Palco
No mundo existe um palco pronto encenado peças de ilusões e mentiras. Atores sempre prontos para agradar a plateia, que se deslumbra com tão pouco. Fingem acreditar no amor, mas entre a ficção e a realidade o que prevalece e um coração vazio e frio.
ARTE PANDÊMICA
No alto do palco da alma
Segue o artista da vida
Poesia que acalma
Encurtando avenidas
Harmoniza a plateia
Ainda que distante
Encoraja a peleia
E permite ir adiante
Mesmo em teatros vazios
Emoção não se negue
A provocar arrepios
Pois a tua arte prossegue.
GOL DE PLACA
Quanto talento folclórico
É coisa que não se esvai
No palco do Boqueirão
Num cumprimento eufórico
Lá vem um “só vai, só vai”
Com um positivo na mão
Aqui se faz metafórico
Numa pirueta não cai
É mais um gol do Jorjão!
ARTE MÁGICA
Chegado o tempo de novos valores
Rica homenagem num palco em cores
Bem ali mesmo: alados na rua
Voam vestindo a poesia antes nua
Novo sentido: parcos aparatos
A todos vocês temos que ser gratos
Trabalho divino com pouca folga
"Renasce" a cultura: muito em"Polga"
E vai da comédia à vida trágica
São bem mais que atores na "Arte Mágica"!
✍️Só saímos do PALCO quando os outros atores que interpretam a PEÇA DO TEATRO DA VIDA juntos já não precisam mais do nosso papel. Outros nos substitui.
🌹❤️
Palco do Silêncio
Por Nereu Alves
Um dia brilhou como estrela na aurora,
salão imenso, janelas abertas, luz que aflora.
O palco, infinito em sonho e criação,
morada da arte, da vida, da imaginação.
Ali dançaram ideias, versos e canções,
ecoaram risos, palmas, gerações.
Cenário de peças, recitais, emoção —
cada ato, um sopro de transformação.
Ainda está lá, firme, sobrevivente,
com vida que pulsa, embora diferente.
Mas algo o abafa, o cerca, o silencia,
como um véu pesado que cobre sua poesia.
Ergueram ao lado um gigante sem alma,
frio, sem história, que rouba a calma.
Um elefante branco de concreto e vaidade,
que engoliu a luz, abafou a verdade.
O vizinho tombou, não por tempo ou idade,
mas pelo descaso, pela falsidade.
Assassinaram paredes cheias de memória,
e enterraram ali um pedaço da história.
Agora o palco, mesmo em uso e movimento,
vive ofuscado por fora e por dentro.
Resiste em silêncio, com dignidade,
mas luta contra a sombra da modernidade.
Não é preciso demolir pra matar —
basta sufocar, fazer o brilho apagar.
E onde antes brotava beleza e união,
fica a sensação de lenta extinção.
Mas há quem veja, quem guarde, quem clame,
quem sinta que a arte é chama que inflame.
Enquanto houver alma, memória e razão,
não se fecha jamais o grande portão.
Abram-se janelas, cortinas, corações —
que o palco renasça em mil gerações.
—
Nereu Alves
Dedico este poema à Irmã Maria.
Chamas amarelas de velas reunidas como lindas estrelas sobre o palco, instrumentos felizmente tocados e aos poucos ganhando vida com algumas músicas tocantes, muito conhecidas, daquelas que já foram ouvidas inúmeras vezes e em vários momentos significantes,
Justificando perfeitamente a interação empolgante que houve entre os músicos e nós da plateia que foi ficando maior a cada instante, então, ficamos imersos em um mundo harmônico, nostálgico, onde a emoção foi se propagando e contagiando a todos ao mesmo tempo
Ficamos com os ouvidos bem atentos e os olhos maravilhados naquele belo momento iluminado, afinado com notas, sentimentos e cordas numa noite memorável, diferente de outras, cada um tocado de uma forma, almas e corações alcançados pela música e a sua força.
Malandro, desce do teu altar de vaidade…
No palco escuro da vida, onde o orgulho é ator, dança o malandro, confiante, num delírio sedutor.
Crê que o sangue de sua linhagem carrega a centelha, que apenas na sua casa nasce a chama mais velha.
Mas o mundo, vasto, ri dessa pretensão miúda, pois a sabedoria não se prende à herança desnuda.
Não é o ventre solitário que molda o engenho, nem o berço dourado garante o desenho.
Há estrelas em vielas, há luz em becos sombrios, há mentes que florescem mesmo entre os desafios.
Quem se vê dono do gênio, numa vaidade tão vã, esquece que o universo cria mais do que uma manhã.
O vacilo é pensar que a sorte tem endereço certo, que o brilho só repousa no teto do mais esperto.
Mas o destino, astuto, tece fios imprevisíveis, e a inteligência floresce em terrenos impossíveis.
Assim, malandro, desce do teu altar de vaidade, o mundo é vasto, e a vida, cheia de diversidade.
Nem só tua mãe, entre todas, concebe a centelha, pois o cosmos gera gênios sob qualquer telha.
A bailarina e o pianista
Eu sou a bailarina,
dançar me faz flutuar,
estar em um palco
é tão mágico...
Conheci ele,
o pianista,
seus olhos
são doces,
e ele toca divinamente.
O encanto foi
de imediato,e assim
nasceu a nossa amizade.
Ele tocava para mim,
e eu dançava para ele,
um momento único,
nosso,no ambiente,
pairava a felicidade...
A música e a dança
combinavam perfeitamente.
Viajando aqui e acolá,
trocas de confidências,
olhares,abraços,
carinhos...por fim,
um beijo!
Que beijo gostoso!
A arte uniu
dois jovens
corações,que
juntos aprenderam
outra arte,
a de amar...
Nosso amor assim
nasceu,entre
danças,palcos,
canções e aplausos.
Nosso amor é
iluminado,encontro
predestinado por Deus.
Juntos na arte,
Juntos naqueles
dias onde há
lágrimas e dor,e
juntos na alegria,
quando olhamos
as pessoas sorrindo
e aplaudindo a
nossa arte e o nosso amor."
Uma certa noite, conheci em cima de um palco o dono de uma voz especial.
Eu que naquela noite só desejava um locutor que falasse corretamente meu nome...
Acabei me apaixonando.
Por um acaso você estava lá.
Conheço uma escritora que toda noite antes de dormir imagina finais prazerosos e intensos, mas infelizmente essa história terminou assim.
Procura-se um bom escritor capaz de reescrever essa história e um bom locutor, capaz de dar vida a ela.
No palco da vida, somos todos protagonistas. Escreva sua história com ousadia, fé e resiliência, lembrando que cada escolha é um passo em direção ao seu propósito. Que a estrada da vida seja repleta de conquistas e que a fé ilumine sempre o seu caminho.
O palco da sociedade contemporânea é um mosaico de poder e fragilidade, onde representantes, outrora espelhos do povo, muitas vezes se transformam em artífices da alienação. A massa, sedenta por ídolos e distrações, torna-se presa fácil de ideologias que a manipulam, transformando-a em mera peça de um jogo de ambição e banalização.
A violência, antes restrita aos cantos sombrios da marginalização, irrompe em plena luz do dia, alimentada por conflitos que se perpetuam em nome de verdades distorcidas. A idolatria, outrora reservada aos deuses, agora se estende a figuras efêmeras, que ascendem e caem em um piscar de olhos, enquanto a esperança, como uma chama tênue, luta para não se apagar.
Pensadores e guerreiros, outrora aliados na busca por um mundo mais justo, agora se digladiam em um campo de batalha onde a espada e a letra se confundem com a bala. A luz da razão se esvai diante da escuridão da ignorância, e a verdade se torna refém das mentiras, em um embate onde as cores se misturam em um turbilhão de caos.
O povo, outrora detentor do poder, agora se vê subjugado por forças que o alienam e o marginalizam. A resistência, como um grito sufocado, busca romper as amarras da opressão, enquanto a paz, um sonho distante, se esvai diante dos conflitos que se alastram.
Em meio a esse cenário sombrio, a esperança teima em resistir, como uma semente que brota em solo árido. A luta por um mundo mais justo, onde a verdade e a luz prevaleçam sobre a mentira e a escuridão, continua a pulsar no coração de guerreiros e pensadores, que se unem em busca de um futuro onde o povo, enfim, retome o poder que lhe foi usurpado.
A VINGANÇA DOS DEUSES
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente o artista cai no palco. Ou cai do do palco. Silêncio completo; público apreensivo; sem iniciativa. Então o artista se reergue, sereno e resignado, e sem nenhuma explicação reassume o palco. Dá continuidade ao show.
Fosse qualquer outro profissional, não de palco, esse não seria o desfecho. O trabalhador não se reergueria; seria reerguido. Não voltaria imediatamente aos afazeres. Alguém lhe daria um pouco d´água, examinaria suas condições de retorno ao ofício, e talvez o dispensasse naquele dia, para ir ao médico. E o médico, por sua vez, atestaria mais um, dois ou três dias, para ele se recompor do acidente que, no fim das contas, não foi mais do que um susto.
Há momentos em que os deuses trocam de lado com os mortais. Enquanto estes têm que amargar sozinhos as próprias quedas no inferno de suas solidões, os mortais se acercam de anjos e benfeitores no céu de uma solidariedade ora espontânea, ora por força de lei. É claro que as presentes linhas tratam de grandes artistas, e de outro lado, funcionários de boas empresas.
A vingança de um deus está em ele saber ser humano, mais do que um ser humano sabe ser deus, nessas horas. O grande artista, quando sofre o tombo e se reergue para continuar, transforma esse momento na parte mais aplaudida em seu show.
Ser “idiota e feliz” aí não é burrice.
É sabedoria disfarçada.
É recusar o palco onde alguns querem brilhar às custas do outro.
O chamado ao grande "palco" de realizações nesta nova era, é o grande objetivo dos mentores amigos que nos impulsionam à grande marcha. O espaço é infinito, o propósito é sublime, e a vida que nos cerca, é abundante... Como é doce e suave a brisa da manhã, como é belo e majestoso o cantarolar dos pássaros, anunciando um novo dia... Em tudo existe luz... Emanem o sorriso, façam vibrar o sentimento, como jamais o fizeram, busquem o "eu" edificante que já transita dentro de vós, e transcedam-no verdadeiramente em espírito e verdade... O Divino carpinteiro nos apresenta o seu espetáculo todos os dias, aos olhos e ouvidos da Terra, e na imensidão de todas as galáxias... A Harmonia, meus irmãos, está presente na sutil atmosfera daquilo que sentimos, e isto é, diretamente proporcional ao bem que juntos plantamos... Estamos entre vós e permaneceremos... Que Deus, em sua soberania, abençoe este trabalho, e inunde de graça o nosso planeta...
No ápice existencial das almas felizes, "espetáculos" acontecem no palco das consciências, irradiando luz nos corações, e transmitindo o magnetismo dos corpos, assim, manifestando a Divina arte... As sombras se dissipam em silêncio, e hoje, áureos já são os tempos, onde a luz carece transceder, e o seu reflexo, deve espargir no majestoso semblante do universo. Sejamos fiéis à arte do Cristo sem medir esforços, meus amados. O que seriam das notas musicais, se não fosse a íntima relação do artista com a bela musicalidade? O que seria do sorriso, ou mesmo da lágrima, se eles não nos causassem qualquer emoção? Como imaginar a sincronia dos corpos do universo, sem considerarmos as leis de atração e gravidade? Tudo funciona conforme as diretrizes de uma Lei soberana, através dos "moldes" que utilizamos, a partir daquilo em que realmente acreditamos, e sob os pilares da obra que humildemente representamos. O trabalho na arte, sob os critérios do mundo invisível, inicia-se na predisposição do "sentimento", desenvolve-se no pulsar da "vibração", eleva-se na construção do "Pensamento", e plenifica-se no aperfeiçoamento da "ação"... Somos "estrelas" dentro de uma infinita constelação, e a Divina Arte, abençoados, é o resultado da soma das nossas luzes individuais...
Deslumbremos o ser que aflora para as grandezas infinitas. Peregrinamos sob um palco de muitas "mazelas", onde muitas são as lágrimas, e difíceis são os dias que a humanidade enfrenta... Mas, para a nossa imensa alegria, as emanações do Cristo aceleram no íntimo da criatura, lapidando-a, assim como a pedra bruta, que em seu interior esconde o precioso diamante... Como nos despojarmos desta camada grosseira que nos castra o brilho e a luminosidade que nos são elementares? Amados, a razão da existência nada mais é que o resultado do propósito Divino em nossas vidas... Façamos o que nos é lícito e aquilo que nos é devido, pois o tempo urge com velocidade, e os nossos "cristais" carecem emergir das sombras... Somos "Pedras Preciosas" na edificação do bem e da verdade... Luzes cruzam as galáxias e a todo instante, iluminam a obscuridade dos nossos desvalidos...
Nossos pequeninos são as nossas mais preciosas ferramentas de "arte", refletidas no palco das realizações humanas... A evangelização da criança e a formação do jovem, devem atender as expectativas do espírito encarnado, sob às bases consolidadas de uma sublime manifestação artística, que não apenas satisfaz a matéria em movimento, mas principalmente, age sob uma regência intensiva dos planos superiores...
