Poema de Incerteza
Se eu gosto de você?
Não sei.
Mas sempre quando estou triste, quero estar com você. Você não precisa fazer nada, nem dizer algo que faça me sentir melhor. Sendo você já está bom...
Se eu gosto de você?
Não sei se é gostar.
Mas sempre quando estou com medo quero aquele abraço que você me dava quando eu acorda assustada dos pesadelos.
Se é gostar?
Quem sabe?
Mas eu sei que sempre quando está tudo bem, eu quero que você esteja comigo, só pra gente rir e falar sobre nada, como a gente sempre fez.
Se é gostar?
TALVEZ.
Porque, as vezes, até sinto falta de você me cobrando pra demonstrar mais meus sentimentos.
Então não sei dizer se é amor, se é paixão, se é carência.
Eu não sei.
Mas no final de qualquer coisa que eu diga que é, sempre terminará com seu nome.
E o bom, ou ruim, é que não tem como alterar.
Mas tudo bem.
Eu estou tão ocupada ultimamente.
Ocupada seguindo em frente.
As vezes, sou sabotada.
Mas tudo bem, já decorei o caminho.
Sempre volto, as vezes, tropeçando no caminho... mas volto!
Vai vê que a vida é assim:
Você vive tentando descobrir o propósito, e chega uma hora que você consegue. E está feliz.
Porém, ela é má.
E quando você descobre rápido de mais, ela faz escapar pelos seus dedos, e deixa com aquele gosto de quero mais...
Amar? Amo.
Mas isso não define que preciso estar perto.
Não define que quero a infelicidade com outras pessoas.
Não...
Eu aceito.
Eu quero que seja feliz, e muito.
Assim eu não tenho que ficar esperando.
Assim eu não preciso ter que dizer a mim mesma que não pode, que não dá.
Sabe o quanto é doloroso?
Seu sonho saindo pela porta, e você dizer adeus com um sorriso nos lábios...
E dizem que quando estamos destruídos, choramos.
Iniciantes!
As vezes penso tanto no seu rosto que te enxergo em cada esquina.
As vezes lembro tanto da sua voz que acabo esquecendo de como ela é.
É assustador...
Mas tudo bem, eu adoro um perigo!
Estou no meio deste “sei lá”.
O que é o “sei lá”?
Ah, ele se resume a ummundodentrodeummundo...
ainda se fosse omundodentrodomundo, o conceito seria mais fácil de explicar
ou, pelo menos, de entender.
Mas sei lá...
Isto é meio que bom: o não saber.
Não, não... eu me enganei. Isso é ruim!
Ou, talvez, sei lá!
Só sei que, depois que sair desse mundo, vou pra outro ainda sem saber explicar o “sei lá”.
O outro mundo?
Ah, sei lá!
Entre Grades e Sonhos
Perco-te aos poucos, amor meu,
Em cada suspiro, em cada adeus.
Teus passos se afastam, tão lentamente,
Como a brisa que escapa entre meus dedos.
O que fazer, quando o coração se parte,
Quando as noites são longas e frias?
Perdido entre grades de incerteza,
Sonho com dias de alegria.
O que se é
Eu posso ser o mais feliz possível
Ou, devo eu
Ser possivelmente feliz?
Entre adjetivos e substantivos,
Implicâncias gramaticais,
Posso ser o que há em mim agora
E o que há em mim
Nem me disponho a reconhecer.
Tem mora,
Custa conhecimento,
Requer expressão.
O que há em mim
Não cabe em regras literárias,
Pois enquanto é expansivo demais
É desconhecido ao mesmo tanto.
Ora em sombra,
Ora em luz
E muito sobre neblina
Findando então qualquer questionamento sobre mim,
Todavia ordenando todas as certezas que me coloco em hesitar, abnegar.
As pessoas especiais
já descobriram como
amar a si mesmas,
aos outros e à vida,
apesar das suas incertezas, enfrentando medos
e superando desafios.
O canto do bem-te-vi
Não se sabe se é canto cá
Ou se é choro ai.
O canto da cigarra não se sabe se ameniza a dor , ou se é labor que a amarra.
A justificativa do justo, não se sabe se é agrado ou se acreditamos a todo custo.
O barulho que o vento faz, não se sabe se o ouvimos por ser barulho ou por silêncio que jaz demais.
O beijo demorado, não se sabe se é paixão ou se está se sentindo culpado.
A poda da flor, não se sabe se a revive ou se lhe provoca a dor.
- essa libido indolor, não se sabe prazer ou a procura de amor.
Assim somos incertezas , assim somos relatividades, assim somos saudáveis em comorbidades, assim somos paz em guerra ,só depende do que vem e vai, só depende do que necessitamos, só depende de nossa atitude, só depende do que falta a nossa completude.
Lupaganini - Casa do Poeta
Oque me fez tomar as decisões de agora
Agir com atitudes que nunca pensei
Com a indiferença que agora faz sofrer
Foi porque até aqui
Ja sequei muitas lágrimas em minha face causada por um amor que me fez acreditar em uma certeza
Que no seu coração apenas trazia dúvidas
Sou o ato nunca o fato .
Não acredito , tampouco desacredito .
Sonho entre nuvens , mas acordo com travões.
Sei , que não sei , por isso transito entre contradições.
As Cinzas De Nós!
Qual de nós dois?
Qual de nós dois,
sofre mais,
com as brigas...
Com as indiferenças.
Com as incertezas?
Qual de nós dois...
Cederá em nome do amor?
Várias são as interrogações(?????...)
Quando o amor é frágil...
Inseguro.
E incerto!
Valsa sem fim.
Imagino nós dois, dançando acordados,
Ao som de Djavan, com taças de vinho em nossas mãos.
Você vem até mim e me beija —
Seus lábios cor-de-rosa tocam os meus,
Nossas línguas bailam em uma valsa sem fim.
Eu não me canso de olhar-te.
Olhar no fundo dos teus olhos castanhos como cobre
É como olhar o paraíso — se é que isso existe.
Nos seus cabelos, a noite se manifesta:
Uma cortina de escuridão
Que abraça minha alma e me conduz
Por um universo de emoções.
E enquanto dançamos,
Me pergunto:
Será amor, ou só o desejo de não estar só?
Talvez seja ambos.
Talvez nem um, nem outro.
Mas ali, nos seus braços,
Eu existo.
Palhaçada
É como o tempo passa,
Outrora,
Emo,
Que sou (confesso),
Usando MSN e Orkut,
Ouvindo Fresno (ainda escuto),
Sofrendo em lágrimas e dores,
De amores que nunca existiram,
Banal?
Não,
Mas, é incrível lembrar de como era a tal!
Não de "me achar",
Nunca fui isso,
Mas, de arcar com as responsabilidades da vida,
Até um pouco egoísta na época,
Achando que trabalho enriquece,
Mas, quem adoeceu com o tempo foi a alma,
Com calma,
A maturidade tomou conta,
E a conta?
Sim,
Chegou, veio com força,
Recuperando o que é bom,
Sanando o que não,
Firme com a firmeza de prego que se move na areia,
Num mundo líquido onde as certezas da vida se tornam incertezas,
Amores, desamores,
E rumores em verdade inconcreta.
Descompasso
Meu tempo passa,
e meu relógio permanece parado
diante de tua congruência,
relembro-me do meu passado.
Vivo ao lado da incerteza,
de braços abertos à inconclusão.
Sinto-me a me desgastar
perante tua exatidão.
Palavra que me prende,
sentimento que me molda,
sensação que me vicia —
é o amor que me desola.
Ó lua,
será que diante
da plena madrugada,
meu tempo descontinua?
AMARÉ
Passo a vida em mar aberto —
às vezes calmo, ora tempestade sem aviso.
Mesmo com medo de ondas altas,
há um receio ainda maior:
te perder em meio à extensa praia,
mesmo estando tão longe do perigo.
Ambos precisamos sempre tocar com os pés no fundo.
Como quem esquece que já aprendeu a nadar...
Por que ainda nos sentimos tão inseguros?
Quando o vento nos empurra
e o corpo, num súbito, mergulha,
buscamos um porto seguro
onde seja possível atracar.
Mas não tem jeito —
mesmo à deriva, só há uma alternativa.
Há momentos em que o coração
nos convida a saltar,
por mais turbulento que o meu mar possa estar.
E, em meio à queda, a pergunta:
Você não vem?
Mesmo sabendo que pode doer,
que depois de tanto esforço ainda podemos nos afogar,
te convido a seguirmos juntos —
nem que seja até uma próxima enseada.
E se lá também houver tempestades,
que ao menos sejamos abrigo um no outro,
pelo tempo que escolhermos estar.
E se houver calmaria,
que saibamos aproveitar a dádiva de flutuar sem medo.
Porque amar, no fim,
é escolher mergulhar —
mesmo sem saber, ao certo,
em que profundidade podemos chegar.
Sereno espírito tenho,
Quando em ti penso
Em que no passado há,
O que hoje não há
Mas se hoje não há,
No que amanhã haverá?
Um espírito remato,
Ou um sequioso ser
Que nunca se farta do hoje,
Em que há em você.
O que em ti há,
De tão longe a conquistar?
Perpétua corrente estás,
Na superstição que há
Não no que em ti há,
Mas no que em mim há...
"É muito louco esse mundo..."
É muito louco esse mundo…
Quando somos crianças, tudo o que queremos é crescer.
Ficamos ansiosos pelos 18, como se essa idade fosse um portal mágico pra liberdade, pra vida de verdade.
Mas quando ela chega… mal dá tempo de sentir.
Ela passa. Rápido. Rápido demais.
Mais veloz que um foguete, mais impiedosa que o tempo.
E aí, o que era sonho, vira rotina.
A liberdade vira responsabilidade.
A pressa vira cobrança.
E o medo começa a crescer dentro do peito.
Medo de não dar tempo.
Medo de falhar.
Medo de ir embora desse mundo sem entender direito o que viemos fazer aqui.
Porque, no fundo, ninguém sabe o que vem depois.
E talvez seja isso que mais assuste:
essa incerteza do destino final, esse silêncio depois da última batida do coração.
Mas enquanto estamos aqui…
Talvez o segredo não seja entender o final,
mas dar sentido ao agora.
Viver de verdade.
Amar sem medida.
Ser presença.
Ser memória boa.
Ser o que o tempo não apaga.
Que bom que as horas são incertas,
Que a vida não faz teste de solo fértil,
Que as sementes das garantias não estão plantadas,
Que dependemos da coragem gentil,
