Outono
A vida é como as quatro estações do ano;
Verão = Batalha, esforços.
Outono = Tristeza.
Inverno = solidão.
Primavera = Alegria, amor, conquistas. Tudo na vida pra você chegar a primavera, tem que passar por tristezas, momentos de solidão as vezes humilhação, mais com o verão que são os esforços e as batalhas você consegue chegar a felicidade ao amor e as conquistas. Lute e insista que você consegue!
Na Velhice/ no Outono/ na Saudade
Ainda trago ao pé de mim
aquela mulher ao meu lado.
Deus, como foi rápido,
cada olhar sem rumo e disfarçado
os beijos ardentes como febre de outono.
Outrora desses anos todos que passaram
carrego no meu interior
a única mulher que eu amei.
Tive muitas outras
uma por noite
duas por noite
três
quatro
outras por meses
até anos longos e duráveis
mas aquela, nunca se apagou da minha vida,
nem nunca vai.
Não tive chance de ter mais dores com ela
ajudá-la em suas necessidades,
diversas tristezas e calamidades.
Ela está ai, anda por ruas estreitas
por entre cidades pequenas.
Sei que viaja, cuida dos filhos
se resguarda, bebe vinho no natal
faz dieta e lê bons livros
poupa-se do cansaço da mulher
e lembra,
às vezes lembra.
Talvez todas as noites
ou intervalos de meses
anos,
até décadas
Meu Deus, isso é muito tempo
mas ela lembra.
Não se lembra de mim em si,
porém do sol diferente
que brisava seu rosto pequeno.
Pai! Como eu ainda lembro
daquela pinta na bochecha
no corpo tão pequetito, e tão sereno.
Lembra-se dos chocolates, das flores
dos jantares fulminantes e estrelados.
Voltávamos e eu virava a esquina errada
só para continuar mais tempo a andar com ela.
De quando eu chorava ao deixar ela em casa
na vigia da lua e dos anjos.
Eu não me esqueço, como eu não me esqueço
do amor que virou arte nos ares
nos cafés que frequentamos,
das trufas que comemos
dos ursinhos de pelúcia
no cinema,
das horas esquecidas ao telefone
eu nem olhava para o relógio.
Das diversas vezes que levou as roupas à costureira
para remendar os rasgos que eu havia dado
na noite anterior.
E de quando ela me chamava de: "louco",
o meu "louco".
A vida? A vida passa por ai,
despercebida e calada.
Não dá o menor sinal de aviso
ela anda nas pontas dos pés
de mansinho, a cada dia que nasce
a cada sol que aparece
como que se voltasse de uma festa
e a vida, um dia fica nessa festa que não tem hora pra acabar
chamada mundo.
Hoje, já se passaram sessenta anos
sessenta e poucos anos, confundo os números,
que o meu amor foi embora.
não sei ao certo
estou velho
meus cabelos brancos não me deixam mentir.
O que eu diria se ele estivesse na minha frente agora?
- Diria o tanto que eu ainda a amo.
Palavras que me abalam profundamente.
Porque são palavras que eu nunca disse.
Cabe ao tempo dizer meu amor se vai ser
Só verão ou veremos o outono bater
Se sozinhos e descalços, cacos vamos percorrer
Ou juntá-los, juntinhos todos eles, nós dois
Porque essa estrada não tem sido nada fácil
Assim como tudo na vida tem suas complicações
Porque essa estrada não tem sido nada fácil
As vezes são felizes, e por vezes, tristes, canções
Será, a construção
Será, o preço pago ou não
Será, a vida de alguém
Será, o bonde passando outra vez
Se você chora ou não
Se desiste de buscar o pão
Será, sempre o que tiver de ser
Se a gente continua ou não
Se a gente recomeça ou não
Será, sempre o mesmo vento a correr
Na estrada as vezes quente
Só você, ou a gente
Ou num caminho frio
Soará para quem não ouviu
Só vou aceitar o outono esse ano na minha vida, se você estiver comigo,
para me aquecer NOS TEUS BRAÇOS, no inverno,
me cobrir de BEIJOS E flores na primavera,
e me AMAR E refrescar no verão!
O sol me chama pra se despedir...
E o outono me convida pra bailar...
A lua já me convidando pra sonhar...
E no real atalho da esperança...
Sigo no meu pensar...
Doce e serena de mim...
Na suavidade que o amor requer...
As quatro estações do ano
É no outono da vida que a gente lembra, que já se foram a primavera e o verão e que o inverno se aproxima.
Das possíveis comparações, já passamos pelas cores alegres e fortes, já deixamos as temperaturas amenas, já erramos e tivemos as nossas chances de aprender para acertar.
Agora partimos para um certo recolhimento, as feições se tornam mais sérias, mesmo que a gente não queira e tente disfarçá-las.
Cada estação tem as suas belezas, mas é importante que a gente esteja vestido de acordo e esteja sempre preparado para uma retirada rápida e estratégica.
Quando o jovem erra a gente perdoa e diz que foi um engano. Quando um velho erra a gente diz que repetir os erros é burrice.
E, a qualquer tempo, para um coração gelado pode aparecer um casaco antigo, esquecido em algum canto da memória.
Armadilhas do amor...
Naquela tarde de outono
Sua decepção se socorreu em mim
Vieste decidida, em lágrimas e coragem
Num férreo desejo de necessitada acolhida
Seu corpo inquieto, alma e sentimento feridos
Buscavam bem mais que um abraço
Sofrias a dor da traição, da decepção
Imposta por aquele a quem se rendeste
Mais que isso, confiaste sua rica pureza
Cega, no acreditar de reciprocidades
De entrega de dedicação, paga com traições
Lembro de seu choro desiludido
Sua voz embargada, confusa
Olhar sem horizontes, sem esperanças
Bastou uma atenta escuta, doada atenção
Um carinho fora de hora, um beijo roubado
E uma nova esperança nascia ali
Sem enganos, sem trapaças... sorte sonhada
Num repente, o amor ferido sofrido e carente
Em meio a um querer acontecido, acolheu sincero
A surpresa gêmea de nos aceitar em sentimento
“SIM 🌹
O Verão esconde-se
Pois o Outono chegou
Antes que o Inverno nos gele
Nos novelos da cómoda guardada
Entre o rosto quente ao sol
Admira as aves que migram
Aproveita que a vida é bela
Antes que o futuro venha
Congela o lugar da beleza
Num futuro que se torna geada
Estações que são belas na Primavera.”
🌹
O Outono tem sua beleza...O verão de forma diferente... Doura os campos e planícies... que vimos com intensidade ...
blasfema a alma!!!
NORMA AMIGA
Nunca pensei ter uma amiga como você
Outono da minha vida vivida
Rumarei até ao infinito...
Mostro-te o meu coração deste jeito
AMIGA serás sempre...
A Folha
Como uma folha que se movimenta junto a brisa do outono, o suave som de se alinhar ao encontro dos ventos, delineando formas diferentes ao montante se faz.
Algumas não se aguentam e ao esforço de um sopro se desprendem da vida conjunta, se deixa voar ao incerto, ao inseguro, apenas se deixa. Cair e caindo ao chão , ao mar, ao húmido.
Se encontra ao novo, e com o novo o passar do tempo ela se perde sua vivacidade em suas cores vibrantes, dando lugar as cores frias sem vidas de um ressecar até se deteriorar.
A folha no entanto cultiva cada momento de seu desprender, como se tudo aquilo vivido fosse experimentado com toda sua essência.
Deixar ser folha ao viver.
