Poeira
Sina Nordestina
Sou nordestino,
feito de sol e poeira,
de mãos calejadas
e alma verdadeira.
Querem me afogar
em águas de secas,
mas sou raiz que resiste,
sou chão que não se entrega.
Minha sina é estrada,
vento que corta o rosto,
é lágrima engolida
no silêncio do desgosto.
Garota, se soubesse
o que carrego no olhar,
entenderia que o sertão
não se curva ao queimar.
Povo sem sensibilidade,
que julga sem conhecer,
não sabe que na seca
aprendi a florescer.
Em vez de ficar reclamando
tive que aprender a levantar
minha cabeça, sacodir toda a
poeira e dar a volta por cima.
Só assim começou a mudança que
eu tanto queria em minha vida!
O tempo passa como poeira que baila com o vento ficando as lembranças perdidas no meu espaço, cria-se um compasso entre a realidade de agora e o sonho de outrora. Meses e meses eu caminho só. No meu íntimo continuo a lembrar da nossa primeira vez. Fomos adolescentes, fomos crianças, loucos jovens maduros, fomos até inconsequentes, mas nada apaga um amor como esse que se foi e somente lembranças ficaram. Meus olhos continuam como rio que desce, continua como lâmina que fere. Na minha face meus olhos inflamados, no coração o aperto da perda brusca e na minha alma a memória conserva aquele amor interrompido e de um adeus contido ainda em lágrimas.
Despertai ele esta para chegar.
❝ ...Acorde para o novo dia, sacode a
poeira, levante a cabeça, e enfrenta
esta batalha de pé. Confie em Deus,
ele pode transformar qualquer situação
que você esteja passando.
Deus tem uma benção para você.
Tenha um santo e abençoado dia...❞
-------------------- Poetisa:Eliana Angel Wolf
Cuidado com as pessoas e em quem acreditar amiga! Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Beijos.
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima! Vamos com calma, viva somente um dia de cada vez. Só por hoje. Conte sempre com os amigos. Beijos.
Na estrada um grão de poeira
nas retinas a balançar,
qual pássaro voando rasteiro,
pronto para partir e cantar
As marcas dos passos na terra,
miúdos, sem rumo, cansados,
qual andante sem nenhuma quimera
em busca do que há sonhado
Na boca o sabor de fel e mel
nos beijos há muito guardados,
no coração uma mortalha de véu
cobrindo um amor rejeitado
Um grão de poeira- sim, de poeira e não de areia ! E há pessoas que usam esse intervalo minúsculo aqui no Planeta para fofocas, calúnias, invejas, maldades de todo tipo e se esquecem que ao pó da terra voltaremos, independente da cor, credo, posição social. Lá ficaremos "ad infinitum", igualados debaixo de mármores partidos.
SACODE A POEIRA:
Sacudir a poeira?
Se não desalinho
Provoca sandice
Obstruindo as vias.
À volta por cima?
Pode ser metódico
E o método, quiçá,
Sem méritos.
"Quando eu morrer não me jogue areia,
me jogue flores.
-Sou alérgica a poeira!
Por favor não me jogue areia,
me jogue flores."
☆Haredita Angel
"Lá no passado só tem fantasmas,
poeira do que foi e nunca mais há de ser...
E o que eu faço com isso?
Nada!
Então, dei as costas e fui embora!"
Haredita Angel
08.03.22
Não somos nada, poeira cósmica, partícula de pó,
vivificados pelo espírito santo
da vaidade..
Tudo que fazemos é em busca de aprovação, de aplausos
de Deus ou dos homens.
Quando deveríamos ser movidos por amor, por fazer o bem, não por interesse, mas isso não acontece com ninguém..
No final tudo é uma questão de estímulo e recompensa.
Se choro
Se eu choro
Choro porque quero regar teu caminho
Molhar teu rosto
Baixar a poeira
Que o verão intensificou.
Sou o bem
A terra molhada
Que pisas forte
E nem ouve
E nem sente
Que eu sou tua estrada.
vereda de poeira
escura e lenta
ao redor paira,
inspiração breve
no interruptor
do Universo foi acesa,
o vulto brilha
e central acena
à Lua sensual boêmia.
sei que verei a cena
em total e plena
zona de conforto,
galáxia devorando outra;
no toca-disco sideral
Centaurus A em vinil,
fino equinócio de outono,
infindos místicos
e versos festivos
hão de ser escritos
com lábios bem feitos,
perfeitos no Atlas
e sutis nas galáxias;
nada será como antes,
não mais viveremos
suspensos por um fio
flertando com o perigo:
viveremos de amor e mais nada.
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