Poema da Maça
Maçã e Hortelã
Seus olhos são lindos,
Você usa eles para deslumbrar o mundo.
Seu sorriso é magnífico,
Mesmo que ainda sem dentes e tão miúdo.
Você veio ao nosso encontro
No mesmo dia em que alguns se tornaram cegos e loucos,
Pra mostrar que não há medo
Em tentar viver tudo de novo.
Nunca pensei que veria seu pai vestido de noivo,
Declarando ao mundo estar apaixonado
Pelo que antes era seu medo mais tosco.
Me disseram que você tem cheiro de hortelã
E que seu pai, na juventude, tinha cheiro de maçã.
Ele não vê, mas se parecem mais
Do que ele mesmo pode compreender.
Você me lembra coisas lindas
Que nunca poderei esquecer.
Sua presença é a permissão para que neste campo novas flores possam vir à nascer.
Ruim ou bom, tudo isso é coisa do nosso próprio querer.
Espero que, quando crescer,
Não se apegue a detalhes e não se deixe abater;
Por favor, continue sempre a correr.
O coelho miúdo e fugaz,
De olhos castanhos e pequenos,
Vinha há um tempo me alertar da tua chegada repentina.
Não disse com todas as palavras quem eras tu, mas mostrou claramente que algo lindo viria.
A vida sabe que sem ti seria imperfeita, quase nada.
Forma incompleta, linha reta, maça mordida,
O mundo sabe que sem você não teria a mesma beleza faltaria a peça principal do quebra cabeça.
MC
E se a maçã for uma metáfora pra droga
Você ainda estaria no paraíso ou estaria fora?
Não saber o que vem depois é algo que me incomoda
Mas por outro lado eu também acho viver foda
Da Maça da ÈVA, pra maça da Apple.
Noticias fresquinhas que drenam seu tempo.
Fulano ta assim, beltrano ta assado.
Cégos conduzindo cégos pra beira do buraco
É... Já sei o porquê que nós somos assim.
Toda Eva tem uma serpente que lhe faz morder a maçã.
Você deve ser a minha
pois quando estou perto de você
a tentação me busca do céu e
me traz de volta ao inferno
me fazendo de escrava novamente.
Após a queda das torres gêmeas no coração da Grande Maçã
Passo a me questionar quanto nossa existência é pequena, fugaz e vã
Enquanto o ego ferido de governantes clama por guerra
A intolerância só aumenta enquanto o povo só quer a paz
Condições mínimas para se ter uma vida digna
Saúde, educação, segurança, liberdade, justiça, abrigo, autonomia e terra
Judeu, muçulmano, cristão e ateu merecem
E todos embaixo da linha do Equador padecem
Como engolir uma maça envolvida em lâminas
Sinto-me triturado por dentro.
Estranho que não é na garganta.
E Sim no coração.
A cada batida dói cada vez mais.
A cada batida, sinto um novo rasgo de lâminas criadas pelo meu emocional frágil.
Cicatrizes internas que nunca iram se curar ou sumir.
Pior inimiga agora minha memória,
Me faz repassar cada momento glorioso com ela.
Me faz lembrar do som do seu sorriso.
Do som de seu ofegante suspiro em meus ouvidos.
Maldita memória.
A maça do Éden
À medida que avançamos em uma viagem...
para um horizonte distante onde as estradas estão ausentes...
Ele segue o caminho de seu coração para...finalmente, saborear a felicidade.
A queda que implorou tanto tempo e nunca preenchida...
ele viaja o coração dela e saboreando cada margem.
Tempestade em um céu brilhante...outrora estes cruzaram outras vezes...em outros corações....tormento no banco de velho amantes.
Doçura Saline transbordando esses olhos tão impressionado com sua bondade.
A alma de criança e ele sente tudo embalando sua jornada para a borda do infinito...ou que ela enterrou e mantem viajar atraves dele.
Pulsando emoção ritmo que a sua alma representa incansavelmente ao longo do tempo de viagem e passagem.
Ele fixou residencia em seu jardim secreto...
que será o último fruto proibido.
ela inspira como a maçã do Éden.
O teu beijo sabe a hortelã.....
A tua pele tem o cheiro a maçã....
O nosso amor tem o cheiro do jasmim!!!
Maçã do Pecado
Veneno da serpente
Santa pura semente
Dessa terra de gado
Céu Estrelado
Alumia minha vida
Alma, pele colorida
Sentimento Alado
A CHUVA É UM POEMA.
Petricor,
da cor de maçã
Verde,
folha da tamarineira,
tão fina, delicada e esperançosa quanto és.
Minha Ex. Atual, talvez futura.
Uma gota doce de ti,
escorre entre os meus lábios.
Lembro-me do céu,
do teu beijo que me dá a eterna água na boca.
O céu outrora nublado
agora clareado de tua pele iluminando o meu dia cinza.
A chuva é um poema do céu lacrimejante,
sorrindo,
do teu sorriso que o arco-íris desenhou.
Perco-me entre ti e o céu,
me reencontro entre vós.
Abraço-te solto,
largo-te no vazio.
Convido-te a embalar neste som melódico da água caindo
gota a gota
no balde do teu banho solitário,
que me causa ânsia e ciúmes descontrolados.
Suspiro preocupado num instante de nada.
Penso: quem dera ser eu a chuva para banhar em ti,
sobre o teu corpo nu.
Pois,
a chuva é um poema que dançou o linguarejar gemido dos nossos corpos húmidos,
que murmuravam prazer nas nossas tantas vigias amorosas.
Maçã podre
Tanta bondade por tanto desprezo
Egoísmo e orgulho é só o que eu vejo
Só quer saber se estou com alguém
O que eu sinto não mais lhe convém
Roubou tantos anos de uma vida plena
Depois vira o rosto quando me acena
Dei vida a um ser tão podre e otário
Nunca pensei que sairia tão caro
Maçã podre de tanto veneno
Não sabes o quanto tu estás perdendo
Sendo tão rude com quem a ti se doou
Cuidou de vós e lhe perdoou
Desejo a ti longos anos de vida
Para que reflita sobre a chance perdida
De ter alguém tão bom ao seu lado
Não aproveitou,escolhestes o descaso
Agora vives como um pombo de praça
Estás vivendo como uma traça
Destruindo o que é tão bom e tão belo
Pobre de ti,virastes só um farelo
Os teus lábios parecem ter o gosto de maçã mordida
Como desejo de tê-la em meus braços, aproveitando a inspiração do dia
Eu a cortejo por todos os lados;
O dourado de seus cabelos
Me fazem admirar o céu
na esperança de sentir o gosto do seu amor
E não esperar o gosto de fel
Eu me simpatizei de verdade com você
Por isso eu lhe pergunto...
Será que eu posso te conhecer?
A vida sem ti seria imperfeita, quase nada.
Forma incompleta, linha reta, maçã mordida.
O mundo sabe que sem você não teria a mesma beleza, posto que faltaria peça principal de seu quebra cabeça.
- “O que que a gente faz agora?” Pergunta ela.
- “Não faço a menor ideia”. Responde ele.
Eva comeu a maçã,
Adão comeu Eva
A serpente comeu os dois
E desde então o mundo é assim
Desejamos sempre o fruto proibido...
A MAÇÃ
Era outono.
Havia uma maçã no chão,
Caída da árvore cinquentenária.
O homem, esfomeado, vergou-se
No ranger dos ossos castigados
Por longos jejuns lazarentos,
De uma vida de naufragados
Num barco de pobres assinalados,
Pelas misérias dos tempos.
Tinha já a podre maçã
O bicho que a carcomia,
Fruto de macieira arraçada
Também velha e corcovada,
Triste por não ser sã,
Nos ramos em agonia.
Prestes a pegá-la do chão
Pousa um passarito aflito
E o homem com prontidão
Diz ao pássaro com emoção:
Come, come tudo sem parar,
Pois assim me capacito
Que minha fome pode esperar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)
Branco Ocular
Das sementes
De maçã
Nas pedras
Do insondável
Que
Sempre é
Amar
Turbilhão
De
Emoções
Lúdica
Doçura
Delcioso
Sentir
Que
Mais
Não fora
Tão pouca
A vida
Então
No átimo
De um instante
Eternamente
Existir
Em um pseudepígrafo cristã
Foram 33 homens e 23 mulheres
Frutos do pecado da maçã
Num conflito de geração
Filhos e filhas deram continuidade
A família de Adão
Dez homens ficaram na contra mão
Esperando mais cem anos
Pela próxima geração
Seth e Azura iniciaram a confusão
Foi quando Adão de pai
Passou a ser o primeiro avô da criação
De geração em geração
O primogênito perdeu a ponta do cordão
Noé foi o último dos cristãos
Causando a maior confusão
Casam-se homens com homens
Definhando de uma vez a linhagem de Adão
A vida é uma maçã
Que às vezes
Tem gosto de limão
Viver é caminhar
E às vezes
Deparar com coisas
Espalhadas pelo chão
Coisas que guardávamos
Com tanta esperança
De ter sempre preservadas
Respeitadas
e talvez admiradas
pertinho do coração
Para poder sempre dividir
Como se fossem
Compotas de Maça
Palavras importantes
Para as quais não deram importância
Sonhos de criança
Sonhados hoje
Muitos anos após a infância
Esfacelados
Pisoteados
Simples palavras cultivadas
Massacradas
Por outras palavras
Infelizes e maledicentes
A vida poderia muito bem
Ser igual à uma maçã
E às vezes é
Mas tem gosto de limão.
Seyitler
Do alto de Seyitler
danço com a maçã
na cabeça desafiando
o meu próprio equilíbrio
em nome do poema
que hei de escrever
sobre os teu olhos
desafiadores e comovidos,
A relação com o perigo fez
de nós indivisíveis e íntimos.
