lá minha família criava gado
E no tempo que a enchente vinha,
Pra terra firme até gente ia morar,
Até a água começar a baixar.


Desde cedo aprendi a nadar,
Segurando no casco, a bater o pé.
E o rio sempre a me ensinar,
Que eu sou da várzea, cria do igarapé.
Brincando de manja a gente nadava
E o medo das águas logo acabava.


Fazia cavalo com palha de bacabeira
Jogava pião no terreiro de chão
Bolinha de gude, a mira certeira
Futebol no campinho era só emoção.
Subia na goiabeira pra comer fruta madura
E apedrava nas mangueiras pra colher muita fartura.


Mas nem tudo era só brincadeiras,
O trabalho começava cedo
Meus irmãos tiravam leite das vacas leiteiras
E andavam a cavalo sem medo.
À tarde no curral prendíamos o gado
Plantávamos milho, jerimum e melancia no roçado.


Ah, minha doce infância cabocla!
Que o tempo levou, mas na lembrança ficou
Um gosto de infância que não sai da boca,
Tesouro tão raro que o peito guardou.
Ah, que saudade das brincadeiras!
Da vida singela, porém verdadeira.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias

AMAZONAS, O REI DOS RIOS


Rio Amazonas, gigante da terra,
Seu curso majestoso, uma obra divina.
Nasce do Andes, corre depressa,
Três mil léguas de aventura e beleza.
Seu leito largo, um mar interior.
Águas barrentas, vida pulsante
Peixes, jacarés, sucuris
E a lendária cobra grande.


Gigante da América, rio majestoso
Uma força da natureza
Traçando um destino de glória e grandeza.
Seu domínio é vasto,
Sua beleza infinita
Onde se entrelaçam as lendas e mitos
O sol se põe, um círculo de ouro,
Iluminando o rio, um espetáculo glorioso.


Amazonas, o rei dos rios, fonte de inspiração
um símbolo da vida e da renovação,
Sua grandiosidade, um presente divino.
E os povos indígenas, guardiões dessa terra
Vivem em harmonia com esse rio sagrado
Que em seu curso esconde a força da criação
Um precioso tesouro, que vale mais do que ouro,
Para sempre amado.


Autor: Silvano Pontes.

AMAZÔNIA, BERÇO DA VIDA


Amazônia, berço da vida,
Floresta gigante, pulmão do mundo.
Árvores majestosas, como a samaumeira,
Ipês floridos e altas castanheiras.
Orquídeas exóticas, bromélias vibrantes
Florescendo em cores, sob o sol radiante.


Jaguatiricas ágeis, onças poderosas,
Macacos curiosos e tamanduás tranquilos.
Aves de penas vibrantes: araras e papagaios
Cantando melodias, sob o céu azul.


Rios pulsantes, com piranhas e tucunarés,
Sucurijus gigantes e perigosos jacarés.
Insetos fascinantes: borboletas, abelhas,
Encantando com suas cores e polinizando as flores.


Ah! Minha Amazônia! Tesouro precioso
Patrimônio mundial, berço glorioso
Protejam essa joia, nossa esperança,
Para as futuras gerações, a mais bela herança.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

AINDA HÁ ESPERANÇA


Na Amazônia, coração da Terra,
Agora impera, a seca e o silêncio,
onde havia vida sem fim.
Árvores secas, rios vazios,
Um eco de desolação, um sonho ruim.


O homem, cruel e implacável,
Queima a floresta, sem piedade,
O verde desparece,
Deixando cinzas e tristeza.
Os animais buscam refúgio,
Em áreas remotas, sem abrigo.
Os indígenas choram,
Porque sua terra corre grande perigo.


Mas ainda há esperança,
Na chuva que volta, na vida que renasce.
A Amazônia, resiliente,
Se recompõem e se renova.
Nossa responsabilidade,
É proteger e preservar,
Para as gerações futuras deixar,
Um legado para uma vida nova.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Brasil e Amazonas: vozes da liberdade


De um povo heroico o brado retumbante
Ecoou no tempo a voz independente
Com o coração livre e triunfante
Ergue-se o Brasil, sublime e ardente
Gigante pela própria natureza.
Ó Pátria Amada, cheia de luz e de grandeza.


Nos teus bosques têm mais vida e fulgores
Nossa vida no teu seio mais amores;
Verás que um filho teu não foge à luta
Pois tu és nossa esperança absoluta
Mostra-te ao mundo em luz resplandecente,
Com fé no futuro e força no presente.


E o meu Amazonas de bravos que doam,
Teus cantos de lendas para sempre ecoam,
Nas paragens da história, o passado
É de lutas e de glórias o teu legado
És tronco viril de um povo bravio,
As tuas paisagens são orgulho do Brasil.


Que os tambores da glória despertem a nação,
Pois viver é destino dos fortes
Ó Amazonas, tu és vida, tu és força e canção,
Rompeu com o Grão-Pará, se tornou o rei do norte
E entre as riquezas que o Brasil encerra,
Tu és tesouro, és jardim sobre a Terra.




Autor: Silvano Pontes
Amazonas em poesias.
"Um diálogo entre o hino Nacional e o hino do Amazonas."

Amazônia, Pulmão do Mundo


Verde imenso, céu a brilhar,
Na floresta, vida a pulsar.
Rios correm, cantam sem parar,
Na Amazônia, o mundo a sonhar.


Árvores altas, tocam o céu azul,
Guardam segredos num mundo oculto.
Cada folha, um suspiro de luz,
Cada animal, um verso do futuro.


O vento sussurra e traz a canção,
Das tribos que vivem em comunhão.
Mas o homem branco avança, sem compaixão,
Rompendo o equilíbrio da criação.


Oh, Amazônia, tua voz ecoa,
Mas será que o mundo te escuta?
Preservar-te é a única escolha,
Para que a Terra não se torne muda.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Guardiões da Floresta


Amazônia, berço de tradição,
Onde os povos vivem em comunhão,
Com a mata, o rio e o céu profundo,
Onde tecem sua história em seu mundo.
Povos indígenas, resistência e dor,
Na luta contra o invasor.


Seus rios são veias, a terra, altar,
Mas o mercador só sabe tomar.
O ouro que cega, o peixe que some,
Envenenado pela ganância do homem.
Mas sua voz ecoa, forte e viril,
Na defesa do nosso brasil.


Das línguas antigas, dos cantos sagrados,
Dos mitos que vivem nos tempos passados,
Cada povo guarda seu próprio saber,
Raiz que não deixa o futuro morrer.
Caçam, plantam, pescam com arte,
Na dança que pulsa no ritmo do rio.


De Apurinã a Yanomami, de Baré a Sateré Mawé,
Baniwa, Koripako, Munduruku, Tukano, Tuyuka,
Waiwai, Marubo, Matis, Matsés Juma,
Kambeba, Kanamari, Kokama, Mura,
Cada nome é um grito de existir,
Um laço com a terra, um porvir.


Desana dança, Karapanã canta,
Hupda, Witoto se levanta.
Kulina, Korubo, Pirahã na mata,
Ticuna, Tariana, guardam a chama.
Cada nome é um verso na história,
De resistência, luta e vitória.


Guardiões do clima, da vida em flor,
Sem sua luta, se perde o amor.
O mundo os nega, os expulsa, os fere,
Mas sua força ainda persevere.
Pois na floresta que o vento balança,
Está sua eterna esperança.


Oh, povos de raiz e de chão,
Sua luta é nossa canção!
Que a justiça chegue, clara e inteira,
Como o sol na mata brasileira.
Pois sem vocês, sem vosso ardor,
Não há Amazônia, não há amor.




Autor: Silvano Pontes
Amazonas em poesias.